Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.
É esta a questão de sempre para milhares de xuxas por todo o país, né? Se o capo do momento consegue chegar ao pote e fornecer os tachos. E não só para eles: a questão afecta também dezenas de stands Audi e Mercedes, imobiliárias, agências de viagens, lojas de fatiotas caras, e milhares de primos e enteados que também aguardam cunha, tacho, tachito ou tachão.
Convenhamos que o Carneiro tem pinta de lebre: como nas corridas, é o tipo que mantém aquilo a andar até aparecerem os verdadeiros candidatos; um figurante temporário enquanto o vento não vira a favor da xuxaria. O Montedecasas ainda está firme no pote.
O Medíocre Seguro, hoje confortável no tachão de Belém – a pulhítica, como a vida, dá voltas – sabe bem como funciona. Resta saber quem será o Bosta do Carneiro, ou se este se aguenta até à viragem do pote. Bem pior é se for o chungo a roubar-lhe o tacho…
(Julgo que o Senhor Valupi não leva a mal. Este Blogue merece que se assinale este Aniversário para alertar alguns comentadores de que ele nasceu no ocidente, estudou no ocidente, leu e estudou os grandes pensadores ocidentais, exilou-se em países ocidentais e morreu por cá – quando já havia o Transiberiano.)
Faz hoje anos!
– Karl Heinrich Marx nasceu a 5 de maio de 1818 na antiga cidade de Trèves (ou Trier), no vale do Mosela, uma dependência da Alemanha. Reino da Prússia (numa região que faz parte da atual Alemanha). Os seus pais, Heinrich Marx (1777-1838) e Henrietta (nascida Pressburg, 1778-1863), proporcionaram-lhe a ele e aos seus irmãos (nove filhos no total) uma educação aparentemente amigável de classe média, que em muitos aspetos não foi notável.
(—————-)
Poucos escritores tiveram um impacto tão notável no mundo moderno como Karl Marx (1818-1883). E grande parte deste impacto pode ser atribuído a O Capital: Crítica da Economia Política, ou, como é mais conhecido pelos leitores de língua inglesa, simplesmente Capital. O Capital de Marx e A Origem das Espécies de Darwin são frequentemente mencionados em conjunto como os dois livros mais influentes do século XIX. As principais obras de Darwin ainda estão publicadas e O Capital ainda pode ser encontrado no século XXI em importantes coleções que celebram clássicos da literatura mundial. Ambos ainda são relevantes, mas inicialmente nenhum dos dois foi bem recebido. Quando o primeiro volume de O Capital foi finalmente publicado em 1867 (na Alemanha), Marx, então com quarenta e nove anos, trabalhara nele durante tanto tempo que se sentiu obrigado a apresentar um pedido de desculpas na primeira linha do seu prefácio: “A obra, cujo primeiro volume submeto agora ao público”, escreveu Marx, “forma a continuação do meu Zur Kritic der Politischen Oekonomie [Uma Contribuição para a Crítica da Economia Política], publicado em 1859. A longa pausa entre a primeira parte e a continuação deve-se a uma doença de longa duração que interrompeu repetidamente o meu trabalho”. O que ele não disse é que a sua saúde debilitada estava em grande parte enraizada naquilo que se tornara para Marx e a sua família uma vida no exílio repleta de incertezas, deceções e pobreza recorrente.
(—————-)
Karl Heinrich Marx nasceu a 5 de maio de 1818 na antiga cidade de Trèves (ou Trier), no vale do Mosela, uma dependência da Alemanha. Reino da Prússia (numa região que faz parte da atual Alemanha). Os seus pais, Heinrich Marx (1777-1838) e Henrietta (nascida Pressburg, 1778-1863), proporcionaram-lhe a ele e aos seus irmãos (nove filhos no total) uma educação aparentemente amigável de classe média, que em muitos aspetos não foi notável.
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O pai de Marx deixou outras marcas no filho. Heinrich era um leitor ávido; algo que marcou Karl desde cedo. Além de ler a coleção de livros do pai, que incluía muitas obras dos racionalistas franceses do século XVIII, Marx também costumava vasculhar a biblioteca de um amigo próximo da família, Ludwig von Westphalen (1770-1842). Westphalen tornou-se um companheiro de leitura sénior do jovem Marx. Apresentou ao menino obras que iam desde os poemas épicos do antigo escritor grego Homero até às tragédias e comédias de Shakespeare. (1564-1616) e os projetos utópicos de Claude Henri de Saint-Simon (1760-1825), para citar alguns que, muitos anos mais tarde, surgiriam nas páginas de O Capital. Esta educação doméstica, e posteriormente a frequência do Liceu local de 1830 a 1835, prepararam Marx para ingressar na universidade aos dezassete anos.
(—————-)
Em outubro de 1835, Marx matriculou-se na Universidade de Bona como aluno da Faculdade de Direito… e… em outubro de 1836, Marx transferiu-se para a Universidade de Berlim.
(—————– )
Em Berlim, os seus estudos começaram também a adquirir um carácter mais sério. Como qualquer estudante da época, as suas leituras abrangiam muitos dos antigos (Aristóteles era um dos seus favoritos), mas também os escritores do Iluminismo, com destaque para os de França, Alemanha e Escócia – entre os quais Voltaire (1694-1778), Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), Paul-Henry Thirry, Barão D’Holbach (1723-1789), Adam Smith (1723-1790), Immanuel Kant (1724-1804), Johann Gottfried von Herder (1744-1803), Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) e Friedrich Schiller (1759-1805). Marx também lia os seus críticos. O mais importante deles era a estrela recentemente falecida da vida intelectual alemã, o filósofo Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), que ocupou a cátedra de Filosofia na Universidade de São Petersburgo. Berlim
(……………….)
O seu pai, como muitos outros pais desde então, preferia veementemente que o seu filho abandonasse os seus interesses volúveis pela filosofia e pela história para trabalhar no governo. Pediu-o enfaticamente numa carta enviada antes da sua morte em 1838. –
-Excertos da introdução escrita por Mark G. Spencer, livro Capital, ed. by Wordsworth Editions, Ltd., em inglês (à venda na Fnac)
===============
(Morreu na miséria. Menos de uma dúzia de pessoas esteve presente no seu funeral)
Porra . O Transiberiano ainda não existia.
Vinha aqui deixar lembranças, mas o sr. Fernando antecipou-se.
Assim, um brinde ao
DASSSSS KAPITAL
Se Passos Coelho chegou, por que razão não há de carneiro chegar? Este governo é mau e encaminha-se a passos largos para o anedotário. Quem está mais à mão é o Carneiro. O curioso disto tudo é que são as segundas escolhas que “estão mais à mão”: Montenegro, segunda escolha do PSD; Carneiro, segunda escolha do PS.
Bem lembrado, Fernando. Marx acertou em praticamente tudo. Ninguém diagnosticou tão bem a realidade e influenciou tanto o futuro, no global para melhor, quanto ele.
Quem o diz responsável por ditaduras e tragédias é ignorante ou está de má-fé. Quem o diz ultrapassado é míope ou zarolho. Claro que a realidade dele há duzentos anos era outra, e o mundo também. Mas tudo o que ele viu, de uma maneira ou de outra, continua presente. Os mamões continuam a mamar demasiado. Até mamam hoje muito mais. E cedo ou tarde isto há-de rebentar.
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Este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório
e antes do sporting ser tri campeão
Na teoria pode mas na prática alguém do próprio PS no momento certo se encarregará de lhe tirar o tapete.
https://rabiscosdestorias.blogspot.com
É esta a questão de sempre para milhares de xuxas por todo o país, né? Se o capo do momento consegue chegar ao pote e fornecer os tachos. E não só para eles: a questão afecta também dezenas de stands Audi e Mercedes, imobiliárias, agências de viagens, lojas de fatiotas caras, e milhares de primos e enteados que também aguardam cunha, tacho, tachito ou tachão.
Convenhamos que o Carneiro tem pinta de lebre: como nas corridas, é o tipo que mantém aquilo a andar até aparecerem os verdadeiros candidatos; um figurante temporário enquanto o vento não vira a favor da xuxaria. O Montedecasas ainda está firme no pote.
O Medíocre Seguro, hoje confortável no tachão de Belém – a pulhítica, como a vida, dá voltas – sabe bem como funciona. Resta saber quem será o Bosta do Carneiro, ou se este se aguenta até à viragem do pote. Bem pior é se for o chungo a roubar-lhe o tacho…
(Julgo que o Senhor Valupi não leva a mal. Este Blogue merece que se assinale este Aniversário para alertar alguns comentadores de que ele nasceu no ocidente, estudou no ocidente, leu e estudou os grandes pensadores ocidentais, exilou-se em países ocidentais e morreu por cá – quando já havia o Transiberiano.)
Faz hoje anos!
– Karl Heinrich Marx nasceu a 5 de maio de 1818 na antiga cidade de Trèves (ou Trier), no vale do Mosela, uma dependência da Alemanha. Reino da Prússia (numa região que faz parte da atual Alemanha). Os seus pais, Heinrich Marx (1777-1838) e Henrietta (nascida Pressburg, 1778-1863), proporcionaram-lhe a ele e aos seus irmãos (nove filhos no total) uma educação aparentemente amigável de classe média, que em muitos aspetos não foi notável.
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Poucos escritores tiveram um impacto tão notável no mundo moderno como Karl Marx (1818-1883). E grande parte deste impacto pode ser atribuído a O Capital: Crítica da Economia Política, ou, como é mais conhecido pelos leitores de língua inglesa, simplesmente Capital. O Capital de Marx e A Origem das Espécies de Darwin são frequentemente mencionados em conjunto como os dois livros mais influentes do século XIX. As principais obras de Darwin ainda estão publicadas e O Capital ainda pode ser encontrado no século XXI em importantes coleções que celebram clássicos da literatura mundial. Ambos ainda são relevantes, mas inicialmente nenhum dos dois foi bem recebido. Quando o primeiro volume de O Capital foi finalmente publicado em 1867 (na Alemanha), Marx, então com quarenta e nove anos, trabalhara nele durante tanto tempo que se sentiu obrigado a apresentar um pedido de desculpas na primeira linha do seu prefácio: “A obra, cujo primeiro volume submeto agora ao público”, escreveu Marx, “forma a continuação do meu Zur Kritic der Politischen Oekonomie [Uma Contribuição para a Crítica da Economia Política], publicado em 1859. A longa pausa entre a primeira parte e a continuação deve-se a uma doença de longa duração que interrompeu repetidamente o meu trabalho”. O que ele não disse é que a sua saúde debilitada estava em grande parte enraizada naquilo que se tornara para Marx e a sua família uma vida no exílio repleta de incertezas, deceções e pobreza recorrente.
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Karl Heinrich Marx nasceu a 5 de maio de 1818 na antiga cidade de Trèves (ou Trier), no vale do Mosela, uma dependência da Alemanha. Reino da Prússia (numa região que faz parte da atual Alemanha). Os seus pais, Heinrich Marx (1777-1838) e Henrietta (nascida Pressburg, 1778-1863), proporcionaram-lhe a ele e aos seus irmãos (nove filhos no total) uma educação aparentemente amigável de classe média, que em muitos aspetos não foi notável.
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O pai de Marx deixou outras marcas no filho. Heinrich era um leitor ávido; algo que marcou Karl desde cedo. Além de ler a coleção de livros do pai, que incluía muitas obras dos racionalistas franceses do século XVIII, Marx também costumava vasculhar a biblioteca de um amigo próximo da família, Ludwig von Westphalen (1770-1842). Westphalen tornou-se um companheiro de leitura sénior do jovem Marx. Apresentou ao menino obras que iam desde os poemas épicos do antigo escritor grego Homero até às tragédias e comédias de Shakespeare. (1564-1616) e os projetos utópicos de Claude Henri de Saint-Simon (1760-1825), para citar alguns que, muitos anos mais tarde, surgiriam nas páginas de O Capital. Esta educação doméstica, e posteriormente a frequência do Liceu local de 1830 a 1835, prepararam Marx para ingressar na universidade aos dezassete anos.
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Em outubro de 1835, Marx matriculou-se na Universidade de Bona como aluno da Faculdade de Direito… e… em outubro de 1836, Marx transferiu-se para a Universidade de Berlim.
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Em Berlim, os seus estudos começaram também a adquirir um carácter mais sério. Como qualquer estudante da época, as suas leituras abrangiam muitos dos antigos (Aristóteles era um dos seus favoritos), mas também os escritores do Iluminismo, com destaque para os de França, Alemanha e Escócia – entre os quais Voltaire (1694-1778), Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), Paul-Henry Thirry, Barão D’Holbach (1723-1789), Adam Smith (1723-1790), Immanuel Kant (1724-1804), Johann Gottfried von Herder (1744-1803), Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) e Friedrich Schiller (1759-1805). Marx também lia os seus críticos. O mais importante deles era a estrela recentemente falecida da vida intelectual alemã, o filósofo Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), que ocupou a cátedra de Filosofia na Universidade de São Petersburgo. Berlim
(……………….)
O seu pai, como muitos outros pais desde então, preferia veementemente que o seu filho abandonasse os seus interesses volúveis pela filosofia e pela história para trabalhar no governo. Pediu-o enfaticamente numa carta enviada antes da sua morte em 1838. –
-Excertos da introdução escrita por Mark G. Spencer, livro Capital, ed. by Wordsworth Editions, Ltd., em inglês (à venda na Fnac)
===============
(Morreu na miséria. Menos de uma dúzia de pessoas esteve presente no seu funeral)
Porra . O Transiberiano ainda não existia.
Vinha aqui deixar lembranças, mas o sr. Fernando antecipou-se.
Assim, um brinde ao
DASSSSS KAPITAL
Se Passos Coelho chegou, por que razão não há de carneiro chegar? Este governo é mau e encaminha-se a passos largos para o anedotário. Quem está mais à mão é o Carneiro. O curioso disto tudo é que são as segundas escolhas que “estão mais à mão”: Montenegro, segunda escolha do PSD; Carneiro, segunda escolha do PS.
Bem lembrado, Fernando. Marx acertou em praticamente tudo. Ninguém diagnosticou tão bem a realidade e influenciou tanto o futuro, no global para melhor, quanto ele.
Quem o diz responsável por ditaduras e tragédias é ignorante ou está de má-fé. Quem o diz ultrapassado é míope ou zarolho. Claro que a realidade dele há duzentos anos era outra, e o mundo também. Mas tudo o que ele viu, de uma maneira ou de outra, continua presente. Os mamões continuam a mamar demasiado. Até mamam hoje muito mais. E cedo ou tarde isto há-de rebentar.