4 thoughts on “Qual das instituições estará mais pervertida, a PSP ou o Ministério Público?”

  1. No geral das instituições estatais, desde a assembleia da república até a creche de infância, passando pelo exército, basicamente todas, o grau de perversão deve ser o mesmo. Uns com violência física, outros com outra, algumas com ambas.

  2. Para entender a questão e a indignação do volupi temos de vê-las pela sua perspectiva xuxo-burguesa. A parte mais xuxa vê como uma afronta intolerável qualquer incómodo aos trafulhas do PS ou aos Ivos que os servem. É esta a verdadeira ‘perversão’ do MP.

    Já a parte mais burguesa exibe sempre choque e melindre mais ou menos performativos quando a polícia cumpre a sua função de sempre: malhar nos pobres e proteger os ricos. É claro que um Salgado, um Bava, um 44, um Vara, um Ivo jamais levará com o bastão.

    Mesmo quando o choque burguês com a brutalidade policial é sincero, tem sempre um cinismo por trás: o do confortável instalado do sistema que quer manter tudo como está, apenas um pouco menos violento – ou melhor ainda, um pouco menos visível. A arraia-miúda que fique por Coina ou lá onde é que vive, e que leve lá nos cornos. De preferência em silêncio.

  3. Não conhecia o blog de A.R. OUTROS DIREITOS que o JP aqui mencionou, mas gostei de conhecer.
    Eis mais um ex. de um país das maravilhas.
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    sábado, 7 de março de 2026
    Isto não é justiça
    “Um agente da PSP foi pontapeado e esmurrado, em 2007, na estação de metro do Cais do Sodré, em Lisboa, quando identificava um passageiro sem bilhete. Por tais factos, pediu uma indemnização de 95 mil euros, ao abrigo de um decreto-lei que prevê compensações para funcionários públicos vítimas de atos criminosos com caráter de intimidação ou retaliação, mas o Governo não lha concedeu. O polícia recorreu para o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, que lhe deu razão. Porém, após recurso do Ministério da Administração Interna, o Tribunal Central Administrativo do Sul decidiu, 19 anos depois, que aquele não tem direito à indemnização.”

    Jornal de Notícias, de hoje, pag. 18
    Publicada por A.R.
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    Ter ou não ter direitos, eis a questão.

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