Todos os artigos de Aspirina B

A entrevista ao Procurador-Geral da República

1. São 17,30 horas. A entrevista do PGR deu azo a comentários de todos os lados. De todos? Não. Curiosamente, o Sindicato dos Magistrados do Ministério está calado, a examinar tranquilamente as declarações, o que é, no mínimo surpreendente, sobretudo quando se recorde a rapidez de pronúncia da agremiação relativamente a qualquer tema que, mesmo que longinquamente, ponha em crise as suas finalidades estatutárias, de mais cantina, mais barbeiro e mais impunidade.

Este será o dado mais interessante nesta nova história e também um factor de alguma esperança: é que, descontando as hipóteses de o Dr. Palma estar a banhos ou de o Sindicato se encontrar a congeminar alguma especial patifaria contra o Dr. Pinto Monteiro (algum FREEPORT?), resta uma esperança – que aquela rapaziada tenha imaginado que aquilo é a sério ou, ao menos, que aquilo pode acabar em sério.

É que, ao contrário do que se supõe, a coragem não é precisamente o forte desta gente – sem os seus joguinhos de bastidores, os seus segredos de justiça (de justiça, oh céus!), ficam nus em toda a sua incapacidade.

Esperemos.
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A Golpada

Desde que se prenunciou a eleição de José Sócrates, em 2005, que o País vive em permanente ambiente de golpada. E é em ambiente, agudo, de golpada que actualmente vivemos.

Trata-se, em suma, de derrubar o Primeiro Ministro eleito, substituí-lo por um dirigente do Partido Socialista, escolhido pelos Senhores jornalistas, para um Governo que se dedique a preparar as próximas eleições, de que saia vencedor um dirigente do PSD designado pelos Senhores jornalistas. De preferência, um Primeiro Ministro e um Governo suficientemente fracos que reconduzam o País ao habitual e apetecido estado de desgoverno em que ninguém governa e todos mandam, nos seus assuntos, a partir das suas quintas, tudo com o habitual embrulho de escândalos que vendem jornais e promovem jornalistas.

Os golpistas – que visam irrelevar os efeitos, jurídicos e políticos, de uma eleição, anular o sentido do voto dos portugueses – acoitam-se em duas corporações, sem sombra de legitimidade democrática, mas poderosas, pelas suas auto-proclamadas isenção e imparcialidade: os jornalistas e o Ministério Público, que mutuamente se alimentam e se promovem.
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Solar

“Mais pessoas livres, menos abrantes” – Eu se fosse de abrantes inventava umas réplicas, mesmo desajeitadas. Assim de “repentemente”:

Mais pessoas livres, menos Viseu – diz quem não gosta de encontrar o seu amor, ai Jesus!
Mais pessoas livres, menos Viana do Castelo – diz quem não é defensor de Moura
Mais pessoas livres, menos Bragança – diz uma mãe preocupada
Mais pessoas livres, menos Aljubarrota – diz quem não gosta de carecas
Mais pessoas livres, menos Alcoentre – diz quem não gosta de supositórios
Mais pessoas livres, menos Rio Maior – diz quem não gosta de mocas
Mais pessoas livres, menos Barcelos – diz quem não gosta de ter galo

Sei lá…

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Oferta da nossa amiga mdsol

Tricô

A haver revisão da Constituição neste momento, a meu ver inoportuna dada a crise financeira, ela devia centrar-se quase exclusivamente no seguinte ponto: como assegurar um governo estável, quando o partido mais votado não tem a maioria. A proposta de “ora saltem lá daí, que agora quero ir eu mais aquele”, a que se chama agora moção construtiva, é absurda porque desrespeita os votos dos eleitores. Está à vista que quem a defende tem medo de ir a eleições. Caso contrário, apresentaria uma moção de censura clássica.

A solução não precisa de ser inventada, já existe em muitos países europeus: nenhum governo pode tomar posse sem estar assegurada uma maioria no Parlamento. Os partidos sabê-lo-iam de antemão e os eleitores também, evitando-se assim a história de que se trai o eleitorado ao formar uma coligação com um «inimigo». Implica negociar. Seria obrigatório negociar. É verdade que demora um certo tempo (mas os ingleses, por exemplo, não demoraram quase nenhum) e que assim os partidos se podem fracturar, para mais pessoas poderem aceder ao poder, mas não é bem isso que acontece na Alemanha, por exemplo.

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Oferta da nossa amiga Penélope

Aniperismos

Como a história e o tempo nos atiram assim com situações tão contrastantes! Sentava-se MOTA AMARAL (escrevo em maiúsculas para condizer com a grandeza da sua estatura de homem e de político) na chamada Assembleia Nacional do Estado Novo, embora já na digna posição de contestatário e andava o pacheco pereira (em minúsculas pela mesma razão atrás invocada) de pistola à cintura naquilo a que chamava e que era, a sua luta anti-fascista. Quarenta e cinco ou cinquenta anos depois…é isto! O primeiro transforma-se num gigante de dignidade, o segundo, não pode descer mais baixo na escala de ignomínia!

Uma coisa me espanta. O que raio passou pela cabeça do PSD quando deu o seu Amen à escolha de Mota Amaral para presidir à tal comissão! Mediu-o pela sua própria bitola?! Só pode ser!

Não me tinha ocorrido, ó José Albergaria, que o Mota Amaral é da Opus Dei. Embora se trate de instituição com a qual estou longe de ir à bola, isso não retira um cisco à consideração que acrescentei à figura proba de MOTA AMARAL que, aliás, com esta digna atitude, não faz muito jus ao tal São?! José Maria Escribá!

Agora que a direita manhosa e rasteira da Câmara do Porto foi capaz da desvergonha de recusar dar o nome de Saramago a uma das suas ruas, seria interessante que os deputados municipais do PS na Câmara de Lisboa propusessem para uma das ruas da cidade o nome de MOTA AMARAL. Que curioso seria ver a reacção de toda a restante câmara: do PCP ao CDS passando naturalmente pelo BE e o PSD. Seria uma maneira de pôr a nu o tipo de compromisso que esta gentinha tem com a dignidade e a honradez.

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Oferta do nosso amigo ANIPER

V9

É interessante esse ponto de vista, porque o optimismo está profundamente ligado à credibilidade, e esta ao reconhecimento da verdadeira dimensão dos problemas, mas também à correcta divulgação do que foi, ou será, feito. Não é nunca, para um político, um exercício fácil, sobretudo num país ainda muito marcado pelo derrotismo e tremenda falta de amor próprio. Eu por exemplo acho que quem acusa Sócrates de “apenas fazer propaganda” está profundamente enganado. Aliás, acho que o PS tem tido uma actuação deplorável nesse aspecto, não aproveitando minimamente tudo o que já realizaram, sobretudo no anterior governo, e deixando-se constantemente encostar à defesa. Tiveram o melhor ministro da economia que há memória. Tiveram a melhor ministra da educação também. Fizeram investimentos importantíssimos em investigação, em novas tecnologias, em novas indústrias de altíssimo valor acrescentado, levando a que algumas empresas nacionais (a EDP, por exemplo) sejam hoje players mundiais. Fizeram algumas das mais importantes reformas no sector público, introduzindo um nível de acesso que é elogiado nos quatro cantos do mundo. (Falharam tremendamente na justiça, mas isso fica para outra conversa…). Com o mesmo nível de actuação, o PSD já teria inscrito a fogo na história que tinham sido o melhor governo desde D. Afonso Henriques, e todos concordariam. Basta ver a aura que ainda hoje gozam os governos de Cavaco Silva.
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TZ

Este país (ou este mundo…) não é para velhos.

Acho que toda a gente sabe por aqui, porque estou farta de o dizer, que tenho duas filhas. A mais nova tem 12 anos. Em Fevereiro de 2007, aquando do referendo do aborto, tinha 9 anos. Um dia, por essa altura, perguntou-me se eu também achava que se devia poder deixar matar criancinhas.

Sou muito cuidadosa, mesmo com gaijinhas de 9 anos, nas explicações que dou, evitando, na medida do possível, condicioná-las de alguma forma. Assim, expliquei-lhe o melhor que soube e consegui os dois lados da questão e pedi-lhe para pensar. O facto da irmã mais velha dela ter trissomia 21 e já na altura ser legal o aborto nestes casos deixou-a baralhada, afinal já se podiam matar criancinhas, e comunicou-me que a opinião dela era que a lei devia ser mudada porque achava inconcebível que uma mulher que abortasse corresse riscos de cadeia.

Poucos dias depois de me ter comunicado a sua decisão apanhei-a ao telefone com a avó, a minha mãe, a senhora minha mãe. Discutiam o referendo e o voto. A gaijita estava a meter uma cunha à avó, assim tipo presente de Natal – pedia-lhe para votar “Sim” por ela já que ela não podia votar. O argumento? O argumento era fatal – a lei, qualquer lei que dali saísse, era para ela e não para a avó, a avó já não iria nunca ter de decidir se abortava ou não mas ela, do alto dos seus 9 anos, não sabia o que a vida lhe reservava e se tivesse que tomar uma decisão difícil como essa preferia fazê-lo não tendo de pensar que, para além de tudo o resto, corria riscos de vir a ser presa. A minha mãe, a senhora minha mãe, avó dela, desligou-lhe o telefone. Explicou-me depois que se recusava a falar “dessas coisas” com miúdas. Eu ainda hoje me rio.

A gaijinha tem 12 anos, vai fazer 13. Não, não vai votar no próximo PR mas o outro, o a seguir, já vai contar com o voto dela. E com o voto de muitos outros da idade dela. Que não fazem a mais pequena ideia do que é isso de esquerda e de direita, porque se estão nas tintas para quem se sentava onde no Parlamento. A noção de Direita ou Esquerda está datada historicamente e tenho sérias dúvidas que a geração que aí vem a compre. Eu, que nas mesmas eleições já votei PP e PCP, espero sinceramente que baralhem e voltem a dar.

Desbloquear a esquerda? E que tal desBloquear a política?

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Oferta da nossa amiga Tereza

V9

O que é revoltante, mas absolutamente revoltante, é que uma classe profissional que se encarrega (ou devia encarregar) de formar as próximas gerações se comporte como funcionários de repartição, preocupados com o seu umbigo, com a mediania que a todos protege, esquecendo completamente qual a missão, e deixando-se manipular da maneira mais abjecta. Mas é uma consequência da falta de ligação que têm à escola, aos alunos, aos pais. Porque é que haviam de a ter, quando tudo o que lhes interessa é decidido por uma estrutura gigantesca e impessoal em Lisboa?

Esta estrutura educativa é uma aberração. Todos sabemos quais os resultados dos grandiosos “planos quinquenais” na antiga União Soviética, e no entanto continuamos a tratar a educação como algo que pode ser planeado e gerido a partir de um centro. Não pode. São demasiados funcionários, demasiados professores, demasiadas realidades e especificidades locais, é um alvo demasiado fácil e suculento para interesses puramente políticos. Quem tem as melhores condições para decidir como organizar a escola, que professores contratar, que condições oferecer, são as estruturas locais. Gostava de ver o Mário Nogueira a fazer as mesmas fitas se do outro lado estivesse um presidente da câmara, com a população do seu lado, preocupados com os resultados nos exames nacionais. Como dizia o Maradona aqui à uns tempos, e com o qual concordo completamente, a avaliação dos professores é simples: há um director de escola. Esse director decide quem são os professores competentes, e promove-os. Os incompetentes, despede-os. Responde, apresentando resultados, perante os principais interessados – os pais. Como acontece em qualquer estrutura que se preze. Como acontece, por incrível que pareça aos nossos funcionários educativos, nos colégios privados.
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Da Galiza

OUTRO ESPANHA-PORTUGAL

Lá pelo ano mil novecentos e setenta e sete, já nessa altura morrera em Espanha o ditador e Portugal fizera a despedida de Marcelo Caetano. As fronteiras estavam fechadas, nas alfândegas ja não havia vinte cães e mil cadeas para o controlo dos cidadãos embora ainda não havia paso livre. A Garda civil a a GNR eram daquela ja um pouco permissivos em certos lugares.

Emtre Baltar e Montealegre fica a Serra do Larouco , ela olha e divide duas bandas, para uma as terras do barroso para o outro as de Baltar no alto Limia. O Larouco separa duas terras que noutro tempo os seus nativos se juntabam para irem juntos a loubar na sua cima o chamado Deus do Larouco. Estamos a falar dos tempos pagãos, antes da chegada dos romanos por cá. Os barrosões por uma banda e pela outra os galegos de Baltar e todas as freguesias da sua bisbarra ficaram de costas viradas muitos séculos Nos ultimos anos foi fornecida ainda mais pois os países os que cada um pertezem se deram a se mesmos umas ditaduras de longa data. Ditaduras irmás embora cada uma no seu cantão. Vira-dos de costas ainda que freguesias como A Boullosa e Sendim se olhassem uma a outra so com subir a cima do monte que as separa. Até a natureza virava de costas, pois juntos nascem o Cavado e o Limia, um verte para a banda de Portugal e o Limia vem-se para cá e comenza o seu percurso até baixar as terras da planura da Limia e vai morrer a Portugal onde ja lá è chamdo Lima.
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Viegas dixit

Não vou entrar de novo em considerações juridicas que, pelos vistos excedem as capacidades do telespectador português comum e apenas nos levariam a concluir que, infelizmente, 35 anos após o 25 de Abril, ele continua a não merecer ter direitos.

Vou limitar-me a um comentário vindo do planeta do bom senso, que devemos situar numa galáxia distante de Portugal.

Uma comissão de inquérito não pode ter como objectivo apurar se existem dúvidas. Isto é o pressuposto de começo: só vale a pena instituir uma comissão de inquérito SE existirem dúvidas (caso contrário, estaríamos apenas a dilapidar dinheiros públicos). Portanto uma comissão de inquérito apenas tem sentido se procurar apurar se as dúvidas, que por hipótese existem, têm ou não um fundamento sério e objectivo.

Segue desse pressuposto que quem esperava que a comissão concluisse não existirem dúvidas nenhumas e estar completamente provada a inocência de seja quem for, estava pura e simplesmente equivocado.
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Aspirinas

O Acaso pode favorecer a humanidade ?!…

A reestruturação dos modelos económicos assenta quase sempre na sua insustentabilidade, atingindo inevitavelmente a politica que lhes serve de suporte.

O neo liberalismo fez o seu caminho e deixou as suas marcas. Neste início de século, assistimos a mudanças talvez estruturantes, na economia e no bem-estar das populações. A par dos vários constrangimentos económicos que o mundo hoje vive, existe o flagelo dos desastres ambientais que populações já não perdoam, mesmo as menos afectadas.

O último grande desastre ambiental provocado pela BP no golfo do México é disso exemplo. Tanto quanto já é público, o problema deveu-se a falhas provocadas pela pressão desenfreada imposta pela gestão da BP. Sendo a extracção petrolífera feita cada vez a maiores profundidades, o aumento do risco faz-se sentir e quando juntamos a esse facto uma diminuição das medidas de segurança, temos os ingredientes indispensáveis para a eclosão da catástrofe. Lamentavelmente, a ganância especulativa tem para a gestão um peso superior ao desastre ambiental, porque o que verdadeiramente importa para estes gestores é remunerar accionistas, esquecendo que fazem parte dum planeta que já está em risco. Neste caso específico, o acaso talvez tenha feito um favor à humanidade. Não nos podemos esquecer que o lóbi americano tem sido fortíssimo, recusando sistematicamente medidas fundamentais em matéria ambiental. Esta é a ocasião imperdível de converter uma crise numa oportunidade.
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Um belo feriado

A “comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa” (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo…

Sou, para desgraça minha, um ateu ou agnóstico, o que para o efeito, tanto faz. Tal facto não me inabilitou de ter sido convidado para a primeira comunhão de uma criança adorável, filha de um amigo meu. Fui à missa da praxe, na companhia da minha esposa. Chegamos à igreja, como sempre, em cima da hora. Apinhada.

Ficamos no fundo, atrás do último banco corrido, do lado direito. Calor, muito calor. Abanavam-se os leques em sintonia.

Não fomos os últimos. Chega a correr uma senhora, já idosa, a transpirar. Com licença, diz, metendo-se à frente da minha esposa que olha para mim abismada. Seguro-lhe a mão e dou-lhe o meu lugar. À frente, no banco outra conhece-a. Falaram do calor e da igreja cheia. Um pouco de boa vontade e caberiam as duas no banco. O espaço era suficiente.

Em vão. À minha frente, a minha esposa abana o leque. Espreito por cima do seu ombro para alcançar o altar, onde se encontram as crianças.

Não levei trocos. Dou cinco euros para o peditório. Não me arrependo, se vou à missa de quando em vez, acerto as contas com a consciência de uma vez.

Estão livres os bancos. Espero pela minha vez de ir ao altar tirar a foto. Ela tem nos olhos a cor cerúlea dos oceanos e do céu. E tem depositada a minha esperança no futuro.

Foi um belo feriado…

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Oferta do nosso amigo jrrc

Ferradas

Como se o marxismo, a ter algo de positivo ou de útil, coisa que os povos ingratamente se recusaram a saborear indefinidamente, pudesse justificar boutades das do género trambiqueiro e agressivo do bom-camarada Jerónimo!

Deixem lá o marxismo, que o PC também há muito se deixou dessas bizarrias. O que é apenas ridículo é a associação que ele faz entre o materialismo histórico e factos avulsos da História. Faz parte da tradição do PCP a confusão entre oligarquias e poder popular…ou vagamente democrático!

Lembro apenas o Tratado de Brest-Litovsk entre Hitler e Stalin, ou a recusa de apoio aos republicanos em Espanha, abandonados à sua sorte. Curioso que o PCP se tenha esquecido de condenar a invasão da Hungria, ou da Checoslováquia, pelas tropas do Pacto de Varsóvia. Tudo claro a favor da Liberdade e das Independências Nacionais desses povos…

E quanto à soberania dos povos, será o PCP que deve pronunciar-se sobre o assunto? Haja pudor e respeito pelos milhões de mortos das várias repressões comunistas sobre todos os povos! Em especial sobre as suas próprias populações!

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Oferta do nosso amigo MFerrer

Pedido de demissão de Deus

Ao ver esta margarida, pousada no teu retrato, desconheço o ímpeto atabalhoado que me levou a fazer de ti fruto duma costela e germe de todos os males.

Em eras politeístas em que eu ainda não varrera heresias múltiplas e complicadas, tantas eram as mulheres sábias e formosas, de porte seguro e rara perspicácia, que não fosse eu Deus e ninguém as contabilizaria. Vi Helena causar tormentas, a Penélope tecendo e desfazendo uma teia e Atenas a nascer da cabeça do pai. A minha função era observar para logo de seguida criar um mundo melhor.
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Pub

André Nadais, Danilo Teixeira e Tierri Oliveira, alunos do 12.º A da Escola Secundária José Macedo Fragateiro, em Ovar, decidiram abordar o tema “Emergência Médica e Socorrismo”, no âmbito da disciplina de Área de Projecto. Assim, o projecto Posto de Socorro foi iniciado e tem como principal objectivo consciencializar a comunidade escolar para a importância de ganhar conhecimentos básicos para intervir em caso de emergência.

Uma excelente ideia, não é?

MEMÓRIAS PORTUGUESAS DO SÉCULO XX

Nasceu um novo blogue que necessita do contributo e da interacção de todos para se manter vivo e segregar luz sobre a história recente do nosso país, “Memórias Portuguesas do Século XX”.

Não permitamos que as memórias do antigo regime se apaguem. Temos a possibilidade de narrar, de expor e de nos interrogarmos acerca desse passado cujos contornos e conteúdo se encontram ainda por estudar. Há épocas em que nada se pode expressar, sob pena de sermos perseguidos e até aniquilados. Hoje, podemos debruçarmo-nos sobre um vasto período de história do século XX e tentar colher frutos esclarecedores, os quais possibilitarão desbravar caminhos às gerações pós-revolucionárias. Sem passado, podemos caminhar, mas desorientados, encharcados num etilismo falacioso, consequência de uma erosão mnésica do passado vintesco e do atordoamento feérico da sociedade de consumo, a nova máquina devoradora de consciências.
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g point

Também não percebo a relação entre o celibato e a pedofilia. Afinal, a maioria dos abusadores de crianças não são celibatários. A maioria são familiares ou pessoas próximas da família das crianças. E isso sim devia ser debatido, seria o mínimo que poderíamos fazer pelas vítimas, não o fazendo a sociedade faz exactamente o que critica à Igreja: assobia para o lado. Por vezes parece-me que se está a querer fazer da Igreja o bode expiatório de um mal que nada tem a ver com agremiações sejam elas religiosas ou não. Não sou crente em nenhuma religião, não entendo a língua que falam, não percebo a necessidade de um deus para amar e para ser solidário e por aí fora, mas não concordo com este tipo de argumentos por parte de quem os pretende atacar. É tudo muito humano de facto, dentro e fora dos templos, basta ver que nos baptizámos nós próprios de sapiens. A nossa sorte (ou azar) é que as outras espécies com quem partilhamos o planeta não se riem, pelo menos, de forma a que as possamos ouvir… :)

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Oferta da nossa amiga guida

Diz ela

Tenho uma forte convicção que, se Sócrates governasse com esta mentalidade e esta força (e como já li e concordo: com pele de sapo e vida de gato) no tempo em que tínhamos como Primeiro-Ministro Cavaco Silva, Portugal poderia estar hoje muito, muito bem posicionado a vários níveis. Tanto dinheiro dado na altura de bandeja pela CE para tantos empresários amiguinhos poderem comprar Mercedes, BMW, mansões e casas de férias e terem hoje as empresas obsoletas e fechadas na falência… Ou alguns até estarem a ser investigados pelo Ministério Público com notória falta de destaque pela comunicação social para seleccionados casos. Estranho… Ou talvez não!

Isto é que é triste. É ver esta gente que tanto afundou o país ainda chegar a altos cargos, a pensar em recandidaturas… Fora toda a sua “actividade” recente como referi no post acima…

Estou desejosa de sair deste país e encontrar verdadeiras oportunidades e com todo o orgulho poder contribuir com o meu trabalho, impostos, dedicação e profissionalismo para um país que me respeite como cidadã já que no meu não é isso que encontro.

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Oferta da nossa amiga Daniela

V9

Quanto ao anonimato, em vez de andarem a desafiar quem não assina com o nome, seria giro fazer uma experiência: passavam todos a escrever anónimos. E sem a muleta do nome, habilitações, profissão ou tendências políticas, apenas com a força da escrita e das ideias, daqui a um ano veríamos quantos leitores tinha quem.

Oferta do nosso amigo Vega9000