Arquivo da Categoria: Valupi

Não, pá, esquece os botões

«O livro de Chamayou encerra com um capítulo que avança com uma hipótese sinistra: a de que os drones passarão a ser telecomandados nos laboratórios de investigação militar por robots. Esta “robótica letal autónoma” não é ficção científica, é o resultado de todo o conhecimento e energia despendidos para que “já não exista o sujeito”, como previu Adorno. Os drones accionados e telecomandados por robots não requerem a presença do humano em nenhum momento da operação, nem acima dela. São as máquinas que tomam a decisão de matar, já não há ninguém a carregar no botão.»

Crimes de guerra

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Santa ingenuidade, ou epistemológica cegueira, de um dos nossos melhores cronistas. Alguém que lhe explique o que é um algoritmo. E que os algoritmos têm autor, dependem de uma ou vária autoridade e limitam-se na sua autonomia.

O semáforo, o motor do avião, a chama no bico do gás, “não requerem a presença do humano em nenhum momento da operação” – desde que os ponham a funcionar. Mas expressam a natureza humana em todos os instantes do seu funcionamento.

Antropomorfizar as máquinas é útil para escrever ficção científica batida ou despachar serviço num jornal, não contribui é para a inteligência das coisas.

Revolution through evolution

Moms’ problems linked to adolescent attachment issues
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Aging neutralizes sex differences in the brain: Animal study
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How measuring blood pressure in both arms can help reduce cardiovascular risk and hypertension
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Which Leisure Activities Are Linked to Lower Risk of Dementia?
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Safe havens for cooperation
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Strategy, Psychology Behind Effective Negotiating
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Size matters for men using a dog to win a woman’s heart – here’s why
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Dominguice

Quando falamos sabemos o que estamos a dizer mas não sabemos porque o estamos a dizer. Só conseguimos testemunhar que algo foi dito por nós, sem que o tivéssemos previsto ou aprovado. Falar é sempre um exercício de improviso, o resultado de a nossa identidade ser uma manta de retalhos sensoriais, um caleidoscópio neuronal.

Não somos apenas, nem fundamentalmente, faladores. Somos falados pelo inefável.

Pastéis de Belém

«Marcelo Rebelo de Sousa deixou ainda algumas considerações sobre o primeiro-ministro, dizendo que "ele é muito rápido a sugar as coisas". "Tem-se uma ideia e ele é um mata-borrão. Um bom mata-borrão, porque é rápido", disse, acreditando que, "com alguma sorte", ainda vai ver o "nascimento de uma alternativa de direita" durante o seu mandato.»


Marcelo: “Acredito que ainda vou assistir ao nascimento de uma alternativa de direita”

Exactissimamente

«Ao falar em defesa de dois cardeais sem poder ter conhecimento de facto, apenas por achar que os conhece o suficiente para atestar por eles, Marcelo Rebelo de Sousa não se limita a mais uma das suas gaffes de palrador excessivo. Simboliza no gesto a forma lamentável como os responsáveis políticos e judiciais portugueses têm, neste tema, tido mais cuidado em não ofender a Igreja Católica que em defender as suas vítimas.»


O “foro privilegiado” da Igreja Católica

Revolution through evolution

Exposure to urban greenness leads to greater mental health benefits for women
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Smells experienced in nature evoke positive wellbeing
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Down on Vitamin D? It could be the cause of chronic inflammation
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Vitamin K prevents cell death: a new function for a long-known molecule
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Study: Psychological Safety Can Enable Innovation
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The effect of dark traits such as Machiavellianism, narcissism, and psychopathy on salesperson performance
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Do winners cheat more? New research refutes previous high-profile study
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Dominguice

A desorganização procura a organização. A organização provoca a desorganização. Daí o movimento. E, por causa do movimento, o tempo. O tempo é a alteração do espaço através do movimento. O trânsito constante entre organização e desorganização.

Aceitar que só somos por sermos ambos, uma organização desorganizada e/ou uma desorganização organizada, é refresco.

Exactissimamente

«Dizer que, já nos anos 90 do século XX, se lidou com manifestas situações de crime sexual por parte de padres de acordo com as regras vigentes à época não só é um exemplo de cinismo inacreditável - é também um sinal de que aqui, como noutros países, e sem espanto, há seguramente uma realidade encoberta e vasta, só menos evidente e chocante porque provavelmente mais consentida e integrada socialmente, num contexto em que a espiritualidade católica não tem concorrência e se confundiu durante séculos, para tantos ou quase todos, com a possibilidade de alguma educação e de superação da pobreza extrema, para além do cumprimento exigido dos deveres sociais da época.»


O que é que não se percebe na palavra “abuso”?

Estado da direita: coitadinho do Ventura, cuidado com o Santos Silva

A direita (com a única excepção que conheço já aqui assinalada) não suportou ver Augusto Santos Silva a defender a Constituição e a moral da Assembleia da República perante o enésimo apelo à violência demente por Ventura. Como se vê no vídeo, o que a direita partidária e mediática pretende é que se faça silêncio à volta do Chega, que não se confronte o seu racismo, a sua xenofobia, o seu culto de um regime policial e ditatorial. Porquê? Porque assim a direita ganha com o que o Chega espalha na sociedade: completa alienação face às instituições da República e à lógica e factos da administração pública e actos governativos, a qual atrai grupos sociais cognitiva e intelectualmente miseráveis. Pretendem que essa deturpação inane consiga gerar uma maioria parlamentar, tal como aconteceu nos Açores, daí atacarem quem se defende – e nos defende, como é seu dever – da retórica desse ódio bronco que Ventura exibe como única agenda. É exactamente a mesma postura que têm em relação à Cofina, em que recolhem os proveitos do veneno que o esgoto a céu aberto injecta persecutória e criminosamente na opinião pública contra o PS.

Vale tudo na decadência. É por isso que a decadência é decadente.

A invenção de Passos Coelho ameaça agredir alguém no Parlamento

«Sobre os trabalhos do Parlamento, o líder do Chega considerou que o ambiente "está muito tenso" e alertou que "é real" a possibilidade de "um escalar de conflito físico, verbal e político".

O presidente do partido de extrema-direita salientou que "ninguém quer ver no parlamento situações como já vimos noutros países do mundo, em que há deputados desentendidos uns com os outros, quase à batatada no hemiciclo".»


Fonte

Revolution through evolution

Women urged to eat potassium-rich foods to improve their heart health
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First trial to prove a diet supplement can prevent hereditary cancer
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Cocoa shown to reduce blood pressure and arterial stiffness in real-life study
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Vitamin B5 May Help Weight Loss by Turning on Brown Fat
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Low to moderate levels of stress may help build resilience while reducing risk of mental illness
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New Study Pinpoints How Much Exercise We Need to Live Longer
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2 Ways to Overcome the Awkwardness of Offering Condolences
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