Todos os artigos de Valupi
Coisas que se vêem por aí
Erupção de ranho
Isto é um muito exacto retrato da nossa pseudo-direita: Petição Quem financia Rui Pedro Soares e Emídio Rangel?
Devido à falta de comparência da direita portuguesa, parte dela estando fora do Reino a passeio e a outra parte tendo escolhido viver fechada nas mansardas a salvo dos indígenas, a pseudo-direita ocupa o espaço vago com a sua inenarrável estupidez. Estas erupções de ranho continuam a ser possíveis porque a pseudo-direita não se consegue ver ao espelho. De cada vez que tentam, ele quebra-se em mil bocados com o susto. É que são muito feios. Tenebrosos.
Como punhais
Os partidos querem resolver as questões políticas através de processos judiciais. Isso é a pior prática que pode haver para a Justiça em Portugal. A política resolve-se em eleições e na Assembleia da República. Mas querem resolver através de processos judiciais! Já que falou no primeiro-ministro, veja a quantidade de processos. Nunca mais acaba! Quando acabar um, vem outro, tem de se manter acesa a chama!
Nunca! Nunca ninguém do poder político falou comigo, nunca ninguém do poder politico tentou interferir em qualquer processo.
Fiz um comunicado em que disse: Não há nada até este momento contra o primeiro-ministro. A partir daí a imprensa inverteu e desatou a atacar o procurador.
Vara, o vilão nacional
Realmente, o que este cabrão anda a fazer ao País é inacreditável. Ele é suspeitas disto e daquilo, boatos, escutas, calúnias, processos, acusações. E agora, só porque está atrasado para um voo, atestados médicos literalmente à má-fila, assim prejudicando gravemente a população reformada e doente. Facínora!
Mas o cerco está a apertar-se e ele não vai conseguir escapar. Um dia, Portugal irá respirar de alívio. Voltaremos a recuperar a dignidade perdida e o respeito próprio. Voltaremos a poder sair à rua de cabeça erguida, sabendo que entre nós os pulhas, os bandalhos e os escroques são perseguidos e castigados implacavelmente. Um dia. Quando o apanharmos.
Obstétrica civilizacional
Assim como ninguém conseguiu explicar a alta dos preços do petróleo em 2007 e 2008, nem conseguiu prever a crise económica internacional com origem na bolha do imobiliário americano, nem consegue apontar um caminho para sairmos da crise do sistema monetário do euro, assim ninguém avisou que uma onda de convulsões ia começar na Tunísia em Janeiro de 2011 e alastrar pelos países onde não existem regimes democráticos; começando pelos mais próximos geográfica e culturalmente, mas não se sabendo até onde poderá chegar – ao Irão e à China?
Veja-se este mapa da fragilidade dos Estados relativo a 2009 e compare-se com o que está neste momento a passar-se. A política é tão mais imprevisível quanto aumenta a complexidade das sociedades, lapalissada amiúde esquecida pelos verbosos publicistas.
Seja o que for que aconteça, e como aconteça, é belo ver as dores de parto da democracia.
Mundo português
O Museu de Arte Popular é uma dupla, ou tripla, cápsula do tempo. Nesta edição do Encontros com o Património podemos começar a perceber porquê – e alguns até conseguirão fazer as pazes com António Ferro.
Para além da preciosa recuperação criativa-criadora desse Portugal do século XX que era bem maior (e muito melhor!) do que o Estado Novo, os amantes do ódio a Sócrates terão ainda o grande prazer de ouvir no final duas declarações panfletárias nesse sentido. Espero é que alguém na TSF seja despedido, pois não são toleráveis estas falhas de segurança.
Dead Island
Zombies just want to have fun like everyone else.
Alguma vez ouviste falar disto?
Vantagens do aumento do desemprego e do paleio da recessão
O INE e o Banco de Portugal passam automaticamente de antros das operações do Gabinete que utiliza técnicas dos serviços secretos para falsificar estatísticas – as quais são depois publicadas num certo blogue de modo a hipnotizar as massas – para instituições onde vigora a maior competência técnica e a mais exemplar isenção.
Um muito mais de azul
Temos de ajudá-lo a começar o mandato com dignidade
Ensalada de bacalao con mermelada de tomate
O nosso amigo José Albergaria fez a sugestão da casa e eu faço a promessa de ir lá provar este prato tão visual, conceptual e semanticamente apelativo.
Abstencionistas do pensamento
Passos Coelho tem um problema assim um bocadinho para o aborrecido em quem pretenda fazer carreira como líder partidário e chefe de Governo: quando fala, desaparece. Quer-se dizer, as suas declarações levam a que metade da audiência adormeça e a outra metade deixe de estar acordada. O período de vigília no espectador não chega aos 10 segundos, não importando o assunto na berlinda. A sua oratória, de um convencionalismo soporífero nessa simulação oh tão artificial da gravitas, terá parte da responsabilidade, mas não é causa – a causa é o vazio de ideias. Se o seu discurso tivesse alguma relevância, mesmo que mínima, alguém iria interessar-se o suficiente para superar a barreira dos 10 segundos de atenção. E eu, que não tenho a pretensão de saber mais de política do que este antigo presidente da JSD, muito menos quero cometer a indelicadeza de lançar suspeitas acerca das suas capacidades intelectuais, culpo aqueles que o aconselham, sejam eles quem forem, pela sucessão de calinadas de palmatória desde que substituiu aquela senhora do abalozinho.
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Revolução, precisa-se
Respostas fáceis
Será que ainda temos força anímica e capacidade para convencer os mercados de que cumpriremos os compromissos?
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Se dependermos da oposição, não.





