Dominguice

Sócrates cometeu algum crime de corrupção? Ninguém sabe, a começar pelos investigadores no Ministério Público do mais importante e mais complexo (mais caro?) processo judicial em Portugal. Porém, é tratado por magistrados, políticos, jornalistas, comentadeiros e pessoas simples e boazinhas como se tivesse sido condenado por isso, a sentença já tivesse transitado em julgado e, acima e antes de tudo, como se alguém desta gente de milhões conseguisse provar onde, e como e para quê ocorreu a tal corrupção. Entretanto, uma área do Estado onde há frequentes buscas das autoridades por suspeitas de corrupção dá pelo nome de Forças Armadas. Tancos pode ser convocado para esta conversa, dado o retrato de portas abertas com que ficámos a respeito das instalações militares em Portugal, e os submarinos do Portas também, pese o próprio ter garantido que fumo sem fogo é quanto basta para abrir o champanhe. Todavia, dá ideia que os militares, envolvendo altas patentes que chegam aos generais, têm maior apetência pelos contratos com fornecedores para irem conseguindo vencer a batalha da produção. No caso, da produção de subornos que esses militares amealham para conseguirem lidar com as vicissitudes de uma vida na linha da frente a dar o coiro pela defesa da Pátria.

Os especialistas em corrupção que ganham bom dinheiro com o Sócrates não têm interesse em falar destes casos de caserna. Percebe-se porquê: correm o risco de pisar nalguma mina.

14 thoughts on “Dominguice”

  1. olha o militarista e belicista valupi a apontar o dedo à corrupção das forças armadas. agora imagina na ucrânia, quiduxo!

  2. O dia dos namorados foi ontem, está declaração de amor cego chega atrasado.
    E bem certo que quem feio ama bonito lhe parece; o pior cego é o que não quer ver; o amor é cego ; etc.
    Cura-te, essa paixão deu-te cabo dos neurónios.

  3. “Sócrates cometeu algum crime de corrupção?”
    Até à data de hoje ainda não, não há um documento, um papelindo, uma conversinha nem um telefonemazinho e muito menos a informação da justiça de outro país a informar que houve algo de corrupto com Sócrates. (Claro, as conjeturas do “cm” feitas de milhares de palavras, mapas, diagramas e rabiscos de emaranhadas teias de ligações, as quais a PGR e o Alexandre copiaram para a sua papelada que está a encher toneladas de caixotes de lixo que custaram milhões ao erário público,” a mim, a nós (o meu dinheirinho) como costumam dizer os falsos patriotas”.
    Sócrates cometeu o crime de construção, de construtor.
    O crime, mui português, de quem tem ideias e quer pô-las em prática para construir um país como os outros da Europa que há séculos andam à nossa frente e nós a correr atrás como emigrantes pobres, rotos, remendados e analfabetos. Os pobres de espírito e qualidades intelectuais e morais, qual tradição jesuítica inquisitorial, logo se lançaram sanhosamente contra tamanha empresa de inovador para mais fazedor a querer um país moderno contra o miserabilíssimo misericordianismo. Fazedor não em grande mas com grandeza de qualidade e durabilidade; gastar com contrapartida de qualidade e não, como se viu agora com as tempestades, os postes de linhas de alta tensão e telhados a voarem à mais pequena rajada de vento.
    Crismaram-no, perante o pagode, como herege diabólico ou um deus irado megalómano e faraónico que queria destruir o país quando tinha ideias e um plano para recrear um país social moderno; mais de dez anos passados e hoje, precisamente, quase tudo que pretendia fazer é o que os mesmos que o destrataram como destruidor se lembram, gabam e apregoam de querer fazer como obras suas inovadoras: pode dizer-se que o plano deste governo é começar agora as obras que não deixaram fazer há mais de dez anos e apresentá-las como plano seu, tal qual como fizeram com o acabamento do Alqueva que foi um ‘elefante branco’ até a barragem encher e depois se apropriaram da obra como sua façanha, sem pudor de oportunistas pulhas; precisamente as obras necessárias naquele momento não só para modernizar como para relançar a economia do país naquele momento de crise financeira mundial.
    O “crime” de Sócrates foi estar à frente do seu tempo num país de miserabilistas ao jeito da cultura e tradição salazarista; gente mesquinha, oportunista, vendedores negociantes de tráfico de influências para enriquecimento rápido e fácil como, hoje em dia, a maioria dos portugueses demonstrou ter percebido nas recentes eleições presidenciais.
    Sócrates, desde o primeiro momento, com o mundo “sabido” e o povão politicacente ingénuo ou analfabeto arrastado pelos sabidos contra si, nunca se abateu ou foi abaixo de mente e capacidades de lutar contra todos e todos os poderes: até contra os oportunistas do ‘nim’ que fazem opinião nos media, aqueles do esquivanço manhoso do “ele pôs-se a jeito”: ele. mesmo só, os combate sempre e de todas as formas logo que lhe dão voz do mesmo modo que combate o criativo justicialismo evidente das suposições e conjeturas patéticas de procuradores e juízes sem qualidades.
    O sebastianismo criou o “encoberto”, o salazarismo matou o desdoberto.

  4. Na estória de Socrates há muita coisa mal contada, a começar no tal exame que segundo se conta, foi feito a um domingo.
    Depois há as despesas a cargo de amizades, que só por si deixam muitas duvidas, e dividas, eventualmente a fundo perdido.
    E acaba numa detenção, sem nenhuma prova de que tenha havido irregularidades seja do que for.
    Mistério.
    Ou então é como um amigo meu contou, quando um dia ia pela Vasco da Gama de madrugada para ir á pesca em Peniche.
    Ia uma viatura em zigzag, e ele pensou que fosse alguém com grão na asa ou com sono, mas quando se aproximou viu que era um casal, e ao por-se mais perto do carro, a mulher desapareceu, tal como qualquer prova que possa ter havido contra Socrates, ela sumiu.
    É brochedo, só pode.

  5. Uma explicação para o “A bem da noção”.
    Não sei se frequentou uma escola superior técnica mas posso confirmar-lhe que rarissimamente (anos ’60 – ’80) algum professor Engº que trabalhasse em empresa ou gabinete próprio, não tenha alguma vez marcado, não digo exames escritos, mas exames orais, provas orais sobre projetos técnicos fim de curso, discussões de pontos e notas de exames escritos, etc.
    Dos que quase não fizeram exames mas apenas passaram por equivalências manhosa como Passos Coelho e o seu amigo titulado o “vai estudar malandro”.
    Isto é, dos verdadeiros oportunistas calaceiros e baixa qualidade intelectual não foram inventadas tais narrativas de desclassificação que aplicaram a Sócrates.
    Pois, há, os sem qualidades calculistas que passam a vida a espreitar o seu futuro e não dão passo sem apoios seguros e os que estão acima de qualquer calculismo por se sentirem seguros de suas capacidade intelectuais, éticas e morais.

  6. «Na estória de Socrates há muita coisa mal contada»

    A bem da noção, noto-lhe, se calhar injustamente, alguma hesitação e contenção no tema do Trafulha 44. Tem receio de ofender as viúvas residentes – o volupi, o jose neves, etc.? A sua cortesia é louvável, mas para ajudar estas almas devemos ser francos com elas.

    Em Portugal a maioria dos políticos são trafulhas, corruptos, ou pelo menos coniventes com a corrupção; mas nenhum aldrabou e trafulhou tanto e tão alto como o 44. Toda, rigorosamente toda a vida dele é um poço de aldrabices, trafulhices, subornos e cambalachos.

    Aldrabou o canudo, a carreira pulhítica, os pardieiros da Guarda, a Sovenco, a Mecaso, o aterro da Cova da Beira, o Freepote, os criminosos estádios do Euro, o Cagalhães, a Parque Escolar, a PT, a TVI, as casas de luxo em Lisboa, Paris, até a da Ericeira, e um longo etc.

    Nada, absolutamente nada na vida deste parolo emproado e ordinário é correcto e normal; nem sequer as amizades, as férias, os hobbies… até a família entrou nos seus esquemas corruptos. Até as escutas dele a falar com a suposta namorada revelam o nojo que ele é.

    Os resultados dele, ainda e sempre cantados pelos joses neves da vida, falam por si: abjecta bancarrota e submissão à troika de agiotas; décadas de ‘contratos blindados’ e calotes criminosos; um país ainda mais corrompido e empobrecido. O resultado final é o Chega.

    Por mim, defender este FDP devia dar direito, se não a cadeia, pelo menos a uma boa murraça no focinho. Mas somos moles. Sobretudo com sonsos como o volupi, grandes paladinos da presunção de inocência e do ‘Estado de direito’ quando calha ao seu partido-esgoto.

  7. Na sequencia do post do Filipe tenho a dizer o seguinte.
    Não tenho receio de ofender ninguém nem me preocupo se acaso alguém se sentir ofendido com alguma bojarda minha que não seja cortada pelo censor de serviço.
    Mas tal como no caso da mulher de César em que não basta se-lo, também é preciso parece-lo, e no caso do 44, é ao contrário da gíria popular, o gato á vista com o rabo escondido.
    Ele parece tanto trafulha como os gajos que tentam arranjar maneira de o entalar, e não conseguem, até á data, provar nada de modo absoluto, ou melhor, conseguem dar prova duma imagem de merda da justiça.
    Além disso encafuar um gajo para o investigar, faz lembrar a justiça á cowboy de que Guantanamo é o ex-libris.
    Portanto, como nem tudo o que parece é, resta-nos escolher uma das seguintes premissas.
    A- Os gajos do mp da pgr da judite etc, são uma cambada de incompetentes.
    B- O 44 é a prova provada de que o crime, quando bem engendrado, compensa.
    C- O tipo é vitima de uma cabala, privilégio de que outros pseudo governantes, que se governaram, ficaram isentos.
    D- Nenhuma das opções anteriores.
    Aguardemos pelos proximos capitulos, pode ser que apareça uma prova sem espinhas no ficheiro do Epstein.
    Quanto ao facto de a maioria dos pulhíticos serem trafulhas, não é só em Portugal, como também não é só cá que a cambada vota neles, mesmo quando mostram o que são, á descarada, como o encantador de burros.

  8. «resta-nos escolher uma das seguintes premissas»

    Acontece que cada uma não exclui necessariamente as outras. A opção D devia ser: todas as anteriores. Todas as três podem ser parcial ou totalmente verdade.

    O MP, a PGR e a justiça em geral são um buraco. O 44 conseguiu, salvo o interminável julgamento e uns mesitos em Évora, viver tranquilamente no luxo e fora da pildra. E há, ainda assim, uns trafulhas laranjas que foram realmente menos ‘perseguidos’ do que ele.

    Porque é a isto que a xuxaria chama perseguição: levar um pulhítico trafulha a explicar de onde veio a sua misteriosa fortuna e vida de lorde, após ter enterrado o país em calotes criminosos. Nem sequer tem de responder por eles; este regime podre não exige tanto.

    Só tem de explicar uma pequena parte da sua longa carreira mafiosa; da generosidade do seu compincha construtor-mamador; dos milhões que torrou e torra ainda em farpelas e férias e viagens e casas e o que mais lhe passa pela cornadura parola e sôfrega por luxo.

    Não foi ainda condenado? Mesmo que a polícia e os tribunais fossem melhores, as leis que temos foram feitas para proteger escória como ele; e é mais fácil fazer trafulhices do que apurá-las e prová-las. Pulhas milionários têm meios para torná-lo ainda mais difícil.

    Foi preso e outros não? Todos lhe chamam bandido e a outros não? Claro: não é um mamão de 1º nível como o Salgado, ou sequer de 2º ou 3º nível como Bavas e Mexias; é só um parolo pesporrente que foi a correr estourar as ‘fotocópias’ em Paris. Às vezes os regimes podres precisam de culpados para manter a restante podridão intacta. Ele pode e merece ser o deste.

  9. Bastava trocar as opções D e E. Mas podemos aproveitar para melhorá-las:

    A – Os gajos do MP, da PGR, tribunais, etc. são uma cambada de chulos incompetentes.

    B – O 44 comprova que em Portugal as trafulhices, sobretudo as de pulhíticos, compensam.

    C – O 44, pelos cargos públicos que ocupou, pelo seu vasto histórico de “coisas mal contadas”, usando o eufemismo que usou acima, pela sua pesporrência de mafioso que se julga(va) intocável, e pela vidinha de luxo que andou a mamar por Rodeo Drives, férias na neve, Paris e afins, tornou-se o bode expiatório ideal para este regime podre; e também, se calhar, para máfia laranja que assim passa despercebida.

    D – Todas as opções anteriores.

    E – Nenhuma das anteriores.

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