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Estes americanos MAGA querem mesmo discutir teologia a propósito do conflito com o Irão?

A actual guerra desencadeada por Trump e Israel anda comicamente ou não a roçar o conceito de guerra religiosa. Cristãos contra muçulmanos, muçulmanos contra judeus, judeus e cristãos contra muçulmanos, e persas (zoroastristas e outros) à espreita da oportunidade para correrem com os muçulmanos, enquanto os “arreligiosos” e “iluminados” europeus assistem incrédulos e os herdeiros russos dos mongóis preparam o próximo saque. Há muitos séculos que não ouvíamos falar de guerras nestes termos. Para os europeus, é uma surpresa, um “déjà vu” que ninguém deseja, um anacronismo.  Mas os muçulmanos foram os primeiros a lembrar-nos que o tema não está morto, pois, com eficaz manipulação desde a infância, ainda há, entre eles, quem mate em nome de um deus e de uma religião e isso em terras europeias. Outros em nome de uma promessa de terra feita por um outro deus. Algo vai muito mal na cabeça de metade da humanidade, vítima de chalupas fanáticos e manipuladores.

Embora todos suspeitemos que Trump não tem religião nenhuma a não ser a do culto da (sua) personalidade e do dólar, resolveu dessacralizar o Papa e auto eleger-se o seu melhor substituto (se não do próprio Cristo), alegadamente dada a falta de músculo e de mísseis do Vaticano. Tudo porque o patriarca ortodoxo russo abençoa e apoia Putin e o Papa abstem-se de fazer tal coisa em relação a Trump. J. D. Vance, por seu lado, aconselha o Papa a ter cuidado quando se pronuncia sobre questões teológicas e diz que o catolicismo passou a ser tudo para ele (claro, também não gosta do Papa). Escreveu até um livro sobre a sua conversão. Portanto, uns metem-se em navios de guerra e vão até ao golfo pérsico atirar bíblias e Torahs aos ayatollahs e de lá recebem a mensagem de que serão mártires com muito orgulho, mal podendo esperar pelas 70 virgens do além, enquanto também vão matando uns tantos. Estão bem uns para os outros? Completamente. Por mim, podem-se eliminar mutuamente para finalmente respirarmos, encontrarmos meios de dispensar o petróleo e observarmos as galáxias.

Antes disso, porém, talvez esta discussão sobre quem percebe mais de teologia, e a discussão da teologia em si, traga à baila e defina de uma vez o lugar dos deuses. Se Vance acha que deus está do lado dele quando deporta estrangeiros, porque está a defender o seu povo contra os bandidos, e os papas Francisco e Leão entendem que deus quer que vivamos todos em harmonia e que acudamos aos mais necessitados, não seria melhor perguntar ao tal deus o que acha? E perguntar ao deus Allah o que acha do financiamento do Hezbollah pelo Irão e da morte de milhares de jovens manifestantes (embora tenhamos a certeza de que o Allah do ayatollahs concorda inteiramente), também não seria interessante? Que regressem os oráculos! Eh pá, a sério.

Mas então, se chegarmos à conclusão de que não há qualquer resposta de nenhum dos lados do firmamento, apenas interpretações humanas de teorias de humanos atribuídas a deuses há séculos e milénios, talvez as conversas se possam fazer noutros termos menos emocionais e estupidificantes e se deixem as instituições que aliviam as dores e as angústias existenciais de muita gente exactamente onde estão e em paz. As igrejas tratam do etéreo e abstracto, não do terreno. Nem sempre foi assim infelizmente e, com os seguidores de Maomé parece ainda não ser assim. Mas adiante. O catolicismo é deste lado.

É que, se o Vance quer aprofundar o tema teológico, ainda acaba agnóstico ou mesmo ateu e isso não é bom para as suas ambições políticas, que passam por conquistar a América profunda e burra, que sempre soubemos existir, mas que não víamos.

Perguntas simples

A escolha de Miguel Monjardino para presidir às Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas este ano será aceitável tendo em conta que no passado já tivemos figuras do calibre moral, e alto coturno intelectual, como João Miguel Tavares nesse cargo? Será este um contraste legítimo para as instituições envolvidas? Ou estará Seguro a usar uma exclusiva e prestigiadíssima cerimónia da República para gozar com o pagode e inscrever-se numa campanha de ódio político contra alguém?

Boa patranha essa de que o Orbán era afinal muito democrático porque reconheceu a derrota e felicitou o adversário

Orbán esteve dezasseis anos consecutivos no poder na Hungria. Durante esse tempo perverteu tanto quanto pôde o jogo democrático: quer mudando a lei eleitoral para seu benefício, quer acabando com a separação de poderes, ou seja, corrompendo os tribunais, pondo a Justiça ao seu serviço, quer controlando a comunicação social e condicionando a liberdade de expressão, quer desrespeitando as minorias, quer, finalmente, assumindo o papel de Estado espião ao serviço da potência que nos ameaça, traindo a organização a que voluntariamente aderiu (a UE). Passaram dezasseis anos, mas podiam só ter passado quatro ou oito, não fosse este o quadro pouco democrático em que decidiu governar e perdurar. Os longos dezasseis anos foram fruto da falta de democracia, não exclusivamente da sua oratória ou do seu mérito aos olhos dos húngaros.

Surpreendeu muita gente o modo aparentemente cordial como aceitou a derrota. Mas não tenhamos ilusões: isso só aconteceu porque se tratou de uma derrota estrondosa, sem margem para contestação e porque, enfim, ninguém teve margem para fugir com as actas dos resultados eleitorais, como no caso de Maduro. Eu diria que nada mais lhe restava do que sair educadamente de cena. Sair a espernear não lhe valeria de muito e prejudicaria o seu quadro de amigos que ambicionam chegar ao poder noutros países.

Eventualmente, se quisermos ser pessimistas, a sua cordialidade pode justificar-se com a sua convicção de que o vencedor é de certa forma um dos seus e não vai alterar grandemente a situação. Esperemos para ver. O indefectível respeito pelas regras democráticas é que não foi de certeza a razão para a saída pacífica de cena.

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O “show” continua e o louco diverte-se planeando arcos de triunfo para a Columbia Island, Washington DC

E um salão de baile de grandiosidade nunca vista.

Para mim, e para 80% da humanidade, ainda só passou um ano e já vomitamos Trump. Fartos. Fartinhos. Mas o homem minou todo o sistema democrático americano em pouco tempo e os que, na América, o deviam afastar parecem incapazes e com medo de o fazer. Aliás, são os mesmos que deviam tê-lo mandado para a prisão depois da invasão do Capitólio e de conhecidos os ficheiros Epstein e não o fizeram. Estamos estarrecidos com o que se passa, sim, e, quer queiramos quer não, constantemente em sobressalto. Afinal, sem acordo, a guerra continua? Sim ou não? Trump acaba de escrever que a marinha americana vai ela própria bloquear o estreito. Ah! Brilhante. Suspense mais uma vez. Como o farão?

Não tendo sido devolvidos à Idade da Pedra, onde, se virmos bem quem os dirige e se tal não implicasse tantos mortos, seriam muito mais livres e felizes, os iranianos perceberam que as ameaças do rei laranja não valem um caracol. Apenas meio caracol que exige só um pouco de perspicácia e habilidade. Depois de destruir alguns equipamentos e instalações militares sem que os esgotasse e de levar ao encerramento do estreito de Ormuz paralisando o trânsito de petróleo, Trump ficou sem saber como sair do imbróglio em que se meteu e, preso nas suas próprias ameaças, inventou à última hora uma proposta iraniana de negociação que alegadamente teria pernas para andar, e travou a fundo. Mas quais pernas para andar?  (Como era de prever, Vance e os dois bonecos animados que o acompanharam nas negociações acabam de deixar Islamabad sem nada) Os iranianos perceberam que, à semelhança dos dois C-130, o adversário ficou atolado. Além disso, parece que têm ayatollahs e guardas revolucionários que cheguem para substituir os abatidos e um aparelho repressivo sólido e ilimitado; o Trump não sabe nem saberá nos próximos tempos onde está o urânio nem tem uma estratégia credível e eficaz para reabrir o estreito de Ormuz (a ver vamos agora que se propõe tomar o estreito e eliminar as minas). Os iranianos, obviamente, vendo-o desnorteado, começam a exigir coisas. Se satisfeitas as exigências, todo o esforço de guerra de 30 000 milhões de dólares já gastos pela defesa americana terá sido em vão. Se confirmado o recuo, grande humilhação. Será a próxima cena do permanente show suficiente para fazer esquecer o descalabro? Não percamos os próximos capítulos. E andamos nisto.

Posso estar enganada e toda esta operação desembocar num belo de um apaziguamento do Médio Oriente, mas, fazendo um flash da situação neste momento, apesar da destruição, nada aponta para um futuro melhor, nem para Israel, nem para o mundo ocidental. O Irão sente-se superior por ter obrigado Trump a “fugir” (deixando-o gritar “vitória”, enquanto se riem). E pior ainda, para mal dos pecados de Israel: o Hamas diz que não desarma e continua a controlar a faixa e, dos países que prometeram juntar-se ao clube, perdão, ao Conselho da Paz para Gaza, apenas três pagaram a joia, pelo que, não tarda nada, desandam e o órgão extingue-se; o Hezbollah recuou e perdeu militantes, mas, com a permanência dos Ayatollahs no Irão, vai sobreviver e continuar a ser a frente avançada do xiismo no Líbano. Para mal do próprio Líbano e da segurança de Israel. Portanto, voltará tudo ao mesmo, em pior, se o Irão mantiver o regime e os seus protagonistas. O curioso é que o objectivo de Israel era bem claro e, desta vez, não era apenas “cortar a relva”. Sem o fim do regime anacrónico do Irão, nada muda em seu redor. Mas, com um parceiro tão desmiolado como Trump, ainda por cima vassalo do Putin, temo que não tenha sido a melhor aposta para conseguir sossego.

Sabemos que tudo o que vem da Casa Branca desde que o palhaço tomou posse é uma espécie de cena de “reality show” para cativar audiências. A própria guerra, e o seu pára ou não pára, está transformada num show mediático. E até a Melania, vinda do nada, contribuiu para o espectáculo com um número digno de registo: chama os jornalistas para lhes lembrar que, “sabem do Epstein? Pois se pensam que eu era uma acompanhante, sim, posso ter sido, e olhem aqui estou para provar ao mundo que não sei nem ler nem ouvir o que leio pois troco “circulating” por “calculating” e tudo bem”, ao mesmo tempo que deixa no ar a hipótese de se divorciar. No horizonte já se perfila também o Marco Rubio e a previsão de Cuba “next”. Enfim, é um non-stop de cenas verdadeiramente “espectaculares”. E aqueles republicanos anormais do congresso não fazem nada.

Dou a palavra ao Gary Kasparov:

Congress continues to become the Russian Duma, a willingly powerless peanut gallery deferring to the president in every way.

Dominguice

Quando Bush decidiu mentir ao mundo alegando haver no Iraque armas de destruição em massa, não seria possível ao espectador – nem à enormíssima maioria dos países – saber se era verdade ou não. Ainda hoje, a questão de se aferir se a mentira foi intencional ou o resultado de uma paranóia traumática causada pelo ataque às Torres Gémeas é matéria de debate. Durão Barroso ficou embrulhado na encenação, mas é de crer que, calhando o Governo em Portugal na altura ser socialista, igualmente veríamos não só a permissão do uso dos Açores para a invasão como uma qualquer forma de solidariedade do primeiro-ministro socialista com a gigantesca operação militar. Seja como for, é chocante que a ordem internacional tenha sido manipulada dessa forma pelos EUA. Contudo, ainda muito mais chocante, profundamente estarrecedor, foi constatar que os EUA não tinham qualquer plano para o dia a seguir à rendição iraquiana. O vazio de poder e a desorganização da sociedade que de imediato se impuseram como realidade quotidiana geraram anos e anos de horror e centenas de milhares de mortos, onde se incluem americanos. E para quê? Para nada de bom, nada se aproveita. Verdadeira catástrofe internacional nascida da decisão de uma única pessoa.

O Estreito de Ormuz estava aberto. Foram os EUA que o fecharam para agora estarem sem saber como o abrir. De novo, no século XXI, uma única pessoa consegue afogar o mundo na sua estupidez. Não será a última.

Pergunta do dia seguinte ao da “morte da civilização iraniana”: o homem quer é dinheiro e os iranianos pagaram, para já dividindo os proventos da cobrança ilegal?

O novo Eixo do Mal parece precisar desta guerra para acabar de se construir, ganhando um novo membro (membros actuais: Rússia, Irão, Coreia do Norte, quem sabe a China?). A “civilização iraniana” afinal não morreu hoje e parece que o estreito de Ormuz vai reabrir, agora com cobrança de portagens. Mas eis o modo como o “showman” resolveu o assunto: “Ai vocês agora fazem-se pagar pela passagem do estreito (recorde-se, uma via internacional natural)? “Clever guys”. Pois eu não vos arraso e a gente partilha o dinheiro da cobrança.” Nas suas palavras “Vamos gerir o escoamento dos navios “em conjunto””. É ilegal? É. Mas a corrupção e a ilegalidade nunca atrapalharam o Donald. Sabe que ninguém vai fazer nada contra isso, como ninguém tem feito nada quanto aos seus restantes crimes a nível interno, alguns bem mais graves e que o confinariam à prisão até ao fim dos seus dias. Prevejo mais: que ou o regime do Irão aceita partilhar as receitas da venda de petróleo e gás ou a guerra continua. O homem nem disfarça:

Take the oil because it’s there for the taking,” Trump said. “There’s not a thing they can do about it. Unfortunately, the American people would like to see us come home. If it were up to me, I’d take the oil. I’d keep the oil. I would make plenty of money.” Quer isto dizer que talvez não fique com o petróleo todo, apenas com parte dele.

Como também disse na inenarrável conferência de imprensa de segunda-feira, “I’m a business man”. Leia-se, está na Casa Branca para lucrar. Tudo o que vá além disso não sabe o que é nem lhe interessa. Acrescentou ainda que quem ganha as guerras tem direito a ficar com tudo.

O Netanyahu puxa-lhe a manga e lembra-lhe que, no acordo, tem que ficar escrito que não haverá mais financiamento dos “proxies”, Hamas, Hezbollah e Houthis. Vamos ver.

A paz no mundo está, pois, nas mãos desta criatura sórdida, sem moral, sem princípios, sem respeito, sem conhecimentos básicos de História e de política, sem nada a não ser a vontade de enriquecimento pessoal e dos amigos. Pode ter sido levado a esta guerra por pressão de Netanyahu, mas, agora que ali está e com dificuldades em sair, não se importa nada de se juntar aos sinistros ayatollahs e guardas revolucionários e fazer dinheiro. Afinal já fez o mesmo com a Rússia (O assassino Putin? Um amigo para a vida, enquanto vende armamento aos europeus e, na prática, lhe vai entregando a Ucrânia). A verdade é que, se os ditos ayatollahs decidirem fazer-lhe uns elogios, até passará a chamar-lhes gajos porreiros como o Kim Jong Un.

Nero da Flórida

Trump gostaria de estar numa conferência de imprensa, na Casa Branca, e responder aos jornalistas que fazem jornalismo baixando as calças, virando-se de costas, curvando-se para dar protagonismo ao traseiro desnudo, e depois mijar para cima do palco e da assistência. A avaliar pelo que vai escrevendo e dizendo por causa do Irão, é cada vez mais provável que o faça. Ficaria como a prova final de estar demente? Nada disso. Continuaria a colocar-se como interrogação se tal não seria mais uma aplicação magistral do “art of the deal”.

Quem não se bolçou quando Trump, logo em 2015, atacou cobarde e vilmente John McCain, e quem depois continuou a apoiar a decadência moral celerada que se seguiu vinda daquela cabeça despótica, é igual a ele. Pode ser numa pequenina parte, minúscula, mas nessa parte é igual a ele. Um ser humano abjecto.

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Dominguice

A peça “Senhor Engenheiro” será, se não me falham as contas, a terceira tentativa de explorar comercialmente a Operação Marquês no campo da ficção. Já se fizeram duas séries televisivas, na RTP e na SIC, agora vem o teatro (caso alguém conheça outros exemplos, agradeço a correcção). Ouvindo o autor e o encenador na promoção da coisa, fica patente que são dois broncos. Donde, a única finalidade do seu projecto consiste em tentar atrair público que sinta o desejo irresistível de ir até ao Tivoli participar no bacanal do linchamento de um cidadão a quem se dá muita importância – um ser fascinante, sobrenatural, que desperta o ódio febril e a pulsão da morte.

O cavaquismo do BPN, o Portas dos submarinos e quejandos, a Troika do Passos, o BES da direita toda, os crimes dos procuradores e jornalistas, as injustiças dos juízes, o Ventura fascistóide, o Marcelo patareco, o Montenegro dos negócios em família e a violência de uma sociedade cúmplice com este rol de misérias não são material ficcionável. Não dão vontade de rir alarvemente, pois é só gente séria e portugueses de bem. Rir a bom rir é com um tipo que está há 12 anos na arena do coliseu.

É só cultura

Francisco José Viegas vai ser o consultor de cultura do Presidente da República

Marcelo tinha escolhido Pedro Mexia para consultor de cultura. Percebe-se à primeira porquê. Mexia reúne todas as características para ser a escolha de um Presidente que gosta mais da televisão do que da cultura. Ou melhor, cuja cultura favorita é a da intriga, da futilidade, da leviandade deslumbrada. Vai daí, Mexia, cujo contributo maior para a cultura pátria é ser um profissional da calúnia (por alguns actos e milhares de omissões). Que fez Mexia na função ao longo dos dois mandatos? Ninguém sabe nem pergunta. Mas o seu bolso ficou ainda mais aconchegado, isso é certo.

Eis que chega Seguro, um homem das esquerdas, consta. Também ele precisa de um consultor na área da cultura, obviamente. Alguém com uma visão da cultura na qual ele se reveja, e que considere ser exemplo para dar ao povo. Vai daí, o Viegas, um tipo que escreve livros e que poderia ter sido a escolha de Marcelo caso o Mexia recusasse. Que vai ele fazer na função durante, pelo menos, os próximos 5 anos? Ninguém sabe nem pergunta. Mas o seu bolso não se irá queixar, isso é certo.

Seguro é uma nódoa. Vai ser isto, e bem pior, até ao fim.

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