Para quem tiver ouvidos

O momento mais revelador da ida de Nuno Santos à Comissão de Ética consistiu na indignada recordação do processo de contratação para a SIC de um Mário Crespo emprateleirado e acabado, decisão do Nuno e de Emídio Rangel.

Claro, o próprio Crespo já não está em condições de captar o subtexto do que ficou à mostra a seu respeito.

18 thoughts on “Para quem tiver ouvidos”

  1. Tenho assistido via canal Parlamento a todas as audições na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, os mais importantes para mim gravo, para depois tirar alguma dúvida. Na última audição deu-ma náuseas ouvir a deputada do PSD perguntar a Paulo Baldaia se já tinha sido assessor de algum ministro. Baldaia respondeu-lhe com todas as letras do alfabeto que sim. De António José Seguro e de Mário Soares nas eleições para o Parlamento Europeu. Só que não entendo estas mentes. Será que antes ou depois a vida destas pessoas deixa de ter significado? Pessoas como estas não têm de ter o seu emprego? Que são contratadas por serem uns vendidos? Os deputados deviam de ter mais cuidado com as perguntas que fazem. Se essa pergunta me fosse feita respondia com a mesma delicadeza. Perguntava-lhe se quando saísse da AR como deputada o que ia fazer: procurar a sua contratação na empresa anterior, procurar noutra que lhe desse melhores condições de vida ou se for residente em Lisboa se ia para a serra de Monsanto? Era isto que alguns deputados (as) mereciam ouvir.
    Ontem quando lia num jornal qualquer na Internet, – deixei de comprar jornais – não acredito na maioria das suas notícias e para isso não contribuo com o meu dinheiro, o jornalista dizia que Nuno Santos não quis responder à pergunta do deputado PS sobre a conversa havida no restaurante. Nuno Santos respondeu que não era favorável a divulgar conversas particulares e que esperava que os deputados compreendessem. Mais tarde com a insistência da deputada do PSD, Nuno Santos disse que não o fazia por consideração a Mário Crespo e deu como exemplo, que tanto ele como Emídio Rangel, foram à prateleira buscar Mário Crespo e lhe deram colocação na Sic Notícias. Dando a entender que tanto ele como Emídio Rangel o fez por comiseração.
    É com esta postura de deputados e jornalistas que cada vez o consumidor deixa de acreditar na sua isenção e vira as costas tanto a uns como a outros. Quanto a mim não o faço porque gosto de estar informado sem no entanto deixar de mais tarde tirar as minhas ilações.

  2. Bem observado, Manuel Pacheco. Todavia, igualmente se pode dizer que Nuno Santos contou a conversa, tendo repetido que se tratava de uma conversa privada, tida num restaurante por acaso, e que não tinha sequer relevância para ser partilhada com Mário Crespo. Isto é contar o que se passou.

  3. Só que ninguém desmentiu o que Mário Crespo disse e escreveu. Sócrates tenta solucionar jornalistas honestos e promover o Baldaias e o Santos deste Mundo.
    Este país continua ter uma difícil coexistência com verdade.

  4. Em Portugal há verdades toleradas e politicamente corretas. O Mário Crespo é um homem honesto que já sofreu na RTP por isso e foi emprateleirado. Mas não tem medo e não se calou e ainda é jornalista. Nuno Santos, Baldaia, Leite Pereira, são politicamente correctos e…Directores. Concordo com G Pereira. Crespo foi calado no JN pelas verdades que escrevia. Isso é censura. Nem mais nem menos.

  5. Francisco Lacão, o que dizes é falso. Primeiro, porque há dezenas de crónicas de Mário Crespo no JN que são abertamente hostis, e até difamatórias, para Sócrates, Governo e PS. Depois, porque foi ele que decidiu sair do JN. Quanto a ter existido censura, absurdo maior não pode ser dito.

    Nem menos, nem mais.

  6. Não me queria meter na conversa mas o Francisco Lacão tem a certeza que o Crespo, na RTP, foi emprateleirado por ser honesto? Eu não tenho assim tanta certeza mas é conversa de ouvir dizer e mesmo que quem me o tenha dito tenha também visto eu não me chamo Mário Crespo. É pena.

  7. É fascinante ver os aparelhos políticos em processo de tentarem desacreditar um mensageiro muito incómodo. Continuem que vão precisar de muitos destes esforços para calar todos os Crespos e Medina Carreiras que ainda resistem. E vão pagando aos Rui Pedro Soares deste mundo para comprar mais jornalistas, tvs e jornais! Por aqui me fico que voces irritam-me

  8. Fui aparelhada? Fixe! Já posso começar a pedir favores ou tenho de aguardar pelo sms com o código de activação do sistema?

    (Francisco, Caladryl costuma resultar)

  9. O jornalismo do Mário Crespo e da Manuela Moura Guedes é do género canino. E o que é isto de jornalismo canino? É o de abanar o rabo ao dono, só que a Manuela dormia com ele, e o Crespo na casota, à espera do osso.

  10. Val, de vez enquando largas a sentença: “larga o vinho”.
    não sejas egoista, só o queres pra ti?

    Platão (suponho que dele leste muito) enaltecia as qualidades do vinho, era a bebida do deuses (suponho que os do Olimpo). Já o Jesus, filho do outro, também não dispensou o vinho na famosa última jantarada.

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    aquilo é divinal, será que no tempo do grego Dionísius já se bebia?

  11. Chessplayer, irei à procura dessa pomada. Perguntas se Dionísio bebia? Estás bêbado?! Dionísio é o deus do vinho, aquele que os romanos iriam chamar de Baco.

    (claro que sabes disso, mas achei que ficava bem lembrar)

  12. O Crespo apenas transitou do sofá em que sentava, tendo como companhia o Kaulza, para outro assento onde gere a preceito preconceitos em favor da sua “verdade”, capitalizando-os em proveito próprio. Entretanto arrastou o seu traseiro por outros sofás e outras paragens. O que é que ficou desse arrasto que dignifique o jornalismo cá da aldeia que não seja aquela melíflua e untosa forma de interrogar os seus “partenaires” que se prestam a fazer parte da comédia que o dito nos serve diariamente?

  13. Conheço bem Mário Crespo. É dos homens mais dignos que esse vosso miserável país tem ou teve. Tenham vergonha and heal thyselves lost people.

  14. Homens dignos, dignos de serem homens, não fazem insinuações ou alimentam calúnias sobre outros homens. Nem têm comportamentos indignos numa Assembleia da República.
    Não desrespeitam os seus colegas.
    Mário Crespo tem comportamento de canalha.

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