Todos os artigos de Valupi

Good food for good thought

“Huge excesses in asset prices and leverage ratios had built up in the financial system in the run-up to the crisis. But conventional economic theory led Federal Reserve chairmen Alan Greenspan and Ben Bernanke and other key regulators to believe that markets were nearly perfect and that they need not even look for excess in the system; they thought they could be asleep at the wheel. Had they been on guard and acted to dampen the excesses when they arose, the crisis would have been less severe or perhaps been avoided all together,” Goldberg says.

Well before the crisis struck, the authors warned of the fatal flaw in contemporary economics: the presumption that market outcomes can be explained as if the future followed mechanically from the past. Puzzlingly, the underlying belief that nothing genuinely new ever happens – that any change and its consequences can be fully foreseen – has survived even the crisis.

Professor: Current Economic Theory Made Global Financial Crisis Virtually Inevitable

Impressionar no emprego, seduzir em festas e brilhar nos jantares

Left is Mean but Right is Meaner, Says New Study of Political Discourse

A Culture of Satire Is Transforming Politics Across Diverse Media

Internet Kiosks Help Reduce Infant Mortality Rates

Higher Levels of Social Activity Decrease the Risk of Developing Disability in Old Age

Strong Link Found Between Victimization, Substance Abuse

‘Social Vaccine’ Protects Women’s Interest in Science

Paper Urges Physicians to Assess Practices for Care of LGBT Patients

Endurance Exercise Prevents Premature Aging

Speaking Foreign Languages May Help Protect Your Memory

Agre-cultura

O nosso amigo vasco alves sugere este texto da Isabel Stilwell: A parva da Geração Parva. É uma prosa que se limita a reproduzir os ditames do bom senso.

E eu sugiro a leitura dos comentários, com 1461 à hora em que escrevo, onde encontramos uma opinião pública entusiasmada com esta nova forma de participação cívica pela escrita sem entraves ou riscos. É só de lamentar que o jornal não tenha um decisor que compreenda a liberdade de expressão. Se tivesse, não censuraria qualquer comentário por ser insultuoso ou usar vernáculo – tal como não lhe passaria pela cabeça impedir os bebés de gatinhar sob o pretexto de ser uma forma animalesca de locomoção.

O agricultor não pode apressar o crescimento da semente. A liberdade demora, e põe à prova a paciência, antes de nos dar frutos abundantes, deliciosos.

Deslarguem-me

Aconteceu-me uma coisa incrível nesta quinta-feira. Estava a arrumar carros ao pé do Galeto, para fazer uns trocos e jantar por lá, quando me surgem à frente, esbaforidos, a Fátima Rolo Duarte e o maradona. Tinham vindo a correr da Almedina, no Atrium Saldanha, onde abandonaram uma selecta assistência reunida para os ver e ouvir. Queriam à força cumprimentar-me, pedir conselhos e sacar autógrafos. O costume. Mas como é que souberam que eu estava ali àquela hora, perguntei fingindo-me da geração Deolinda. Disseram que tinham recebido a informação do jmf1957, via Twitter. Consta que este gajo é um agente secreto famoso pelos seus contactos nas casas de pasto da Capital, está sempre à escuta. Felizmente, não tive de suportar a presença do casalinho por muito tempo, o que seria fatal para a minha recolha de fundos, pois a Carla Quevedo apareceu nem 5 minutos tinham passado. Agarrou uma orelha a cada e abalou com eles de volta para a converseta.

Já não há anonimato como antigamente, é o que vos digo.

Ai Jesus

O Benfica, no começo da época, esteve quase a queimar o principal guarda-redes e a despedir o treinador campeão. Agora, comandam o campeonato da auto-estima com mil pontos de avanço.

Qual é a lição? Nenhuma. E essa é que é a lição.

Cu à mostra no Face Oculta

Neste processo, o presidente do STJ recebeu – desde 5/Agosto/2009 e até finais de Novembro/2010, ou seja, no espaço de quase um ano e 4 meses – seis tranches de escutas (repito, seis tranches de escutas) num trajecto curioso de envio às pinguinhas de escutas que se situavam, no entanto, no mesmo período temporal; algo que, só por si, coloca problemas e perguntas óbvias que qualquer mente humana levantará, nomeadamente em termos investigatórios.

Noronha do Nascimento

Sim, asfixiante

José Alberto Carvalho e Judite de Sousa na TVI

Não temos de nos limitar à dimensão política para ficarmos curiosos acerca do fenómeno: o PS não tem qualquer território demarcado na comunicação social. A TVI do casal Moniz era uma FOX, a SIC é um antro do PSD, o Público continua à espera da oportunidade para completar a vingança por causa da OPA da PT e é um vazadouro de Belém, o Expresso é a SIC que é o PSD, o DN adora Passos Coelho e está farto de Sócrates, o Sol e o Correio da Manhã perseguem e tentam abater tudo o que for socialista. A Renascença é a Renascença. Quanto à RTP, quando não está num rigoroso equilíbrio de representatividade democrática que até obrigou o Pacheco a andar de cronómetro a medir a secundagem das notícias no Jornal da Tarde, permite-se também personagens como Judite de Sousa, abertamente tendenciosa a favor do PSD. A Antena 1 viu uma campanha publicitária à estação censurada num daqueles delírios que uniu comunas e reaças a pedirem sangue, ai dela se mijar fora do penico. E a TSF dá voz a todos – pelo que todos podem escolher o ângulo crítico que preferirem para a descreverem – cumprindo-se na procura de um jornalismo radiofónico de excelência.

Não existem outros órgãos com poder de influência.

Chamem a polícia

Acontece com as crises de regime, porque são espectáculos globais em directo, o mesmo que acontece com a utilização dos computadores: de cada vez que ficam mais rápidos, reduz-se a nossa tolerância à demora com que obedecem aos comandos. Acabamos por sentir a mesma impaciência, ou até uma maior do que a anterior, pois estamos convencidos de que é desta que vamos ter direito à instantaneidade.

O fluxo da atenção concentrado nas imagens e estímulos afectivos que consumimos acriticamente, cuja lógica mediática é a manutenção da ansiedade ou a glorificação do putativo vencedor, distorce os factos: não os que observamos no ecrã, mas aqueles que nos rodeiam. Os mortos e feridos do nosso quotidiano, na violência doméstica ou na estrada, não nos incomodam, muito menos nos comprometemos com alguma tentativa de solução, prevenção ou consolo. Já a exibição televisiva ou relatada da força contra os justos, ou aqueles que escolhemos como vítimas, convoca a nossa indignação e alarme. Queremos ser parte desse espectáculo na exacta medida em que tal participação for impossível. É um género, gostamos do que nos faz sentir a nosso respeito.

Na Líbia não há praças rituais nem romarias. Segundo a crescente sintonia dos testemunhos, há guerra civil. É provável que não seja a última que o Mundo vai produzir, mas esta em poucos dias já gerou um consenso que até Khadafi aceitaria se conseguisse acalmar: têm de ser os Estados Unidos a resolver o assunto – e milhares de milhões preparam-se para aplaudir a execução do bandido, morto em legítima defesa pelas forças da ordem.

Vacinem-se

A raiva é uma das principais emoções que moldam o espaço político. E ela tem sempre o mesmo significado: impotência. É o momento em que o adversário se transforma em inimigo, passando a valer tudo menos o respeito pela sua legítima e bondosa diferença. Nesse sentido, a falta de controlo emocional é antidemocrática, pois a democracia depende da racionalidade discursiva para ser eficaz e eficiente. A democracia precisa da retórica para sobreviver, é a sua língua – sendo a Lei o seu corpo. A retórica é neutra, qual talher ou bisturi. Podemos comer, podemos tratar, podemos ferir, podemos matar com os mesmos instrumentos. Com a mesma mão que os segura.

Em todas as democracias encontramos expressões de raiva. É endógena à oposição. E serve de critério para reconhecer agentes políticos em combate. Por exemplo, um jornalista. Formalmente, pode estar a representar o suposto papel de mediador e divulgador, simulando ser parte do processo de comunicação entre a realidade noticiável e a audiência. Porém, as manifestações de raiva, bastas vezes em modo de sarcasmo, dão conta da sua militância e disfunção deontológica.

PCP e BE rangem os dentes em fúria contra todo o sistema político e económico que lhes frustra a utopia. E PSD e CDS enchem o peito de ódio contra o PS que lhes frustra a ida ao pote. O resultado viu-se em Setembro de 2009 e ver-se-á em todas as eleições seguintes, com ou sem Sócrates. Porquê? Porque a maior parte do eleitorado que gera riqueza sabe que é pobreza social o que nasce da pobreza intelectual.

Good food for good thought

Why are experts (along with us nonexperts) so bad at making predictions? The world is a messy, complex and contingent place with countless intervening variables and confounding factors, which our brains are not equipped to evaluate. We evolved the capacity to make snap decisions based on short-term predictions, not rational analysis about long-term investments, and so we deceive ourselves into thinking that experts can foresee the future. This self-deception among professional prognosticators was investigated by University of California, Berkeley, professor Philip E. Tetlock, as reported in his 2005 book Expert Political Judgment. After testing 284 experts in political science, economics, history and journalism in a staggering 82,361 predictions about the future, Tetlock concluded that they did little better than “a dart-throwing chimpanzee.”

Financial Flimflam: Why Economic Experts’ Predictions Fail