Para ir reflectindo até ao fecho das urnas

Aí está um fenómeno que vai ser estudado daqui a uns tempos. O ódio a Sócrates. O ódio patológico ao melhor primeiro ministro que Portugal teve desde que me lembro, já lá vão uns anos – e a minha memória é boa. O ódio escabroso orquestrado pela campanha ad hominem mais peçonhenta de que há memória em Portugal. Ódio da direita e ódio da esquerda. Sócrates só pode ter estado no caminho certo!

Queria ver essas múmias televangelistas da extrema esquerda a lidar com responsabilidades de governo durante uma singela semanita. Uma semana negra, a caminho da guerra civil!

E esses laranjas sequiosos do poder que lhes escapa há tantos anos? Se tivessem vencido Sócrates, que teriam eles feito com a crise financeira internacional que assolou o país? Teriam previsto tudo desde 2005, teriam cancelado as obras públicas, congelado os salários e despedido 100.000 funcionários públicos, não é? Como teriam explicado ao país, em 2006 ou 2008, as medidas de combate à crise que em 2010 se tornaram necessárias? Bem, a Manuela Ferreira Leite sempre disse que não havia crise nenhuma, era tudo culpa do odiado Sócrates.

E o escândalo do BPN, os milhares de milhões roubados por laranjinhas, teriam algum dia vindo à superfície com um tavares moreira qualquer no Banco de Portugal e um cadilhe qualquer nas Finanças?

Sem as duas vitórias de Sócrates, algumas coisas eram favas contadas. O Belmiro lá tinha ficado com a PT, depois de deitarem ao lixo a golden share, e tinha feito o negócio com a Telefónica e vendido a TMN a um mexicano qualquer filiado no PPD. O senil Balsemão – agora à beira do chelique de raiva anti-Sócrates – lá teria conseguido o encerramento da RTP-1, para lhe papar a publicidade e as audiências. Os banqueiros laranjas que não estivessem presos lá teriam assaltado a Caixa Geral de Depósitos para a transformarem numa filial insular dum qualquer Banco Fantasma. Não teria faltado vontade de destruir o serviço nacional de saúde e o ensino público (para isso é que existe um partido “social-democrata”) mas duvido que tivessem tido tomates para isso.

O odioso Sócrates impediu essas malfeitorias, por isso os laranjas não lhe perdoam nem nunca lhe perdoarão. Muito menos lhe perdoam ter sido um político excepcional, daqueles que o partido laranja não tem, talvez tenha tido, mas já não terá.

Esse Coelho tirado da cartola é um assombro: inteligente como um calhau, firme como gelatina, coerente como um catavento. Deve ser o único bicho encontrado na capoeira da São Caetano à Lapa que não passou pela manjedoura do BPN (resta saber). O seu único mérito é não ter um passado, porque um laranja com passado é um laranja arguido ou em vias disso. Futuro também não lhe auguro. Ele é só um manequim, um figurante para a fase do derrube de Sócrates. Para manequim dos Armazéns da Betesga talvez não esteja mal, quando o partido laranja lhe passar a guia de marcha.

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Oferta do nosso amigo O ódio a Sócrates

7 thoughts on “Para ir reflectindo até ao fecho das urnas”

  1. Seja qual for o resultado eleitoral, quero fazer constar a minha opinião; José Sócrates foi o político que mais fez pelo seu país e pelo seu povo, visando a melhoria das suas condições de vida de uma forma sustentada, desde que existe o regime republicano em Portugal. Foi vil e cobardemente atacado desde o primeiro instante em que tomou posse, pelos capitalistas pelos imperialistas merceeiros; Belmiro de Azevedo, Soares dos Santos, tal qual as corporações. O eucalipto de Belém que tudo seca, o tal que custa ao erário público, 45 MIL EUROS POR DIA, ainda ontem só faltou dizer que a má moeda, era Sócrates!

  2. sócrates foi o maior mentiroso da história politica portuguesa mais recente, sem classe, sem capacidade, batoteiro, ditador, simplesmente um nojento a exilar. um esterco a evitar. ódio?? não! a arquivar in su sitio, esquecer que esta figurinha mentirosa existe.ele, manel alegre, pedros, ferro rodrigues, toda a merda que apodreceu portugal. como passos coelho, outro nojento, portas e louças, pá, tudo a mesma ferrugem.

  3. Falas de ferrugem? Esqueceste o principal, o teu patrão, o falso operário de Pirescoxe. É o Jerónimo, presidente da Liga dos Saudosos da Moscóvia, essa relíquia do estalinismo e da guerra fria, primeiro aliado da direita em Portugal. Aqueles sete por cento inutilizados nas urnas fazem um jeitaço aos Belmiros e vão eleger Passos Coelho, por quem tens uma ternura que o teu nome não disfarça.

  4. ó decapante, pois mete o jerónimo na mesma merda, pá, só que o gajo consegue ser passar despercebido, pá, calaram-lhe a tromba com o silêncio pá, não embarco em carneirismos, pá, seu o fazes é problema teu, eu sou livre prós mandar á merda e a quem vota neles, poqreu não têm cinco réis de inteligência pra perceber que a sopa é a mesma e há muito tempo que está azeda, ó espertalhaço, pá, vai fazer adivinhas na tua cabeça, na minha não entras, ó português igual a muitos.ferrugem, vergonha, escandâlo, roubo, ouve pá, mistura tudo e tens uma novela par TVI, pá. com o maior mentiroso de sempre à cabeça, pa, consegues dizer-me como é se compra um andar ou dois, no Heron, pá? com reforma mínima pá? olha lá, achas que as escrituras voam, pá? eu também acho, fogo, e a porra da certidão de loures pá? que me dizes? mede as distâncias e não me metas no mesmo saco, pá. pra merda basta a que eu cago por natureza, não sei se percebes, pá.

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