Isto tem um nome, aliás vários

«Na sua intervenção, voltou a alertar para o problema da sustentabilidade da segurança social que considerou ninguém querer enfrentar, para as dificuldades de integração de muitos imigrantes - que vivem "em servidão" em Portugal - e a criticar o atual modelo de IRS jovem, que classificou como "iníquo", deixando um conselho para que os mais novos tomem conta do seu futuro se querem mudanças reais no país.

"A malta que está na política não tratará. Conheço-os todos. A maior parte da malta que está na política quer estar lá. Quer fazer como o dr. António Costa, gerir o dia-a-dia. Arranjar empregos para os amigos. Colocar os apoiantes. Controlar. Mandar, ser obedecido. Porquê? Porque essa é a natureza do poder", considerou.»

Passos Coelho´

Com Cavaco foi muito pior, no discurso solene da tomada de posse, em 2011. Com Passos foi apenas numa instituição de ensino superior; coisa rasca, portanto. Onde ambos estão em perfeita sintonia é na hipocrisia gongórica com que atacam a classe política que lhes deu tudo, de que se serviram, que fruíram até ao limite das suas possibilidades. E no sonso, cínico, populista apelo aos “jovens” para se levantarem e tomarem a Bastilha (ou será a pastilha?) com a sua pureza. A mesma pureza que Cavaco e Passos ostentam, irradiam, quando chicoteiam a malandragem que só quer mandar para oferecer cargos aos amigos. Como o Dr. António Costa, explicou pedagógico o Pedro. Ou Sócrates, diria Aníbal, o mentiroso (o Sócrates, jamais o Aníbal).

Estes números de circo são, sob qualquer ângulo de análise, paradoxais? Sim, mano, mas não só. Também são caixas de Petri da decadência da direita portuguesa. Que começou em Cavaco, com a sua primeira maioria absoluta, e teve em Passos Coelho o seu apogeu. Apogeu provisório, claro. Estes amigos são capazes de ainda bem pior.

2 thoughts on “Isto tem um nome, aliás vários”

  1. Tão preocupado com a direita portuguesa. Só não chora quem não tem coração , realmente.

  2. «A maior parte da malta que está na política quer estar lá. Quer fazer como o António Costa, gerir o dia-a-dia. Arranjar empregos para os amigos. Colocar os apoiantes. Controlar. Mandar, ser obedecido. Porquê? Porque essa é a natureza do poder”, considerou.»

    O Passolas está coberto de razão. É isto mesmo.

    Do discurso da Múmia Cavaca em 2011 não me lembro e não tenho agora pachorra de o procurar, mas se disse o mesmo ou parecido também tinha razão.

    São ambos hipócritas pois também mamaram toda a vida na política? Com certeza. E não mencionaram os tachos e todas as facilidades e regalias a que a pulhítica realmente dá acesso, todas as portas que abre, as reais razões materiais que movem estes partidos e quase todos estes pulhíticos, a começar pelo Centrão. Mas o pouco que admitem não deixa de ser facto.

    O Passolas, esse jotinha medíocre, até foi modesto: só lhe arranjaram aquele tacho universitário. A Dona Portas, a irrevogável, deve mamar vinte vezes isso. A Múmia chupou na SLN, mais tachos e famelga. E a pandilha da Múmia, os Loureiros e Oliveiras e Amarais, até o anão Mendes saca muito mais que ele. Para não falar no compincha Relvas, o Doutor Trafulha.

    Toda a gente o sabe, apenas ninguém tem coragem – fora o chungo Ventura, que é cobarde mas sente-se invencível – de encostar o dedo ao nariz destes chulos, destes parasitas, destes pulhas PS-PSD-CDS que há décadas governam e se governam à custa do país, e chamar-lhes alto e em directo aquilo que eles são. Esta canalha permanece impune no seu ‘bom-nome’.

    Para manter essa impunidade, neste caso a do PS, temos os volupis e Pedros Marques Lopes nos blogs e nos merdia sempre prontos a atacar o “populismo” de quem aponta a podridão e a transformar qualquer denúncia num “ataque à democracia”. Como se cá houvesse tal coisa, e como se este putedo fosse coisa séria. Depois admiram-se do sucesso dos Venturas.

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