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“O papel da esquerda face à ofensiva política e ideológica das forças conservadoras”

00-A ofensiva das diversas Direitas, ofensiva política e ideológica, vai assentando em dois pilares:

– O Governo do PPD e PP, orientado pelo chefe dos Conservadores, Cavaco Silva, na destruição do Estado Providência;

– A Igreja Católica, essa mais ambiciosa ainda, centrada no desmantelamento do Estado de Direito.

01- A destruição do Estado Providência repousa na minimização dos Direitos Sociais, e no generalizado decréscimo das Prestações, ditas Sociais;

02- O desmantelamento do Estado de Direito repousa, nomeadamente, no achincalhamento dos Políticos, e está sintetizada na frase do Cardeal Patriarca de Lisboa:

“Ao abandonarem os seus cargos todos os políticos têm as mãos sujas”- ver “DN” e “JN”.

Ou seja, o Cardeal Patriarca de Lisboa, por um lado tenta descredibilizar os agentes do Estado de Direito institucionalizado, e por outro lado, sugere, na contraposição, que a saída é um Estado Confessional, aqui, à medida da Doutrina e Prática da Igreja Católica, como no Irão, da barbárie, é à medida do Corão e os “Sacerdotes” do Islamismo.

03- Entretanto vai havendo uma complementaridade de atuações entre Governo e Igreja Católica.

Vejam-se os previlégios atribuidos pelo Governo às IPSS, organizações maioritáriamente controladas, direta ou indiretamente, pela Igreja Católica.

04- Mas a frente da ofensiva política e ideológica alarga-se, vide a Lei que virá, sobre o “enriquecimento indevido”, suportada pela grande frente conservadora, incluindo PCP, Bloco, PPD e PP.

05- Este é o panorama global da situação política e ideológica, do momento.

06- Mau grado nosso, o Partido Socialista, ora nas mão de A. J. Seguro, ainda não deu conta da gravidade, política e ideológica, da situação.

07- Caberá à Esquerda federar as forças e as vozes que rejeitam este estado de coisas, agindo sem sectarismos, não esquecendo vozes como a do Bispo Torgal e do Padre Anselmo Borges, entre outros.

08- E, como tenho boa memória, lembro Vitor Wengorovius, um homem impar, um católico, que foi um grande aliado da Esquerda, desde os anos 60 até, malogradamente, se findar bem novo.

Vitor, sempre próximo do então Dirigente Estudantil Jorge Sampaio, depois meu dedicado e corajoso Advogado no Tribunal Plenário da Boa Hora.

Aqui fica registada a Saudade de Vitor Wengorovius.

A minha HOMENAGEM a este HOMEM, CATÓLICO, GRANDE ALIADO DA ESQUERDA.

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Oferta do nosso amigo Acácio Lima (enviado por email)

Aprender à nossa custa

Evidentemente que o presidente do GRA e o partido que o sustenta, o PS (no caso nem se faria a minima diferença entre “nacional” e “regional”) estaria simplesmente tão frito quanto fizeram com Sócrates. E com o BE e o PCP de braço dado com a direita que levou ao poder, alegremente, sabendo exctamente o que estavam a fazer.

Claro que esta esquerda que se faz de sonsa, agora não tem os microfones da direita a toda a hora e momento como tinha para malhar no PS. Agora tem o mínimo dos mínimos para esses sonsinhos pensarem que ainda há democracia. BE e PCP foram quase completamente silenciados e se-lo-ão cada vez mais pela comunicaçâo social soberanamente controlada pela direita. E eles sabiam que ia ser assim, quando se aliaram para derrubar o governo Sócrates. Mas o seu ódio pelo PS e o desprezo pelas pessoas que dizem defender foi mais forte.

Não sei até quando as pessoas que ainda dão o voto ao BE e PCP continuarão na ilusão. Mas penso que o que se está a passar é tão grave que vai forçar esses eleitores a abrir os olhos. Vão convencer-se que o PS, apesar das suas graves falhas, não tem nada a ver com a direita salazarenta que assaltou o poder com a colaboração total do BE e PCP. Finalmente vão rejeitar a trafulhice que lhes é martelada por estes partidos de que PS e Direita são a mesma coisa.

Os portugueses vão aprender à sua custa.

Infelizmente, neste momento, têm uma direcção PS do mais pobrezinho que eu me recordo. É caso para dizer que o país que clama justiça está órfão.

E como se fosse coisa pouca a desgraça partidária, o mesmo povo órfão assiste, impotente, ao desmoronar das instituições da república, a começar pela presidência da república, entregue a um “mísero professor”, como diz o próprio, e eu digo miserável economista.

Politizou-se a justiça e as policias. Arrebanhou-se a comunicaçâo social. Os senadores da nação acobardaram-se como sempre aconteceu ao longo de muitos séculos de história. Resta-nos o exército da revolta deste espaço silencioso das redes sociais.

Não calemos a revolta. Não paremos a denúncia.

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Oferta do nosso amigo Mário

Que diz a isto João Aibéu?

A propósito de assassinatos de carácter (houve muitos, visando quase sempre socialistas, nos últimos 15 anos), veja-se a reportagem sobre o caso Casa Pia no DN papel de hoje, escondida lá a páginas tantas, sem chamada na primeira. O DN oline omite a história, não sei se por alguma razão secreta.

Na reportagem, três casapianos envolvidos na acusação confessam as suas mentiras, nomeadamente a respeito de Pedroso, Ferro Rodrigues e Gama. Declaram que não foram só eles a mentir, pois muitas das testemunhas de acusação terão feito o mesmo no processo e no julgamento, enquanto iam confessando isso mesmo privadamente uns aos outros. As pressões que exerceram sobre eles são denunciadas. Um afirma ter sido chantageado por um procurador de nome João Aibéu: “Ou dizes o que eu quero ou vais já preso”. Outro conta que “atiraram para o ar” os nomes que a PJ queria ouvir e a polícia depois pegou nos que quis, fazendo fugas controladas para a comunicação social. A polícia e os magistrados é que decidiram o que eles deveriam confessar. Outro casapiano confessa que foram aliciados pela perspectiva dos 50 mil euros de indemnização, à custa da destruição da reputação de figuras públicas, mas que agora está arrependido. Curiosamente, um declara que, dos sete condenados só o Silvino é realmente culpado, mas acrescenta que o ministério público decidiu não acusar um educador da Casa Pia que terá realmente estado envolvido no esquema pedófilo. Acrescenta o mesmo entrevistado casapiano que pode ser preso pelo que agora confessa, mas que não se importa.

Continuar a lerQue diz a isto João Aibéu?

Para onde vai o PS?

Seguro vai ter que fazer referências ao seu antecessor, destacando as circunstâncias da crise financeira que assolou o país a partir de 2008. Se ignorar Sócrates, se atacar a sua governação ou se se esquecer de mencionar a crise, dividirá o congresso, desencadeará muita contestação entre os militantes e eleitores socialistas, confirmando os piores receios sobre a sua colagem à esquerda irresponsável, e provocará uma rejeição no eleitorado de centro-esquerda muito idêntica à rejeição provocada por Alegre.

A reflexão de fundo que o congresso do PS terá de fazer não é sobre a anterior liderança do partido, mas sobre o presente e o futuro de Portugal. Se criticar a performance do anterior governo, Seguro só se vai enterrar, porque terá de pedir emprestados argumentos ou à extrema-esquerda, ou à direita, ou a ambas ao mesmo tempo. Seguro nunca mostrou interessar-se pelo problema da dívida pública ou pela dívida externa do país e, no lugar de Sócrates, teria feito muito pior.

O que interessa debater no congresso são outras coisas. Como vai o partido responder à guerra contra o Estado social desencadeada pelo governo de direita? Como vai o PS reagir ao anúncio da privatização da RTP, das Águas de Portugal, dos CTT, da CGD, etc? Como vai a oposição socialista combater a estratégia deste governo de se aproveitar da crise para levar por diante uma ofensiva política direitista? Como vai o PS lutar contra o clientelismo e a corrupção maciça que se avizinha e as obrigatórias malfeitorias dos banqueiros laranjas, autênticas sanguessugas do povo português? Em particular, vai o PS esquecer e arquivar o caso BPN, a maior burla financeira e o maior roubo da história de Portugal? Vai o PS permitir a entrega das Águas de Portugal aos amigos de Passos Coelho e Ângelo Correia? Vai o PS permitir a entrega da CGD, o maior banco português e o mais idóneo, a um cambão de malfeitores reciclados da banca privada falida? Vai o PS permitir a liquidação da RTP, a voz mais isenta da TV e da rádio?

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Oferta do nosso amigo Apoiante de Sócrates

Chanfalhos

A propósito deste post do Valupi, e referindo-me em particular à sintese contida na sua última frase, não posso deixar de lembrar aqui uma entre muitas das experiências por mim vivida quando jovem dos 20/23 anos. Passa-se o caso em finais da década de 60.

Vivia então em Benfica e utilizava com frequência o comboio da linha de Sintra para me dirigir à faculdade. O comboio frequentemente chegava atrasado ao Rossio. Certo dia gerou-se um imenso burburinho quando algumas pessoas se dirigiram ao Chefe da Estação que por ali foi encontrado à mão, pedindo que lhes passasse um documento justificativo do atraso para poderem apresentar nos empregos. Resposta do sujeito: Esses documentos só são passados pela Estação de Santa Apolónia!

Perante o aberrante da situação as pessoas exasperadas pelos constantes atrasos entraram a manifestar-se um tanto agressivamente mas apenas no que ao tom de voz se referia.

Interveio a polícia que imediatamente deitou a mão a um jovem que mais activamente se manifestava e que se pôs a jeito. Acontece que na minha inocência juvenil (alguns lhe chamarão parvoíce) eu, que me encontrava perto do jovem a que o policia deitara a mão não me contive e aproximei-me de um segundo polícia que entretanto chegara, dizendo-lhe querer ser testemunha do jovem a quem fora dada voz de prisão. Passou-se então o que nunca mais na minha vida esquecerei.

Estavam dezenas e dezenas de pessoas rodeando-me a mim e ao polícia a quem me dirigira. Este lançou-me as mãos ao pescoço, voltou o casse-tête ao contrário, levantou-o no ar ameaçadoramente e só não o abateu sobre a minha cabeça... porque terá tido um último lampejo de consciência!

E agora chego ao ponto a que queria chegar! É que, ao mesmo tempo que vi levantar-se sobre a minha cabeça o chanfalho agressivo do polícia, vi fugirem em todas as direcções as muitas e muitas pessoas que estavam à minha volta. Fiquei só à mercê do polícia e... lá fui para a esquadra... “prestar contas à justiça!” Digam lá se os portugueses não são uns valentões... mas apenas quando podem!!!

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Oferta do nosso amigo ANIPER

g point

De facto é estranho que não haja excepções ao direito de voto, que pessoas dependentes de outros para tomar decisões simples no seu dia-a-dia, ou pessoas cujo comportamento levou a que estejam isoladas, por muitos anos, da sociedade mantenham intacto o seu direito a decidirem quem tem melhores condições para nos governar. Ainda é mais estranho se pensarmos que o direito ao voto em associações, clubes e afins, e até nos próprios partidos, implica condições e deveres que não se exigem ao eleitor, em quase todas é necessário preencher vários requisitos entre os quais, por exemplo, ter as quotas em dia. Imagine-se o que seria se um político se lembrasse de propor como condição para exercer o direito de voto ter os impostos em dia. Caía o Carmo e a Trindade. Já para não falar na dose de coragem necessária para lançar a discussão.

E, apesar de manifestarem alguma preocupação com os valores da abstenção (só no dia das eleições, no dia seguinte já ninguém fala disso), não parecem muito incomodados com a ignorância e o desinteresse pela política, só isso explica que na Escola, onde tanto se investe na formação dos futuros cidadãos, a formação política dos alunos não tenha lugar. A única coisa que ouvem sobre política aos professores são desabafos contra todos os governos, pouco abonatórios para os políticos e a política em geral, que passa facilmente por uma actividade quase marginal, no pior sentido, que só interessa a gente que não interessa. Se se juntar a isto o tratamento que a comunicação social dá ao tema, privilegiando quase sempre a politiquice em vez da discussão séria, estamos conversados. É pena. Mas como tudo evolui, e a democracia não tem sido excepção, talvez num futuro próximo este debate se torne inevitável e os políticos deixem de se preocupar exclusivamente com a quantidade de votos e pensem no que ganharíamos todos com o acréscimo de qualidade dos mesmos.
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Oferta da nossa amiga guida

Vodka laranja

É indispensável ir fazendo esta história exemplar da vergonhosa colaboração da chamada extrema-esquerda com toda a direita – a dos partidos, a do dinheiro e a da comunicação social – para enlamear a pessoa de Sócrates e deitar abaixo o governo socialista.

A coligação negativa, alimentada pelas octanas do ódio sectário e descerebrado a Sócrates, não se traduziu só em votações no plenário da AR (decisivas só a partir de 2009), pois começou por ser uma colaboração conspirativa permanente nas redacções dos jornais, semanários e TVs, nas colunas de opinião generosamente cedidas a idiotas úteis, nos debates marados da rádio e da televisão, nas miseráveis comissões parlamentares de inquérito, nas alfurjas do ministério público e da polícia judiciária, na própria blogosfera.

Jamais poderei esquecer o afã pidesco de deputados do PCP e do Bloco a secundarem os partidos da direita nas acusações mais idiotas, perversas e inverosímeis contra o governo de Sócrates, como a da alegada tentativa de controlo da comunicação social pelo governo. Jamais esquecerei o comentário cretino do camarada Jerónimo quando o bruxo de Boliqueime e o Público de Belmiro cozinharam a acusação das escutas governamentais a Belém: “Muito preocupante”!

É indispensável fazer essa história e ir insistentemente lembrando aos eleitores distraídos uma verdade constantemente comprovada desde as primeiras décadas do século XX: a chamada extrema-esquerda em Portugal é uma preciosa aliada da direita e, em particular, da direita anti-democrática, não só no papel de provocadores, bufos e idiotas úteis, como no papel de fornecedores de argumentos e álibis para o regresso da direita ao poder. A direita já percebeu há muito tempo que tem de acarinhar, promover, utilizar e comprar por todos os meios possíveis esta extrema-esquerda, inofensiva pela sua idiotice e radicalismo congénitos, mas preciosa aliada para a conquista do poder.

Oferta do nosso amigo Júlio

JPP – o velho bolchevista que renasceu liberal

Com essa acusação, Pacheco, um fulano vulgarmente tido por culto e inteligente, revelou uma vez mais a sua alma de denunciante e provocador policiesco. Teria dado um bom quadro policial, com a sua tendência patológica para a recolha de informação política. Se hoje houvesse uma polícia fascistóide (não estamos livres disso), ele seria o encarregado ideal da vigilância da blogosfera. Daria também um bom analista de escutas telefónicas, para o que já revelou vocação.

Note-se que Pacheco começou a sua carreira de inquiridor e inquisidor como marxista-leninista, e dos mais tinhosos no seu dogmatismo ideológico. Ler hoje os seus virulentos escritos doutrinários da primeira metade dos anos 70 é algo de fantasticamente hilariante, para quem tenha humor e estômago. É conhecido que por esses anos o mangas recomendava que se queimassem certos livros considerados burgueses, como foi o caso de uma obra do professor António José Saraiva. Grande intelectual este Pacheco, guarda-vermelho incendiário nas horas vagas… Nunca lhe passou o tique, diga-se, embora surja agora disfarçado de liberal.

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Projecto Intimidades via Questionário Anónimo

Gostaria pedir a sua ajuda no sentido de divulgar a minha investigação de Doutoramento, relativa à Intimidade no Casal. Iremos executar uma grande análise de dados no final do mês de Julho e gostaríamos de ver incluídas tantas participações quando possível.

Poderá participar preenchendo o questionário online ANÓNIMO disponível no site do projecto:
https://sites.google.com/site/intimacyanddesire/

Para participar, basta estar casado/o (não interessa há quanto tempo) ou coabitar com o/a companheiro/a há pelo menos 2 anos, e ter concluído o 9º ano de escolaridade.

Contribua para a investigação nacional, participado e também divulgando este questionário pelos seus amigos, colegas e familiares.
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Muito obrigada pela sua colaboração!

Luana Cunha Ferreira
Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra

Louçã, o incompreendido

Essa coisa de o Bloco ter perdido metade dos deputados por Louçã não ter reunido com a troika é uma conveniente história da carochinha com que o próprio Louçã tenta agora deseperadamente “explicar” o seu fiasco político. Como se isso tivesse sido uma mera decisão “incompreendida” pelo eleitorado, uma pequena falha de comunicação, um erro de public relations.

A Louçã não convém nada que se investiguem e apontem as verdadeiras razões do fiasco do Bloco, como o facto de se ter unido à direita para derrubar o governo socialista e de ter trabalhado incansavelmente durante seis anos para voltar a pôr a direita no poder. Foi para isso que o Bloco de Louçã serviu, não tendo tido qualquer outra utilidade prática. Para, juntamente com os comunistas, ajudar a direita em sujos ataques pessoais (como se viu em sucessivos inquéritos pidescos no parlamento) e em campanhas de descrédito contra o governo socialista.

Durante seis anos, os bloquistas de Louçã “correram por fora”, isto é, cativaram os votos que os eleitores lhes deram para rejeitarem qualquer compromisso ou responsabilidade de governo, para atiçarem o descontentamento contra Sócrates e para conduzirem uma guerra sectária contra o PS, à custa do qual pensavam que podiam crescer como partido político. Apostaram na destruição do PS e na sua substituição pelo Bloco. Era este o sonho de Louçã, nem sempre inconfessado: chegou a proclamar em 2009 que em Portugal os verdadeiros socialistas eram eles, os bloquistas de Louçã, como se o PS fosse uma mentira que lhes estivesse a usurpar o território.

Viu-se o resultado deste sonho destrambelhado. O desastre eleitoral do Bloco põe em causa toda a orientação de Louçã e não apenas a simples decisão de não ter querido reunir durante duas horas com a troika – uma decisão aliás perfeitamente previsível e coerente com a estratégia e a prática política do Bloco desde 2005.

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Oferta do nosso amigo (ou amiga) Histórias da carochinha

O regresso da ingrícola

Caro Adolfo Dias,

então agora a União Europeia não quer a destruição da agricultura portuguesa? O que terá mudado na política agrícola europeia para alterar os factos?

O que a CEE da altura quis, não foi acabar com a agricultura em Portugal, mas acabar com o tipo de agricultura que se praticava.

Ainda hoje, conheço centenas de proprietários que são pagos para não cultivarem, porque será?

Porque é que a agricultura do Thierry Roussel recebeu 1 milhão de contos (5 milhões de Euros) da CEE, a fundo perdido, no tempo do senhor Cavaco, e deu cavaco com a guita deixando centenas no desemprego e milhões em débito à CGD por via do seu projeto agricola?

Onde estará o senhor Cavaco que dizia em 87 que o Alqueva só avançaria se a sua reforma agrária avançasse, e que depois colocou as obras em banho-maria?

Já não quero falar no seu programa de sucesso, lembra-se, o JEEP (Jovens Empresários de Elevado Potencial), que serviu para a compra de jipes Toyota (do apoiante Salvador Caetano) com os dinheiros do FSE e da PAC e de umas obritas em casas que se destinavam a turismo rural mas onde os únicos hóspedes eram os moradores e respetivos familiares e amigalhaços.

A agricultura começou a ser destruida quando não se ouviram as sensatas palavras do Sousa Veloso sobre o associativismo a sério, a mecanização agrícola prudente, o desemparcelamento do minifúndio, as colheitas especializadas, a ordenação das propriedades, a escolha das espécies a produzir, a rede de frio e de silagem equilibrada, a aposta na diversidade e na qualidade.

Onde estão os rebanhos, que é feito da pastorícia, onde está a protecção das espécies nacionais, onde pára o ordenamento florestal, por onde andam os carvalhos nacionais, os castanheiros que dão castanhas, os negrilhos para forragens, as nogueiras que nos dão nozes e bela madeira, os amieiros fixadores de azoto, e toda uma flora diversificada, amiga do ambiente e resistente ao fogo.

Será que o Cavaco se preocupou com isto ou foi a CEE que não deixou?

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Oferta do nosso amigo Teófilo M

Os homens vêem-se nas acções

Desde 2005 os meus votos foram para o PS via José Sócrates, a partir de 5 Junho não sei para quem vão. Se Passos Coelho demonstrar ser um reformista como Sócrates, o meu voto, passa a ser depositado no PSD. Não acredito nisso, julgo que vai fazer reformas mas estas vão no sentido de favorecer a direita.

No CDS nem pensar, ainda me lembro do tempo da União Nacional, o que faziam aos empregados, por isso, não atraiçoo a memória de meu pai.

A CDU foi a que mais vezes recebeu o meu voto, como não vejo vontade de se renovar não votarei neles.

O BE teve uma vez o meu voto, a comportar-se assim, não me sinto inclinado a votar neles. Estou farto de diáconos e sacristães.

O PS – não falo dos grupelhos de esquerda, fazem-me lembrar as famílias em que os irmãos estão todos zangados e cada qual procura desenrascar-se – deixei para o fim e só continuará a receber o meu voto conforme o líder.

Se for José Seguro nem pensar. Não estou para dar o voto a quem é tão inseguro. Não esqueci o nojo que metia na porqueira do Crespo, via o Secretário-geral do seu partido a ser enxovalhado e não tinha uma palavra para contrariar. Com pessoas destas não me entendo, só sabem cuspir no prato em que comem. Teria agora trunfos para jogar contra Assis se não aceitasse ser deputado pelo círculo de Braga mas, como não tem coluna vertebral, está contra mas… aceita as migalhas.

Assis se continuar com o ideal que tem, se for Secretário-geral do PS, pode contar com o meu voto. Desde há muitos anos não via um líder parlamentar com a facilidade de argumentação. Não precisa de papéis para fazer um discurso. Uniu sempre o grupo parlamentar, coisa que Seguro ou outro não sabe fazer.

Tenho pena de não ver Manuel Maria Carrilho a candidatar-se. Os homens vêem-se nas acções.

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Oferta do nosso amigo Manuel Pacheco

Bem-hajas, Sócrates

Sócrates era fácil de esquecer. Mas a obra que deixou lixa tudo. Reparem como se atiram raivosamente ao Magalhães, às Novas Oportunidades, ao Simplex, à recuperação do parque escolar, ao plano tecnológico, ao inglês na primária, ao investimento sem paralelo na investigaçâo cientifica, às energias renováveis, ao redimensionamento da rede escolar, ao fecho das falsas urgências, à avaliação dos docentes, ao rigor nas entradas e saídas do pessoal médico nos hospitais, à aposta nas exportações, diversificando os mercados (por levar as empresas portuguesas também à Libia e à Venezuela, já é amigo de fascistas!!!).

É tudo isto que não suportam! Sócrates, o PM empreendedor! Com esta não contava a direita, que só via no PS “figuras de retórica”, gente prenha de ideologia e cultura mas vazia de iniciativa e rasgo empreendedor. Saiu-lhes um Sócrates cheio de genica que, apesar de perseguido cruelmente desde o primeiro dia do seu governo, por magistrados sem escrúpulos, em conluio com policias, políticos, jornalistas e poder económico, fez uma obra inigualável desde que temos democracia.

E ainda ficaram as 27 perguntas que a justiça lhe queria fazer (!!!) sobre um Freeport alimentado até ao último dia da sua governação, no qual os abutres não encontraram um pintelho por onde o pudessem comer, depois de gastarem rios de dinheiro a investigar uma tramóia criada à mesa de um café por aqueles que toda a gente sabe. Mas os magistrados não quiseram saber e ainda ficaram 27 perguntas por fazer!

Odeiam Sócrates, porque também têm medo de verem no espelho, gravadas na testa, todas as pulhices que lhe fizeram. A sua consciencia pesada não lhes permite esquecer Sócrates.

Gastador? No principio de 2009 o défice era de 2,9. A crise internacional salvou os filhos da pulhice!!!

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Muito bem Mário. Também tenho um Mário cá em casa que pensa como tu.

De facto a obra de Sócrates vai ficar na História. Mas o Mário esqueceu-se de lembrar a criação da rede de Cuidados Continuados Integrados, criada em Junho de 2006 e, que desde então, não tem parado de crescer. O projecto é para estar concluído em 2013, ou seja até essa data, esta rede irá cobrir todo o território nacional.

Sou enfermeira e estive durante 3 anos a trabalhar numa EGA e dou valor a este trabalho desenvolvido pelo Governo de Sócrates, com uma grande visão de futuro. Esta rede veio dar resposta a muitas solicitações de cuidados de saúde, essencialmente dos mais desfavorecidos. Hoje existe uma resposta igual para todos. Ainda por cima esta rede criou muito emprego.

Bem-hajas Sócrates.

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Ofertas do nosso amigo Mário e da nossa amiga elisabete

Para ir reflectindo até ao fecho das urnas

Aí está um fenómeno que vai ser estudado daqui a uns tempos. O ódio a Sócrates. O ódio patológico ao melhor primeiro ministro que Portugal teve desde que me lembro, já lá vão uns anos – e a minha memória é boa. O ódio escabroso orquestrado pela campanha ad hominem mais peçonhenta de que há memória em Portugal. Ódio da direita e ódio da esquerda. Sócrates só pode ter estado no caminho certo!

Queria ver essas múmias televangelistas da extrema esquerda a lidar com responsabilidades de governo durante uma singela semanita. Uma semana negra, a caminho da guerra civil!

E esses laranjas sequiosos do poder que lhes escapa há tantos anos? Se tivessem vencido Sócrates, que teriam eles feito com a crise financeira internacional que assolou o país? Teriam previsto tudo desde 2005, teriam cancelado as obras públicas, congelado os salários e despedido 100.000 funcionários públicos, não é? Como teriam explicado ao país, em 2006 ou 2008, as medidas de combate à crise que em 2010 se tornaram necessárias? Bem, a Manuela Ferreira Leite sempre disse que não havia crise nenhuma, era tudo culpa do odiado Sócrates.

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As raízes do ódio

No fundo, quer para a extrema-esquerda, quer para a direita que temos, trata-se de voltar a pôr as coisas nos eixos, cada macaco em seu galho. Ambas conviveram, e convivem, mal com o pós 25 de Abril.

A extrema-esquerda, falhado que foi o PREC, teve que tolerar a democracia, embora a contragosto, pois sempre soube que não era a votos que chegava ao poder. Na versão mais “moderna” transformou-se em organizações de protesto, onde tudo entrou, inimigos figadais da véspera, verdadeiros sacos de gatos sem vocação para poder. Para essa esquerda, convicta do quanto pior melhor, o centro-esquerda, representado em Portugal pelo PS é, naturalmente, o inimigo a abater, porque só perante um governo de direita, de preferência ditatorial, encontrará o terreno que lhe verdadeiramente é familiar para preparar a revolução, única forma que vislumbra para alcançar o poder. Diga-se que, neste aspecto, as notícias da Grécia agradarão porventura à extrema-esquerda, nomeadamente se se confirmar a lunática intenção de ser o trio FMI/BCE/Comissão a coordenar a cobrança de impostos e o programa de privatizações, com a consequente não descartável hipótese de uma intervenção militar, previsivelmente de direita.

Já para a direita portuguesa, o PS representa aquilo que ela sabe que foi a verdadeira conquista – e, até ver, o maior sucesso – do 25 de Abril e que visceralmente abomina: a possibilidade de, sem nacionalizações ou amanhãs cantantes, se criarem mecanismos, democráticos, sobretudo ao nível do ensino, de mobilidade social e de rotura com auto-atribuídos privilégios de classe. E mesmo se esses mecanismos são ainda incipientes em Portugal, o certo é que para a direita portuguesa, que na sua maioria, e tal como a extrema-esquerda, não se entusiasma com o regime democrático, a mera possibilidade de aqueles mecanismos serem aprofundados é manifestamente intolerável. A direita não tem ilusões: em democracia é, obviamente, do PS que vem o verdadeiro perigo de esvaziamento da cultura de privilégios que a direita portuguesa sempre assumiu. Daí o ódio.

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Oferta do nosso amigo José Pires

g point

Exactamente, as campanhas são também testes de resistência aos candidatos. Mas parece que o Passos Coelho ainda não percebeu isso. Ontem ouvi-o desabafar que ‘já não tem paciência para os trocadilhos de Sócrates’.

Pasme-se, ainda a campanha não vai a meio já o candidato a primeiro-ministro, e líder do partido que faz do insulto a sua principal arma, admite não ter paciência para ouvir os trocadilhos dos opositores.

Fará alguma ideia do que o espera caso seja eleito? Da paciência que necessitará para ouvir críticas permanentes da oposição, dos sindicatos, de tudo o que é corporação profissional, etc., etc., quer a governação corra bem, quer corra mal?

Queria ver se fosse o Sócrates a queixar-se de falta de paciência fosse para o que fosse.

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Oferta da nossa amiga guida

Traquinices

As mil e uma razões porque Sócrates perde todos os debates nesta campanha.

Mais a sério, a última versão do PPCoelho das “Mil e uma noites” (disponível em todos os escaparates).

O Passos pode dizer uma coisa como gestor e o oposto como líder partidário.
Ainda existem homens invulgares.
O Passos poupou os espectadores às farófias.
Todos devemos ir dar banho ao cão pelo menos duas vezes por semana.
O Relvas tem o cabelo diferente.
Ainda existem macacos, alguns deles também invulgares.
O Passos quer lá saber que existam outros países em crise, o Sócrates é o culpado.
O Passos é quem manda.
O PPortas está preocupado com o país.
A FPF ainda não tem o interesse público.
O Passos nunca tirou macacos do nariz em público.
O Passos não trouxe o Dias Loureiro para o debate.
O PSD quer a CGD gerida pelos amigos. Dão-lhe mais garantias.
Os carros não são tão exigentes como os cães mas também merecem a nossa atenção.
O Passos alagou o governo porque é bruxo. Sabia que os próximos PECs não iam resolver nada.
A minha cadela não tem pulgas.
O Passos quer lá saber que o desemprego em Portugal seja semelhante ao de uma série de países da Europa, com ele não ficará um único desempregado em pé.
O Sócrates não tem patilhas.

Continuar a lerTraquinices

À espera de Louçã

Louçã, quando decide ser normal e deixar de lado a carga de inveja, aspirações loucas, moralismo e radicalismo datado e inútil, até é tragável. Mais, até permite que nele se vislumbre um contribuinte sério para uma governação PS. Quando também corrige a voz de diácono e pregador, até soa a político responsável…

Não estará na hora de outros membros do Bloco deixarem de brincar aos revolucionários de bancada, que só sabem é criticar, e se disporem a vir “sujar” um bocado as mãos, pelo menos para saberem o que é ter de tomar decisões difíceis, fazer face aos mais variados interesses presentes numa sociedade e abandonar de vez a ideia malsã de que há que acabar com o “sistema” não se percebendo bem que “sistema” pretendem? E, já agora, se acham que o “sistema” é injusto, o melhor não seria vir transformá-lo por dentro, já que as revoluções à moda do século passado já não convencem ninguém?

O Passos, por motivos diferentes das revoluções do século passado, e apesar da pose, definitivamente não convence.

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Oferta da nossa amiga Penélope

ARRIBA O BOI

Caro Valupi e colegas do Aspirina.

Ainda compreendendo que estão muito ocupados com Troikas, Passos, Marcelos e Rebelos, Eleicões à vista e tudo isso gostaria de que por parte de quem quisser, fosse-lhe dado um alinho à vontade na lingua portuguesa, da que não tenho à capacidade de exprimer como deve ser, o texto titulado “festa do boi”.

Na Vila de allariz, celebrase uma festa chamada “ a festa do boi”, que é relata-da a continuação. Na Secretaria da organização da festa há cartazes, camisetas, panos e fatos varios à venda e também folhas explicativas da festa em varios idiomas. Embora não ha em portugués. A festa e muita comcorrida e ainda que os portugueses que venhem não tenhem problema para lerem , seja em inglês, francés, italiano, español e galego, acho que repararão que porque não há em portugués. Eu reparei e pôs a questão en conhecemento da organização. Reconheceram o erro e fizeram-me a encomenda de apresentar-lhes um texto em Português. Pos-to ò trilho, ê-lo ahí. Agradeço a quem quisser remendâ-lo.

Aproveito para invitar-vos tanmto a festa, como sob de tudo a visitar a Vila de Allariz . E muito fermosa pela sua paisajem, hestoria, gastronomía, a sua conservação em pedra de datas medievais misturada e restaurada à modernidade. Fica de Chaves a sesenta kilómetros por auto-estrada, de momento libre de pagamento. Olho, isto não é nenhuma técnica publicitaria turística.

Saudações galegas.

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