Como punhais

Os partidos querem resolver as questões políticas através de processos judiciais. Isso é a pior prática que pode haver para a Justiça em Portugal. A política resolve-se em eleições e na Assembleia da República. Mas querem resolver através de processos judiciais! Já que falou no primeiro-ministro, veja a quantidade de processos. Nunca mais acaba! Quando acabar um, vem outro, tem de se manter acesa a chama!

Nunca! Nunca ninguém do poder político falou comigo, nunca ninguém do poder politico tentou interferir em qualquer processo.

Fiz um comunicado em que disse: Não há nada até este momento contra o primeiro-ministro. A partir daí a imprensa inverteu e desatou a atacar o procurador.

Pinto Monteiro

8 thoughts on “Como punhais”

  1. Triste realidade, pobre país…
    quando em plena campanha presidencial,
    todos se cortaram em descascar o magno assunto institucional
    das escutas e quejandos temas laterais
    creio que esta tudo dito…
    há muita gente instalada que só pensa no “golpe”…
    e como procurador, corajosamente, não lhes apara o jogo…
    temos esta presente triste situação!!!
    mas…
    eu creo… elos no passaran…espero

  2. No passaron, Aires, também penso. Mas agora, mais do que nunca, estou convencido que foi o PGR que fez abortar a intentona de Belém e das escutas-face-oculta-freeport-tvi. Anda tudo ligado. Falta saber se não vai tudo dar ao roubo do século, o caso-BPN.
    A história não vai poupar os conspiradores, porque os registos ficaram por todo o lado. Ainda bem que os conspiradores exageraram, mostrando as pistas todas.
    Pinto Monteiro pode ser um desajeitado mas é um honesto PGR. Sinceramente, custa-me a creditar como é que este homem conseguiu resistir e não se deixou corromper-pressionar. E se as pressões vinham de bem alto e enviesadas como de quem não queria vir a terreiro.
    E nem podia e nem devia.

  3. Num encontro sobre os problemas dos idosos ouvi esse senhor dizer «a violência sobre idosos é silenciosa e silenciada». Só não trouxe esse texto para o Blog porque era extenso; foram dois dias de discussão. Mas não esqueço.

  4. vi agora jornais ataques dos partidos varios e juizes ao PGR…
    na minha pequenez, homenageio Pinto Monteiro
    que me parece homem serio e devotado sua função…
    obviamente que ele incomoda pelo facto de assim o ser…
    mas a luta continua
    abraço todos amigos que aqui escreveram

  5. Não tenho o prazer de conhecer pessoalmente o Dr. Pinto Monteiro mas conheço muitos dos acórdãos em que foi relator no STJ. E, pela leitura de alguns desses Acórdãos é possível aferir da rectidão de carácter do seu subscritor.
    Conhecendo como conheço, o compadrio que grassa no MP não estranhei os ataques iniciais do sindicato do Cluny/Palma, ou melhor da santa aliança PCP/PPD.
    Como diz o PGR, e o prof. Jorge Miranda, com um CSMP cujos membros são eleitos em listas organizadas no SMMP, os poderes do PGR parecem os da Rainha de Inglaterra. Como se viu nem um PGR-Adjunto de sua confiança pessoal conseguiu manter, para mim com clara interferência da AR no funcionamento da procuradoria.
    Viu bloqueada pelo CSMP e pela AR, a manutenção em funções de um PGR de larga experiência e da sua confiança pessoal.
    Para aqueles que clamam contra a interferência politica no MP, este é um caso evidente de bloqueio ou tentativa de bloqueio das competências do PGR.
    E com um PR que recebe o sindicato para fazer queixas do PGR, temos tudo dito!
    Triste país em que o aparelho judicial foi capturado por corporações e grupos políticos!!

  6. Como dizia o poeta:
    “….Mesmo na noite mais triste
    em tempo de servidão
    há sempre alguém que resiste
    há sempre alguém que diz não…..”

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