Vinte Linhas 508

Uma memória para a professora Gabriela

O seu nome é inesquecível – Gabriela Alluni Basilissi Serra. Quarenta e quatro anos depois continua a memória desse nome e do seu som assim pronunciado. Era a minha professora de História e sempre que podia dava um saltinho às suas paixões italianas de fora dos manuais – Miguel Ângelo e Dante. Nunca se cansava de falar do Renascimento e de Francesca, a primeira criação feminina na «Divina Comédia».

Um dia soubemos que a nossa professora fazia anos e resolvemos pôr a tocar um gira-discos (julgo que era da Marieta) com uma canção da Rita Pavone. Era o que a gente conhecia. Hoje podia ser «A força do Destino» de Giuseppe Verdi ou um extracto de «Aconteceu no Oeste» de Ennio Morricone.

Como professora era competente, exigente e intransigente mas uma vez «passou-se» com um rapaz de nome Vítor Manuel Cachado Lourenço, o «Chichas», que vinha da Azambuja. Já perto do fim do ano lectivo, perante as suas evidentes fragilidades de conhecimento, avançou com uma pergunta: «Vítor, diga-me você uma coisa que saiba para eu lhe poder perguntar!» E o Vítor respondeu a sorrir: «Aquilo das palafitas e da pré-história, setôra!». Foi o estrondo geral em riso na malta toda da turma. Rapazes e raparigas numa explosão de humor – o que ele queria eram perguntas sobre as primeiras páginas do manual, a Revolução Francesa era muito chato.

Descobri esta fotografia de Gabriela Alluni Basilissi Serra numa conferência da nossa professora de História na Biblioteca-Museu Municipal Dr. Vidal Baptista. Os temas eram os do costume – Miguel Ângelo e Dante – e todos ficavam encantados no fim.

21 thoughts on “Vinte Linhas 508”

  1. “ou um extracto de «Aconteceu no Oeste» de Ennio Morricone”…

    …como se há 44 anos o Ennio ainda andasse a vender lamejinhas nas tascas de Nápoles.

  2. Pois é, pois é… mas agora o Vítor Manuel Cachado Lourenço, a quem tu e os outros boçais como tu humilharam e maltrataram, é só o responsável máximo pela Divisão de Acompanhamento dos Resultados de Auditorias Planeamento e Apoio Técnico da Direcção de Serviços de Auditoria Interna do Ministério das Finanças.
    Tem cuidado com os nomes que aqui revelas, às vezes acontece ir à lã e sair tosquiado.

  3. Mau pintor de retratos, este jcf. Tentou arrancar um sentimento, uma lágrima comovedora a quem lesse. E nada. Jcf, sempre em trabalho de parto, ainda não concebeu nada de consistente.

  4. Olha o bully boy que anda pra aqui e agora sempre a fazer queixinhas da PIDE! O peixe morre pela boca xarroca! Quando subirem as marés, o seu fim será de galés, de remar e de levarem zés. Repent!!! Repent!!!

  5. Giroflé és uma cavalgadura, um palhaço, um burro. Eu escrevi «Hoje podia ser» não disse que em 1966 escolhia Ennio Morricone. «Mete nojo» tu não metes nojo porqeu és pior: és uma badalhoca, uma rata de esgoto, um monte de esterco. Eu escrevi uma memória verdadeira, tu procuras tresler maldosamente e ver maldade onde houve apenas uma situaçãi hilariante.

  6. Alte lá! Alte lá! JCFrancisco! Então? Deixe os adjectivos de lado.Não seja assim!

    Faça um poema e não qualifique ( apesar de eu ter gostado dos adjectivos. Rata de esgoto, porque não rato de esgoto? Monte de estrume em vez de esterco, bácora em vez de badalhoca). Acho que antes de chegar aqui vocês estavam mais educados, lamento se vos inflamei.

    Prometo que doravante vou ter mais tento na língua. Ou então vou-me embora.
    O Paulo Querido anda aonde? O gajo ficou todo sensibilizado comigo porque lhe chamei Senhor e o Valupi? Esse gajo ainda me vai convidar para um café. Depois parto-lhe o canastro com simpatia e converto-o ao anti – socretinismo.

    Claudia, ma chère, adoro os seus comentários, curtos e grossos. Pena eu gostar de homens. Ciao, dear.

  7. Que tristeza, pobreza e grosseria de argumentação, em resposta a quem comenta os seus escritos JCF! Por isso é tão criticado pelos leitores do Aspirina. Não leio noutros blogs palavras tão básicas, tão reles, de nível tão baixo quanto as suas – embora vindas de alguém que tato se ufana de si próprio! Onde aprendeu este tipo de vocabulário? Com os colegas de escola que recorda nos retratos? Com os professores, caso da prof. Gabriela? Se o lessem, como eu, coravam de vergonha. Será que o Dicionário de Literatura Jacinto do Prado Coelho regista no verbete sobre si (como referiu noutro post com a vaidade do costume) mimos de linguagem como os que se seguem dirigidos a quem «ousa» comentar o que escreve? «…cavalgadura, palhaço, burro, (…) tu não metes nojo porque és pior: és uma badalhoca, uma rata de esgoto, um monte de esterco…»? Costuma dizer-se que esta é uma linguagem de carroceiro. É um erro. Os carroceiros não se expressam assim e devemos pedir-lhes desculpa. A si, não. Veja se dobra a língua quando se dirige a quem não conhece. Tenha decência que já vai sendo tempo.

  8. NOVIDADE DO ANO: A TOU-TE A BER GOSTA DE HOMENS ! PARA QUEM AINDA NÂO TIVESSE PERCEBIDO, SEI LÁ, ALGUM MARCIANO.
    PARECE É QUE TEM MUITO TEMPO LIVRE, SEM HOMENS, PORTANTO.
    JU É HOMEM!
    KISSES!!! TOU-TE A BER…

  9. Dou por mim a pensar, por alguns comentários que escrevem, que há membros desta comunidade que se conhecem de outros contextos / outros carnavais.
    Passo a explicar: no post, o JCF refere-se a um episódio normalíssimo entre a professora de História e o seu jovem aluno, o tal VMCL que desempenha actualmente função de destaque no Ministério das Finanças e que,pelos vistos, não era aluno brilhante a História. E tinha que o ser? Não vejo porquê!Estranho o alarido de alguns comentadores relativamente à gargalhada dos colegas em resposta à gafe do VMCL quando questionado pela dita professora. Já todos passámos por situações idênticas nas aulas e estivemos no papel dos que cometem erros e dos que “gozam” com a situação, isso faz parte do processo de desenvolvimento de qualquer jovem.
    A ameaçazinha final da Maria Altertina mete mesmo nojo: vê lá com quem te metes! Olha que o tipo tem poder!
    Enquanto pensarmos e agirmos assim não saímos da cepa torta.

  10. Ó JCF,

    Aprende a ler, que é ainda mais grave ser curto nisso que sê-lo na tua esgrima pouco fértil de pó-etastro das lezírias. E deixa-te de morriconices; se os teus antigos camaradas do PC repararem que preferes os sons do Wild West à banda sonora do Batalha de Argel, vão-te rifar de certeza. Se já não foste.

    Repent, oh sinner!

  11. Ju (mento)

    Só gosto de homens com tomates, pá. Tu tens? Ou tens apenas bolinhas de plástico?

    Marcianos, sim já os encontrei, mas os gajos eram verdes de mais, tás a ber e eu gosto de coisas mais maduras.
    ciao bello

  12. tou-te a ber…mas agora vou dar um mergulho tá bem linda? Depois tenho que ir que tenho uma reunião.
    Jokas

    Não é Ju-mento é ju-ão.Quanto ao plástico, até agora ninguém se queixou. Mas pode ha…ber sempre uma primeira bez.
    Vai um canequinho na Foz? Também pode ser um mergulho ao luar.

  13. Acho que o tou-te a ber tem sorte em gostar de homens. Eu não gosto nem de homens, nem de mulheres. Não gosto das pessoas simplesmente.

  14. cito José Carlos Andrade num outro post:

    Alguém acha normal que uma mera memória de infância venha acompanhada do nome completo do seu protagonista, que o mais provável é não querer ver-se exposto dessa forma?

  15. JU (mento),

    Não tenho problemas com isso. Olha, meço um 1.76 sem sapato. Agora imagina-me com salto alto. E digo-te mais, não uso extensões. Nem faço qualquer esforço, tás a ber?

    Por isso, meu cara de cú, já deves ter percebido os meus comentários dirigidos a ti e que o «peso», meu pilinha curta, é coisa que não me falta. Percebeste? Mas continuo a remeter-te para o Kamasutra e vais ver, aquilo tem uma panóplia de informações, que nem te conto.

    Baile, meu querido, só o da Madeira, em jeito de bailinho, e mesmo esse, é só se me interessar. Capisce, catzo?

    Já agora, se queres causar impressão, nunca te digas alto, porque regra geral, a cabecita zarolha não é proporcional à altura.

  16. Chère Cláudia,

    Ké isso, mulher? As pessoas são o que são. Dê-lhes a importância que merecem. Agora , menina, divirta-se e não se deixe ir na canção do bandido. Pelo que leio de si é inteligente e espontãnea o bastante para mandar ao sítio quem não lhe interessa. Não se deixe caír na ratoeira.

    Ciao, bella

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