O que foi? O que é? E o que ainda poderá ser?

Depois de ler o José Albergaria – Da inutilidade dos votos – fui transportado para uma reflexão recorrente: que leva a que Sócrates seja odiado com intensidade igual, e através dos mesmos ataques de carácter, pela direita e pela extrema-esquerda? Que liga alguns dos maiores patrões, alguns dos mais poderosos jornalistas e alguns dos mais ubíquos comentadores a uma leva de mentecaptos, trafulhas e miseráveis? Se aplicássemos à situação uma análise marxista, veríamos que neste enquadramento histórico diferentes forças se unem para defenderem os mesmos interesses. É a lógica da dialéctica na conquista do Poder que o revela. Tanto para PSD e CDS, como para BE e PCP, o que está em causa é afastar Sócrates. Quando isso acontecer, juram, um mar de rosas inundará a política nacional e o PS voltará a ser um partido com o qual se pode falar, conviver, negociar. Curiosa unanimidade… e curiosa repetição da lengalenga que já vendia o mesmo peixe podre na promessa de que ao acabar a maioria absoluta do PS o País entraria nos eixos, a democracia regressaria ao Parlamento. Foi a desgraça que se viu.

Quando cruzamos este ódio concentrado num indivíduo com os quase 40 anos de regime pós-25 de Abril, com as suas castas, as suas dinastias, as suas corporações, os seus territórios de influência, os seus tecidos económicos e financeiros, as suas inércias, os seus vícios, o retrato ganha súbita nitidez. Algo muito forte assustou muito os muito poderosos. À direita e na extrema-esquerda. O que foi?

É uma questão para cientistas políticos, claro, mas também para historiadores, sociólogos e até antropólogos. É uma questão para mim e para ti.

35 thoughts on “O que foi? O que é? E o que ainda poderá ser?”

  1. Lá ia o PS criar outro tipo incontornável, um outro Mário Soares. Ou um novo campeão, capaz de desbancar o mito Cavaco Silva. Esse ia fazer 3 mandatos, estava claro, e depois mais 8 anos na Presidência. Não pode. Virou um alvo a abater. Uma formidável máquina de propaganda, movida a ódio, um cerco brutal, foram montados, como nunca antes se viu.

    Eles contam com o facto de que o PS não é vingativo e que sempre põe os interesses do país à frente de todos os outros. É a safa deles.

  2. engano total, eles contam é com os despojos do ps, apostam na destruição para herdarem os votos. preparem-se para o pior porque a santa aliança existe mesmo.

  3. Os votos do P. S. são mais do Partido do que de José Sócrates. O único factor que une Direita e Esquerda contra a pessoa de Sócrates não é a suposta personalidade dele, ou os seus defeitos de carácter (meros pretextos), é antes ele ter sido o primeiro socialista, Mário Soares incluído, que ao governar não se vergou ao sistema de Poder de castas português, que vai desde o banqueiro corrupto ao sindicalista mafioso, passando pelo eclesiástico almofadado, o empresário chico-esperto e, sobretudo, o jurista e o economista convencidos da sua suposta superioridade intelectual e cultural.

    E, acima de tudo, é o facto de Sócrates ganhar Eleições POR CAUSA de tudo isto e com os votos das pessoas de olhos abertos. Isto é que dói, dói, em quem sempre se julgou acima dos cegos por ter um olho a funcionar.

  4. Se contam com a fragmentaçao do PS, estão redondamente enganados. O Carrilho, o Neto, o Pina, tentaram, mas apenas puseram a nú a sua falta de coluna vertebral e a falta de qualidade politica. Venderam a digniade, se a tinham, por momentos fugazes sob as luzes da ribalta.
    Os que quiserem seguir o mesmo caminho, sabem que não aquecem nem arrefecem.
    A questão é esta: a direita sabe que SÓcrates tem o discurso, a tempera, a firmeza, a pertinácia e a inteligencia e argúcia politica que ela, toda junta, não tem. Além do mais, domina os dossiers técnicos e tem projecçao na Europa comunitária. Sabem que Sócrates se resistir agora, vai afasta-los por muitos anos do poder! do POTE! E mesmo na oposiçao, põe a Manela a tremer. Estão todos borrados, seja qual for o resultado das eleiçoes!
    Para a esquerda radical… Sócrates é o sinal proibido e a garantia de que o PS, nunca será arrastado para o lamaçal da inutilidade!

  5. Ó pá mas o sócrates tem de ser afastado, pá, o homem não vê buracos, pá, ele, o portas de merda, o coelho do caraças e essa cangalhada toda. politica da candonga, da escada, da ocasião, pá, se fores á biblia encontras a Deus a abanara a cabeça com asneiras destes jaquins pá.

  6. “É precisamente disso que o val está a falar, mas parece que te passou ao lado”

    Ele estava a falar do sentido de humor do Sócrates?… é que me passou mesmo ao lado. Este maldito hábito de ler as coisas em diagonal…

  7. É realmente uma questão para todos nós, embora, infelizmente, muitos de nós só saibam dizer parvoeiras e graçolas sobre um assunto que é muito mais grave do que eles percebem. Realmente, porquê este ódio insensato e idiota que congrega poderosos e políticos da Direita e de Esquerda radical, a diabolizarem um homem que pela sua perseverança, pela sua inteligência, pela sua dedicação, ascendeu a primeiro ministro e que, por muitos erros que tenha cometido, e alguns humanamente cometeu, fez muito mais pelo país do que eles alguma vez fizeram. Inveja, ciúme, ressentimento, estupidez, ignorância? Tudo isto, e sabe-se lá que mais!
    PS. O q

  8. “Quanto menor é o coração, mais ódio carrega.” (Victor Hugo)
    “Quando odiamos alguém, odiamos na sua imagem algo que está dentro de nós.” (Herman Hesse)

  9. No fundo, quer para a extrema esquerda, quer para a direita que temos, trata-se de voltar a pôr as coisas nos eixos, cada macaco em seu galho. Ambas conviveram, e convivem, mal com o pós 25 de Abril.
    A extrema esquerda, falhado que foi o PREC, teve que tolerar a democracia, embora a contra gosto, pois sempre soube que não era a votos que chegava ao poder. Na versão mais “moderna” transformou-se em organizações de protesto, onde tudo entrou, inimigos figadais da véspera, verdadeiros sacos de gatos sem vocação para poder. Para essa esquerda, convicta do quanto pior melhor, o centro esquerda, representado em Portugal pelo PS é, naturalmente, o inimigo a abater, porque só perante um governo de direita, de preferência ditatorial, encontrará o terreno que lhe verdadeiramente é familiar para preparar a revolução, única forma que vislumbra para alcançar o poder. Diga-se que, neste aspecto, as notícias da Grécia agradarão porventura à extrema esquerda, nomeadamente se se confirmar a lunática intenção de ser o trio FMI/BCE/Comissão a coordenar a cobrança de impostos a o programa de privatizações, com a consequente não descartável hipótese de uma intervenção militar, previsivelmente de direita.
    Já para direita portuguesa, o PS representa aquilo que ela sabe que foi a verdadeira conquista – e, até ver, o maior sucesso – do 25 de Abril e que visceralmente abomina: a possibilidade de, sem nacionalizações ou amanhãs cantantes, se criarem mecanismos, democráticos, sobretudo ao nível do ensino, de mobilidade social e de rotura com auto-atribuídos privilégios de classe. E mesmo se esses mecanismos são ainda incipientes em Portugal, o certo que para a direita portuguesa, que na sua maioria, e tal como a extrema-esquerda, não se entusiasma com o regime democrático, a mera possibilidade de aqueles mecanismos serem aprofundados é manifestamente intolerável. A direita não tem ilusões: em democracia é, obviamente, do PS que vem o verdadeiro perigo de esvaziamento da cultura de privilégios que a direita portuguesa sempre assumiu. Daí o ódio.

  10. O João Lisboa – que pelos vistos conhece bem as técnicas informáticas – tem um blogue, tão giro, tão giro, tão giro…que só ele é que acha piada ao que escreve…pois nem comentários tem dos visitantes (?)…

  11. Caro Val,
    Tanbém desde há muito tenho pensado nessa questão.
    Cheguei à conclusão que o problema está precisamente na sua inabalável honestidade política. Não se verga aos poderosos merceeiros, banqueiros, elesiásticos, patrões de media, sindicatos, e todo género de corporações habituadas a mandar em Portugal.
    É isso, a sua verticalidade e honestidade associada a uma capacidade e intuição política que os ouve mas os dispensa completamente na hora de decidir. Porque ele decide muito melhor porque decide em função do melhor para o bem geral e não para grupos por mais importantes que sejam.
    Habituados a PM e governos moços de seus recados, os poderosos ou influentes arredados das decisões consecutivamente e receosos que o actual PM consiga impôr definitivamente um modelo de governação com base na honestidade democrática e no bem melhor para todos e não para particulares, tal novo e limpo comportamento suscitam ódio a quem assim procede porque os obriga também a trabalharem honestamente por sí e seu valor próprio e não encostados ao poder e ao Estado.
    Um PM que não deixa pôr o Estado ao serviço dos influentes e poderosos para arrecadar colossais fortunassó pode suscitar nestes um ódio colossal.

  12. José Pires, concordo absolutamente com a sua análise.
    Todos sabemos – os que vêem na dinâmica das instituições democráticas a possibilidade de atingir uma sociedade mais justa e equitativa, através de reformas que garantam a igualdade de oportunidades para todos – que o PS é o único partido que tem esse ideal como objectivo a concretizar!
    Na verdade, quer a direita quer a extrema esquerda estão a verificar – com todo o ódio de que são capazes – que estes anos de governo socialista instalaram as bases de um Estado Social, que começou a apresentar resultados visiveis, na educação, na saúde, na investigação, NAS EXPORTAÇÕES…! E que a desgraça da crise financeira de 2008/2009 veio ameaçar, e O VETO DO PEC IV EM UNÍSSONO foi o estertor desesperado dessa direita e extrema esquerda!
    Não devemos esquecer que no fim da primeira legislatura da maioria absoluta do PS, o défice tinha sido rectificado para parâmetros que possibilitavam ao país poder dedicar-se ao crescimento económico, através do investimento público e da expansão do investimento privado, nacional e estrangeiro!

  13. pois é oh joão lisboa! hoje o teu blogue deve ter rebentado com o sitemeter graças aos tansos que visitam o aspirinas, bom golpe comercial. contrata o futre que aquilo começa a ter piada e parolada começa a frequentar-te a casa. escusas, não tens de quê.

  14. Subescrevo Adolfo Contreiras. Totalmente. É uma boa resposta à pergunta do Val. Dois casos exemplares de não cedencia a corporações e poderosos: a avaliaçâo dos professores e a recusa da OPA sobre a PT, a Belmiro de Azevedo. Sócrates pagou um preço alto por ter enfrentado ambos. Assim se construiram seis anos de ódio nunca visto a um governante em democracia. A mediocridade de caracter de politicos e elites ou pseudo-elites veio profusamente à tona da água. Foi melhor assim. Agoram sabemos o que vale um presidente da republica rancoroso, foleiro e incendiário, que vivia escondido sob a máscara da seriedade e rigor. Sabemos da mafia que grassa por entre o novo-riquismo sem ética e sem moral. Sabemos de um jornalismo canídeo do patrâo que lhe dá o pão de cada dia. Sabemos de uma magistratura com todos os tiques da Santa Inquisição, que saltou directamente dos séculos das trevas para o seculo XXI.
    A esta magistratura falta fazer as 27 perguntas que ficaram por fazer a um cidadâo honrado e por eles escrutinado, em vão, até ao absurdo.
    Se perdermos, Sócrates, no dia 5 de Junho, pelo menos tu já ganhaste a História.

  15. Há governantes assim. São realmente tão maus, tão maus, que ninguém gosta deles, da direita à esquerda e mesmo dentro do próprio partido. A pergunta que se põe é apenas esta: estaremos todos nós, da direita à esquerda, passando pelo PS, enganados quando achamos que Sócrates é dos políticos mais incompetentes, mentirosos, agarrados ao poder que o país já viu? Penso que é uma questão de bom senso, normalmente a maioria está certa. Se Sócrates provoca tantos anti-corpos por alguma razão é. Não acredito que a meia-dúzia de gatos pingados que ainda o apoiam (muitas vezes, apenas por necessidade) seja mais iluminada que o resto da população.

  16. oh hiena! a resposta á tua metafísica terá resposta no domingo e acho que não pode ser derrubado nos próximos 6 meses

  17. O que une toda essa gosma de coitos interrompidos é a fragilidade de auto-estima provocada pela plena consciência da impotência das suas propostas e dos ideais que abraçaram para se adequarem ao mundo actual e perspectivarem um futuro melhor para os portugueses.

    Eles abominam um mundo moderno e desenvolvido em que a valorização do mérito retira todo o poder à sua mediocridade e incompetência. Nunca irão desistir de lutar contra ele. Esse é um problema que só se resolverá com as próximas gerações.

  18. A tudo quanto foi dito de forma tão forte e directa nada poderei acrescentar. No entanto, não posso impedir-me de deixar aqui o meu testemunho e o meu obrigado a José Sócrates pela coragem e determinação de que sempre deu provas, pela audácia das roturas que não hesitou em fazer e que tantos ódios lhe trouxeram. Também eu faço minhas as palavras de Vitor Hugo para dizer que “quanto menor é o coração, mais ódio carrega”, observação que anda de parelha com aquela outra de Almeida Garrett: “”O país é pequeno e a gente que nela habita não é maior”. Gente pequena, coração pequeno!

    Aconteça o que acontecer no dia 5 de Junho, uma coisa é certa: se os que, por má ventura, aí vierem, não deitarem tudo a perder, Portugal está hoje mais preparado para arrostar com os desafios que um Mundo Novo que está nascer perante os nossos oilhos ainda descrentes, lhe irá colocar.

    Por isso me não preocupa nem um cisco a dívida que deixarei para os meus netos, como de forma tão miserável e abjecta oiço dizer a gentinha dita responsável e sabedora. Foram dados os primeiros e decisivos passos a caminho do futuro e isso não há preço que o pague.

    Para terminar, faco questão de transcrever aqui uma passagen do comentário de Marco Alberto Alves que considero exemplarmente “na mouche” e que, por isso, nunca será demais gritá-lo aos quatro ventos.

    “O único factor que une Direita e Esquerda contra a pessoa de Sócrates não é a suposta personalidade dele, ou os seus defeitos de carácter (meros pretextos), é antes ele ter sido o primeiro socialista, Mário Soares incluído, que ao governar não se vergou ao sistema de Poder de castas português, que vai desde o banqueiro corrupto ao sindicalista mafioso, passando pelo eclesiástico almofadado, o empresário chico-esperto e, sobretudo, o jurista e o economista convencidos da sua suposta superioridade intelectual e cultural.

    E, ACIMA DE TUDO, É O FACTO DE SÓCRATES GANHAR ELEIÇÕES POR CAUSA DE TUDO ISTO E, AINDA POR CIMA, COM OS VOTOS DAS PESSOAS (HONESTAS, o parêntesis é meu)E DE OLHOS ABERTOS. Isto é que dói, dói, em quem sempre se julgou acima dos cegos por ter um olho a funcionar.” (Que pena a aplicação não permitir pôr aqui um BOLD a vermelho bem gritante!)

    Portanto e mais uma vez, aconteça o que acontecer no dia 5; Sócrates, a História jamais te esquecerá!

  19. “pois é oh joão lisboa! hoje o teu blogue deve ter rebentado com o sitemeter graças aos tansos que visitam o aspirinas, bom golpe comercial. (…) escusas, não tens de quê”

    Não terei de quê mas agradeço: obrigado, tansos!

    (e essa da relação entre sitemeter e comentários também tem piada, sim senhor)

  20. E se o Sócrates perder e ficar a líder da oposição?
    Aí a esquerda une-se?
    E se o homem não quiser ir embora e ficar?

    Pode ser que haja uma surpresa.
    Se não houver, que venha o Sócrates o censor, o regulador, ironicamente, Sócrates faz falta ao pais, não vá o PPC e Portas afundarem em definitivo Portugal.

    “Responso da ovelha ladrona”:
    “Co rabo tapa a cona,/ Venha um lobo que a coma,/ Pra não voltar a casa da dona”

  21. O governo de Sócrates tem sido difícil, muito difícil, de vencer nas urnas, logo é detestado pelos opositores políticos, quanto mais medíocres mais o culpam pelos seus fracassos. Para além disso impôs mudanças em vários sectores, mudanças acentuadas, a que acresce uma crise internacional dificílima e uma comunicação social nacional medíocre, logo a população reage mal. Há, por um lado, uma grande resistência à mudança que dificulta o diálogo, por outro, vivemos num contexto comunitário e mundial que nos obriga a mudar depressa se queremos sobreviver. Schroder, na Alemanha, foi derrotado depois de duas legislaturas reformistas, sobretudo a segunda. Perdeu as eleições, hoje Merkel e sobretudo a Alemanha usufruem os resultados das suas medidas e já há muito quem o reconheça. Que o PS liderado por Sócrates tenha neste contexto perspectivas de voto acima dos 30% representa bem o seu mérito assim como o desmérito da oposição. Enfim, para além de tudo isto, atribuir a um homem a culpa dos vários problemas do país remete para a facilidade de designar um bode expiatório o que regra geral, permite uma falsa catárse, ficando os verdadeiros problemas por resolver.

  22. Ó Helena, “meia dúzia de gatos pingados” tens tu na cabeça. No próximo Domingo vais contá-los, todinhos. Avisa as ratazanas.

  23. O inflado João Lisboa hoje chamou-me “tanso”. Obrigado, inchadão. Há muitos anos que não me sentia tão elogiado! É que antes tanso e sequinho, do que prestes a rebentar como um texugo em ambiente despressurizado. Liguem já os limpa-pára-brisas…

  24. Ó Caríssimo Luís Vaz, quem lhe chamou “tanso” foi o mais assíduo comentador da blogocoisa – o celebérrimo “anónimo” – que eu citei e a quem respondi. Aliás, desconhecia que os “visitantes do aspirinas” eram conhecidos como tal, a informação veio dele.

    Mas saber que “há muitos anos que não se sentia tão elogiado” e que estive na origem desse fugaz momento de felicidade já me fez ganhar o dia. We aim to please.

  25. Caro Kiki,

    Repito: só meia dúzia de gatos pingados o apoiam genuinamente.
    Ainda que Sócrates tivesse 40 % de votos (que, obviamente, não vai ter), são votos, como disse, de pessoas que votam no PS por necessidade. Pessoas que dependem do Estado das mais diversas formas. E elas vão votar nele, não por o amarem (na verdade, não gostam mesmo nada dele) mas apenas com medo desse bicho papão que Sócrates lhes meteu na cabeça: “Tenham medo, muito medo, vão acabar com o Estado Social!”. Como se ele não estivesse a fazer isso há muito tempo (cortes nos abonos, reformas) e não se preparasse, caso fosse eleito, para fazer muito pior!
    Mas há que admitir, a história do bicho papão cola bem nas pessoas, geralmente mal informadas, e que dependem do Estado.
    É um facto que conheço algumas pessoas (poucas) que ponderam votar Sócrates mas, garanto-vos, dele e do seu governo dizem cobras e lagartos!
    Sim, mal posso esperar por Domingo para ver as ratazanas tachistas socialistas aabandonar o barco! Vai ser lindo de se ver.

  26. Srª. Helena Costa desculpe que lhe diga mas a senhora é estúpida, malcriada e algo mais que não quero aqui referir. A srª. pode não gostar de a ou b, dizer que ele fez mal. E quem o não faz? Só quem nada faz é perfeito. Mas dizer que as pessoas votam porque dependem do Estado? Que têm medo do papão? Mas a srª. considera os portugueses ignorantes, estúpidos como a srª? Realmente o que diz é de pessoa do lado de quem eu não quereria estar. Com gente como a srª., acredite, este país não vai a lado nenhum seja com Sócrates seja com quem for. Dou-lhe um conselho: deixe de beber ou de se drogar, vá ao psiquiatra e não deixe de tomar os remédios.

  27. E a Helena Costa depende de quem?
    Tem fortuna pessoal?
    Está por conta de alguém?
    Trabalha nalgum lugar impoluto ou, ao invés, tresvaria, de quando em vez, para arredondar os fins de mês?
    Ou tem emprego para a vida ( não confundir com má vida…)?
    Não sofre de recibos verdes ou de contratos precários?
    Faz parte de alguma agremiação, que tenha nome ou, também, é de Vale Passos?
    Diga ao que vem.
    Assuma-se (mesmo que seja lésbica, a sociedade portuguesa já está à la page por mor do Sócrates…).
    Pode dizer mal de quem quizer (não vem mal ao mundo), mas, por uma vez, diga bem de alguém, que preencha os seus quesitos e requesitos: amo o Portas; adoro o Passos Coelho; tenho um orgasmo, quando ele fala, com o Jerónimo de Sousa; assusto-me com o F. Louçã.
    De uma vez, diga de quem gosta, realmente.
    Mesmo não sendo Carnaval, ninguém, lhe levará a mal.

  28. Helena,
    Eu, Kiki , professora na escola pública, mais uma vez, vou votar no PS e em Sócrates, por uma razão muito simples: não quero ser governada por gente como tu. Burra.

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