Louçã e a rede social

Louçã conseguiu ofender Rui Tavares apenas com o recurso ao Facebook e à sua megalomania: Quatro são mesmo quatro. A resposta do Rui termina com uma bela amizade e deixa um problema urgente para os militantes do BE: agora que já não é possível continuar a fechar os olhos perante o narcisismo e paranóia de Louçã, a quem é que vão entregar o partido?

Aquando do caso que envolveu Paulo Campos e Joana Amaral Dias numa palhaçada literalmente ridícula, antes das eleições de 2009, Louçã explorou a oportunidade de modo febril para atacar Sócrates e o PS, pouco lhe importando existirem eventuais consequências negativas da sua desbragada deturpação a recaírem sobre a Joana. Também nesse tempo, fez comentários que pretendiam atingir Miguel Vale de Almeida, apresentado como alguém que tinha feito um pacto com o Diabo.

Entretanto, Louçã veio dizer que muita gente não tinha compreendido a recusa do BE em reunir com a Troika. Assim, após ter visto os seus deputados reduzidos a metade, declarava-se arrependido. Se fosse agora, teria ido lá dizer das boas aos gringos, admite contrafeito. Os resultados eleitorais tinham-lhe feito ver a luz.

Estes factos mostram que Louçã faz um uso revolucionário da sua rede social: magoa os amigos de longa data e abdica da coerência para tentar agradar a estranhos.

11 thoughts on “Louçã e a rede social”

  1. tudo farinha do mesmo saco, tavares, joana, oliveira eram heróis nacionais para malhar no sócrates, o socrates foi deslocalizado e os gajos vão para o desemprego. inventem nova formula se querem manter a tasca aberta.

  2. Essa coisa de o Bloco ter perdido metade dos deputados por Louçã não ter reunido com a troika é uma conveniente história da carochinha com que o próprio Louçã tenta agora deseperadamente “explicar” o seu fiasco político. Como se isso tivesse sido uma mera decisão “incompreendida” pelo eleitorado, uma pequena falha de comunicação, um erro de public relations.
    A Louçã não convém nada que se investiguem e apontem as verdadeiras razões do fiasco do Bloco, como o facto de se ter unido à direita para derrubar o governo socialista e de ter trabalhado incansavelmente durante seis anos para voltar a pôr a direita no poder. Foi para isso que o Bloco de Louçã serviu, não tendo tido qualquer outra utilidade prática. Para, juntamente com os comunistas, ajudar a direita em sujos ataques pessoais (como se viu em sucessivos inquéritos pidescos no parlamento) e em campanhas de descrédito contra o governo socialista.
    Durante seis anos, os bloquistas de Louçã “correram por fora”, isto é, cativaram os votos que os eleitores lhes deram para rejeitarem qualquer compromisso ou responsabilidade de governo, para atiçarem o descontentamento contra Sócrates e para conduzirem uma guerra sectária contra o PS, à custa do qual pensavam que podiam crescer como partido político. Apostaram na destruição do PS e na sua substituição pelo Bloco. Era este o sonho de Louçã, nem sempre inconfessado: chegou a proclamar em 2009 que em Portugal os verdadeiros socialistas eram eles, os bloquistas de Louçã, como se o PS fosse uma mentira que lhes estivesse a usurpar o território.
    Viu-se o resultado deste sonho destrambelhado. O desastre eleitoral do Bloco põe em causa toda a orientação de Louçã e não apenas a simples decisão de não ter querido reunir durante duas horas com a troika – uma decisão aliás perfeitamente previsível e coerente com a estratégia e a prática política do Bloco desde 2005.

  3. Estou em absoluta concordância com o que diz “Histórias da carochinha” acima. Mais: por estas e por outras se vê que estes crápulas querem é tacho. No lugar deles ter-se-iam imediatamente demitido por incapazes, inaptos e políticos de meia tijela; Louçã e cª., Rosas e Portas são tudo farelo pouco recomendável. Não fazem política: fazem terrorismo político. E tanto se reúnem com o pc como entregam o poder à direita. Por uma derrota muito menos significativa e depois de 6 anos de desgaste esse badameco que ponha os olhos no Sócrates que foi um senhor demitindo-se de imediato. Mas como esta gente quer é ir ao pote e se está marimbando para o povo tanto lhes faz como fez. A idoneidade, a honra, o respeito, a honestidade não têm qualquer valor. Esta gentalha vem da UDP, pcp-ml., major Tomé e outras porcarias do que é que estavam à espera?

  4. anonimo,

    a “fitas” era uma rapariga muito interessante à dez anos. Inteligente, apaixonada

    do melhor.

    Hoje é uma viúva do Socrates tal como o autor da local, dai o carpir solidário,

    o luto é respeitável.

  5. É demasiado trágico para não reparar. Agora que o “mentiroso” foi embora, não faltam candidatos para o lugar.
    Tenho a impressão dque valia a pena abrir um campeonato para ver quem mente mais com várias modalidades:
    1 – O que mente melhor;
    2 – O que mente mais convincentemente;
    3 – O que mente sempre;
    4 – O que mente quando lhe dá jeito;
    5 – O que mente por distração;
    6 – O que mente por omissão;
    7 – O que mente por obrigação;
    8 – O que mente por patologia;

    Poder-se-ia criar um prémio especial se alguém conseguisse ficar nos três primeiros lugares simultâneamente em várias categorias.

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