Crato, enfia o oxímoro na paideia

Estamos a trabalhar para que a Ciência em Portugal seja cada vez melhor, para que haja cada vez mais cientistas e mais jovens interessados na Ciência.

Crato, 16 de Dezembro

Ministro diz que orçamento reduzido da Fundação para Ciência e Tecnologia é “adequado”

Crato, 4 de Janeiro

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Para além das pulhices, canalhices e filhas-da-putice que caracterizaram a estratégia dos partidos da direita contra Sócrates e quem o apoiasse, os publicistas da gente séria tinham, e continuam a ter, especial gozo em atacar tudo o que cheirasse a inovação e tecnologia. Por isso vimos o frenesim com que o programa Magalhães foi achincalhado, tendo-se vilipendiado todos os seus fundamentos e objectivos, desde a licitude dos acordos de produção à validade pedagógica e valor comercial. O mesmo para o investimento nas energias renováveis. O mesmo para o fabrico de carros eléctricos. O mesmo para a remodelação do parque escolar. Nada que o Governo PS fizesse na área do desenvolvimento podia ser recebido como um contributo para o bem comum, era necessário cobrir de lama os projectos e as centenas ou milhares de pessoas envolvidas nas diferentes fases, nos diferentes institutos e instituições, nas diferentes partes do nosso país e da nossa sociedade. Os direitolas não suportam o talento alheio, é-lhes especialmente doloroso constatarem pela obra de terceiros a bela bosta que são.

O tragicamente curioso, e supinamente avacalhante, foi observar a colagem dos imbecis do PCP e do BE a esta fúria anti-científica, anti-cultural, anti-civilizadora. Para os imbecis o que mais importava, o que só importava, era ver o PS destruído, por isso alinharam em júbilo nas campanhas difamatórias, saindo logo para a rua de archotes na mão à procura dos corruptos socialistas e suas negociatas diabólicas com os capitalistas e imperialistas. O racismo ideológico do PCP e do BE serviu às mil maravilhas os propósitos da direita mais decadente que Portugal conheceu depois do 25 de Abril.

30 thoughts on “Crato, enfia o oxímoro na paideia”

  1. ò zézinho valupintas, vou ter de discordar do teu repetente vomitório panegírico socrático – que tédio, foda-se, esta tua penitência de ilusão redentora, mas, pronto, tu gostas de auto-sodomização e, pelo vistos, não há cura para essa anquilose metro-socra-sexual.

    É verdade que o socrates endividou o país para pagar a saude, as autoestradas, as escolas , as forças policiais e militares que seguram o estado, os tribunais, as finanças, os caminhos de ferro, e os salarios dos funcionarios estatais… mas,

    1-endividou o país para pagar a saúde. FICOU a dever 3.000 milhões e não melhorou nada.
    2- fez as autoestradas. FEZ 53 PPP com dívidas por 75 anos.
    3- fez as escolas. FEZ ajustes directos aos amigos.
    4- as forças policiais e militares que seguram o estado. FICOU a dever sobre a GNR e PSP 74 milhões à Segurança Social e admitiu militares contra a lei.
    5- os tribunais. DIAP abriu inquérito-crime ao Campus de Justiça. Tribunal da Maia investigado.
    6- os caminhos de ferro. NEGÓCIO do século TGV suspenso por irregularidades TContas.
    7- e os salarios dos funcionarios estatais. DEU-LHES um aumento de 2,9% em 2009 para votarem nele nas eleições. Apesar de ser contra a lei admitiu mais 6.500.

    O Estado foi uma ferramenta que serviu ao sr. Socrates para ganhar eleições, tornando-o num gigante que come 50% da riqueza do país. Abalou para o estrangeiro e os que estão cá tem de pagar dívidas de 180.000 milhões!

    Por vezes os eleitos não tem culpa. Culpa tem quem vota neles mais do que uma vez.

    Por isso que paguem 180.000 milhões.

    Sem bufar.

    Se bufarem pagam na mesma.

    Do que vale essa treta messiânica da inovação socrática neste país falido?

    Valor pedagógico dos Magalhães? Vou estrebuchar a rir com a tua anedota … nã sabes do que falas, tá visto. Dinheiro deitado ao lixo, pura e simplesmente. Como tantas outras merdas alucinadas que derreteram dinheiro impunemente.

    Se queres alucinar como deve ser, pelo menos toma uma merda genuína que te dê uma moca a sério … a zurrapa que bebes todos os dias deixa-te nessa miséria de vómitos socrónicos.

  2. Oh, Val, não me lixes. Sabes tão bem (melhor!) como eu que a esmagadora maioria dos projectos em ciência e tecnologia da última década (e repara como estou a ir mais além do que os governos PS) foram excelentes ideias, implementadas de forma execrável.

    E não me faças falar do Magalhães. Melhor ideia de todas – implementação de merda. Tens filhos? Pois eu tenho uma filha na idade escolar correcta, comprei o Magalhães ao preço máximo (não tenho, e bem, apoio escolar), e foi usado duas vezes no ano passado, e ainda nenhuma este ano.

    Felizmente, e também derivado aquilo que faço da vida, fui fomentando o seu uso para tudo e um par de botas (incluíndo o uso do Scratch – http://kids.sapo.pt/scratch/ – esse é que devia vir de origem), mas não é isso que acontece na maioria da população.

    E queres falar dos postos de abastecimento para carros eléctricos? A sério? Era mesmo necessário postos em todo o país para um produto que ainda não existia (nem vai existir de forma massificada – os carros de carregamento eléctrico directo têm os dias contados para os de célula de hidrogénio)?

    Podia estar aqui o dia todo a dar exemplos de boas ideais completamente arrebentadas pelos governos…

  3. hugo luis, tu passeias-te por aqui por ordens do médico?
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    Jnascimento, na paideia é um descanso, como diziam alguns gregos.
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    Marco, é uma desgraça não te termos a ti no Governo para finalmente se implementarem como deve ser essas ideias excelentes de todos os Governos. Mas tu estás a dar exemplos que misturam o anedótico com o profético. Repara, não existe correlação directa entre o programa Magalhães e o uso que os professores da tua filha dele fizeram. Percebes isto, não percebes? E se as células de hidrogénio são o mais promissor substituto dos motores a combustíveis fósseis, tal tecnologia ainda não está capaz de dar soluções industriais, nem se sabe quando estará. Entretanto, os carros eléctricos foram amadurecendo e já entraram no mercado. De repente, é apenas uma questão política e industrial para o crescimento dessa oferta. Mas se calhar tu preferias que os portugueses começassem a comprar carros eléctricos e, só depois de se ter atingido um número suficiente deles parados frente à casa dos seus proprietários, pensar em construir a rede de abastecimento. Lá está, alguém te devia pôr no Governo para mostrares aos indígenas como se faz.

  4. se considerarmos que o Crato até fez um bom estágio na fundação dos azeiteiros da J. Martins, o oximoro tá mais que explicado.

  5. Ola,

    Bom, a expressão “racismo ideologico” num post que critica um oximoro (ou uma contradição, como poderiamos dizer mais simplesmente, pondo em pratica os sabios preceitos do Vega) mostra que as deficiências do sistema de ensino são de tal ordem, que nem sequer se mostrou capaz de fazer com que desenvolvesses até ao seu expoente maximo as tuas capacidades de dizer coisa com coisa.

    O resto não digo que não.

    Boas

  6. se calhar pagam-lhe para tirar oxiúros do nariz e enfiá-los na peida, não tem nada de mal e não é anticonstitucional.

  7. Val, para a próxima vez em que te der esse irreprimível desejo de enaltecer a governação Sócrates, vê lá se tens mais cuidado nos exemplos que escolhes, que desta foi mesmo uma desgraça, desde a cena marada dos carros eléctricos (aqui ao pé de casa tenho um daqueles pilares para abastecimento, para não ser 100% prejuízo achas que podia ser transformado para carregar telemóveis?) até à Parque Escolar, que até foi um programa útil e adequado à conjuntura económica mas que logo teve de ser usado e abusado com maningue de adjudicações directas, para encher os bolsos ao pessoal do costume, passando pelo Magalhães (outra negociata com Fundação manhosa à mistura) e que se teve o mérito de fazer chegar o 1º computador a muitos putos, em termos pedagógicos posso-te dar o exemplo de para que serviram/servem dois que tenho cá em casa: ZERO. Quanto às renováveis acho que somos todos a favor, a porra é termos de pagar nas facturas de electricidade TRÊS vezes mais do que aquilo que consumimos de energia.

  8. Val, precisamente por não existir “correlação directa entre o programa Magalhães e o uso que os professores” lhe dão é que foi pessimamente implementado. O programa Magalhães, por si só, não vale a ponta de um corno. Distribuir computador a garotos filhos de info-excluídos é a mesma coisa que dar tijolos caros. Devia ter existido uma política agressiva para a educação em novas tecnologias, com objectivos claros e concretos, que os professores tivessem que atingir. O resto é treta.

    (nota que nem sequer tergiverso sobre as sombras do negócio – para mim, foi limpinho; se é a JP Sá Couto que detém a licença de comercialização sobre o Intel Classmate, queriam o quê?)

    Diz-me cá, os postos de abastecimento de gasolina estavam espalhados por todo o país antes de termos parque automóvel? Isso impediu a explosão desse mesmo parque automóvel no pós-guerra? Não foi essa mesma explosão que levou à proliferação dos postos de abastecimento.

    Os postos de abastecimento eléctrico foram uma cagada das grandes. Até hoje, para apenas um modelo comercializado em Portugal, o Nissan Leaf (a gama ZE da Renault está anunciada, mas ainda não é comercializada). Esse Nissan Leaf, que é um pequeno carro da classe do Opel Corsa, Ford Fiesta e semelhantes, custa cerca de 30.000€, que já incluem o bónus de 5.000€ do governo. Bom negócio para a Nissan, que pode argumentar com a presença dos tais postos, mau negócio para quem não tem dinheiro nem para o tal Corsa, que custa cerca de um terço – mas vai ter de pagar os postos no país todo.

  9. querido dede, a minha filha também tem o magalhaes, e vou-te dizer daqui do meu cantinho, que utiliza muitas vezes para tirar duvidas que lhe aparece nos trabalhos escolares, naquela coisa que la tem dentro que se chama Diciopedia, percebes?. Ela com sete/oito anos ja mexia sem complexos nenhuns num computador, aprendeu hábitos de consulta na internet, coisas que muita gente com mais instrução e idade dela ainda tem medo de fazer.
    Em tudo na vida há prós e contras, mas os que “odeiam” o Socrates só lhe vêem os contras.
    Temos pena…

  10. é val, tentar puxar a carroça com burros teimosos não dá mesmo. os pápás, coitados, não sabem o que fazer com os computadores que deram aos pequenos (eh pá deixam-lhes ver o homem aranha). o outro cromo acha que o socras gastou 180 mil milhões e nem uma scutezita feita pelo socras consegue enunciar. o outro é contra as energia renováveis porque é, não percebendo o que pilhas de combustível e baterias é tudo uma questão de oxi-redução (pá tens aí uma pilha de combustível à mão para eu usar na minha máquina?). isto é mesmo uma cambada de atrasados mentais que querem permanecer mesmo atrasados. quando os países mais avançados estiverem claramente à nossa frente na implementação das energias verdes então aí temos o direito poder segui-los tal como fizémos no passado com grande sucesso, como se sabe. o bom é nada fazer para depois não se ser criticado. ou então destruir (a filosofia da velha manela) tudo o que anteriormente foi feito. é capaz de ser isso mesmo.

  11. tadinhos dos chinocas, compraram a edp por causa das renováveis e afinal o futuro está nas células de eugénio, esfrega com força que tens direito a 3 desejos.

  12. Dédé, tens de entrar para o Ministério Público, ou para a Judiciária, e começares a mostrar serviço nessas áreas em que reclamas profundo conhecimento.
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    Marco, podes ter as mais desvairadas opiniões sobre o programa Magalhães e a aposta do anterior Governo no parque automóvel eléctrico, o qual incluía acordos com a Renault e a Nissan e fazia parte de uma estratégia integrada com o sector industrial automóvel português. Podes e deves. O que não te fica bem é julgares que o que te aconteceu a ti, por seres encarregado de educação, é suficiente para avaliares a potencialidade de um instrumento que dependia da adesão dos professores para funcionar, muitos desses professores estando contra toda e qualquer medida do Governo e interessados em boicotar todo e qualquer mérito do Magalhães, por um lado, e também não te fica bem negares a evidência de serem as estações de carregamento para carros eléctricos uma necessidade para a adesão dos compradores, pelo outro.
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    jpferra, nem mais.
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    assis, exactamente.

  13. eu venho deixar uma crítica à remodelação do parque escolar, não posso não a fazer: a preocupação com a arquitectura e estética, sem dúvida alguma bela, descurou uma outra bem mais importante para a comunidade educativa – a da prevenção e segurança: janelas grandes, enormes, que abrem lateralmente para fora; vidros com arestas recortadas por lapidar, recintos – em zonas de recreio – envidraçados; escadas sem corrimão; elementos de iluminação artísticos que não fubcionam por consumirem electricidade em exagero. fico triste porque é nas escolas que as pessoas se fazem gente. :-(

  14. @ olinda: vê se mesmo que nunca frequentou uma escola publica anterior as remodelações. Se você soubesse a miséria que era antes estava mas é caladinha. Podia ser melhor? Podia mas a outra opção seria ficar tudo como era: sem recintos, sem escadas e sem vidros. Uma bela merda!

  15. eu posso fazer de conta, Andre, que não estou a ver a ignorância, a tua, no que concerne ao conceito de remodelação – fazes-me lembrar das arquitecturas que esquecem as rampas para quem não tem ou não pode usar as pernas. os critérios de remodelação não podem basear-se na estética e no pseudo-conforto, apenas, sem atenderem à segurança para a salvaguarda de pessoas. e também estás enganado quanto a eu não conhecer a realidade das instalações escolares antes e após as remodelações – ou não tivesse já concebido mais de cem planos de emergência internos nas escolas em alguns concelhos do país e não estivesse a dar conta de projectos de prevenção noutras.

    (a tua mentalidade, bem esbelta, só altera quando um filho ou um sobrinho teu cair de uma janela ou escoriar-se num vidro. aí, com toda a certeza, não te faltará o dedo para apontares – o mesmo dedo que nessa altura vai cheirar-te a merda)

  16. Quem não morrer já vai ver fazerem justiça a Sócrates. Muitos há que já se arrependeram de o derrubar. Estão melhor agora não estão? Aguentem!

  17. Tinha que vir a Caralinda molhar na sopa…
    Cabrão do Sócras que não vistoriou a merda que a patobravagem fez nas escolas.
    Repara que estou a fazer fé na tua palavra. Podia dar-se o caso de estares a inventar merda só para aproveitares a boleia dos outros filhos da puta que largaram bostas ressabiadas antes de ti.
    Podias ser mais uma daquelas tachistas parasíticas a quem o Sócras tirou a mama.
    Mas nada disso se passa, pois não, Diolinda?

  18. Olinda, Vieira, Olinda. e fazes muito bem em fazer fé da minha palavra porque denuncio factos muito mais do que acuso cabeças – a inteligência e o bom senso inibem-me de querer colocar capacetes brancos e botas de biqueira de aço nos governantes: as hierarquias existem, assim como a descentralização do poder. falo de mentalidades por avançar, do culto da beleza em ascenção e da falta de preocupação com o essencial.

    (e não, nunca mamei – nem tenciono mamar – a não ser por amor.) :-)

  19. Parece que Sócrates não era infalível, errava, tinha dúvidas e uma ladainha por aqui fora, que esteve para aí uns seis anos no governo.
    Mas os calimeros sempre perceberam que errar é humano. O que não lhe perdoam é ter dado condições ao filho da empregada doméstica para poder aceder ao curso de medicina, arquitetura, engenharias, etc, cativando as cotas “reservadas” aos filhotes de papás que, por menor mérito relativo, se viram impedidos de frequentar os mesmos cursos nas faculdades portuguesas. E claro, que depois também ocupam postos de trabalho públicos, e enfim. o Estado, que sempre bastou a uns poucos (bem generosos era por sinal, veja-se o exemplo de Assunção Esteves, reformada aos 42 anos com 7 000 e tal do TC, por dez anos de serviço, e etc..e etc. e tal, não podendo acumular e outros exemplos mais não faltarão), é agora padrasto, pai tirano, e outras coisas mais freudianas, sei lá eu.
    Democratizar o Estado?
    Um manguito, foi o que a direita fez, com o apoio da extrema esquerda…

  20. Cala-te, minha maluca brejeira, não me ponhas em ponto de rebuçado ;P

    Ó minha linda, tu percebes que no contexto em que inseriste a tua crítica esta perde o carácter de opinião honesta para ficar ao nível do sound bite politiqueiro dos teus antecessores?
    Não te parece que, por muito que um líder seja o derradeiro responsável, há que saber distinguir que entre a concepção e a execução existe todo um recheio viciado que desvirtua qualquer iniciativa num país como este?
    Por exemplo:
    -De quem quem é a culpa se um professor colocado num CNO não concordar com o conceito ( é mato!) e for displicente? É do projecto ou de quem o concebeu?

    Tenho um amigo professor que se queixava da megalomania que era implantar salas climatizadas na sua escola. Infortunadamente para ele frequentei esse mesmo establecimento e lembro-me das condições desgraçadas que o caracterizavam.

    Querida Berlinda, se não entenderes o meu ponto de vista, não vale a pena continuar a serrar presunto. Amigos na mesma :)

  21. Valzinho, claro que me passeio aqui por ordem do médico; sou o tipo que vem supervisionar se o médico está a fazer bem o seu trabalho e se voçês – aqui no manicómio das alucinações socragénicas majors – estão bem presos à cama e a tomar a medicação … e se não vão infestar as outras alas de doentes neuróticos, portanto menos afectados, com a vossa psicose delirante. Já percebeste, ou queres que te faça um desenho, doido valido?

  22. fazes bem em não tentar, Vieira, porque não chegas lá: é falta de apuro, sim, não perceberes que quando quero dizer que este ou aquele é um ogre-cabrão que não fez isto ou aquilo o faço sem qualquer vergonha nem preocupação com o que quem vier a seguir diga ou pense – o presunto é serrado na hora. :-)

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