Todos os artigos de Valupi

A pátria da cidadania

É preciso evitar que o Partido Socialista siga o exemplo dos partidos da direita relativamente ao período anterior. Eu acho fundamental que haja, na estabilização da vida democrática, respeito pelos adversários. Porque eu penso que um dos erros que nós cometemos no passado foi justamente haver uma oposição que deixou de ser uma oposição política para ser uma oposição pessoal, muitas vezes com ataques de carácter, porque isso retira condições de governabilidade. Eu acho muito importante que o actual Governo, Primeiro-Ministro e os seus Ministros, sejam respeitados pela oposição e que não se entre por ataques desse tipo. Eu acho que foi um exemplo mau no passado, que era bom evitar, e espero bem que o Partido Socialista mostre essa responsabilidade de, não digo, obviamente, de colaborar com o Governo – pode fazer oposição política, e é natural que o faça, e fatalmente tem que o fazer, e é bom que o faça – mas não esquecer que quem governa é o Governo, que tem de ter condições de governabilidade, e que se abstenha de uma oposição caótica, descoordenada, nomeadamente no plano da descredibilização da própria política. Nós estamos a pagar um preço caro, porque hoje bem vemos que os portugueses têm pouca fé nos políticos, houve aqui uma descredibilização geral da classe política, e penso que é muito importante que os políticos tenham credibilidade, e tenham autoridade, e possam governar, porque sem isso não podemos sair da situação em que estamos.

Daniel Proença de Carvalho

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Daniel Proença de Carvalho é de direita. É verdadeiramente de direita, por isso é alguém cuja intervenção pública promove a decência como condição sine qua non do bem comum e da realização plena da liberdade cívica. Alguém verdadeiramente de esquerda fará exactamente o mesmo, vote em que partido votar e defenda que tipo de regime defender. Porque a única política de verdade que deve ser admitida numa democracia é esta: quem usa o moralismo para atacar governantes e opositores está a imitar a essência das tiranias – devendo nós correr para as muralhas da cidade e defendê-la implacavelmente contra tamanha perversão.

A dimensão, nunca antes vista em Portugal, dos assassinatos de carácter a que Sócrates foi sujeito, e que prosseguem, nasceu da conjugação de dois moralismos entranhados profundamente nos tecidos psicossociológicos ainda estruturantes da sociedade: o moralismo da esquerda sectária e fanática, onde o PS é um alvo mais desejado do que a direita e onde se cultiva um racismo ideológico que impede qualquer acordo com a alteridade; o moralismo da direita pançuda, a tal gente séria que se serve do rótulo “direita” para reunir interesses que não ultrapassam os apetites pecuniários dos envolvidos. Dada a decadência intelectual do PSD e do CDS, incapazes de apresentarem projectos políticos que vingassem – ou pelo menos se afirmassem – pelo seu mérito, restou a ambição furiosa que não conheceria limites. O sucesso, a mera continuidade, das ininterruptas golpadas muito deve ao que BE e PCP igualmente fizeram e deixaram fazer, nuns casos alistando-se nas campanhas de difamação e calúnia, noutros assistindo calados e risonhos à putrefacção da vida pública. Até que se chegou ao ódio, e o ódio invadiu o ambiente político e social de forma estratégica.

Proença de Carvalho, mais à frente no programa, nomeará o ódio com sentido asco e pesar. Um ódio que teve no Presidente da República o seu principal mentor. E que gerou casos de desvario patético, para sempre cobrindo essas personalidades de ridículo, como aconteceu com Pacheco Pereira, Mário Crespo, Manuela Moura Guedes, Ferreira Leite, José Manuel Fernandes, Eduardo Cintra Torres, Henrique Neto, Manuel Maria Carrilho e tantos outros exemplos de psiquiatria política. Cairá o PS em igual degradação? O repto do Daniel, embora legítimo e oportuno enquanto balanço do passado, parece desfocado. Não se vê quem no PS pudesse seguir por essa via sem com isso comprometer o apoio da maioria da sua base eleitoral, o tal milhão e meio que sobreviveu a todas as atoardas. Para estes militantes e simpatizantes, a experiência de verem o nome do seu partido, dos governantes socialistas e de todos os funcionários administrativos ligados ao Estado em permanente fogaréu de suspeições na comunicação social – dominada na sua quase totalidade pelos conspiradores – foi tanto um teste radical à sua resistência afectiva como à confiança na inteligência própria. Para estes cidadãos, só pode haver tolerância zero na eventualidade de semelhantes condutas por parte de dirigentes e representantes do PS.

O que nos leva para uma constatação terrível e esperançosa. Terrível, porque ilumina uma esfera de representação política onde 3/4 dos deputados são afectos a partidos que actualmente, de uma forma ou de outra, não cultivam a decência como valor fundante do regime democrático. Esperançosa, porque a maior parte dos portugueses, incluindo muitos que nunca votaram e muitos que deixaram de votar, encontrarão no ideal da decência a pátria da cidadania.

Good food for good thought

4. Use failure as motivation.

Things aren’t always going to go your way, no matter how well you and your teams properly align with your goals. Sometimes we need a good kick to get us going. Sometimes we need the pain of failure to reset, revise, and reassess. Are you taking risks? Are you failing? If so, good going.

Winston Churchill failed grandly more than once, and was famously cast to the political “wilderness” and then came roaring back to lead the British resistance. Steve Jobs was fired from the company he founded but through persistence ultimately came back to save it from extinction. Hillary Clinton failed to win the presidency but then became a powerful and respected Secretary of State. Each of them, in their own way, failed, learned from their mistakes, and most importantly, persisted in the face of failure. Phoenix rising is the way of the world today and we are in the midst of its widespread occurrence.

5 Ways To Discover And Develop Your Unique Strengths

Impressionar com pastéis de nata, brilhar na EDP, seduzir na Águas de Portugal

Seven Factors Reveal Why Women Don’t Run for Office
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Your Bullying Boss May Be Slowly Killing You
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Dark chocolate and red wine are heart-healthy foods of love, dietitians say
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Mindfulness Key to Losing Weight While Eating Out
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The Advantages of the Middle-Aged Brain
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Men Spend The Big Bucks When Women Are Scarce
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Couples’ Friendships Make for Happier Marriages, Relationships
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Infants Possess Intermingled Senses
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You Say You Don’t Care About Dating A Hottie?

Talvez

Talvez o facto mais extraordinário a respeito do Governo, e da política de terra queimada que levou o PSD à conquista do poder contra os melhores interesses de Portugal, seja constatar a negação de tantos acerca desta evidência ofuscante: Passos e Relvas são a chave interpretativa um do outro.

Assim que tivermos um novo Governo, sobem-nos logo o rating, garante quem sabe disto

Carlos Moedas diz, em declarações à Lusa, que os mercados «olham para uma nova equipa de gestão como uma boa notícia», porque «há muito tempo não dão credibilidade ao Governo português».

«Assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal», assegura.

«Com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o rating, não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 meses, ainda não se sabe quando haverá um novo Governo», acrescentou.

Fonte

Acabe-se com os estudos, nem que seja à bomba

Aguiar-Branco, um retinto representante do ex-partido, e actual empresa, designado pela sigla PSD, useiro e vezeiro em cavalgar todas as ondas difamatórias que tiver à disposição por achar que é isso o fazer política, é tão ressabiado que acabou por dizer esta enorme verdade sem querer: afinal, nos últimos 10 anos não se gastou um tusto com TGV’s e terceiras travessias do Tejo e aeroportos e todas essas supostas obras faraónicas que nos teriam levado à bancarrota por exclusiva responsabilidade de um partido, de um Governo ou de um homem – não, nem sequer 1 metro de alcatrão, nem sequer 1 quilómetro de carril, nem sequer uma nova bandeirola para os aviões se encontra na paisagem. Qual foi então o problema? Os estudos, que terão custado milhões. Quantos milhões, não disse, e provavelmente não sabe. Fica a imagem, milhões e mais milhões, sejam 2, 20, 200 ou infinitos.

Solução de Aguiar-Branco: passar a investir tudo na exportação de material de guerra, sem estudos mas com muito conhecimento. Vai ser bombástico.

8it8

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Cada edição da revista terá um tema específico, o qual os artistas seleccionados serão convidados a interpretar através de imagens.

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Bora lá ver

Petições há muitas, seu palerma

Existem géneros bem diversos no jornalismo, como a notícia, o artigo de opinião, a reportagem, a crónica, a entrevista. Ninguém os confunde conceptualmente, e não é difícil distingui-los mesmo quando aparecem mesclados. Pois bem, a que género pertencerá esta coisa cujos únicos objectivos são os de promover o ódio contra um cidadão usado como bode expiatório em manobras de diversão e de fomentar um ambiente de incitamento à criminalização de políticos?

Trinta e dois mil querem Sócrates em tribunal

A coisa esteve em destaque na edição digital do DN durante horas e horas nesta quarta-feira, tendo sido o único órgão de comunicação social a fazê-lo. É que nem sequer o Correio da Manhã a tal coisa fez qualquer referência especial ao longo do dia*, por impossível que possa parecer. Acontece que a coisa não vem assinada, pelo que não podemos saber de que cabeça nasceu. E como seria interessante descobrir a pena que deu ao estimado leitor este encadeado de obscenas tangas:

Às 12.20 desta quarta-feira, o texto tinha sido subscrito por 32049 pessoas (apesar de existirem assinaturas não reconhecidas), o que ultrapassa claramente o número de quatro mil subscritores necessários para o texto subir a plenário da Assembleia da República. Desconhece-se se o seu autor promoverá a entrega do texto junto do Parlamento.

Isso leva-nos para o director do jornal, a quem perguntamos – e lembrando que na passada segunda-feira o jornal de referência (ahahah!) também ocupou durante todo o dia o destaque principal com uma notícia que tinha ficado desactualizada logo pela matina, Sócrates desconhece convocatória para ir a tribunal, mas onde o título sugeria mais uma perfídia do monstro pelo que ficou até à noite como o que de mais importante a redacção tinha para comunicar – se está disposto a dar igual destaque a uma petição online cujo título seja “Petição para julgar na praça pública o jornalista João Marcelino por gestão danosa da credibilidade de um jornal secular”, e cujo texto reze assim: “Para que se apure como foi conspurcada a reputação do DN, e quais as motivações para tal, durante a direcção do jornalista João Marcelino, que diminuiu o já baixo número de leitores que lá encontrou ao chegar e fez do jornal uma referência inigualável em sectarismo passista.”

Se concordares, Marcelino, garanto-te que o número de “pessoas” a assinar a coisa irá duplicar, ou triplicar, qualquer resultado que o bandido do Sócrates tenha alcançado na coisa que te esforçaste por divulgar.

Os podres da governação dos xuxas continuam a ser revelados

Alvo de uma avaliação anual externa, o presidente do comité de avaliação externa, John O’Reilly, em Portugal para a reunião de avaliação relativa a 2011, que decorreu entre 9 e 10 de Janeiro, disse à Lusa estar “impressionado com os resultados e a qualidade da investigação” do programa e recomenda a sua continuidade.

“Os padrões que se estão a atingir e a qualidade são comparáveis aos níveis mais elevados das melhores prestações internacionais na área. Tem sido encorajador ver que mesmo numa altura em que estamos confrontados com uma enorme incerteza na economia, e até em relação ao futuro, se têm continuado a verificar importantes desenvolvimentos”, afirmou John O’Reilly, que é formado em engenharia electrónica, vice-reitor da Universidade de Cranfield no Reino Unido e conselheiro do Governo britânico e da Comissão Europeia na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

O presidente do comité de avaliação externa destacou a importância que este programa teve na aproximação das universidades portuguesas às empresas e ao sector industrial, que permitiu a criação nos últimos três anos de cinco startups, pequenas empresas saídas de investigações bem sucedidas que já conseguiram levar as suas inovações até aos Estados Unidos – onde está localizada a Universidade de Carnegie Mellon – e encontrar um mercado para a comercialização e internacionalização.

Mas John O’Reilley destacou também que a relação de benefícios deste programa se estabelece nos dois sentidos.

“Uma das coisas que aconteceram foi que eles perceberam o calibre do capital intelectual nas universidades portuguesas. As relações que se estabeleceram com este potencial intelectual português foram enriquecedoras para Carnegie Mellon”, sublinhou.

Fonte

Parabéns aos que quiseram a mudança, esta nova realidade

“Não haverá aumento de impostos, de uma forma clara já está demonstrado, o programa demonstra-o”, afirmou Miguel Relvas aos jornalistas após o Conselho Nacional do PSD, que decorreu num hotel de Lisboa. 

“Ou seguimos o caminho que seguimos até aqui e os portugueses têm a alternativa do PS e do engenheiro Sócrates, ou então, se queremos a mudança, se queremos uma nova realidade, se queremos ser capazes de ultrapassar o descalabro a que chegámos, os portugueses têm a alternativa do PSD e do doutor Pedro Passos Coelho”, acrescentou.

Fonte

Por uma questão de segurança nacional

Roubado cofre com o dinheiro das multas de trânsito da GNR de Quarteira

Sete suicídios de polícias em 2011 foram mais do dobro de 2010

Sargento da GNR de Alter do Chão desertou

Homem tentou matar o filho durante o sono com uma faca

PJ deteve em Braga carteiro suspeito de violar correspondência e roubar o dinheiro

Quatro éguas atingidas a tiro, duas mortas, em herdade na Chamusca

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É um grande infortúnio estarmos privados dos esclarecimentos do CDS a respeito da actual situação de insegurança que o País atravessa. Bem sabemos que Portas faria maravilhas com qualquer uma destas notícias escolhidas ao acaso, de imediato alertando os cidadãos para a necessidade de organizar milícias populares em ordem a fazer o que o Governo e o Estado manifestamente não conseguem: acabar com a selvajaria da malandragem com a ajuda das mocas de Rio Maior e de uma retórica alarmista e animalesca. Mas Portas nada nos diz, prefere andar lá por fora no parlapiê com os camones, e isso impede-nos de conhecer a verdadeira extensão e consequências apocalípticas da vaga de criminalidade. O que leva para este sugestivo corolário que merece ser ponderado pelos nossos deputados: após a presente legislatura, o CDS devia ser proibido de participar em futuros Governos – por uma questão de segurança nacional.

Sportinguismo impedido de entrar no Sporting

O Público é um jornal que não respeito, porque não se respeita a si próprio, mas esta situação ofende-me, até porque tenho as quotas em dia há mais de 30 anos: PÚBLICO impedido de entrar em Alvalade

Godinho Lopes borrou a pintura e a nódoa não irá sair. Já agora, as infames imagens do corredor que mostram elementos de claque em poses de claque foram bem escolhidas por algum bacano de uma qualquer agência de publicidade ou design bacana. O problema foi terem sido aprovadas pela Direcção. O clube assume assim não perceber um caralho de sportinguismo, o que é um bocadinho bizarro tendo em conta que insiste em ostentar o nome Sporting Clube de Portugal.

Impressionar na maçonaria, brilhar no Opus Dei, seduzir na Loja Tony Carreira

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Quanto é que os chulos terão gastado só em telemóveis?

Tribunal intimou Gaspar a detalhar despesas com cartões de crédito e telemóveis.

O Supremo Tribunal Administrativo intimou o Ministério das Finanças a entregar à Associação Sindical dos Juízes (ASJP) as despesas do último Governo de José Sócrates com cartões de crédito e telemóveis, assim como as respetivas autorizações para a sua utilização e os beneficiários dos mesmos. A decisão do STA foi tomada no passado mês de dezembro e já não passível de recurso.

Fonte

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Esta é uma das heranças mais interessantes da ousadia do anterior Governo em ter pensado que conseguia reformar a Justiça, ou tão-só tocar nos privilégios da corporação. Os magistrados muito se devem ter rido com a ingenuidade. Seguiram-se as violações selectivas do segredo de Justiça para entregar aos jornalistas da gente séria, as tentativas de criminalização de governantes e esta exigência nunca antes vista em Portugal e cuja intenção é, mais uma vez, difamatória. O sindicato dos juízes quer mostrar que são eles quem manda na República. Se a exigência for avante, abrir-se-á um precedente extraordinário de consequências imprevisíveis. Mas esta é também uma excelente ocasião para os demagogos, ou fanáticos, da transparência virem apoiar, e celebrar, a ASJP na sua perseguição aos governantes, aos políticos e, portanto, aos cidadãos.