Balada dos telhados de Lisboa

Telhados da minha cidade

Com as gaivotas a gritar

Avisos de tempestade

Lá para dentro do mar.

Que o mar à nossa frente

É mais a figura de estilo

Mar da palha e da gente

Só no Verão está tranquilo.

Rompe defesas no Inverno

Traz a palha dos animais

Para o estuário moderno

Que vive de outros sinais.

Que vive de outras medidas

Sem fragatas nem faluas

As pontes de ferro erguidas

Enchem de carros as ruas.

E digo adeus aos telhados

Da cidade debruçada

Sobre vapores lembrados

Numa memória de nada.

11 thoughts on “Balada dos telhados de Lisboa”

  1. tão gira. sabes, eu sinto um fascínio por telhados – pelas formas das telhas ou de outros materiais de cobertura, pelas cores e inclinações. mas também pelos telhados-jardim.

  2. Obrigado pela leitura Olinda. Moro num telhado mas só a minha vizinha do lado é que tem o terraço com flores e plantas diversas, até uma oliveira bebé. Meu Caro Joaquim, gato, gato só se for o da Fernanda mas não é daqui…

  3. “Oliveira bebé”? Ao que isto chegou!

    Há dias vi uma senhora a tentar correr atrás de um cachorro que trotava ligeiro ao encontro de uma cadelita, da mesma raça, que com semelhante propósito puxava a dona a toda a brida, melhor dizendo, a toda a trela. Assim que o grupo se juntou, ouvi a primeira dama, salvo seja, perguntar:
    – É uma menina?
    – É sim. O seu é um menino?
    – Pois é! Logo vi que era uma menina, este menino é danado para as meninas!

    Num país em que os cães são meninos e as oliveiritas são bebés, não espanta que um coelho presida ao Conselho de Ministros! Como diria o Pai do Monstro: safa!

  4. interessante aquela mistura de telha canudo com marselha, não te esqueças de trocar a antena. quanto ao poema, sou da mesma opinião, os telhados tapam tudo com excepção da merda que escreves. cumprimentos ò jfrancimento, bécula e restante pessoal da benedita.

  5. Zeca Diabo, por onde tens andado? Olha que isto mudou… já não respondo ao lixo humano. Não faças perguntas parvas – sabes bem que eu não vivo numa barraca. Vivo numas águas furtadas, é outra coisa, não é zinco. Safa!

  6. vou lá mandare a vésturia, pá, aquela merda paresse istare abaulada e depois tem uma antena. o gajo armado em fino com um citroéne e afinal vive em águas roubadas, ó D. caralhete, tás a ver, todos sabem onde andas,o que fizeste, o que fazes, ó pa´tense cá uma bontade que te cunhessam, já oubiste falar em privacidade, pá? Ó ivaristo anda cá mijar em cima do caralhete pra ber se o gajo cresce e não publica a vida dele. a tua molhere deve ter muita passiênssia, não te atura pois então, e ólha lá não vejo o miradoiro, compra um, não vá o tejadilho do citróéne apanhar com algum barrile de cerveja e aquela merda vai abaicho, pá

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