700.000 mil euros de ordenado e não só

Sinistro, estava dado o tema para a semana. Puro engano, ainda há mais sinistro, seguramente pelos ventos que sopram, ainda iremos muito mais longe com esta gente dantesca. Queria tentar chocar as boas almas “adormecidas” como agora se diz, ao contrastar a legitimidade de tal valor em “ordenado” de um sujeito de 70 anos e já pensionista consagrado com uns valentes e meritórios 9.000 euros mensais. Com o cumprimento de uma lei que manda retirar os complementos de reforma, de 50 ou pouco mais euros, a quem “acumula” com uma reforma de 200 ou 300 euros, igualmente merecidos, se não mesmo, e aqui poderá aplicar-se com rigor, necessariamente e justificadamente merecidos.

Uma senhora que em comum com este cavalheiro da EDP, tem além da formação de economistas, também foi ministra das finanças e militante do mesmo partido, e por incrível que pareça os dois passam já dos 70 anos de idade. Têm ambos enormes responsabilidades ao estado a que isto chegou, foram também pais do monstro, como baptizou o desgoverno destas criaturas, o seu grande mestre e actual PR.

Já tinha lido que estes ridículos farsolas pretendem retirar a isenção de taxa moderadora nos hospitais públicos aos dadores de sangue com as regulares dádivas previstas para o direito a tal “benesse”, mesmo para quem tenha largos anos de dádivas no currículo.

É mais uma ofensa aos pobres, rico nem sangue dá. Compra.

Constitui já uma banalidade a falta de carácter destes canalhas que se têm por governantes, e creio bem que o andor ainda só vai no adro. Num primeiro programa da nova grelha da SIC N, esta desprezível criatura vomitou sem vacilar que os hemodialisados com mais de 70 anos devem pagar do seu bolso os 2.000 euros mensais do custo de tais tratamentos. Justificação da douta ex-governante do PSD, – “racionar significa que alguns não terão direito ao tratamento” – a continuar o “foguetório”, segunda afirma, das “borlas” para os 10.000 doentes do serviço público.

Se consegui despertar alguém, dou-me por satisfeito.

__

Oferta do nosso amigo a. r. (por correio)

Não há mercado para jornalismo decente?

O país precisa de um jornal que fure esta vil tristeza que é o panorama da imprensa e dos merdia em geral. Se há asfixia em Portugal, é esta: ter que escolher diariamente, na banca de jornais, entre o escarro do belmiro, o vómito do correio da manha e a bosta do olibeira. Ter que escolher, ao fim de semana, entre o cagalhão do Balsemão e a poia do Saraiva.

Era preciso um jornal que falasse do que é omitido e distorcido pela imprensa dominante e desse voz às centenas de pessoas inteligentes e honestas da esquerda, do centro e até da direita ou apolíticas que são ostracizadas pelos actuais grupos mediátios.

Um jornal onde não houvesse lugar para Pachecos, Zé Maneis, Medinas, Campos e Cunhas, Marcelos, Lombas, Pulidos, Delgados, Cintras, Espadas, Raposos e dúzias de outros gajos e gajas de que estamos absolutamente saturados. Um jornal que não tivesse colunas de opinião de esquerdistas que vendem o rabo a quem dá mais. Um jornal que fosse recrutar à blogosfera gente interessante, séria ou divertida, e que fosse capaz de atrair jornalistas e articulistas que são actualmente obrigados, por falta de alternativas, a trabalhar e a publicar na imprensa reles.

Não há mercado para jornalismo decente? Não há capital para tal empreendimento? O capital haveria forçosamente de puxar a brasa à sua sardinha podre? Não tenho assim tão má opinião do país. Mas se calhar sou um lírico, isto talvez seja mesmo uma choldra. Talvez estejamos condenados a deixar de comprar papel. Olha, ganham as florestas.

Oferta do nosso amigo Lírico?

Vinte Linhas 715

Saudação a Ana Maria na Universidade de Évora

Cheguei a Évora em 1972 e sei que, passados 40 anos, a cidade de 2012 não é a mesma. Nem na paisagem nem no povoamento. Desejo que possas amar esta cidade hoje a cores como eu amei as suas pedras e os seus sons em 1972 a preto e branco. Quarenta anos são muitos dias mas passam por nós em vertigem. Como um navio antigo, há no seu porão vida e morte, lágrimas e alegrias breves, temores e sangue pisado. A minha primeira coisa, na manhã da estreia no Hospital Militar, foi ajudar o meu chefe da contabilidade a preencher uns impressos da PIDE. Naquele tempo era obrigatório dizer que uns amigos tinham pernoitado na nossa casa. Estranhos tempos; era tudo triste, melancólico e a preto e branco.

Continuar a lerVinte Linhas 715

Acabe-se com os estudos, nem que seja à bomba

Aguiar-Branco, um retinto representante do ex-partido, e actual empresa, designado pela sigla PSD, useiro e vezeiro em cavalgar todas as ondas difamatórias que tiver à disposição por achar que é isso o fazer política, é tão ressabiado que acabou por dizer esta enorme verdade sem querer: afinal, nos últimos 10 anos não se gastou um tusto com TGV’s e terceiras travessias do Tejo e aeroportos e todas essas supostas obras faraónicas que nos teriam levado à bancarrota por exclusiva responsabilidade de um partido, de um Governo ou de um homem – não, nem sequer 1 metro de alcatrão, nem sequer 1 quilómetro de carril, nem sequer uma nova bandeirola para os aviões se encontra na paisagem. Qual foi então o problema? Os estudos, que terão custado milhões. Quantos milhões, não disse, e provavelmente não sabe. Fica a imagem, milhões e mais milhões, sejam 2, 20, 200 ou infinitos.

Solução de Aguiar-Branco: passar a investir tudo na exportação de material de guerra, sem estudos mas com muito conhecimento. Vai ser bombástico.

Saidinhos do forno para uma mesa em Berlim, Álvaro?

Diz o ministro Álvaro que os pastéis de nata constituem um exemplo de falha incompreensível nas nossas exportações. Admito que lá em Vancouver, de onde veio, não se vendam, mas em qualquer capital europeia onde haja portugueses com padarias, há pastéis de nata, certo e sabido. Até já os tenho encontrado em supermercados. Até na África do Sul, tenho a certeza, há pastéis de nata.
Evidentemente que este não é um produto que possa sair de Portugal, como o vinho ou o azeite, pronto a consumir. A menos que se congelem! No caso dos pastéis, exportaram-se os portugueses que os fabricam por lá, mas serão essas as exportações que nos interessam, ou este homem já não tem remédio?

8it8

Oito Magazine é uma publicação de distribuição online, gratuita e de periodicidade bimestral.

Dedicada exclusivamente à fotografia portuguesa, assume-se como uma fonte de inspiração para todas as disciplinas artísticas e criativas das quais a fotografia faz parte integrante.

Cada edição da revista terá um tema específico, o qual os artistas seleccionados serão convidados a interpretar através de imagens.

Em cada nova edição, um novo tema e novos convidados.

Qualquer indivíduo ou colectivo, cuja relação com a fotografia seja de natureza amadora, é livre de submeter o seu trabalho à consideração da revista.

Oito Magazine pretende assim também ser um importante meio de divulgação do trabalho de artistas amadores que apresentam um olhar e uma abordagem singulares.

Aprecie e deixe-se inspirar. Partilhe e inspire.

__

Bora lá ver

Petições há muitas, seu palerma

Existem géneros bem diversos no jornalismo, como a notícia, o artigo de opinião, a reportagem, a crónica, a entrevista. Ninguém os confunde conceptualmente, e não é difícil distingui-los mesmo quando aparecem mesclados. Pois bem, a que género pertencerá esta coisa cujos únicos objectivos são os de promover o ódio contra um cidadão usado como bode expiatório em manobras de diversão e de fomentar um ambiente de incitamento à criminalização de políticos?

Trinta e dois mil querem Sócrates em tribunal

A coisa esteve em destaque na edição digital do DN durante horas e horas nesta quarta-feira, tendo sido o único órgão de comunicação social a fazê-lo. É que nem sequer o Correio da Manhã a tal coisa fez qualquer referência especial ao longo do dia*, por impossível que possa parecer. Acontece que a coisa não vem assinada, pelo que não podemos saber de que cabeça nasceu. E como seria interessante descobrir a pena que deu ao estimado leitor este encadeado de obscenas tangas:

Às 12.20 desta quarta-feira, o texto tinha sido subscrito por 32049 pessoas (apesar de existirem assinaturas não reconhecidas), o que ultrapassa claramente o número de quatro mil subscritores necessários para o texto subir a plenário da Assembleia da República. Desconhece-se se o seu autor promoverá a entrega do texto junto do Parlamento.

Isso leva-nos para o director do jornal, a quem perguntamos – e lembrando que na passada segunda-feira o jornal de referência (ahahah!) também ocupou durante todo o dia o destaque principal com uma notícia que tinha ficado desactualizada logo pela matina, Sócrates desconhece convocatória para ir a tribunal, mas onde o título sugeria mais uma perfídia do monstro pelo que ficou até à noite como o que de mais importante a redacção tinha para comunicar – se está disposto a dar igual destaque a uma petição online cujo título seja “Petição para julgar na praça pública o jornalista João Marcelino por gestão danosa da credibilidade de um jornal secular”, e cujo texto reze assim: “Para que se apure como foi conspurcada a reputação do DN, e quais as motivações para tal, durante a direcção do jornalista João Marcelino, que diminuiu o já baixo número de leitores que lá encontrou ao chegar e fez do jornal uma referência inigualável em sectarismo passista.”

Se concordares, Marcelino, garanto-te que o número de “pessoas” a assinar a coisa irá duplicar, ou triplicar, qualquer resultado que o bandido do Sócrates tenha alcançado na coisa que te esforçaste por divulgar.

Balada dos telhados de Lisboa

Telhados da minha cidade

Com as gaivotas a gritar

Avisos de tempestade

Lá para dentro do mar.

Que o mar à nossa frente

É mais a figura de estilo

Mar da palha e da gente

Só no Verão está tranquilo.

Rompe defesas no Inverno

Traz a palha dos animais

Para o estuário moderno

Que vive de outros sinais.

Que vive de outras medidas

Sem fragatas nem faluas

As pontes de ferro erguidas

Enchem de carros as ruas.

E digo adeus aos telhados

Da cidade debruçada

Sobre vapores lembrados

Numa memória de nada.

Mais vale cair em graça do que ser engraçado

Teixeira dos Santos foi, como todos sabemos, o pior ministro das Finanças da UE, ou do Mundo, e de todos os tempos. Felizmente, agora, somos governados por Vítor Gaspar, que é um ministro extraordinário. E não é só por ter queda para medidas extraordinárias, é mais pelas reacções extraordinárias que as suas palavras provocam. Por exemplo, ontem, veio garantir que não serão necessárias medidas adicionais de austeridade por causa da transferência dos fundos de pensões. Nem vou falar da trapalhada que o obrigou a vir a público garantir tal coisa. A propósito disso, tive oportunidade de ouvir o comentário de José Gomes Ferreira, na SICN. O homem estava preocupadíssimo. E porquê? Porque nós, comuns mortais, no futuro, só nos lembraremos que o ministro garantiu que não haveria mais austeridade, e ponto final. Nunca mais recordaremos que o ministro ressalvou que não haverá austeridade por causa deste problemazinho. “Então e depois daqui a dois ou três meses quando o Governo anunciar mais um pacote de austeridade? Que dirão do ministro?!” Perguntava angustiado, acrescentando que o ministro é um excelente técnico, mas como político, enfim. É uma reacção extraordinária, ele não está preocupado com mais austeridade a ser anunciada brevemente, mas sim com o que irão pensar do ministro. Então e se fosse Teixeira dos Santos o autor destas trapalhadas? Que diria este ilustre jornalista, e os outros, e os analistas de tudo e mais alguma coisa, e os bloggers de direita?

Cá dentro é que está o pote

Penso que já não falta muito (e é esse o meu desejo) para que a maior parte dos países europeus olhe com olhos de ver o que se está a passar com esta crise do euro. As soluções para os países em dificuldades não avançam e a receita é somar austeridade à austeridade por uma razão muito simples: a Alemanha está a ganhar e a beneficiar muitíssimo com o arrastar da situação. As yields pedidas pelos investidores pela compra da sua dívida são tão baixas que, ontem, eram inferiores a zero. O desemprego baixou para percentagens irrelevantes. As maiores empresas registam lucros superiores a 70% desde há um ano. Suprimido calculistamente o salário mínimo há três anos, os vizinhos romenos, por exemplo, são contratados ao preço da chuva (400 € mensais + almoço) e ainda acham que fazem bom negócio. Desempregados e técnicos qualificados de países como Portugal oferecem-se para trabalhar por bom preço. As exportações de maquinaria, tecnologia e automóveis para os países emergentes (mercados tão grandes ou maiores do que o europeu) compensam a quebra nas exportações dentro do mercado único. Na verdade, tudo corre bem, para já, à Alemanha, o que não lhe dá qualquer incentivo a mudar de rumo. Concentrando todo o dinheiro, cabe-lhe ditar as regras. Em seu benefício também, nem Sarkozy ainda percebeu o engodo para que foi atraído, embora se tenha voluntariado para o isco. Merkel sabe desde o início, ou não conhecesse a história recente do seu país, que não lhe convém aparecer sozinha a liderar o processo.
Hoje, já Mario Monti vem dizer que não pode ser apenas aquele duo a liderar e a decidir o futuro da Europa, excluindo países como o seu, uma economia forte, sob pena de se abrirem as hostilidades a nível externo, instigadas pelas que inevitavelmente se abrirão a nível interno (até um tecnocrata, desde que inteligente, não demora muito a sentir as necessidades e a força silenciosa dos governados). Outros países da zona euro com a corda na garganta, como a Espanha ou a Irlanda não podem por muito mais tempo limitar-se a cumprir as ordens de Berlim, para sua grande glória, enquanto as suas populações fogem, definham ou se violentam.

Por cá, qual o estado de espírito deste governo? Olhando para além do ar grave, encenado, com que se apresentam, tudo na boa: com maioria confortável, as pessoas, os 9,5 milhões de portugueses que não são as suas “elites”, não existem. Assim, Gaspar faz umas contas para ver se batem certo com o que a Troika quer e erra essas mesmas contas na primeira curva, mas não é grave porque a comunicação social é amiga e ele fala com voz competente, Paulo Macedo corta no SNS, sem plano verdadeiramente definido para o tornar eficiente, ou sequer para o manter, Crato corta no ensino, mas mais no público para satisfazer compromissos eleitorais e não lhe interessa muito que se ensine a quem não tem condições para aprender, tomam-se umas medidas ad hoc aqui e ali, mas, no fundo, com a Troika a ditar a orientação geral, os rapazes, com Passos e Relvas à cabeça, estão radiantes por irem finalmente entregar, com boa cobertura, o poder às empresas e estas aos amigos, que os recompensarão principescamente quando chegar a hora da partida. O “big” pote estava claramente guardado para depois do primeiro semestre.

Crise europeia? Merkel e Sarkozy? Conjugação de estratégias entre periféricos? Governar um país? O que é que isso verdadeiramente interessa? O que é um país, ao fim e ao cabo?

Os podres da governação dos xuxas continuam a ser revelados

Alvo de uma avaliação anual externa, o presidente do comité de avaliação externa, John O’Reilly, em Portugal para a reunião de avaliação relativa a 2011, que decorreu entre 9 e 10 de Janeiro, disse à Lusa estar “impressionado com os resultados e a qualidade da investigação” do programa e recomenda a sua continuidade.

“Os padrões que se estão a atingir e a qualidade são comparáveis aos níveis mais elevados das melhores prestações internacionais na área. Tem sido encorajador ver que mesmo numa altura em que estamos confrontados com uma enorme incerteza na economia, e até em relação ao futuro, se têm continuado a verificar importantes desenvolvimentos”, afirmou John O’Reilly, que é formado em engenharia electrónica, vice-reitor da Universidade de Cranfield no Reino Unido e conselheiro do Governo britânico e da Comissão Europeia na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

O presidente do comité de avaliação externa destacou a importância que este programa teve na aproximação das universidades portuguesas às empresas e ao sector industrial, que permitiu a criação nos últimos três anos de cinco startups, pequenas empresas saídas de investigações bem sucedidas que já conseguiram levar as suas inovações até aos Estados Unidos – onde está localizada a Universidade de Carnegie Mellon – e encontrar um mercado para a comercialização e internacionalização.

Mas John O’Reilley destacou também que a relação de benefícios deste programa se estabelece nos dois sentidos.

“Uma das coisas que aconteceram foi que eles perceberam o calibre do capital intelectual nas universidades portuguesas. As relações que se estabeleceram com este potencial intelectual português foram enriquecedoras para Carnegie Mellon”, sublinhou.

Fonte

Vinte Linhas 714

Em 1966 ainda havia destas flores no Chiado

A propósito da Livraria Portugal na Rua do Carmo que foi vendida e vai mudar de ramo depois do fim de Fevereiro, descobri num alfarrabista nas Escadinhas do Duque nº19-A a Revista «Ver e Crer» de Abril de 1950 com os jornalistas Mário Neves a director e José Ribeiro dos Santos a editor. Uma florista do Chiado começa por recordar o passado («Veja o que acontece com as mesas dos restaurantes e hotéis ou das casas particulares! Em regra só nos dias de festa ou de banquete aparecem floridas. Antigamente não.») para chegar ao presente: «Compreendo, o tempo mudou. Os homens endureceram. Já não há ternura pelas flores. Entre os milhares de pessoas que sobem diariamente o Chiado, veja se encontra um cavalheiro que ostente um cravo na lapela ou uma dama uma rosa sobre o peito. E antigamente? Só na minha loja havia duas raparigas para carregar flores para casa dos fregueses – fora os moços de esquina que, bem remunerados, aliás, levavam raminhos para a madame tal… Eu até conhecia as fases do namoro pelas flores oferecidas…»

Mas não fala só de flores; disserta também sobre relações humanas: «Um freguês começou o namoro com dois lindos cravos de pataco. Aquilo foi subindo. Houve intervalos – era quando andavam amuados. Mas quando ele voltava ao estabelecimento – o temporal tinha passado. Por fim deixou de comprar flores. Pronto, foi certo. Tinha-se casado… Veja lá se fosse hoje! No primeiro dia telefonava-lhe. No segundo convidava-a para o cinema e no outro, logo a seguir, iria tratar dos papéis. Que tempo este! Até as pessoas parece que crescem como as flores adubadas…» O tempo voa – o texto é de 1950 e em 1966, quando comecei a trabalhar na Rua do Ouro, ainda havia destas flores no Chiado.

Parabéns aos que quiseram a mudança, esta nova realidade

“Não haverá aumento de impostos, de uma forma clara já está demonstrado, o programa demonstra-o”, afirmou Miguel Relvas aos jornalistas após o Conselho Nacional do PSD, que decorreu num hotel de Lisboa. 

“Ou seguimos o caminho que seguimos até aqui e os portugueses têm a alternativa do PS e do engenheiro Sócrates, ou então, se queremos a mudança, se queremos uma nova realidade, se queremos ser capazes de ultrapassar o descalabro a que chegámos, os portugueses têm a alternativa do PSD e do doutor Pedro Passos Coelho”, acrescentou.

Fonte

Por uma questão de segurança nacional

Roubado cofre com o dinheiro das multas de trânsito da GNR de Quarteira

Sete suicídios de polícias em 2011 foram mais do dobro de 2010

Sargento da GNR de Alter do Chão desertou

Homem tentou matar o filho durante o sono com uma faca

PJ deteve em Braga carteiro suspeito de violar correspondência e roubar o dinheiro

Quatro éguas atingidas a tiro, duas mortas, em herdade na Chamusca

__

É um grande infortúnio estarmos privados dos esclarecimentos do CDS a respeito da actual situação de insegurança que o País atravessa. Bem sabemos que Portas faria maravilhas com qualquer uma destas notícias escolhidas ao acaso, de imediato alertando os cidadãos para a necessidade de organizar milícias populares em ordem a fazer o que o Governo e o Estado manifestamente não conseguem: acabar com a selvajaria da malandragem com a ajuda das mocas de Rio Maior e de uma retórica alarmista e animalesca. Mas Portas nada nos diz, prefere andar lá por fora no parlapiê com os camones, e isso impede-nos de conhecer a verdadeira extensão e consequências apocalípticas da vaga de criminalidade. O que leva para este sugestivo corolário que merece ser ponderado pelos nossos deputados: após a presente legislatura, o CDS devia ser proibido de participar em futuros Governos – por uma questão de segurança nacional.

Um livro por semana 271

«Campinas – A mulher ribatejana, o canto e a dança» de Aurélio Lopes e Bertino Martins

O Estado Novo sempre insistiu na trilogia «Ribatejo-Toiros-Campinos» rasurando não só a Charneca e o Bairro em detrimento da Lezíria mas ofuscando os outros habitantes da Lezíria: os camponeses e os pescadores. O discurso dominante em Portugal endeusou a figura do campino; esta situação já tinha sido estudada por Aurélio Lopes em «Vale de Santarém: o Bairro e a Lezíria». A intuição dos escritores sempre esteve contra a corrente. Não é por acaso que José Loureiro Botas em 1938 no conto «A Leandra» dá voz à mulher (não ao homem) no relato do naufrágio no Tejo de um barco de Avieiros no seu livro de 1940 «Litoral a Oeste».

Continuar a lerUm livro por semana 271

Descaramento total

Como evitar que Portugal se transforme num país de velhos sem esperança, quando o bronco número dois deste governo insiste em mandar lá para fora os mais novos e mais qualificados (deduzimos que com plena noção de que por lá assentarão arraiais e por lá se reproduzirão), elogiando-os até por tal serviço prestado?

Ao conversar com jovens portugueses, em Maputo, “tive grande orgulho naquilo que vi e ouvi”, perante um “outro tipo de emigração”, diferente da dos anos 60, com destino à Europa.

“Esta é uma emigração muito bem preparada. Nós investimos significativamente nos últimos 20 anos numa geração e hoje não lhes damos aquilo de que eles precisam, que é o emprego”, referiu.

Em Moçambique, com aqueles jovens, Miguel Relvas disse ter ficado “com a sensação de que pátria deles é o momento onde estão, a circunstância em que estão”.

Fonte