3 thoughts on “Regresso aos mercados”

  1. Este regresso aos mercados é mais uma aldrabice cozinhada a partir de muita intervenção nos mercados, e que expande em muito a escala do que foi o casino dos empréstimos “subprime” — os tais classificados com AAA até á véspera de entrarem em colapso — um jogo de burlões de segunda categoria. Já há bancos — seguindo a onda das expectativas cozinhadas — que se aprestam para saltar para o barco. Há-de ser o eldorado do subprime, outra vez! Bom, bom, pensam eles, será para os espertos, os que conseguirem sair antes do colapso inevitável, como é evidente. E quem está escalado para pagar mais este saque? O Zé Tuga mas, principalmente, o Zé Europeu, que é o fiador a contragosto do empréstimo da troika! Quem mais haveria de ser?! Assim dá para os espertos continuarem a sugar!

    Haverá de chegar o dia em que o casino implodirá. Ou porque o Zé Europeu se revolta, ou porque morre, ou porque eclode uma guerra… O resultado final será o mesmo: a hiperinflação há-de comer tudo o que hoje é moeda forte. Os títulos denominados em moeda forte — incluindo a nossa dívida — hão-de valer pouco mais que lixo. Se nós, cidadãos, não formos capazes de resolver isto deliberadamente, podem ter a certeza de que a natureza há-de fazê-lo: de repente e à bruta.

  2. Anda por aí tanta gente contente que qualquer ser normal fica pasmado. Ele é na CS, na AR e até na blogosfera. O motivo de tal contentamento é porque, com a brincadeira de hoje do Vitó, só de juros, por ano e durante mais cinco, vamos ter mais 120 e tal milhões de euros para pagar. Fora o reembolso. Com a economia a mingar pelo menos 2% ao ano, a dívida acima dos 120% do pib, mais de um milhão de desempregados e mais de 2 000 a emigrar por mês, tanto contentamento é fantabulástico. Também queremos rebolar no chão a rir de felicidade. Vira vinho!

    Quando quase metade da chamada “ida ao mercado” de hoje é para enfiar no Banif, percebe-se logo que aumentar o salário mínimo em 20 ou 30 euros é que é um disparate. Temos mais olhos do que barriga, dizem. O Vitó vive com 120 e poucos escudos por dia e não se queixa!

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