Teste de lógica

“E é isso que nós gostaríamos de evitar, que ficássemos presos a fórmulas do passado”, rematou Passos Coelho, referindo que “razão atendível” é uma expressão “do calão jurídico nesta área que, de resto, já foi utilizada até por governos orientados por várias personalidades de extrema esquerda”, logo, “não deve ser, com certeza, uma visão tão perigosa como isso para a nossa democracia”.

Fonte

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Quantas contradições se consegue detectar nestas declarações?

34 thoughts on “Teste de lógica”

  1. Francamente, caro Val…logo de manhã contar o número de contradições numa frase de Pedro Passos Coellho ??!!!
    Hoje estou em estágio.
    Estou a preparar-me para ver a subida do Tourmalet.
    À frente de TV com uns aperitivos e umas mejecas.
    Cumprimentos

  2. À primeira vista há duas que são gritantes:

    1 – Diz não querer prender-se a fórmulas do passado, mas recupera uma fórmula do passado;

    2 – apresenta-se uma versão que se quer mais liberal da constituição recorrendo-se a fórmulas usadas por “governos orientados por várias personalidades de extrema esquerda”.

    Não tenho memória do uso de tal expressão. Terá sido utilizada para justificar os saneamentos durante o PREC? Se sim, o PDS quer recuperar tal prática? (não tenho a certeza de que isto seja terceira contradição).

  3. Nem sequer vale a pena referir a dimensão oceânica da ignorância juridica de quem profere semelhantes asneiras.

    Noto apenas que quem é capaz de sugerir que “justa causa” é uma “formula do passado”, não merece apenas ser definitivamente proibido de exercer responsabilidades politicas, merece também ser considerado interdito e colocado sob tutela.

    Isto é o lider de um dos partidos com maior representação em Portugal ?

    Acho que vou acabar por me fazer apatrida…

  4. O rapaz estava a iniciar carreira (finalmente!…), como aprendiz de tenor.

    Vieram uns senhores perturbar-lhe as aulas e, claro… Desorientou-se.

    No PSD aplica-se o ditado “Cada tiro, Cada Melro”

  5. passado remoto ( Salazar 1928/1970 ) ; passado recente ( 1986 ). ai , valupi ,valupi. ele ha muitos passados , ne? que ignorancia ! ou ma vontade ? nada cristao pro beato V.

  6. Bom, eu confesso que estou a gostar desta discussão à volta da constituição, e acho-a até agora esclarecedora. Também acho que o PSD levanta alguns pontos válidos (o que não é o mesmo que dar-lhes razão). Devo ser o único…

  7. Essa de a visão de personalidades da extrema esquerda não ser tão perigosa quanto isso, vindo de quem vem, é curiosa… Outra coisa curiosa é ir buscar uma fórmula do passado, já rejeitada pela instabilidade que gerou, e dizer que é a fórmula do futuro, dizendo tb que não podemos ficar prisioneiros do passado! Qual passado? Este, de hoje, ou aquele de 1982?
    Apoiado pelas sondagens, PPC lançou a rede da doutrina liberal, a ver se traz peixe. Aguardemos as próximas sondagens (penso que o próprio PSD também mal pode esperar por elas e aí decidirá se mantém o rapaz Passos na liderança ou se muda para o Rangel). Se nas próximas sondagens mantiver a popularidade, é caso para preocupação séria. Estaremos perante uma espécie de “violador” com voz doce, que diz que te vai tramar, mas tão serena e docemente…

  8. Realmente. Há lá ideia mais estapafúrdia do que os extremismos poderem ser perigosos. E, sempre que posso, também me prendo a fórmulas do futuro. É o factor surpresa, a adrenalina, a falarem mais alto. A oportunidade deste debate, então, é inquestionável. Nada melhor do que escolher uma crise económica global para avançar com uma revisão constitucional. Nem estou a ver nada mais apropriado para ir alterando ao sabor da conjuntura do que uma Constituição. E o PSD que, há muito tempo, acusa o PM de dividir os portugueses não podia ter escolhido melhor tema para gerar unanimidade. Esta estratégia demonstra que o PSD está sobretudo preocupado com a imagem: não importa o estado da casa desde que esteja pintadinha.

  9. A haver revisão da Constituição neste momento, a meu ver inoportuna dada a crise financeira, ela devia centrar-se quase exclusivamente no seguinte ponto: como assegurar um governo estável, quando o partido mais votado não tem a maioria. A proposta de “ora saltem lá daí, que agora quero ir eu mais aquele”, a que se chama agora moção construtiva, é absurda porque desrespeita os votos dos eleitores. Está à vista que quem a defende tem medo de ir a eleições. Caso contrário, apresentaria uma moção de censura clássica.
    A solução não precisa de ser inventada, já existe em muitos países europeus: nenhum governo pode tomar posse sem estar assegurada uma maioria no Parlamento. Os partidos sabê-lo-iam de antemão e os eleitores também, evitando-se assim a história de que se trai o eleitorado ao formar uma coligação com um «inimigo». Implica negociar. Seria obrigatório negociar. É verdade que demora um certo tempo (mas os ingleses, por exemplo, não demoraram quase nenhum) e que assim os partidos se podem fracturar, para mais pessoas poderem aceder ao poder, mas não é bem isso que acontece na Alemanha, por exemplo.

  10. Ainda assim, introduzir o calão na Constituição é capaz de ser a maior novidade. Diz o Miguel Ervas que o conceito de “razão atendível” será definido nos termos da lei. Bacano. Toda a gente ficou a pensar que o conceito se referia ao “Tá bem tá, eu já te atendo!” com que o empregador responderá quando confrontado com um despedimento arbitrário. E prontos, para o fundo de desemprego com o animal.

  11. Mau… Tá aqui tá a dizer que foi erro na tipografia, ou do copy paste. O pior disto tudo é que já existe uma legião de fans desta caca obrada com nome de revisão constitucional do PSD, quero ver depois como é que vão descalçar a bota…

  12. Realmente, este Passos de Coelho está a desiludir e não está a comportar-se como um verdadeiro «reformista» e «modernista». Um verdadeiro «reformista» e «modernista» é aquele tipo que recorre àqueles truques linguisticos da publicidade capazes de vender gato por lebre!
    Olhe-se para o Pinto de Sousa, por exemplo. Quando este tipo decidiu diabolizar os sindicatos, não disse que se inspirou na Thatcher, mas limitou-se a apelidá-los de corporações inimigas da modernização e do mérito. Quando este tipo decidiu atacar o funcionalismo público, não disse que a Thatcher fez o mesmo, mas limitou-se a dizer que era preciso acabar com os privilegiados. Quando este tipo decidiu flexibilizar as leis laborais, não disse ia dar continuidade ao código do trabalho do Bagão Félix, mas limitou-se a dizer que dessa forma se garantiriam empregos e o aumento da produtividade. Repare-se na linguagem: «corporações», «privilegiados», «produtividade», «mérito»… Passos Coelho, pá, se queres parecer «moderno» e «reformista» aos olhos dos socretinos e se lhes queres fazer a cabeça já sabes o que tens de fazer: deves especificar que as «razões atendiveis» que justificam os despedimentos são aquelas razões que desagradam aos sindicatos «arcaicos» (perdão, às corporações), que promovem o mérito e a produtividade (e nunca os baixos salários), que acabam com os privilégios laborais (como seria a segurança no emprego), que promovem o emprego pois os contratos de trabalho passam a ser mais «livres» (palavra mágica) e individualizados (outra palavra mágica). Vais ver que, assim, até o Pinto de Sousa fica sem razões para te classificar como neoliberal. Porque até a socretinice dos socretinos é capaz de ter limites…

  13. tra.quinas,

    também já estás de implicação: “Diz o Miguel Ervas que o conceito de “razão atendível” será definido nos termos da lei. Bacano.”

    Qual é a parte que não se percebe? Então, muda-se a justa causa para razão atendível nos termos da lei que há-se der alterada, depois de alterada a própria da Constituição que é uma malandra que não permite atender às razões…do Passos.

  14. Não é nada disso, ds. O problema do Passos Coelho é o teu. Não têm uma ideia, uma proposta para resolver os problemas do país. Arranja um exemplo (escolhe o país à tua vontade) de sucesso de politicas diferentes para combater a crise e os problemas da globalização. Escreve-o. Depois então critica as políticas que têm sido desenvolvidas. Assim podemos compreender do que estás a falar e dar-te razão. Ou não.

    Mas gostei de te ver a dar dicas ao Passos Coelho. Vais ver que ainda te calha um convite. Pds, partido da direita socialista. É abrangente. Quem sabe não teríamos aqui um ex. de sucesso. Mas não acabaste a tua prosa com um poeminha de uma das nossas santidades a dar-te razão? Fiquei desiludido. Assim a baixares o nível, defraudas os leitores.

    E não, não é perseguição. É a minha opinião. Perseguição é a tua ao Sócrates. Já te tinha dito isto? Eh pá, desculpa.

  15. edie, o meu conhecimento de direito tem limitações e gosto de perceber bem as coisas. E sempre pensei que o conceito de justa também tivesse que ser definido em lei. Pela forma como o psd fala, a alteração de justa causa para razão atendível não tem problema nenhum. Então deixem estar como está e não arranjem problemas de semântica para entreter.
    Agora, se me dizes que é as razões do Passos… força! O homem até canta.

  16. Porra! O meu comentário acabou de ser contestado e as minhas conclusões refutadas! E logo por quem… Pelo cão-de-guarda do Pinto de Sousa: o traques!
    Mas, pronto, reconheço que as minhas conclusões estavam erradas: a socretinice não tem limites!

  17. Pois, pois, iluminado. À falta de argumentas chamas nomes e fazes acusações ridículas. Repetes chavões que está tudo farto de ouvir sem teres que os justificar convencido que é alta produção mas só te enganas ti próprio. Gostas muito de gritar com o facilitismo instalado na educação. Vê lá se viestes dizer que no tal exame para maiores de 16 anos que permitia passar do 8º para o 10º ano não houve nenhuma aprovação.

    Deixa mas é os exemplos do que propões. Quais são os países que estão a baixar a carga fiscal? Onde é que se está a descongelar os salários à bruta? Ou a dificultar os despedimentos? De dimensão comparável à nossa, quais são os países da Europa com melhor desempenho económico, maior crescimento, maior aumento das exportações?

    Isso é que se queria ver escrito por ti, mas tu preferes a sabujice.

    Olha, ainda há pouco ouvi alguém na televisão (não sei quem porque só estava mesmo a ouvir) comentar que o Medina Carreira dizia que hoje a social democracia estava no PCP. És capaz de ter aí um bom filão para explorares.

  18. Razão lógica:

    O homem, não sabe governar!*
    O candidato é homem
    Logo, não sabe governar.

    *governar bem; excepto Dom Dinis, de facto o único Homem que soube governar para o País.

    Razão atendível;

    1.Aplicar na constituição para fazer cumprir, as grandes directivas do Rei Lavrador, as tais que transformaram um protectorado galaico-castelhano, no Estado mais antigo da Europa.

    2.Fazer constar, ad eternum, todos os outros governantes; GENTE RASCA!

  19. Traques (ou cão-de-guarda), quanto mais te peidas mais mostras que «falas» por «pensamento condicionado» (pelo tipo que te prende a uma coleira). Que eras de compreensão lenta, já tinha percebido. De qualquer forma insisto: ó, pá, vai dar banho ao cão, que o pivete já não se aguenta.

  20. Isso querias tu. Andar por aí a alçar a perninha de post em post sem ninguém te chatear. Nunca ouviste dizer que quem está mal muda-se.

  21. K!!

    Voltasti!!

    tens toda a razão, já em devida altura alertaste para a dimensão medíocre do Ken, mas que queres…há quem se deixe iludir por uma voz bem colocada e um olhar lacónico. às vezes nem é preciso nada disso e chega-se a presidente da república… Que queres?

  22. Ó Blondewith phd, diz lá, então onde germinaste a tua língua primeira?

    Já percebeste que eu não fui ao Wall Street Institute, right?
    Na verdade, conheço a rua, lá no sítio, não é nada do que parece aqui, e comi lá uma boa pizza.

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