Parabéns, Miguel Abrantes

Mais pessoas livres, menos abrantes.

JoaoMiranda

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O João Miranda diz que o opting out nos vai livrar, simultaneamente, do socialismo, da política, dos impostos e da verticalidade. Basta alterar umas linhas à Constituição e o sistema público desfar-se-á acto contínuo. Reinará a horizontalidade, o fluxo de ideias e a liberdade. São boas notícias. Temos razões para esperar dias melhores, assim os portugueses sigam estes sábios conselhos.

Entretanto, o texto apresenta uma rocambolesca fórmula difamatória, supra, a qual até mereceu do autor o cuidado de a destacar a negrito, não fosse escapar à tropa-fandanga. E esta é a ocasião de perguntar: não há algo de assustador nisto de vermos os principais blogues da direita rendidos à importância de um único blogger de esquerda? Não é que ache injustificada a fama do Câmara Corporativa, excelente produtor e agregador de conteúdos políticos, acho é confrangedora a pobreza intelectual daqueles que o perseguem de tochas na mão. O preço do sucesso, enfim.

10 thoughts on “Parabéns, Miguel Abrantes”

  1. O que enfurece toda a cambada de tristes dos blogues de direita, é o facto de não conseguirem superar a qualidade argumentativa do autor. Como são burros, tentam mover perseguições de carecter com a questão do suposto anonimato.
    Estamos bem f**** com esta gentinha.

  2. É evidente que o SNS na mão dos privados passaria de imediato a ser o serviço de saúde mais barato do mundo, desaparecia por não ser RENTÁVEL; só que então, e esta é a jogada, nunca mais voltaria a ser tendencialmente gratuíto. A constituição por eles cirúrgicamente aí alterada, tal não o permetiria.

    São 10 por cento do PIB – 2.000.000.000 EUROS = DOIS MIL MILHÕES = 2 BILIÕES.

    Os Belmiros olham para isto e salivam, salivam, mermurando à jacobiana, ganância é bom, ganância é bom.

    Carágo pá núánú cumprába o Carrefour, France Telecom, Eliseu Palace, Casino Monte Carlo, etc

  3. acho que abrantes do JM não se refere a ninguém em particular. eles chamam de abrantes a um grupo de indivíduos que têm por profissão lamber botas. e quem anda por aí , na bloga , sabe bem isso…
    era mais um mártir para juntar ao V ? saiu mal.

  4. “Mais pessoas livres, menos abrantes” – Eu se fosse de abrantes inventava umas réplicas, mesmo desajeitadas. Assim de “repentemente”:

    Mais pessoas livres, menos Viseu – diz quem não gosta de encontrar o seu amor, ai Jesus!
    Mais pessoas livres, menos Viana do Castelo – diz quem não é defensor de Moura
    Mais pessoas livres, menos Bragança – diz uma mãe preocupada
    Mais pessoas livres, menos Aljubarrota – diz quem não gosta de carecas
    Mais pessoas livres, menos Alcoentre – diz quem não gosta de supositórios
    Mais pessoas livres, menos Rio Maior – diz quem não gosta de mocas
    Mais pessoas livres, menos Barcelos – diz quem não gosta de ter galo

    Sei lá…

    :))))

  5. Vá lá saber-se porquê, pensei que a perseguição a este blogue abrandasse com a mudança de líder do PSD. Que a maluqueira iniciada pelo Pacheco perdesse fulgor. Mas não, pelo contrário. A coisa parece uma espécie de código entre os bloggers de direita. Podem estar, e estão, em desacordo em relação a uma série de coisas, a começar pelo apoio ao novo líder, que uns apoiam e outros nem por isso, uns são a favor outros contra a revisão constitucional, enfim, atacam-se uns aos outros da mesma forma que faziam com a antiga liderança. Mas esta perseguição parece uni-los cada vez mais, aliás, se questionarem o Passos Coelho acerca da tão desejada unidade do partido, provavelmente, este é o melhor (único?) exemplo que poderá dar: ‘lutamos todos contra o blogue do Miguel Abrantes’.

  6. o texto do João Miranda: uma “frivolité”. Estes são os que defendem o “ocaso das ideologias”.
    um nobre espanhol,( o conde de Romanones), muito rico, quano lhe disseram que pensava sob o comunismo diz: gosto muito, pois emtre o que tenho e mais o que me hão de darem no reparto que eles fagam, ainda serei mais rico”.

  7. O nome de Saramago foi recusado para nome de uma rua do Porto. Qual é o problema? Nenhum! Mas é um sinal; uma afirmação diferenciadora, que vale por muitos referendos regionalistas. Esmiuçados até ao tutano deviam ser estes comportamentos, para concluir justamente da sua razão de ser, e assumir da grande vantagem que poderá advir da diversidade regional do todo nacional, assumida em todas as suas vertentes pelos seus naturais.

    Eu que vivo no meu cantinho, e tenho Saramago como uma referência daquilo que um homem deve ser, não tenho que gramar com novidades como essa, que não passa de uma provocação, porque o nosso modelo administrativo é do tempo da monarquia; sec. XIX.

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