Os homens vêem-se nas acções

Desde 2005 os meus votos foram para o PS via José Sócrates, a partir de 5 Junho não sei para quem vão. Se Passos Coelho demonstrar ser um reformista como Sócrates, o meu voto, passa a ser depositado no PSD. Não acredito nisso, julgo que vai fazer reformas mas estas vão no sentido de favorecer a direita.

No CDS nem pensar, ainda me lembro do tempo da União Nacional, o que faziam aos empregados, por isso, não atraiçoo a memória de meu pai.

A CDU foi a que mais vezes recebeu o meu voto, como não vejo vontade de se renovar não votarei neles.

O BE teve uma vez o meu voto, a comportar-se assim, não me sinto inclinado a votar neles. Estou farto de diáconos e sacristães.

O PS – não falo dos grupelhos de esquerda, fazem-me lembrar as famílias em que os irmãos estão todos zangados e cada qual procura desenrascar-se – deixei para o fim e só continuará a receber o meu voto conforme o líder.

Se for José Seguro nem pensar. Não estou para dar o voto a quem é tão inseguro. Não esqueci o nojo que metia na porqueira do Crespo, via o Secretário-geral do seu partido a ser enxovalhado e não tinha uma palavra para contrariar. Com pessoas destas não me entendo, só sabem cuspir no prato em que comem. Teria agora trunfos para jogar contra Assis se não aceitasse ser deputado pelo círculo de Braga mas, como não tem coluna vertebral, está contra mas… aceita as migalhas.

Assis se continuar com o ideal que tem, se for Secretário-geral do PS, pode contar com o meu voto. Desde há muitos anos não via um líder parlamentar com a facilidade de argumentação. Não precisa de papéis para fazer um discurso. Uniu sempre o grupo parlamentar, coisa que Seguro ou outro não sabe fazer.

Tenho pena de não ver Manuel Maria Carrilho a candidatar-se. Os homens vêem-se nas acções.

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Oferta do nosso amigo Manuel Pacheco

17 thoughts on “Os homens vêem-se nas acções”

  1. É isso mesmo, Manuel Pacheco expressa aqui muito bem o que também eu sinto. Se vier de
    lá o Seguro… :S Espero que não, precisamente pelas razões expostas.

  2. A última frase é magnífica. Seria bom ver um bocadinho de coerência na atitude de Carrilho e vê-lo candidatar-se, mas é o candidatas…tanta espinha dorsal até faz impressão;)

  3. Pois é mas a candidatura dá muito trabalho e não é a mesma coisa que escrever um livro de filosofia ou dirigir uma colecção numa editora.

  4. oh poeta da treta! tá calado e não digas asneiras. o gajo não se candidata porque no ps ninguém lhe compra o peixe, quem lhe compra a mercadoria são os direitolos e aí não tem hipóteses de ser eleito, portanto vai recebendo uns trocos por serviços prestados e trabalhando para a nomeação. como escritor, a ronha é igual à tua, haja quem pague a edição, despesas do autor e os croquetes dos autografos, porque ninguém compra o que tu & ele escrevem.

  5. J.C.F:
    Há anónimos que vêem em si o que as oposições viam em Sócrates. Tudo o que diz ou escreve é logo enxovalhado. Seja nos seus textos, seja em comentários que faz a outros textos, lá vem eles destilar o fel. Comparo-os a certas pessoas que esperam pelos jogos de futebol de fim-de-semana para o irem destilar em árbitros, treinadores, jogadores e às vezes nos directores. Como os compreendo. Uma semana são muitos dias e amealhar os dissabores familiares, laborais e outros mais, deve ser confrangedor. Tem que os gramar. Há pessoas que são pior que as traças. O que querem é algo para agarrar. Pode crer que há-de estar sepultado e estas traças ainda sentem vontade de o denegrir. É tal o fanatismo que vão fazer excursões.

  6. @Manuel Pacheco inteiramente de acordo.Tózés nunquinha! Para mim é novidade as atuações dele na “missa porca” do Crespo, porque há muito que deixei de frequentar canais de esterco. Mas desse ex-tudo no PS espara-se isso mesmo: tudo. E obrigado pelo excelente post.

  7. afina pacheco! atão comparas o vate ao sócrates, se fosse calino ainda passava. aproveitas a boleia do quadro de honra para fazer campanha do sindicalista para chefe de turma. o fernando nobre com um curriculo de votante inferior ao teu já é quase o numero dois, vê lá o que andas a perder.

  8. oh pacheco! tu tás a gozar com a malta, gabas-te de ter votado no pcp, be e ps, e admites vir a votar no psd, porque o seguro é inseguro e não tem coluna vertebral. só podes tar a mangar com os acetilsalicílicos, deves ser um agente acetaminofeno infiltrado.

  9. Ólraite! é só nóladje,uóte a pólatixiane, ai éme impréssede.

    ó pá eu reconheço que o sócrates favoreceu o povo, empobreceu-o e pô-lo a receber segurança social, a receber dinheiro sem trabalhar. ó pá o que xateia é o moralismo enlatado,até Nosso Senhor pracisa de abre latas, pá. fogo, cada fila no purgatório,prós gajos que julgam e não admitem a jouque.

  10. O que me mais me impressiona no Seguro é a sua inexpressividade. Dá-me sempre a sensação que lhe poderiam estar a matar a mãezinha, e ficaria com aquele semblante monocromático, de postura erecta, ombros imóveis, vestido com o seu blazer azul-escuro sempre impecavelmente asseado, mas a deixar-nos desconfiar que é autista.
    Talvez dissesse com um movimento de olhar: ‘Mãezinha, dói-lhe alguma coisa?”.
    Impressiona-me, porque não acho que aja desta maneira por ser realmente seguro, pragmático ou arraçado de alemão, ele é assim, porque é Inseguro e nunca deve ter a certeza em quantos centímetros pode rasgar a boca para emitir um sorriso.
    Vai fazer-me falta o ‘sanguinário’ Sócrates: sua, diz asneiras, amua, irrita-se e emociona-se a dizer que nos adora.

  11. Meu Caro Manuel Pacheco: não é por acaso que no outro dia num casamento o meu amigo foi a pessoa mais falada na minha mesa mesmo não estando presente. O resto são cantigas. Você, meu caro, é mesmo um homem – o outro é um bandalho anónimo.

  12. Caros,
    Eu gosto muito, de me rir, dos que, como o Valupi faz ou fez, passam o tempo de eleições à procura dos pormenores de carácter ou psicológicos dos candidatos. São como aquelas pessoas que escolhem e compram o carro novo pela quantidade de botões para actuar tudo e o arco da velha, depois nunca usam ou até, passados uns meses, já nem sabem para que serve tanto botão.
    Acabam, normalmente enganados e arrependidos, como o Valupi acerca do voto em Alegre nas primeiras presidenciais. Ao contrário, cá comigo é analizar ideologicamente o partido em que voto: se se mantem firme a sua ideologia de sempre, se sobre questões fundamentais e de princípio não se descaracterizou ou tergiversa ou mudou. E a questão de fundo e de princípio maior é se se mantem firme e inabalável na questão da liberdade, depois se continua disposto a conciliar a liberdade das pessoas com a construção de um cada vez melhor “estado social”, através da promoção crescente de dar igualdade de oportunidades a todos pobres e ricos.
    Se o partido escolhido para votar acrescentar a isto mais um grande lider de elevada capacidade,intuição política e com ideias inovadoras e empolgantes, como era Sócrates, então voto de olhos arregalados.
    Quanto a mim, são os partidos que devem ser os fieis depositários das ideologias e dos projectos políticos a aplicar, e não se devem metamorfosear, como está fazendo agora o PSD que mais parece que o MMonteiro, corrido pelo Portas, afinal vai tomar conta do país entrando pela porta do PSD contra Portas.
    Claro que o estilo do chefe infuencia a política, mas se o partido é forte ideologicamente, o estilo e carisma fracos estarão sempre condicionados ou limitados a um partido de ideias fortes e firmes.
    Portanto, concluindo, eu voto em partidos e não em secretários gerais. Votaria nestes na escolha interna se fosse militante, coisa que nunca fui e não tenciono ser, para preservar a minha independência física e mental.

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