Todos os artigos de Valupi

Partido da oposição, procura-se vivo ou morto

Era giro vivermos num país onde um partido da oposição, um qualquer, não descansasse até obter as seguintes respostas.

Esta história da maçonaria só serviu para uma coisa: para se deixar de falar da maior rebaldaria, de uma rebaldaria gigante, que se passa nos serviços secretos portugueses, no SIS e no SIED e tudo o mais. Porque isto serviu para que nós não falássemos no seguinte:

Porque é que o Sr. Primeiro-Ministro, depois de saber aquilo que soube, manteve as pessoas nos seus cargos? Porque é que as pessoas que denunciaram os procedimentos errados, e toda essa rebaldaria que se passava no SIS, foram afastadas e os tipos que foram responsáveis por esses disparates se mantiveram? Porque é que o Jorge Silva Carvalho, um indivíduo que se mostrou que, alegadamente, andou a traficar segredos de um lado para o outro, esteve a poucas semanas, por um fio, de ser o director-geral do SIS e do SIED, um tipo que fazia este tipo de situações? Porque é que o Ministério Público não faz nada? Do que é que está à espera? Porque é que ninguém actuou em relação à fiscalização? O que é que é feito da sindicância aos serviços de informação, depois do Marques Júnior e do Jorge Bacelar Gouveia terem dito coisas do género “Bom, a gente quando quer saber alguma coisa daquilo, telefona para lá e diz que vai lá no dia seguinte ver os computadores…”? Como é que o Primeiro-Ministro conseguiu pactuar com os relatórios internos que não passavam de histórias da carochinha?

Pedro Marques Lopes

E não carecia de ser um partido com representação parlamentar. Podia ser o MRPP, ou o MEP, ou o PPM. Ou partidos ainda mais esconsos, como o Partido Humanista, ou o Partido Trabalhista, ou o Partido Liberal-Democrata. Até partidos já desaparecidos, mas ressuscitados para esta causa, como por exemplo o Partido Comunista Português (reconstruído), ou o Partido da Solidariedade Nacional, ou o Partido da Gente. Raios, até um fantasma que invocasse ter militado na União Nacional Republicana, ou na Federação Anarquista da Região Portuguesa, ou na Cruzada Nun’Álvares servia.

Patriotismo de Portas, uma descoberta dos últimos 6 meses

Paulo Portas pediu também a todos os portugueses para que assumam o seu patriotismo.

«Portugal enquanto nação só pode ultrapassar a crise com uma atitude: Não tenhamos espírito de fação, tenhamos uma atitude nacional. Não procuremos grupos ou partidos, sejamos cada um de nós a praticar o patriotismo todos os dias», afirmou o líder popular e ministro dos Negócios Estrangeiros.

«Vamos sair desta situação juntos enquanto nação», sublinhou Paulo Portas.

2011, 7 de Janeiro

Paulo Portas desenvolveu uma tese que já tinha ensaiado há alguns meses em debates quinzenais: a de que Sócrates é um problema e não a solução. “O senhor é passado, já não recupera. Quem nos trouxe a esta crise não nos tira. Ponha a mão na consciência e tenha um gesto de humildade, saia senhor primeiro-ministro”, exortou Portas.

2010, 15 de Julho

A chatice da espera

Devido a alterações técnicas que escapam à nossa intenção, há uns dias que alguns comentários passaram a ficar retidos para aprovação prévia. Tal acontece de forma aleatória e não traduz qualquer acção da nossa parte. O mesmo utilizador pode conseguir comentar imediatamente e logo depois ver o comentário seguinte a bater na trave. Da nossa parte fica a garantia de que eles poderão demorar alguns minutos ou horas a serem publicados mas não ficarão esquecidos no armazém.

Crato, enfia o oxímoro na paideia

Estamos a trabalhar para que a Ciência em Portugal seja cada vez melhor, para que haja cada vez mais cientistas e mais jovens interessados na Ciência.

Crato, 16 de Dezembro

Ministro diz que orçamento reduzido da Fundação para Ciência e Tecnologia é “adequado”

Crato, 4 de Janeiro

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Para além das pulhices, canalhices e filhas-da-putice que caracterizaram a estratégia dos partidos da direita contra Sócrates e quem o apoiasse, os publicistas da gente séria tinham, e continuam a ter, especial gozo em atacar tudo o que cheirasse a inovação e tecnologia. Por isso vimos o frenesim com que o programa Magalhães foi achincalhado, tendo-se vilipendiado todos os seus fundamentos e objectivos, desde a licitude dos acordos de produção à validade pedagógica e valor comercial. O mesmo para o investimento nas energias renováveis. O mesmo para o fabrico de carros eléctricos. O mesmo para a remodelação do parque escolar. Nada que o Governo PS fizesse na área do desenvolvimento podia ser recebido como um contributo para o bem comum, era necessário cobrir de lama os projectos e as centenas ou milhares de pessoas envolvidas nas diferentes fases, nos diferentes institutos e instituições, nas diferentes partes do nosso país e da nossa sociedade. Os direitolas não suportam o talento alheio, é-lhes especialmente doloroso constatarem pela obra de terceiros a bela bosta que são.

O tragicamente curioso, e supinamente avacalhante, foi observar a colagem dos imbecis do PCP e do BE a esta fúria anti-científica, anti-cultural, anti-civilizadora. Para os imbecis o que mais importava, o que só importava, era ver o PS destruído, por isso alinharam em júbilo nas campanhas difamatórias, saindo logo para a rua de archotes na mão à procura dos corruptos socialistas e suas negociatas diabólicas com os capitalistas e imperialistas. O racismo ideológico do PCP e do BE serviu às mil maravilhas os propósitos da direita mais decadente que Portugal conheceu depois do 25 de Abril.

Cabrão do Gordo

O acórdão do STJ com data de 15 de Dezembro considerou provado que o gestor, Leonel Gordo, de 46 anos, burlou o padre responsável do Instituto, entre 2004 e 2005. Convenceu-o a resgatar depósitos a prazo e aplicações para investimentos seguros e “quando por telefone” o padre lhe dizia que ía “levar depósitos, fazer transferências entre contas ou formalizar operações que aquele lhe propunha”, o bancário “quase sempre retorquia que não valia a pena estar a maçar-se com deslocações ao Banco, pois ele se deslocaria pessoalmente para concretizar tais operações”, refere o acordão.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) condenou o BPN a devolver 3,584 milhões de euros com juros desde Abril de 2006, ao Instituto Missionário da Consolata, com sede em Fátima que, durante um ano, entregou essa quantia a um gestor daquele banco que prometia juros mais elevados do que os do depósito a prazo. O bancário utilizou antes o dinheiro para investir na Bolsa e perdeu-o.

Fonte

2011, um ano feliz

Aqui no Aspirina B, pelo menos. Senão, veja-se. Em Maio o Vega9000 juntava-se à malta como autor. Sendo já um blogger de mão-cheia noutros poisos, e uma presença marcante nas nossas caixas de comentários, veio espalhar entre nós a sua criatividade, excelente humor e entusiasmo cívico com plenos recursos de publicação e edição. É dele, e de longe, o maior sucesso de popularidade do ano – Pequenas arrelias do consumidor – com 19 referências no Twitter e 320 no Facebook. Uma maré de gente a aplaudir. Em Junho foi a vez da Penélope aceitar duplicar o contingente feminino, dando-nos a honra de se iniciar connosco nestas lides blogosféricas como autora. Sou fã da sua atitude frontal, da análise perspicaz e do estilo contundente. E em Setembro foi a vez de chegar a guida, também usual comentadora e desconhecendo por completo os bastidores de um blogue. Para além de, em 6 anos de existência, havermos finalmente atingido a paridade sexual na equipa de autores, um feito importantíssimo por todas as razões e mais duas, a guida têm-nos oferecido verdadeiras pérolas de uma crítica política original, onde a delicadeza é feroz e a ferocidade delicada. E se ainda lembrarmos que a Isabel Moreira começou a passear por cá os seus tão subidos conhecimentos, e a admirável paixão por isto de vivermos juntos e termos de nos governar como se fôssemos adultos, desde Dezembro de 2010, o que corresponde ao período pré-2011, podemos afirmar que o ano passado foi feliz do princípio ao fim e sem um único dia de descanso.

Este é também o momento para agradecer aos amigos que nos abraçaram com a sua simpatia e generosidade nestes tempos de celebração colectiva. Que façam a melhor festa de todas, aquela que não vem marcada no calendário nem pode ser planeada: a intempestiva, inefável, inconcebível fruição do mistério de ser.

(estes são os nomes daqueles que nos deixaram votos festivos, e é altamente provável que tenha deixado escapar alguém – as minhas antecipadas desculpas)

Teofilo M.
mdsol
a.r.
Dédé
Rita Vasconcellos
Morto de Riso
António P.
Marco Alberto Alves
edie
joão viegas
§
blablazada
Jnascimento
Manuel Pacheco
mais_outro
jpferra
reis
jose albergaria
Ana Paula Fitas
Kaos

Impressionar à borla, brilhar de graça, seduzir sem gastar um tusto

Study Assesses Pain Relieving Benefits From Music
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Using MP3 Players at High Volume Puts Teens at Risk for Early Hearing Loss, Say Researchers
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Aging Brains Match Youth in Some Mental Tasks
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Study Links Quality of Mother-Toddler Relationship to Teen Obesity
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Diet Patterns May Keep Brain from Shrinking
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Should you keep your New Year’s diet a secret?
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The Importance of Making Holiday Memories

5 de Junho já passou e correu mesmo bem, agora toca a unir esforços, até porque o povo tem mais é que sofrer depois de ter andado a votar naqueles criminosos que gastaram o dinheiro todo mal gasto em serviços públicos e apoios aos desfavorecidos e investimentos em educação, tecnologia e ciência, que nojo

Durante muito tempo vivemos a ilusão do consumo fácil, o Estado gastou e desperdiçou demasiados recursos, endividámo-nos muito para lá do que era razoável e chegámos a uma “situação explosiva”, como lhe chamei há precisamente dois anos, quando adverti os Portugueses para os riscos que estávamos a correr.

[…]

Somos todos responsáveis. Esta é a hora em que todos os portugueses são chamados a dar o seu melhor para ajudar Portugal a vencer as dificuldades. Trabalhando mais e apostando na qualidade, combatendo os desperdícios, preferindo os produtos nacionais. Deixando de lado os egoísmos, a ideia do lucro fácil e o desrespeito pelos outros.

[…]

Nenhum Português está dispensado deste combate pelo futuro do seu País.

Este é um tempo de união de esforços. De nada adianta dividirmo-nos em lutas e conflitos sem sentido. Não devemos desviar as energias daquilo que é essencial para enfrentar os desafios do presente.

Não é combatendo-nos uns aos outros que conseguiremos combater a crise.

Diz que é uma espécie de Presidente da República

Bute escolher a bacorada do ano

Este ano agora findo foi vintage para a recolha de bacoradas. Após um esforço titânico, consegui reduzir o lote a 25. Significa que menos de 250 não faria sequer justiça à produção registada, e que à volta de 2 500 citações seria a quantidade mínima para termos uma perspectiva aproximada do conjunto. Eis o que a elite política pensa da nossa inteligência.


Pós-verbalismo

Jantar com 20 pessoas. Média de idades de 30 e poucos anos. Depois da paparoca, metade do grupo fica a tirar fotografias entre si, a outra metade agarrada aos telemóveis a jogar.

Não se trata de decadência porque a decadência seria sempre mais interessante.

Coisas boas

Tiago Barbosa Ribeiro está de volta às lides blogosféricas com O Portugal Futuro. É mais uma fonte de inteligência política à esquerda que agora recomeça a actividade sob os teleológicos auspícios de Ruy Belo.

Pedro Lains inova na blogosfera nacional ao aderir ao crowd funding. Tendo em conta que esta é uma voz especializada em economia onde vigora a honestidade intelectual, há uma altíssima probabilidade de que o dinheiro angariado seja revertido em benefício da comunidade. Claro, se ainda der para ele comprar um Porshe, também não virá daí grande mal para as finanças públicas, disso podemos ter a certeza.

Uma dos melhores pedaços de cinema que vi este ano foi-me oferecido pelo O Homem Que Sabia Demasiado, aqui: “Soy Cuba”