Vinte Linhas 513

Carta aberta a João Adelino Faria – que talvez não a leia…

Acabo de ouvir no telejornal da RTP 1 das 20 horas de hoje 21-7-2010 o «pivot» João Adelino Faria a confundir «maturity» com «maturidade» que são duas coisas completamente diferentes. Tratava-se de empréstimos bancários de um país e obviamente, neste contexto, «maturity date» quer dizer «vencimento» e nada mais. Naquele que é para mim (opinião discutível) o melhor dicionário de inglês do Mundo – o Webster´s Seventh New Collegiate Dictionary – da empresa G & C Merriam Company Publishers de Springfields, Massachusetts, USA – lá está bem explicado na página 522 palavra «mature». No nº 4 dos sinónimos surge: «mature» – «due for payment» e, entre parêntesis, a palavra-chave para perceber tudo – «loan».

De facto tratando-se de um empréstimo («loan») a palavra «maturity» significa vencimento ou, por outras palavras, dia de pagamento.

Lidei entre Setembro de 1966 e Novembro de 1996 no Departamento de Estrangeiro do BPA com outros e com estes assuntos mas, mais do que uma questão técnica, trata-se de uma matéria de cultura geral.

Nós, os jornalistas, temos especiais obrigações neste campo. O campo das palavras. Reparei por exemplo que o João Adelino Faria confundiu o Largo do Rato com o Largo do Caldas ou seja, trocou o PS pelo CDS e nem sequer brincou com o facto de haver no Largo do Caldas um rato da política ou, para muitos, um ratão. Mas isso é outra conversa. Não foi ironia, foi apenas uma confusão. Obviamente percebe-se que o erro não pode ser atribuído ao «pivot» mas foi o «pivot» que deu a cara…

10 thoughts on “Vinte Linhas 513”

  1. Estiveste dois dias a pensar e a repensar nas implicações legais deste teu arrojo de “jornalista”. Estiveste à escuta, foi o que foi, e isso pode ser chargável com um simples telefonema do procurador general a um gajo da maçona especializado em Direito. Pergunta ao Valupi, o espertalhão sabe disso. Afinal, é o que é, não és melhor que o resto. Já pensaste no que poderá acontecer ao alimentadore do “pivot” quando este escândalo passar do Aspirina aos jornais de grande circulação entre o Poço do Bispo e o Mosteiro de Belém?

    E o Webster que tu tens não pode ser o melhor do Mundo. Eu tive um com quatro vezes mais páginas e dei-o de presente.

  2. GiróFlé, o José do Carmo Francisco enviou-me o texto no próprio dia 21. Sou eu que lhe publico os textos, daí só agora ter saído.

  3. Enquanto eu tiver a carteira profissional de jornalista ninguém me pode chamar «jornalista» pensando que está a ofender, como o pobre «Giroflé». Não penses que podes brincar com coisas sérias. Pobre…

  4. Cláudia,

    Se essa é a sua decisão, repeito-a. Um abraço para si também e obrigada pela distinção.

    Ciao, bella

  5. Se fossemos somar as asneiras dos jornalistas escritas e faladas…O que me parece deste post, é o costume: cá temos o JCF em alta, a mostrar os seus vastos conhecimentos como empregado bancário desde 1966 a 1996 no BPA, a sua competência de jornalista e a sua cultura, afirmando possuir (para ele) «o melhor dicionário de inglês do Mundo»! Isto até parece que se trata de perseguição: cada post, cada tareia. A verdade é que se torna tão evidente esta mania/doença do emproanço, com qualquer ninharia a servir para se promover, que não dá para ficar calado. Apontar erros aos outros é o seu prato favorito. A este tipo de pessoas da-se o nome de «coca-bichinhos».
    O «pivot» João Adelino Faria muito provavelmente, nunca foi bancário. Muito provavelmente, não possui o Webster’s Seventh New Collegiate Dictionary. Muito provavelmente, nunca ouviu falar de um tal José do Carmo Francisco. Já o mesmo não se pode dizer do JCF, que conhece o «pivot» da RTP 1. A quem prejudicou o erro do «pivot»?! Nem sequer aos ouvidos atentos do JCF, que dele tirou logo proveito para tema do seu post. Será possível perguntar-lhe se nunca errou como bancário, como jornalista, como pessoa? Meu caro: você é demasiado maçador e mesquinho. Faça um exame de consciência e veja se há ou não razão para receber comentários como este. Você é que os provoca. E não venha a terreiro dizer: «Nós os jornalistas temos especiais obrigações neste campo. O campo da palavra»! Estará a referir-se às palavras «eruditas» que utiliza quando responde a quem comenta os seus posts?
    Todos os dias são ouvidos disparates e erros crassos. Recentemente, ouvi estes que lhe ofereço, caso queira fazer com eles mais uns posts: em vez de captar «…capturar imagens»; no final de um jogo «acabou de terminar»; sobre furtos «…prometeu reforçar o policionamento». Se gostou, aproveite!

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