Why did men stop wearing high heels?
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Like Lance Armstrong, we are all liars, experts say
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Doctors urged to screen women for domestic abuse
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Men More Likely Than Women to Commit Scientific Fraud
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People Seek High-Calorie Foods in Tough Times
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Irish council approves motion to allow rural drink-driving
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Disease Outbreaks Trackable With Twitter
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Marines studying mindfulness-based training
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Forget About Fair: It’s Better When Bosses Pick Favorites
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Large Vehicles Begin Shift to Electric Drive
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No Link Found Between Facial Shape and Aggression
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Music, Multivitamins And Other Modern Intelligence Myths
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An eternity of infinities: the power and beauty of mathematics
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What a fake Mars mission says about our own sleep habits
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No More ‘Empty Nest:’ Middle-Aged Adults Face Family Pressure On Both Sides
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Many Apples a Day Keep the Blues at Bay
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Emotional Smarts Tied to General IQ
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Motorists Overrate Ability To Talk On Cell Phones When Driving
Arquivo mensal: Janeiro 2013
O problema não se resume a Seguro
Misérias de um miserável
O presidente de todos os aldrabões
O Presidente da República apelou hoje a uma campanha eleitoral de “verdade e de rigor”, sublinhando que não é tempo de “vender ilusões ou falsas utopias”, porque prometer o impossível ou esconder o inadiável é enganar os portugueses.
“A campanha eleitoral deve ser uma campanha de verdade e de rigor. Ninguém deve prometer aquilo que não poderá ser cumprido. Este não é o tempo de vender ilusões ou falsas utopias”, afirmou o chefe de Estado, numa declaração ao país, onde anunciou a realização de eleições legislativas antecipadas para 05 de junho.
Considerando que “prometer o impossível ou esconder o inadiável” seria “tentar enganar os portugueses e explorar o seu descontentamento”, Cavaco Silva sublinhou, contudo, que confia na “maturidade cívica” do povo.
Take five
Tenho de abandonar por uns momentos a caverna soturna em que me fechei com os testes para corrigir, porque acho que ninguém está a entender a notícia da RTP:
1. Há umas semanas atrás, no auge da novela Relvas, Passos Coelho fez constar que a remodelação de Relvas só aguardava que ele concluísse o dossier RTP.
2. Ora, manifestamente, Passos não tem poder para remodelar Relvas,
3. Porque Relvas é que tem poder para fazer saltar Passos.
4. Assim, se Relvas sairia no dia seguinte à privatização da RTP e se Relvas não pode sair, a RTP não pode ser privatizada.
5. Elementar, meus caros Watson’s.
A actual situação do PS
Manuel dos Santos considerou depois que os últimos episódios que se registaram na vida interna do seu partido “constituem um desrespeito em relação a António José Seguro, para mais um desrespeito vindo daqueles que são responsáveis pela actual situação do país e por a direita estar a governar Portugal”
Caso restassem dúvidas sobre o motivo que leva Seguro a nunca defender a anterior governação, acho que estas declarações de um membro da sua comissão politica são suficientemente esclarecedoras.
Eles acreditam, piamente, na narrativa de direita sobre a culpa do PS. É natural então que a apoiem.
No fundo, é gente séria.
COMUNICADO: REACÇÃO DA UGT ÀS DECLARAÇÕES DE MARQUES MENDES
O Dr. Marques Mendes, comentador da Tvi24, afirmou ontem que haveria acordo do Governo com os parceiros sociais, nomeadamente com a UGT, relativamente à redução das indemnizações por despedimento, afirmando que a referida redução passaria para 12 dias e que a sua aplicação estaria sujeita a um período transitório.
A UGT reafirma:
1 – Não existe qualquer acordo com a UGT nesta matéria;
2 – A proposta referida significaria legislar no sentido de, após o período transitório, as indemnizações ficarem abaixo da média europeia.
3 – Tal violaria completamente o compromisso tripartido que refere que as indemnizações devem ser fixadas de acordo com a média europeia.
A UGT lamenta que o Dr. Marques Mendes não tem confirmado junto da UGT a veracidade das informações prestadas.
Lisboa, 25 de Janeiro de 2013
Quando é necessário esclarecer, pergunta-se
Aqui.
Ai Portugal, Portugal
Portugal vende dívida a juros mais baixos
O Tesouro português colocou hoje obrigações a dez anos com uma taxa de juro de 6,716%, inferior à da emissão anterior, que atingiu os 6,806%, tendo tido uma procura 3,2 vezes superior à da oferta.
Esta foi a primeira colocação portuguesa de Obrigações do Tesouro a cinco e dez anos desde que a Irlanda recebeu auxílio internacional. Na maturidade a quatro anos, a taxa de juro foi de 5,396%.
*
Foi assim que um Governo minoritário, cercado e boicotado por todos os lados, começou o ano de 2011. Parece que os mercados de então, altura em que o caos político e financeiro europeu estava ao rubro, não se importavam de baixar juros e triplicar ofertas de dinheiro a criminosos como esse bandido do Sócrates. Mais tarde, dois meses apenas, esse mesmo Governo já tinha negociado um plano com a Europa que impediria a perda da soberania para os credores e seus algozes.
Portugal congratulou-se com a desistência e a derrota. Portugal premiou os traidores com o poder absoluto: uma maioria, um Governo e um Presidente. Portugal, és uma trágica anedota.
Exactissimamente
Farsa em alguns atos – eleitores alemães a quanto obrigais
A ida de Portugal (como da Irlanda) aos mercados era condição indispensável para o BCE poder intervir na compra de dívida soberana deste e de outros países da zona euro sujeitos a um programa de ajustamento. Assim foi decidido há menos de um ano. Todos nos lembramos e nos indignámos, na altura, quando Mario Draghi, enquanto anunciava ir salvar o euro ao admitir “Outright Monetary Transactions” em caso de dificuldades de financiamento de países da zona euro, impôs a referida condição. Ida aos mercados? Tal possibilidade estar-nos-ia fatalmente arredada, continuando nós no euro, por muitos, infindos anos, tornando a decisão do BCE inútil. Era, portanto, uma benesse sem possibilidades de concretização em nossas vidas. Na altura, percebemos também, ainda indignados, que se pretendia tranquilizar os eleitores alemães, garantindo-lhes que, apesar dos propósitos do BCE (mal vistos pelos alemães, dado o chamado “moral hazard”), não haveria rédea solta para os pecadores, ou seja, que a penitência era para cumprir e só depois, expurgados dos pecados, os sacrossantos mercados os aceitariam no seu regaço como filhos pródigos, podendo então a restante família dispensar-lhes as merecidas carícias. Mas a ida aos mercados faria qualquer um de nós rir, ou chorar, dada a evidente hipocrisia.
Essa impossibilidade tinha, no entanto, detalhes. Nem o propósito anunciado era tão oco, nem visava apenas e tão só agradar aos alemães. Os mistérios do Altíssimo são insondáveis. Mario Draghi, ao anunciar a nova postura, teria já delineado o estratagema (que sim, é-nos benéfico). O próprio BCE trataria de fabricar (uma vez que dinheiro não pode) um processo de ida aos mercados para os países como o nosso e, nessa base, cumprida a declarada condição, atuaria, primeiro indiretamente, no mercado da dívida soberana. Euro salvo, alemães contentes, financiamento mais barato para os países. Genial, não parece? E um deal que beneficia os bancos, como não podia deixar de ser e como se viu. Não tenho mesmo dúvidas de que as próximas emissões continuarão a correr bem ou melhor. O país é que nem por isso.
O que é que todas estas manobras têm a ver com a situação económica e financeira do país? Absolutamente nada. Todos os indicadores económicos e sociais se agravaram desde a nossa entrada no programa. A dívida não para de aumentar. A medida, como já se viu, uma bem concebida encenação(a ver vamos), destina-se a salvar o euro, evitando que alguns Estados abandonem a zona, com as consequências (im)previsíveis que daí adviriam para todos os outros. Mas, evidentemente, não a salvar as economias em crise nem infelizmente a pôr a austeridade em causa. Porém, todavia, contudo, convém não esquecer que um esquema semelhante (mas não igual nos instrumentos, e implicando muito menos austeridade) tinha sido já delineado para o PEC IV (sim, como não falar nele?) e… torpedeado pela atual maioria. Ganhámos, portanto, o quê exatamente, nestes dois anos?
Fomos aos mercados ontem, em condições artificiais e com a mãozinha de amparo do Banco Central. A mãozinha veio para ficar. Veio porém tarde. Podíamos ter evitado esta dolorosa e cruel caminhada para o abismo entretanto seguida? Claro que podíamos. Só que o Relvas não teria tido oportunidade de fazer os negócios da sua vida, nem o Gaspar de experimentar aquele modelo que tanto o obcecava, nem o Catroga de passar uma terceira idade em beleza. Em dois anos destruímos a economia, recuámos décadas, expulsámos milhares de portugueses do país, vendemos empresas públicas lucrativas e bem geridas como a ANA, mandámos vir os chineses. Agora vamos aos mercados e o Governo fica todo contente. Já podíamos ter ido há mais tempo! Aliás, podíamos nunca ter deixado de ir. Quanto aos alemães – é facílimo vender-lhes a ideia de que, se já vamos aos mercados, é porque nos estamos a portar muito bem. Tudo isto dá um excelente enredo para a obra que vossas excelências quiserem. Quem não se diverte muito são os figurantes anónimos.
De facto, até as lesmas têm mais pressa
Ontem foi mesmo um dia em cheio para o Governo. Não só conseguiram pôr os seus apoiantes em êxtase como ainda puderam ver o líder da oposição juntar-se aos festejos, dizendo que não tem pressa na realização do congresso do PS. Quem mais do que a direita agradece que o PS continue como está? E que Seguro não tem pressa para nada já todos sabíamos. Não tem, nem nunca terá, pressa em defender o passado do seu partido, preferindo ser constantemente enxovalhado pela direita do que proferir uma palavra em abono do seu antecessor. Para fazer verdadeira oposição ao Governo, e apresentar uma alternativa em que os eleitores acreditem, também não há pressa nenhuma, aliás, veio há dias dizer que o PS é uma “alternativa credível e tranquila”. E é. Mais tranquilo do que isto, para o Governo, é impossível.
O que vale é que as pessoas estão primeiro. Não sabemos é quem são essas pessoas. Os que votaram PS nas últimas legislativas, e que se sentem traídos por esta liderança, não são. Os que esperam, e desesperam, por um verdadeiro líder da oposição, podem esperar sentados. Os parceiros que estão preocupados com o rumo do partido, ficámos ontem a saber que estão em último. Assim de repente, parece que no topo das preocupações de Seguro aparece a sua própria pessoa, não será por acaso que todas as suas frases começam por “eu”. E logo a seguir aparecem as magníficas pessoas que nos governam, já que são as únicas que todos os dias têm motivos para lhe agradecer. Estão muito bem uns para os outros.
Hossanas nas alturas, chegou o salvador!
A notícia de que Portugal conseguiu pedir dinheiro emprestado a entidades que negoceiam no mercado das dívidas soberanas provocou uma justificadíssima explosão de alegria no povo e nos sábios. Aqui fica um pequeno apanhado, retirado da TSF, onde podemos apreciar o profundo impacto que esse acontecimento já está a ter no ânimo, confiança e qualidade de vida de tantas e tantas excelentes pessoas:
Inês “Não Sei Se é Engenheiro” Vilhena
Regresso aos mercados
Por Pedro Nuno Santos.
Isto é histórico, sobretudo num discurso de tomada de posse: destaque aos direitos dos gays e das lésbicas.
Mais desemprego: Dezembro de 2012 (dados atualizados em 22 de Janeiro de 2013) – IEFP
Segundo os últimos dados mensais do IEFP referentes a dezembro, o nº de desempregados registados nos Centros de Emprego atingiu 710.652, mais 105.518 (+17,4%) que no mesmo período de 2011 e mais 12.863 (1,8%) que no mês anterior. Face ao mês passado, há mais 415 desempregados por dia, ou 17 por hora.
Com o governo de Passos Coelho, num ano e meio, o nº de desempregados inscritos nos Centros de Emprego já cresceu 37%: são mais cerca de 200 mil (191.947) desempregados inscritos, ou seja desde que este governo está em funções, a cada dia que passa, inscrevem-se nos Centros de Emprego mais 533 desempregados; 22 por hora.
Nos governos anteriores do PS (de março de 2005 a junho de 2011), o nº de desempregados inscritos cresceu 7% (+ 34.218), isto significa que com o governo atual, e em apenas um ano e meio, o desemprego cresceu 5 vezes mais que nos 6 anos anteriores em que o PS esteve no governo.
São eles os mercados
Há meses e meses que Seguro exige ao Governo que saiba negociar mais tempo.
Fomos inundados com notícias contraditórias, desde logo por parte da tripla PM, Relvas, que explicava tão bem que mais tempo é igual a mais exigências, e Gaspar, o dono do jogo, dono de um jogo de quase sim e desmentidos que Passos repetia no Parlamento.
O novíssimo Gaspar que pede mais tempo à Toika é este.
Decisões num tabuleiro externo, de costas voltadas para os problemas monstruosos dos portugueses. Nem o vento de reclamações reais, antigas, demasiado antigas, datadas pela miséria, sentem os agora negociadores.
São eles os mercados.
Grandes verdades
O corte de 4000 milhões de euros ainda está de pé?
Vítor Gaspar diz que esperou pelo melhor momento para pedir o adiamento do prazo de pagamento do empréstimo. Ou seja, para dar uma boa notícia (que até há pouco tempo, por acaso, considerava péssima, com consequências gravíssimas). É esta notícia um alívio? Olhando em volta, vê-se que não. O “melhor momento” escolhido é, pelos vistos, aquele em que começou nova vaga violenta de austeridade, com reduções de salários, pensões e subsídios e aumento brutal de impostos, e se decide uma outra ainda mais violenta que ameaça destruir os alicerces do próprio regime.
Boa notícia seria o pedido de seis meses, ainda que experimentais, de suspensão das medidas de austeridade. Vai uma aposta em como a economia arrancaria e saltaria à vista a inutilidade de todo este massacre?
Próximas declarações do senhor primeiro-ministro
“Eu queria deixar uma coisa muito clara aos portugueses, pois parece que vai aí uma certa confusão: não se tratou de pedir mais tempo, nem de recuar em alguma matéria em que o Governo se tenha mostrado mais teimoso (sic). Tratou-se, sim, de renegociar as condições de regresso aos mercados, o que se traduz no adiamento das maturidades, coisa que só pedimos porque Portugal fez o seu trabalho para não ter de o pedir. Em suma, pedimos um alargamento dos prazos, o que é diferente de mais tempo. Muito obrigado.”