Requiescant in pace

O PSD é aquele partido que apoia Pacheco Pereira na tentativa de utilizar escutas para atingir alvos políticos e que se cala perante um homem que acaba de entrar na História de Portugal como um dos maiores defensores do Estado de direito e da liberdade.

Sá Carneiro não merecia esta vergonha irreparável.

18 thoughts on “Requiescant in pace”

  1. Sá Carneiro nunca se revería no deputado Pacheco Pereira e sentir-se-ía envergonhado de ter nas suas fileiras semelhante palonço.

  2. Como a história e o tempo nos atiram assim com situações tão contrastantes! Sentava-se MOTA AMARAL (escrevo em maiúsculas para condizer com a grandeza da sua estatura de homem e de político) na chamada Assembleia Nacional do Estado Novo, embora já na digna posição de contestatário e andava o pacheco pereira (em minúsculas pela mesma razão atrás invocada) de pistola à cintura naquilo a que chamava e que era, a sua luta anti-fascista. Quarenta e cinco ou cinquenta anos depois…é isto! O primeiro transforma-se num gigante de dignidade, o segundo, não pode descer mais baixo na escala de ignomínia!

    Uma coisa me espanta. O que raio passou pela cabeça do PSD quando deu o seu Amen à escolha de Mota Amaral para presidir à tal comissão! Mediu-o pela sua própria bitola?! Só pode ser!

  3. Afinal é possível fazer Justiça! Há muito que não acontecia uma balança tão equilibrada; Nemésio teria dito ” foi assim porque estava na mão de um açoreano”.

    Fica provado que ficaria toda torta na mão do tal multifacetado homem nortenho, quiçá ribatejano e porque não lisboeta? A falta que faz a Regionalização para por decência nisto e acabar com os equivocados territoriais.

  4. Meu caro Valupi,
    Mota Amaral, açoreano, membro activo da Opus Dei, cultua a abstinência e o celibato, vive, modestamente, em casa de parente.
    Repare:-Uma vez mais, os valores, as opiniões, as opções, não se confundem com o VALOR maior, que é a INTEGRIDADE.
    Outro homem INTEGRO, pois.
    Direi mesmo:- Inquestionavelmente INTEGRO.
    Quanto ao seu post…subscrevo-o se o transformar num Manifesto de desagravo a um grande homem, que tem lugar na História de Portugal, sem sombra de dúvidas.
    Já a tropa fadanga do grupo “paralamentar” escolhida pela dama-de-latão…nem metade de um linha lhe dedicarão os historiadores.
    Abraço,
    J.Albergaria

  5. O poema abaixo dedico-o a José Pacheco Pereira e ao Grupo Parlamentar de que faz parte, retirando o nome do JOÃO BOSCO MOTA AMARAL, que ao contrário da letra abaixo, foi GIGANTE.

    ERAM MAIS DE CEM

    refrão:
    Eram mais de cem
    Eram mais de mil
    Não os contei bem
    Um milhão de liliputianos pr’aí

    Os homens pequenos
    Quando são demais
    Não fazem por menos
    Tornam-se fatais – vão por mim que o vivi

    Como é que um freguês duma freguesia qualquer
    Vê o seu destino
    Fazer o pino
    Sem saber ler – nem ‘screver

    Homem avisado sempre ouviu alguém dizer
    Cada naufrágio
    É um presságio
    Do que vai acontecer (ao refrão)

    Vá-se lá saber o que é que esta gente quer
    Este lugar
    Tão singular
    Ai quem me val’ – a valer

    Há sempre um lugar que falta a gente conhecer
    Ai se eu soubera
    Como isto era
    Nunca viera – aqui ter (ao refrão)

    Preso assim que nem é modo d’ alguém preso ser
    Pequenos fios
    Nós corredios
    Que assim me estão – a prender

    Já ‘stá tecida uma teia para me tecer
    Cabeça e pés
    Os dedos dez
    Já não me posso mexer (ao refrão)

    letra e música: José Mário Branco

  6. já agora também acrescento que fui agradavelmente surpreendido pela postura do homem erguendo o bastião dos direitos constitucionais. Sim senhor.

  7. Mas ninguém reparou a subtil insinuação do tosco Balbino no pantanoso PORTUGAL PROFUNDO a propósito da atitude de Mota Amaral?
    Ninguém se indignou com a alusão que o deputado estaria, sabe-se lá, a ser pressionado…
    Não vai parar nunca estas permanentes invocações de conspirações e golpes palacianos, que tudo se trata atrás dos panos?

  8. Não me tinha ocorrido, ó José Albergaria, que o Mota Amaral é da Opus Dei. Embora se trate de instituição com a qual estou longe de ir à bola, isso não retira um cisco à consideração que acrescentei à figura proba de MOTA AMARAL que, aliás, com esta digna atitude, não faz muito jus ao tal São?! José Maria Escribá!

    Agora que a direita manhosa e rasteira da Câmara do Porto foi capaz da desvergonha de recusar dar o nome de Saramago a uma das suas ruas, seria interessante que os deputados municipais do PS na Câmara de Lisboa propusessem para uma das ruas da cidade o nome de MOTA AMARAL. Que curioso seria ver a reacção de toda a restante câmara: do PCP ao CDS passando naturalmente pelo BE e o PSD. Seria uma maneira de pôr a nu o tipo de compromisso que esta gentinha tem com a dignidade e a honradez

  9. No tempo em que Sá Carneiro era vivo, o poder ocupava-se de outras habilidades. Nesse tempo, os processos políticos eram outros, pelo que me parece não ser possível estabelecer esse tipo de comparação. De resto, ainda hoje está para esclarecer (pelo menos junto da opinião publica) o verdadeiro sentido de Camarate.

  10. olá Edie. Não, eu agora perco-me no Aspirina, mas confio que o que é importante há-de acontecer… Botas aqui?

    É o poema do D. Dinis? Acho mesmo uma beleza, fiquei logo feito pinheiro a espirrrar pólen mortinho por dar banho às raízes no mar, para dar um fresquinho nas micorrizas,

    e voar

  11. ah Edie, obrigado, agora guardei mesmo! E até mandei para outro, não vá esquecer-me que um dia é melhor lembrar-me que tenho de olhar para as rodinhas a pensar que será altura, uns dias depois, de ir experimentar o ferro para ver se aprendo a engomar…

    Não sei se assim me safo mas deixa cá ver. Por acaso mesmo bom para engomar são as mulheres, sem ofensa :), eu não sei porque é que ainda não aprovaram os casamentos em triângulo, basta olhar os patos, mas ainda assim pode ficar informal. Outrossim estava a esquecer-me que odeio burocracias.

    aqui os pavões estão cheios de pavõezinhos e a largar as penas

  12. Não discuto isso de que bom para engomar sejam as mulheres…desde que não seja eu.

    Quanto à burocratização das uniões amorosas, totalmente de acordo. Também não me convence. Agora fiquei com curiosidade comichosa por causa dos pavoezinhos…e uma pontinha de inveja, que aqui em Lisboa já não há pulmão para tanto espanejar de pombo…

    É nestas alturas que as rodinhas se tornam muito úteis :)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.