Saidinhos do forno para uma mesa em Berlim, Álvaro?

Diz o ministro Álvaro que os pastéis de nata constituem um exemplo de falha incompreensível nas nossas exportações. Admito que lá em Vancouver, de onde veio, não se vendam, mas em qualquer capital europeia onde haja portugueses com padarias, há pastéis de nata, certo e sabido. Até já os tenho encontrado em supermercados. Até na África do Sul, tenho a certeza, há pastéis de nata.
Evidentemente que este não é um produto que possa sair de Portugal, como o vinho ou o azeite, pronto a consumir. A menos que se congelem! No caso dos pastéis, exportaram-se os portugueses que os fabricam por lá, mas serão essas as exportações que nos interessam, ou este homem já não tem remédio?

18 thoughts on “Saidinhos do forno para uma mesa em Berlim, Álvaro?”

  1. O problema do senhor é viver num mundo por ele construído e sonhado. Não é o mesmo mundo onde nós vivemos. Esse o problema…

  2. E não há ninguém que lhe esfregue uns pastéis de nata nas ventas? Se bem que, vendo bem as coisas, eram mal empregues os pastéis. O que ele merecia mesmo era com um pano bem cheio daquilo que se agarra aos pés, e não é lama, pelas fuças abaixo.

  3. quem diz pastéis de nata, diz bolas de berlim recheadas com pastéis de nata, tipo sandes ou mesmo o kit tir-ò-álvaro, 1/2 dúzia de pastéis embrulhados numa fotografia do gajo para o pessoal fazer o gosto ao dedo.

  4. Este cuco deve estar convencido que é esperto ou que tem piada!
    Falar na exportação dos pastéis de Belém e compará-la com a cadeia McDonalds, para além de um delírio é uma estupidez do tamanho do seu ego.
    Este triste exemplo fala de mais uma invenção portuguesa, desta feita o frango de churrasco! O Homem quis talvez dizer que já foi à África do Sul e viu por lá portugueses com uma cadeia de churrasqueiras onde se assam frangos e decidiu que isso era uma exportação!
    Dessa exportação sul africana quanto é que os cofres do estado já recebem? O Álvaro será capaz de quantificar?
    Saberá este pobre de Job o que é uma exportação?
    Ter-se-á alguma vez interrogado porque é que a França não exporta “croiassants”, do mesmo modo que a Itália não exporta “pizzas” e porque é que muito creme das bolas de Berlim vem em embalagens plásticas da Suíça?
    Comparar pastéis de nata com hamburgers da McDonalds ou com rosas africanas são veleidades de quem não sabe do que fala, não faz a mínima ideia de como se fazem as coisas nem os custos nelas envolvidos.
    A mensagem está lá, mas o homem não a sabe fazer passar.
    Se ele se interrogasse porque é que não abrimos uma sucursal dos pastéis de Belém em Madrid ou em Paris ainda o poderia entender, agora exportar pastéis de Belém de avião para países onde a massa é mais barata, o creme semelhante e a canela é importada e só a mão de obra barata e fama do estabelecimento justifica o nome.
    Tenho comido maravilhosas natas um pouco por todo o mundo, mas só em Viena é que se come um verdadeiro Apfelstrudel, do mesmo modo que só em Lamego se consegue comer um cozido rico à moda da terra, o “fish and chips” sabe melhor numa rua de Londres, a ‘bouillabaise” só no sul de França.
    Se quiser falar em exportação, fale dos apoios a dar às conserveiras (atum, sardinhas, anchovas, cavala, polvo, lulas, azeitonas, pêssegos, peras, ananás, cerejas e tantas outras), apoie a modernização da indústria têxtil especializada, invista nas novas tecnologias de ponta…
    Deixe-se de conversa de chacha e ala que se faz tarde, ou só as bandeirinhas e o frango de churrasco é que o entusiasmam?

  5. Ora essa, E PORQUE NÃO?????!!!! Congelar!Embalar!Aquecer o forno!Deixar os coisos tostar e, voilá!!! pastelinhos de Belèm quentinhos, comme il faut!

  6. anonima: Além de a culinária não ser o seu forte, não parece ter percebido que os pastéis de nata já lá estão e em todos os continentes. Só não tenho notícia da Oceania.

  7. Ó Penélope, o anónimo das 20:44, foi um ‘must’!
    Já agora, podiam lembrar ao Álvaro que há pelo menos uma empresa portuguesa que já abriu, em regime de “franchising” duas lojas em Madrid chamadas Frangus, e dirigidas por dois jovens tomarenses.
    Essa empresa chama-se “Churrasqueiras Rei dos Frangos” e já tem pelo menos 17 lojas em Portugal, a que juntou mais duas na aventura madrilena.
    Se o Álvaro tivesse um ministério a sério e/ou assessores competentes, talvez soubesse disto e escusava de andar a dar tiros na água quando apenas quer caçar pardais.

  8. …aquela tortilha espanhola que é comercializada no Pingo Doce é importada ou made in Portugal?
    humm … aquela beterraba cozida made in Spain que eu compro no P.Doce também podia ser portuguesa, uma vez que por cá também se cultiva essa beterraba …
    humm … deixa cá ver, o strudel congelado é alemão ou portuguese made? … e os crepes de chocolate belga congelados serão franceses, belgas, do Belmiro, do Soares Santos, ou do meu sócio anonimo ?

  9. ó sócia!
    humm… se dizes é espanhola, não percebo a dúvida,
    doiss… passa a comprar crua que dou-te a receita para a cozeres,
    trêss… belarmino & alex são mais escarepes portugueses, sem chocolate e ao natural.

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