Vinte Linhas 514

CML – O vandalismo oficial ou os assassinos dos girassóis

Depois de ter destruído o Jardim de S. Pedro de Alcântara (é hoje um miradouro) e de ter assassinado maia de 60 árvores no Príncipe Real (deixando nuvens de pó a sujarem gargantas, roupas, comidas, bebidas, jornais e automóveis) a CML, actuando como uma quadrilha selvagem, veio de madrugada destruir os girassóis da Rua Augusto Rosa frente à Livraria Fábula Urbis e junto à loja de artesanato «A arte da terra». Foi no passado sábado dia 17-7-2010 que uma equipa camarária veio, furtivamente, destruir a beleza dos girassóis deixando apenas as couves e a alfazema. Houve uma senhora que os viu e os identificou pela farda e pela viatura da CML. Caso contrário pensaria tratar-se de vandalismo fortuito. Mas não é. Tudo isto é concertado e sistemático. Haver arquitectos paisagistas que odeiam árvores, arbustos e flores é o mesmo que haver editores que querem queimar livros. Fico a pensar que a Livraria Municipal pode começar (se não começou já) a destruir os livros editados pela CML sobre Lisboa – como, por exemplo, o meu «Transporte Sentimental».

Vivo em Lisboa desde Setembro de 1966, pago os meus impostos, derramas e contribuições autárquicas, arrisquei a pele no «25 de Abril» por um Mundo melhor, tenho um louvor na caderneta militar por isso mas vivo numa cidade cada vez mais suja, feia e desertificada. Gostava que quando começarem a queimar os livros me avisem por causa do meu neto. Ele é pequenino, faz hoje 4 anos mas há-de gostar de saber que o avô escreveu o «Transporte Sentimental», um livro que a CML editou sobre Lisboa – nele ela era uma cidade mais limpa e mais bonita porque povoada de beleza e de paz.

41 thoughts on “Vinte Linhas 514”

  1. É para já, JCF! Cá vou iniciar os comentários a este post. E porquê? Porque acabei agora mesmo de comentar o seu post anterior. Que posso dizer? Repetir o que disse: por causa de uns girassóis, eis que se fala aqui de quê? Ora pois! Do seu livro «Transporte Sentimental» editado pela Câmara Municipal de Lisboa! Este, sim, é o verdadeiro motivo deste post. Você quer lá saber dos girassóis. Diz que «deixaram a alfazema e as couves». Dá para imaginar a beleza do canteiro! E veja se tem emenda. Cheire um pouco da alfazema, faça um caldinho verde e talvez tenha melhoras, nunca se sabe…

  2. O tou-te a ber tem razão no que disse. Anda alguém com raiva de mim. É que nem aos mails insultuosos posso responder. O tou-te a ber vê bem as coisas.

  3. Esqueci uma coisa importante. Isto: «…arrisquei a pele no 25 de Abril…», escreve você. Já agora, onde, quando, como?! Tem «um louvor na caderneta militar por isso», JCF?Homem, você afinal, ao contrário do que parecia, é muito modesto! Retiro já tudo aquilo que disse! Parece, então, que temos aqui um herói, a quem devemos a Democracia e a Liberdade de que gozamos em Portugal! Ora conte lá que sou toda ouvidos…

  4. Sou tão leiga em determinados termos que até tive de ir ao dicionário ver o que queria dizer “chibar”.

  5. É pá desanda daqui que tu és da «aldeia da roupa suja» e esta é a aldeia da roupa branca. Ainda não percebeste? Ala que se faz tarde!

  6. “Três corpetes, um avental, duas fronhas, um lençol…”,

    .. deixa-te de cantigas, Zézito. Farias melhor respondendo aos ataques delicados ao teu estilo e caracter feitos pela M de Maria, e se se isso não for possível por envolver terrenos movediços onde já te atascaste mais de que uma vez até às tuas imaculadas coxas, responde pelo menos à sua curiosidade em saber com pormenor sobre as tuas façanhas de arriscar a pele pela Liberdade.

    Pode ser que essa coragem digna de menção na tua CM, que presumo ser mais colectiva que individual, te redima, ou sobreleve todos os vinagres que aqui te têm atirado ao rosto, sem resultado, é bom que se iga, porque a tua carapaça, já decidi, é mesmo à prova de ácido prússico.

  7. Salvem os Girassóis da Rua Augusto Rosa!!
    Ontem Mandela, Xanana e Aung San Suu Kyi – hoje os Girassóis do Zézinho.

    Morte às ditaduras, libertem as flores oprimidas pela repressão fascista! Não mais assassinatos de árvores por parte dos déspotas! Abaixo o pó nos jardins, ruas e praças!

    Se um dia destes deixarmos de ver o Zé aqui já sabemos que foi por se ter alistado na Resistência clandestina, na sequência da sua fidelidade à Democracia e à Liberdade que já o fizeram arriscar a pele tantas e tantas vezes.

    Um dia te hão-de reconhecer, Zézinho, e te erguerão uma estátua na zona mais nobre da cidade, para que os pais digam aos filhos: “este foi um grande homem, que soube lutar pelas mais nobres causas vegetais e que um dia até ousou afrontar o João Adelino Faria.”

  8. Caro José do Carmo Francisco,

    Quero dizer-te, quero informar-te, que na Segunda-feira, às 19:30, no Porto, vou prestar homenagem ao nosso Prémio Nobel da Literatura, José Saramago.

    Com os melhores cumprimentos,
    Cláudia.

  9. Senhor José do Carmo Francisco:

    Continuo à espera dos seus esclarecimentos sobre a sua afirmação «…arrisquei a pele no 25 de Abril». É muito grave aquilo que dissse se nada houver para relatar. Espero que aceda ao meu pedido. É estranho que fique calado depois do que afirmou. Logo o senhor, que tanto gosta de se promover.

  10. eu também lá estive (no 25 de Abril) mas o problema foi que nos acobardamos no 25 de Novembro do ano seguinte. Resultado: o serviço ficou incompleto, e, portanto, foi mal feito.
    Tivéssemos nós fuzilado alguns filhos da $#%” nessa altura, que agora, eles, ou porventura os seus descendentes, noras, genros, amigos, afilhados, amantes e afins, não estariam a f… o País!

    Isso que relatou, é problema geral nas grandes cidades.
    Insere-se na política de “redução de custos”: com o pretexto de que é necessário poupar na tesouraria, extinguem-se postos de trabalho, – que até são necessários e úteis (jardineiros municipais, cantoneiros, etc.) – e, logo de seguida, pela porta do cavalo, admitem-se toneladas de engenheiros e outros(as) parasitas – que não servem para nada a não ser ocuparem gabinetes e darem despesa, infinitamente superior àquela que era suposto eliminar.

    E depois, não houve até uns idiotas do Jota-7, que nos idos de 80 e 90, disseram que, detestavam enfarinhar os pés na areia, pelo que, na óptica deles, as praias deveriam ser todas cimentadas, ou, em alternativa, arrelvadas, tal como sucede nos campos de golfe?

    Por conseguinte não se admire quando se depara com os horrendos “calçadões” – supostamente para velocípedes de costa – que roubaram imensas áreas de areia e desfiguraram as praias. Se reparar bem, na maioria das vezes, estão associados aos mesmos, parques de estacionamento, no sub-solo. Esta, a verdadeira razão do “arranjo urbanístico”. E não o aumento de espaço para os ciclistas de fim-de-semana.

    E também não foi por um qualquer inocente capricho, que o legislador aditou ao antigo Código da Contribuição Autárquica, um artigo no final do mesmo, que dizia mais ou menos isto: os parques de estacionamento subterrâneo, ficam isentos de C.A., por um período de 25 anos.
    Pudera: um conhecido político e presidente de Câmara, tinha acabado de construir (num local de terreno público, logo, sem custos de aquisição do terreno) um parque de estacionamento subterrâneo, de que era o proprietário (ou o explorador, ou o concessionário, ou o raio-que-o-parta).

    Na cidade (???) em que vivo, não sobrou um único canteiro de flores. O último que ví ser destruído, deu lugar a um mal-cheiroso e infecto depósito de lixo (fossas dentro de contentores de plástico, a que parece que chamam, eco-pontos). É outra história. Negócio do lixo. Em que parece que pontifica, entre outros malabaristas que não conheço, o snr. Nobre Guedes – prepara projectos, dá pareceres, porventura terá empresa(s).

    Vá ver as moradias e vivendas de férias deles, e constatará que gostam de se rodear de belos jardins, e até, pasme, de altas e frondosas árvores!

    Enfim … os meus pêsames …

  11. Senhor José do Carmo Francisco:

    Não posso deixar de surpreender-me com o seu estranho silêncio sobre a sua afirmação neste post de que «arriscou a pele no 25 de Abril». Pedi-lhe que me desse pormenores desse seu acto heróico e o senhor não responde, fica calado, quando a pergunta é simples e, a ser verdade aquilo que afirma, de fácil resposta. Vou continuar à espera, acredite. E vou continuar a fazer-lhe a mesma pergunta, até que tenha uma resposta. Já lhe disse que o assunto é grave e não vou desistir enquanto não me disser aqui no aspirina qual foi o acto que praticou e lhe mereceu «um louvor» na caderneta militar. Agora não se trata de estilos literários, nem de palavras grosseiras vindas da sua parte Trata-se de uma afirmação que, a não ser verdadeira, põe em risco não a sua já precária reputação como autor, mas a sua dignidade de cidadão, coisa muito mais gravosa.

  12. Atão, zézinho, continuas caladinho? Esta foi pra rimar. Caladinho porque és um fanfarrão que nem a Pátria respeitas, nem aqueles que fizeram, realmente, o 25 de Abril! Se responderes a M de Maria como estamos à espera, posso ir a tempo de retirar alguma coisa que disse, mas se te calares, porque nada deves ter para contar, acredita que venho aqui chamar-te os piores nomes que alguma vez ouviste na tua vida. Tem coragem de homem e não de rato e assume o que afimas neste escrito. Estamos à espera e olha que já vai sendo tempo. Farsola da merda, aldrabão e cobardola. Tu sim, saíste da sarjeta. Volta para lá, vergonha da blogosfera, nojento!

  13. Caso evidente de esquizofrenia. Sem sequer se dar conta de que é perceptível por todos (haja em vista os primeiros comentários deste post, em que é identificada por outra comentadora como “tou-te a ber”). Personalidade multidesdobrada e completamente dependente da atenção do mundo que a rodeia. Daí as diversas formas de abordagem nos múltiplos blogs que frequenta ao longo de todo o dia. As pequenas variações, consoante o destinatário seja homem ou mulher, não apagam esta notória coloração de fundo. Ainda assim, deve dizer-se que, quanto a mulheres, pode dirigir-se-lhe no tom mais coloquial e cordial, criando um personagem do tipo “senhora bem” ou, se por algum motivo se sentir ameaçada na atenção de que precisa ser o centro, nos mais descarados e desbragados termos. No que respeita a homens, normalmente a aproximação é evidente mas tentando ser cativante. Não sendo correspondida, passa rápidamente à agressão e, continuando ignorada, desiste ou entra no anonimato total com o intuito de provocar por “àpartes”. Na situação que agora presenciamos, JCF é um meio de atingir – em relação aos mais comentadores – o seu fim omnipresente: a atenção dos outros.
    Evidentemente, atenta essa mesma finalidade, comparece sempre ante qualquer tema mais polémico, pautando o seu comentário por posições radicais. Objectivo claro: sempre chamar a atenção sobre a sua pessoa.
    Ainda neste contexto, a megalomania sempre a pautar e a caracterizar o seu discurso, Consoante os blogs e os interlocutores, a seu exito pessoal, profissional, politico, o alardear dos seus conhecimentos e, já no auge da sua excitação, a sua habilidade de improviso poetico, são os instrumentos a que recorre com a mesma ansiedade com que se veria ao espelho.
    Numa análise que não necessita ir além do essencial estamos perante um personagem solitário e agressivo, que vai progressivamente embrenhando-se mais num mundo só seu e já muito longe da realidade, onde desde ministros a artistas tudo é gente das suas relações ou alvo das suas criticas demolidoras.
    Recomenda-se, por isso, ao Sr. Francisco a paciência de não responder. Está neste momento a suportar a fase da provocação. Se resisitir, não lhe dando atenção, a paciente parirá para outras paragens, finalmente.

  14. Trata-se de uma evidente patologia esquizoide. A doente apresenta uma personalidade multidesdobrada, assumindo em cada situação o pensamento e o comportamento do personagem que encarna. Este comportamento assume interessantes formas de desenvolvimento, sendo, porém, que o estilo de linguagem é o seu ponto fraco, aquilo que a trai e a permite identificar.
    Sirva de exemplo os comentários acima, neste post, em que uma comentadora faz alusão a “tou ta ber” quando a doente se apresentou como “M de Maria”.
    No fundo, estamos perante alguém que vive a blogoosfera como o seu quotidiano na cidade (na polis, se quisermos), nela fazendo reflectir os seus anseios, as suas aspirações, as suas frustrações. É, tão-só, um fenómeno de projecção. De alguém que, no seu íntimo, se sente esquecida ou ignorada. Por isso a natureza das suas intervenções: normalmente tentando cordialmente captar a atenção dos circunstantes, para depois, em caso de insucesso, reagir contra esse fracasso em ondas progressivas de agressividade.
    Alguém minimamente atento poderá constatar que a notável capacidade de adaptação da doente lhe permite situar-se em cada blog, dos muitos que frequenta diáriamente ao longo de todo o dia, em conformidade com a natureza e o funcionamento do mesmo. Um blog fechado leva-a a comedir-se, um blog aberto, leva-a facilmente à agressão verbal. Tendencialmente, podemos sustentar que se inclina mais para a assumpção do personagem “senhora bem colocada socialmente”, embora, em momentos de mais excitação e delirio possa, no mesmo blog ou post, utilizar linguagens e encarnar personagens totalmente díspares e opostos.
    O mesmo se verifica, curiosamente, na sua interacção com homens ou com mulheres. Com aqueles, a sua disponibilidade é manifesta, com estas procura a amabilidade do trato, salvo quando sente que lhe “fazem sombra” e a impedem de prosseguir os seus objectivos.
    Ainda ocorre uma terceira hipótese, que é a do presente post: a doente provoca e ataca o postador apenas como meio de chamar sobre si as atenções de que é tão carente, buscando parceiros, ou solidariedades, neste tema que é politico, logo fracturante.
    Sendo assim, não é dificil conceber quem está do outro lado do computador: o ser real exactamente oposto ao que, na bloogosfera, insistentemente se apresenta como alguém de pleno sucesso pessoal, profissional, social.
    O Sr. José Francisco só terá de ter a paciência necessária para suportar esta avassaladora carga inicial de insultos. A doente rapidamente transitará para uma fase de apartes episódicos de natureza irónica para depois (mantendo-a ignorada) o esquecer completamente. É quando ela partirá para outro blog, para outra personalidade, para outra tentativa de interacção.

  15. Tem razão, caro amigo. O facto de ter feiro parte do serviço militar num Hospital Militar dá-me algum traquejo. A criatura há-de acalmar procurando a sombra. Aos poucos irá afastar-se.

  16. Olha que bom ter amigos destes, que escrevem textos bruxos encomendados por si, que o defendem, sem que você tenha a coragem de assumir publicamente o que afirma, é caso para agradecer de mãos postas. Sim, porque você não sabia como sair desta alhada. Dizer de ânimo leve «arrisquei a pele no 25 de Abril» para chamar sobre si a atenção, e depois não dar qualquer explicação sobre o caso, ainda por cima com um louvor devido a esse «risco» na caderneta militar, sendo você o gabarola que todos conhecemos, o seu silêncio era coisa demasiado estranha. Agora tudo ficou explicado. Esteve, então, a fazer «parte do serviço militar num Hospital Militar»! Foi lá que «arriscou a pele»? O seu «traquejo» vem daí? Grande herói me saiu! A Revolução andava lá fora, e você escondido debaixo de alguma cama, não? Ou, então, na casa de banho borrado de medo? Nem o respeito ao «25 de Abril» refreia a sua doença de protagonismo! Vergonhosa a sua doentia mania de vaidade, ainda por cima servindo-se de mentiras, como se viu agora. E diz bem o seu amigo de encomenda: no Júlio de Matos é que você devia estar internado. Mas há outras opções: o Miguel Bombarda ou o Centro de Saúde Mental da Ajuda, por exemplo. Mete nojo, você e os teus capangas! Espera, pacientemente, que os seus comentadores se afastem, até cairem no esquecimento as perguntas que lhe fazem e que deixa sem resposta. Os posts vão sendo publicados diariamente para dar lugar a outros. Os seus textos acabam por desaparecer, assim como as perguntas incómodas. Essa é a sua mira, a sua astúcia e a sua safa. Mas as tristes figuras que faz ficam nos arquivos, não se esqueça disso!

  17. Nunca vi um comentador acertar tão bem na personalidade do autor de um post! Vejamos a «fotografia», respigada dos dois comentários assinados por «Júlio de Matos»:

    1 – «A megalomania sempre a pautar e a caracterizar o seu discurso»
    2 – «No auge da sua excitação, a sua habilidade de improvisação poética»
    3 – «O alardear dos seus conhecimentos»
    4 – «Chamar a atenção sobre a sua pessoa, saber, conhecimentos»
    5 – «É, tão-só, um fenómeno de projecção»
    6 – «Estamos perante alguém que vive a blogosfera na cidade como o seu
    quotidiano, nela fazendo reflectir os seus anseios, as suas aspirações,
    as suas frustrações»
    7 – «Situa-se em cada blog ao longo dos muitos que frequenta diariamente
    ao longo de todo o dia»
    8 – «Reage contra o fracasso em ondas progressivas de agressividade»
    9 – «Chama sobre si as atenções de que é tão carente»
    10 – «Estamos perante um personagem solitário e agressivo»
    11 – «Alguém que no seu íntimo se sente esquecido ou ignorado»
    12 – «O ser real, exactamente oposto ao que, na blogosfera, insistentemente
    se apresenta como alguém de pleno sucesso pessoal, profissional, social»
    13 – «Completamente dependente da atenção do mundo que o rodeia»

    E quem será o autor do post? A personagem tão bem descrita nestas linhas? Ora vamos lá adivinhar, se fazem favor!

    Se foi o próprio José do Carmo Francisco quem escreveu os dois comentários, olhou-se ao espelho. Se foram encomendados, quem os elaborou não conseguiu abstrair-se dos textos do JCF e da sua conhecida «personalidade».

  18. «Tou-te a ber», se me leres, sê bondoso, solidário e honesto. Vem aqui ao aspirina dizer que M de Maria não és tu! É um favor que me fazes. O Júlio de Matos pensa que se trata do mesmo comentador. Podia, mas não é verdade. Basta ter acesso aos respectivos e-mails. Cada um no seu estilo. O teu, não é o meu. Tu, tripeiro, tens mais piada (menos as «grossas»). Tás a oubir, aparece lá, ó «Tou-te a ber»!

  19. Ó Maria,

    O gajo tem-me barrado as entradas. O «júlio de matos» deve ser um maluco qualquer, pela forma como fala, deve estar apixonado por alguém. Já biram a forma cumo ele escreve sobre num sei quem?E até repete. o gaju tá apixonado. Ninguém escrebe assim sobre ninguém, a num ser que esteja muito apixonado. Ò julio, meu safadradanas, lavaste tampa, é scá um cabalheiro pá.
    Chiba-se chiba-se.

    Mas eue num sou a Maria.

  20. Num acredito que tenha sido o JCf a escrever os artigos do «julio de matos». Aquilo cheira-me a alguém obsecado carago. mas ké que bocês querem, num gostam dos meus palabrões, irra, ka culpa tenho eu de ser do Porto carago???

    Esse gajo do julio de matos debe estar muita mal das cabaças. Até assina com o nome dos malukos.

    Claudia, bella, onde andas?

    O jfc castigou-me, num me deixa entrare. Bais a ber, quando apanhar os girassóis bou a cortá-los a todos.

    O outro chama-me esquizofrenicu, eu lá sei o que é essa budega, pá. Dem-lhe xanax a dubrar, cu tipo acalma.
    o jcf sentiste a minha falta pá, tás a ber cumo ta faço falta? Faço um marcutingo do canecum.

    Voas a todos. Hoje apanhei uma carraspana, que num bos conto, foi da pipa e mexilhaoi, bai ser cá um paraguejar à noute, que num bos digo.

  21. Bem, estive a dar uma aula sobre as funções da linguagem (Roman Jakobson). A minha recompensa foi ouvir um formando dizer: “Essa parte da função poética é que é interessante!”. Só que presa pelo tempo não pude desenvolver em pleno o tema. Tinha de falar sobre tudo o que tinha agendado. Dei um trecho das Pequenas Memórias de Saramago e um poema “Estátua” de Camilo Pessanha.
    Portanto ando ocupada, nem me dá para asneirolas.

  22. Tenho a acrescentar – e será um pingo no oceano – que estou entristecida pela Câmara do Porto ter recusado o nome de José Saramago para uma rua. Contudo, tê-la-emos mais dia, menos dia.

  23. Claúdia, bella, és inteligente, ensina esses marmanjus, ké praçizo é encinar-lhes a nossa lingua. Oube lá, mas nun tesqueças de ensinare tamém umas palabradas, carago, kisso é necessario.tou apensar em fazere um mestrado em «caralhetas». Por faxe, claro, as que sa comem em almeirim são do catano. São muita voas e a soupa da pedra é do catano. com a zurrapa da pipa, benho de lá sempre cumposto, falo por tudo o ké sítio.

    bou-me deitare, nun apareça aí o julio da matos, o gaju é maluko e o JCF tá a ír na cumbersa dele.

    és esperta. tou-te aber.

  24. «Tou-te a ber» ou «o poeta dos girassósi», afinal, são dois em um. Agradeço teres acedido ao meu apelo e teres desfeito o equívoco: sou M de Maria e não tu, tripeiro, para que não restem dúvidas.
    Sobre o assunto do José do Carmo Francisco «ter arriscado a pele no «25 de Abri» e daí o louvor na caderneta militar», ponto final. Fiquei elucidada. Diz ele que o facto de «ter feito o serviço militar num hospital militar lhe deu algum traquejo». Naturalmente, para se vangloriar de herói da Revolução de Abril! É preciso ter muita lata e muita falta de vergonha, não achas, ó tripeiro?! Cum caraças!
    Depois de ter lavado as ceroulas malcheirosas, o JCF pintou nelas uns cravos com mercuriocromo. Com este acto «arriscou a pele do c», porque esta tintura em excesso pode causar alergia. O «louvor» veio logo a seguir. Ainda foi o Marcelo Caetano que o deliberou antes de dar o fora!

  25. Ahahahahahahaha, Ó de Maria, ahahahah

    Tu bê lá tu num me róbes o prutagunismo.

    Olha keu já tabisei. estou em alta, minha, agora ku julio de matos em assão, tá tudo a falre de mim. Tás aber, sou albo do estudo de um maluko. Oube só um maluko para recunhecer um maluko, tás a ber.

    Mas su gajo bier aki, guarda aí mais umas gotas mercuriocromo pra lhe pentar as fussas, e enfiar-lhe vetadine pelas guelas abaco pro tipo num andar a confundir. Granda cagamelo.

    tamém fui à tropa, minha, mas punha tudo em sentido. Cum catano, num habia janarais que me resistissem. Tás a ber.

  26. Ser Feliz ou ter Razão?
    “Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar em casa de uns amigos. A morada é nova, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: – Se tinhas tanta certeza de que eu estava a ir pelo caminho errado devias ter insistido um pouco mais… E ela diz: – Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!”

    MORAL DA HISTÓRIA

    Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de a ter ou não. Desde que ouvi esta história, tenho-me perguntado com mais frequência “Quero ser feliz ou ter razão?”. Outro pensamento parecido diz o seguinte: “Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.”
    Por isso, cabe a cada um escolher o que quer!
    Sejam felizes!

  27. Obrigado Manuel Pacheco por este banho de sabedoria e bom senso. A conversa no casamento condiz com a personagem. A malta lá do EP Paços de Ferreira não esquece. Um abraço

  28. Cabe a cada um não julgar, para não ser julgado.
    Cabe a cada um não fazer juízos de valor. Pois há mais raiva numa simples frase construída sem recurso ao palavrão, do que naquela em que os palavrões se sucedem.

    Odeio moralismos falsos. Sobretudo quem se põe acima de tudo e todos.

  29. O comentário profissional do Júlio de Matos sobre personalidade/comportamento humano ao invés de ser esclarecedor ainda me deixou mais confusa: afinal quem tem comportamento esquizóide?

  30. Ana,

    Pois num biste mulher? É ele o julio de Matos, pois o gajo até escolhe o nome apropriado, milha. O julio de matos tá apixonado por alguém, purque a forma cumo o gajo escrebe, o gajo repete-se rebela muita desdém. O gajo lebou cum cornos ou foi muita guzado. O manganãoe prujectoue o ke é no tou-te a ber.

    Pois ó meu granda cagalhão! Fica aí na tua cortelha e num benhas aki confundir-me cum ninguém. Seu bacorito de barro, gustaba de tapanhare nas maos pra te eskaqueirare todo.
    Tás ái cuma grande dor de corno.

    O JCf num tem muita experiência cum malukos, senãoe tinha detectado logo o julio de matos.

    Bá ó julio de matos du caraças anda cá ó macacu, mostra lá o que bales, seu rodas baixas.

  31. Mas digo mais. Eu boue descubrir quem é esse julio de Matos e essa gajo bai lebar nos cornos. Cum que direito é que esse cagalhãoe bem aki dissertare no meio das nossas merdas, a merda dele?

    Um gajo ka fala assim duma mulher só pode ser um cunanas,meu bácoro de varro. O gajo debe andare a perseguire a mulhere por tudo o ké sitio, seu manganãoe.
    quem é que se tá ki a metere com o JFc? Aki só se dizem as berdades, sentidas, do curaçaoe. Aki somos libres meu cara de ravanete podre. Bolta pra cortelha e bai alimentare os marranos.

    Oube lá ó JFC tu pensas keu um percevi já ka filtras tudo o que eu escrebo pá? Oube, oube vem o ka ta bou a dizere. Já ta disse que eu sou um fanómano de marcutingue. Eu arrastu multidões. Diz-me lá, desde keu chaguei aki, cunta aí, esta cousa num tebe um aumento de leituras? Calaro ka tebe pá. Num ma digas ka nãoe, kando não kem as paga sáo os girassóije. Tou-te a ber. Puvlica lá esta porcaria pá, pra poupares os olhos.Inda ficas besgo cumigo pá.

    Ciao Claudia,

    bella, estás a ensinare os burros todos pá? Porra, ensina-os a zurrar cumo debe sere, cum carago. Olha ensina-lhes a difarença entre o «tu» e o «v´so» no pretérito parfeito do indicativo. Bistes?

    Maria, minha e tu, tás tramar alguma ao jfc, ai tás tás…

  32. tou-te a ber, não são burros. Não se ensinam burros :-P
    Anteontem, levei de uma formanda: “Sabem uma coisa? Não percebi puto do que era o paradigma no sintagma!”. lol. Porém, ontem recebi o feedback geral. Fiquei surpreendida por todos, de forma unânime, me dizerem que era interessante o tema abordado. Escolhi apenas aquilo de que gostava ou, mais precisamente, a única coisa que me ficou da faculdade.

  33. Mas cum a dutrina kaprendi resolbi lanssar um libro. É dedicado a todos os portugueses que gostem de palabras libres. bai chamar-se «As Abenturas do Óscar Alho».
    Bai a ser prefaciado pelo presidente da Camara municipal do Puerto, vem bou a pedir-lhe. Su gaju disser nãoe, pesso ao julio de matos ou ao Sr. JfC. O Senhor já biu que mais um pouco e tinha o nome dum aerporto famoso dos estates, o JFK?! O gaju que salbou a a america e sa mateu com a mariline caxucha?

    «As abenturas do Oscar Alho» tem um capítulo que fala de malmekeres, sardas e sardões. Também fala de pinokadas tântricas e outras. num digu mais. Bai ser uma narratiba aberta, cum diálogo, claro.

  34. ´Claudia bella,

    Espera aí minha, apanhasteme de sorpresa, cum carago. Cumo não se ensinam burros?
    Pois olha, os burros savem andar à nora, olham sempre em frente, mijam pra tras, estes são os burros inteligentes.
    Depois há os burros ke escrebem, os ke gubernam, os que indrominam os burrinhos, estes são os burros oportunistas.

    Depois há efectibamente os vurros que não bêm um voi à frente e disparam por tudo o que é sítio. Estes axam-se inteligentes.

    Finalmente há os vurros cumo eu. Dibertem-se com aquela vurrada toda, quando pudia estar ai a «montar um porco» ao ar libre, sem me preocupare com o efeito da estufa.

    Ciao bella.

  35. Não te ficou nada na cabeça? Acho que só fica na cabeça aquilo de que realmente gostamos. Daí ter escolhido Roman Jakobson e Tzvetan Todorov para “endrominar” os meus ouvintes. lol
    Tudo isto me deu vontade de voltar à faculdade. Acho que me vou preparar durante um ano e bolto aos estuidos, tou-te a ber :-D

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