Ai Portugal, Portugal

Portugal vende dívida a juros mais baixos

O Tesouro português colocou hoje obrigações a dez anos com uma taxa de juro de 6,716%, inferior à da emissão anterior, que atingiu os 6,806%, tendo tido uma procura 3,2 vezes superior à da oferta.

Esta foi a primeira colocação portuguesa de Obrigações do Tesouro a cinco e dez anos desde que a Irlanda recebeu auxílio internacional. Na maturidade a quatro anos, a taxa de juro foi de 5,396%.

Fonte

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Foi assim que um Governo minoritário, cercado e boicotado por todos os lados, começou o ano de 2011. Parece que os mercados de então, altura em que o caos político e financeiro europeu estava ao rubro, não se importavam de baixar juros e triplicar ofertas de dinheiro a criminosos como esse bandido do Sócrates. Mais tarde, dois meses apenas, esse mesmo Governo já tinha negociado um plano com a Europa que impediria a perda da soberania para os credores e seus algozes.

Portugal congratulou-se com a desistência e a derrota. Portugal premiou os traidores com o poder absoluto: uma maioria, um Governo e um Presidente. Portugal, és uma trágica anedota.

5 thoughts on “Ai Portugal, Portugal”

  1. Falta a consagração deste país renovado, definitivamente livre do aventureirismo democrático nascido em Abril. Não tardará. O cavalo de tróia que introduziu os “gregos” na cidade foram o BE e o PCP. Louçã e Jerónimo terão a sua estátua, em devido tempo. Talvez o próximo “dia da raça” lhes atribua uma comenda. Bem merecem esse miminho das mãos de Cavaco.

  2. PS, és uma trágica hipócrita anedota.
    O Governo de 2011 estava cercado por todos os lados porque em 2009 näo quis fazer alianças à Esquerda. E o resto é a habitual conversa da treta. Aliás, tivesse dado um ou dois ministérios ao BE, ou o eventual bluff político teria acabado com o Bloco de vez, ou o País andaria para a frente. É isso que o PS temia?

    Além disso, saiu-lhe a sorte grande em Junho de 2011, porque agora até poderia fazer de conta que näo assinou o Memorando da Troyka, e que estaria contra o programa de austeridade assassina.
    Mas näo. Preferiu “abster-se violentamente”! Porquê?

    Porque o desGoverno Passos Coelho está ainda mais cercado que o de Sócrates, e pior ainda, está cercado na rua. Se o PS se assumisse como anti-austeridade (que näo é), a força da rua metê-lo-ia no poder, e entäo aí é que a máscara caíria totalmente, porque em seguida seguiria a mesmíssima política austeritária do PSD.

    Mas assim como estäo as coisas, agora é deixar o Passos fazer o trabalho sujo até ao fim, e que acabe de vez com o PSD (está custoso, que a tugalhada serôdio gosta da austeridade e ainda lhe dá 30%), para ver se quando o António Costa for eleito 1.o Ministro ele já näo estar tão sujeito aos grilhöes da Troyka, e desse modo poder governar um bocadinho à Esquerda, como tem feito em Lisboa.
    Quem sabe, até com uma ajuda do BE e do PCP!

  3. oh zurrapa! o be e pcp só servem para empurrar o carinho à direita, tudo filhos de motoristas e sopeiras do estado novo, quando deixarem de o fazer desaparecem.

  4. val fui à fonte e aproveitei a oportunidade e li uns tantos comentarios num total de 45.não preciso dizer nada, pois eles na esmagadora maioria falam por mim.

  5. o bloco e o pcp,mais uma vez se aliaram à direita. desta vez para não aprovarem o orçamento da camara de lisboa.não servia? ou foi para impedir antonio costa de levar a cabo o seu programa? não tenho duvidas, que este chumbo tem a ver com a possivel candidatura de antonio costa à liderança do ps. O zuruska tem que ir ao medico,pois a sua memoria é preocupante.não se lembra que socrates quando começou o 2. mandato chamou todos os partidos e convidou-os a apresentar propostas e sugestoes nenhum se chegou à frente. confesso que do pcp nada esperava,do bloco tinha alguma esperança.podiam ter dito: nós queremos isto aprovado e queremos fazer parte do governo e esperavam a resposta,para depois o povo julgar.se o tivessem feito, talvez hoje não estivesse com metade dos deputados de um partido comunista, ainda muito ligado ao “socialismo sovietico”,como foi reiterado no 100 anos do stalinista alvaro cunhal.

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