Concordo a 300% com a Guida: a melhor segunda volta possível é Seguro-Gouveia e Melo. Mendes-Ventura, Cotrim-Ventura, Mendes-Cotrim, seriam experiências traumáticas. Seguro contra outro qualquer da direita, é apenas triste. O confronto interessante, com potencial para ser fascinante, seria entre o fulano com dificuldade em se dizer de esquerda, apoiado por passistas e com excelente imprensa entre os direitolas, e o outro fulano que promete, que lança uns fogachos, mas que continua a ser uma incógnita.
Seguro conseguiu recuperar votos no PS e consolidar quem vota PSD pragmaticamente porque não se comprometeu com nada que tivesse alguma importância para a República. Disse merdas convencionais, inanes, e isso agrada a quem vê nele a escolha sem risco. Seguro é conhecido, faz parte da fauna política, pode ficar em Belém a brincar aos estadistas corta-fitas. Já o almirante não foi carne nem peixe, mostrou muita dificuldade em perceber qual era o seu papel (talvez ainda assim continue) e para as pessoas que não querem perder tempo com a política aparece como um tipo esquisito. Se fosse só uma farda a salvar-nos do virus, poderia ter colhido o fervor messiânico. Tendo que tomar posição sobre a miséria institucional que atravessamos, perdeu o voto dos borregos.
Vai acontecer? Não, infelizmente.

