74 thoughts on “Quem é o maior actor português?”

  1. Se considerarmos actores emergentes eu diria Paulo Rangel.
    O homem é tenebroso. Trazia como estratégia enervar o Pedro Passos Coelho pelo ataque à inexperiência e levou o debate todo a fazê-lo. Ele não sabe mas um líder que não “saiba” a ver se faz bem pode muito bem ser o desejo :).
    Acho que o feitiço se virou contra o feiticeiro. Vi um actor nervoso com a estreia ;), muito intranquilo.
    Não sou do PSD e portanto não voto. Pergunto-me: – Cavaco ainda é o encenador do PSD?

  2. Se é de arte que falamos… Raul Solnado, Nicolau Breyner, Eunice Munoz, Ruy de Carvalho são nomes incontornáveis!

    Se falarmos de política, temos à cabeça o Sr. Trocas te… Como verdadeiro actor!!!
    O Durão também é muito bom na tragico comédia… O Paulo Portas e o Louçã na revista, O jerónimo nos monólogos, O Cavaco e a Manuela na tragédia clássica grega!!!

  3. Parece-me que por aqui se queria mesmo falar de actores e actrizes, gente do teatro, do cinema e da tv mas se insistem em alargar os palcos então é melhor darem tiros mais certeiros e não percam tempo com personagens menores. Nesse palco, no da política, nunca ninguém bateu o Mário Soares.

  4. António Silva faz séculos que apagou a luz, Raúl Solnado faleceu recentemente, Nicolau Breyner, Eunice Munoz e Rui de Carvalho (grande Rei Lear) fizeram escola. Não se fala aqui uma única vez de Diogo Infante (grande Édipo) ou de outros actores que vão fazendo muito bom teatro e muito bom cinema.
    Socrates morreu como politico. Vão-se habituando a esta ideia. Não se aguenta como 1º Ministro até às próximas eleições. O próximo 1º Ministro será o actual ministro das finanças, tá visto (por pouco tempo, só pelo tempo de o novo líder do PSD se organizar e claro antes de o Presidente estar impedido de dissolver o parlamento, o tempo escorre-lhes por entre os dedos, são muitos milestones a cumprir hehehe). Todos são péssimos actores e o argumento é intragável.
    Como público não vou aplaudir esta peça cujo desenvolvimento é um déjà Vu que até enoja.
    Vou andando… ver se aprendo e faço qq coisita
    Bem hajam

  5. Tereza

    Confesso que me lembrei do Mário Soares, mas o pensamento imediato é de o ouvir falar Francês (que pende para a comédia…)!
    O seu grande trunfo eram as excelentes relações com França, numa altura em que a França era um País bem diferente do de hoje de Sarkozy!

    Anabela

    Por incrivel que pareça não acredito na morte de Sócrates como político, posso lhe dar o exemplo de Cavaco Silva como termo de comparação…
    Depois dos “sinais de fogo” de ontem também lhe direi que o ministro das finanças não é o homem certo “for the job”, ainda que temporariamente… Mas concordo que é um deja vu, especialmente depois das presidenciais…

  6. parabéns Anabela, fui ler. Grande fôlego rumo à felicidade! Façamos votos e alguma coisa para que assim seja, quanto mais não seja como esperança,

  7. Levando a pergunta a sério, sem segundas intenções como não parecem entender alguns comentadores, pergunto: Seriamente, como se pode escolher, por exemplo, Cintra se não se viu Chaby Pinheiro, ou Raul de Carvalho se não se viu Alves da Cunha, ou João d’Ávila perante Villaret, ou Eunice perante Aura Abrantes, ou Batarda perante Palmira Bastos? Ou escolher Solnado sem se ter apreciado Vasco Santana ou António Silva, não só no cimema, mas no palco? E por aí adiante!

  8. Não tem mal nenhum encher as caixas de comentários com assuntos que não digam respeito ao que se fala no texto, para mim. Estamos em terra livre, cada um que faça o que lhe der na gana. Mas confirmo que estou mesmo interessado em conhecer as opiniões acerca dos actores. E isso porque fui ver há dias o Rei Édipo, representação sobre a qual espero escrever.

    Por exemplo, estas perguntas do Manuel Loureiro são impecáveis, porque remetem para um ciclo longo de avaliação.

  9. Eu voto na Anabela como a melhor promessa na arte da Prestidigitação… rsss

    Quanto aos actores e actrizes, do teatro ou cinema, eu votaria em Ruy de Carvalho; António Silva; Raul Solnado; Vasco Santana ou em Eunice Munoz.

    Quanto aos outros, os actores políticos, não votaria em nenhum, porque não gosto de discriminar ninguém…

  10. (e tem de ser o maior? É que em medidas sou fraquita, a MQP é que as sabe todas, mas se o voto puder ir para o melhor vou procurar na minha colecção de cromos)

  11. (um dia cruzei-me com o mário viegas no metro e tive vontade de ir lá tocar-lhe para perceber se era real ou não…)

    Eu acho que o Mario Viegas não é o melhor, o maior, ou coisa assim. Acho que ele está para o teatro como o Zeca para a música, o Henrique-Leiria para a literatura, o Bordalo para a pintura, o António Silva para o cinema – têm uma categoria à parte porque souberam ser e fazer diferente.

  12. Pois sei as medidas todas e nesta tasca só não me ponho a trabalhar para as estatisticas porque isto é tudo gente séria.

    Gosto muito do José Wallenstein. Pena andar perdido em novelas mas também têm que comer, não é? E do Almeno Gonçalves. E do Ruy de Carvalho.

  13. ora , acho que o Sinde Filipe é o mais nice e o maior. deve ter quase 2 metros. devia , que já encolheu um bocadinho.

  14. A minha escolha recai sobre os vivos: Luis Miguel Cintra e Diogo Infante.

    A propósito, andou por aí uma conversa sobre pedofilia vs pedofilia praticada por padres. O Diogo Infante encenou uma peça no Maria Matos – a Dúvida -, em que contracenava com Eunice Muñoz e que abordava este tema. Simplesmente fantástico. A musica era de Bernardo Sassetti e encontra-se editada.

  15. mf, eu também acho que o Sinde Filipe devia ser condecorado pela participação que teve naquela obra fenomenal chamada Laurent Filipe…. :)

  16. edie, e porque não os videoclips? a mim parece-me que por lá, às vezes, também há coisas muito artisticas…
    (e pode ser um videoclip da obra do Sinde Filipe?)

  17. Há pois devia , Tereza ….mas ele também era assim quando novo. já o conheci entradote e era bem giro , todo hippie. e a voz ? se falasse “escocês” não ficava atrás do Sean.

  18. Por acaso, e agora que falamos nisso, o Sean também é muito bom actor.
    (mf essa parte do hippie, do giro e da voz leva-me a reconsiderar a minha escolha e o Sinde Filipe já quase tem o meu voto…)

  19. (pensei que tinhas vindo corrigir alguma medida, mqp…)

    mdsol, Eusebio??? Eusebio??? Se vamos para as artes da bola, Benfica em particular, temos o loiro Magnusson e o moreno Vitor Batista na versão cabelo curto… Não serão assim grandes actores mas na bola é o que se arranja…

  20. A minha fraca opinião é que a nível de actores estamos muito mal servidos, são uma grande merda. Acho que os brasucas estão a um nível muito superior, por exemplo. Não somos muito bons nas artes, como na música por exemplo, somos pobres, há montes de países onde os músicos são melhores e a música é muito mais bem tratada. Há um ou outro que escapam, mas mais nada.
    Nós somos craques é na cozinha. Mete-me confusão como é que a merda dum país como a Inglaterra tem mais de 100 restaurantes com estrelas da Michelin e nós nem meia-dúzia.
    Como é que os gajos, com apenas meia-dúzia de tipos de peixe congelado e legumes de terceira classe e importados, podem cozinhar alguma merda de jeito? É tanga. Nós é que andamos a dormir, devíamos ser um destino com alta fama gastronómica mas não somos porque o pessoal não sabe vender o peixe.
    A comer ninguém nos fode, podem vir lá o caralho dos franceses com as suas paneleirices que não têm a mínima hipótese. É completamente impossível comer peixinho em Paris como se come em Lisboa, façam lá eles os molhos que quiserem para disfarçar.

  21. (Eu nunca corrijo medidas. Confirmo-as e aceito-as como são. É assim como uma filosofia zen. Aceitar a realidade que não podemos mudar… Zeeeeeennnnn…)

    Na bola, o Figo. E como até já entrou num filme e tudo, encaixa na pergunta!

  22. provocaram, eddie? até parece que foi uma provocação muito muito grande e que não estamos muito melhor agora…
    (indo papar videoclips…)

  23. ah ah ah largar o veet . Boa Tereza! Ainda completamente de acordo com o comentário: “Eu acho que o Mario Viegas não é o melhor, o maior, ou coisa assim. Acho que ele está para o teatro como o Zeca para a música, o Henrique-Leiria para a literatura, o Bordalo para a pintura, o António Silva para o cinema – têm uma categoria à parte porque souberam ser e fazer diferente.”

    E, blasfemando: não atino com o Ruy de Carvalho (parece-me uma unanimidade do tipo da do ido Fernando Pessa). Não atino com o Diogo Infante (aquela maneira de falar sempre a aspirar o que diz rebenta com a minha paciência além de que nunca fala senão como se estivesse a discorrer sobre explicação última dos problemas mais bicudos).
    Prontossssssss, está blasfemado.

  24. O maior actor:
    Para mim o maior actor português foi o meu pai. Filho, de pai incógnito, a mãe, minha avó para fazer face a vida – era criada de servir – naquele tempo não podia dizer que era mãe solteira senão não arranjava emprego. Isto em mil novecentos e vinte. Foi criado com a avó, já velhinha, a partir daí teve de lutar para ser um homem e não acontecer como a alguns que acabaram como marginais. Passou as passas do Algarve. Desde cedo teve de começar a trabalhar e só fez a quarta classe depois de ter casado.
    Foi jogador amador de futebol – das primeiras equipas do Sport Clube de Freamunde – bombeiro voluntário, ainda me lembro pelo Natal receber o bacalhau – o peixe e não a mãozada – e que jeito nesse tempo fazia para comermos com as batatas cozidas.
    Foi pai de onze filhos – uma morreu ainda criança – somos dez e todos unidos. Fez das tripas coração para nos dar uma boa educação e nos tornarmos no que somos hoje. Quantas vezes fez de actor. Quando tirava à boca para nos dar e dizia que se sentia afrontado com o que comeu – sabíamos que era para comermos nós – a época assim o obrigava.
    Os actores a que todos os comentadores do Aspirina se referem, faziam disso, profissão e concordo que eram bons actores, assim como o meu pai era um excelente serralheiro civil e um grande pai que devo aqui recordá-lo.
    Também era um excelente economista e fazia do que não tinha, milagres. Ainda me lembro, já adulto, de lhe pedir cinquenta escudos e ele me dizer: o quê? Quarenta escudos! Nem trinta o que fará vinte, tomaras tu dez, ora toma lá cinco escudos e dá metade à tua irmã.
    Reparem na manifestação que dava se eu fosse fazer queixa ao sindicato dos solteiros. O meu pai era logo demitido. A vida era assim e quase todos os portugueses tinham de ser actores. Para mim o meu pai era o maior e aqui o recordo.

  25. Dos vivos é o senhor Barroso, o homem do quinto império, o imperialex Durão Magno, o tal que não sendo peixe é tarzan, veja-se o salto que ele deu.
    Dos mortos é o rex Dom Dinis, o homem que mais princípes produziu ( cinquenta e seis); mas não foi só obra da rainha santa. Tivesse durado mais trezentos anos e por cá seria tudo gente de sangue azul. Quando morreu deixou as caravelas entregues ao sr Pessanha para com elas fazer muito comércio. Mas sem aquele rei a reinar, e com o seu exemplo de reprodutor, o pessoal pegou nelas foi mar fora e em vez de fazer negócio, deram início ao processo de globalização da termodinâmica racial, a entropia social; desataram a fazer mulatos.

  26. eheh, até a Mente anda aqui. ..

    bem mas eu estou muito cansadito a arrumar mentalmente a minha casa próxima depois de ter mandado o paper, e tenho que pedir inspiração do Espírito Santo, que fica mais conforme.

  27. bem , pensei melhor : a conterranea do belmiro , a Carmem Miranda , pois claro!

    “Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos” ( diz na wiki…).

  28. Sem dúvida: grande grande apenas o António Silva o foi. O único actor que nos fazia focar a atenção na cena, na representação da cena e só mais tarde, racionalmente, pansamos no actor e que é o seu seu estilo único que permite tal representação.
    Rui de Carvalho é um cabotino que representa para que reparemos na sua pessoa primeiro, quer a atenção centrada na sua prória encenação e não na representação. Diogo Infante segue um pouco as pisadas de R.De Carvalho: também se esforça muito para que “apareça” a sua pessoa e não a sua personagem.
    Só é grande actor quem consegue abster-se de sua persona própria e nos oferece a personagem da peça com grandeza que ofusque o papel pessoal do actor.
    O António Silva era grande sem recorrer aos cabotinos tiques do Actor Studio tão copiados e usados quando já se transformaram num disfarce pau para toda a obra.

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