Aqueles que acham escandaloso o dinheiro gasto com a visita do Papa fazem alguma ideia do que ela nos vai render em turismo religioso por via da promoção de Fátima como destino obrigatório para mil cento e cinquenta e seis milhões de católicos que se prezem e não estejam impedidos de sair do seu país por calotes, atentados ao pudor ou outras chatices com as autoridades respectivas?
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Lá te safaste, Mozos
O documentário Ruínas, de Manuel Mozos, é um exercício que tem tanto de original como de pedante e preguiçoso. Gostei de ver, mas não gostei do que vi.
No entanto, o Mozos fez-me seu eterno fã ao ter filmado um local que descobri há dois anos, num acaso planeado, e que me ficou como uma experiência de cinema subjectivo: Porto das Barcas. É um sítio mágico, irreal na sua actual decadência, e estas fotos não vão conseguir reproduzir pintelho do que evoco: A, B, C.
Vai lá. Ao documentário e a este pedaço de Portugal onde apetece fazer filmes e filhos. Ou, pelo menos, tentar.
Cruzada
Esta viagem parece assim querer ressuscitar os ícones políticos que povoam o relicário mental de uma Igreja que ainda se considera a única detentora de verdades absolutas, reveladas pela mesma reverberação divina que a incumbiu da missão histórica de nos salvar mesmo contra a nossa vontade.
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O ateísmo pode ser infantil, quando é o simulacro de uma revolta. Como neste passo supra, onde se reclama uma religião sem verdades absolutas. Mau, mas existem verdades relativas? A noção de verdade estará em pior estado do que o Sporting, nesse caso. E será necessário privar os religiosos dos seus absolutos, sejam verdades ou mentiras? Não dá para os deixar em paz, até quando acreditam que é seu dever salvar-nos apesar da nossa vontade? É que nós vivemos numa sociedade secular, salvo informação mais actual que me tenha escapado.
A Palmira quer transformar a Igreja numa ONG e mandá-la acabar com o disparate dos sacramentos que não têm validade científica nem se deixam referendar pelo eleitorado. Aí, finalmente, terminará a sua cruzada.
Provavelmente, o melhor Governo do Mundo – II
Melhor do que o facies acabrunhado do Crespo ao anunciar que Portugal teve um crescimento trimestral desvairadamente superior às previsões e à média europeia, só o silêncio a que se recolheram paranóico-catastrofistas, bota-abaixistas, medina-carreiristas, reumático-cavaquistas e leite-rangelistas. Esta maltósia não falha: tudo o que seja estatística e indicador negativo é agitado triunfalmente, indo logo matar cabritos para celebrar pela noite fora a desgraça pátria; tudo o que seja notícia positiva, é abafado, nem piam.
Temos de ser misericordiosos, também em homenagem ao hóspede de branco, e reconhecer que este Governo é tão pérfido e maligno que desenvolveu um plano que passa por levar o País ao abismo através do crescimento económico. É o nunca visto, nunca antes tentado neste sistema solar, daí o pânico que imobilizou tantos e os impediu de sequer comentarem as notícias. A bolsa de Lisboa, em mais um sinal apavorante, sentiu igualmente a pressão da tirania suicida do Engenheiro, tendo fechado nesta quarta-feira a liderar os ganhos na Europa. Se o desemprego começar a descer, então, aí é que estaremos mesmo perto do fim.
Todavia, outro facto, ainda mais extraordinário e significativo, foi registado ontem. Trata-se da primeira nidificação de flamingos confirmada em Portugal. Ora, qual é a cor do flamingo? Rosa…
Escusam de arranjar desculpas maradas, apenas o melhor Governo do Mundo conseguiria esta exibição de poder sobre os seres da terra e do céu.
Crítica à crítica
As classificações dos críticos cinematográficos são paupérrimas taxinomias, abstracções que imitam o sistema escolar; a mais usada sendo a das 5 estrelas. Ora, isso não serve ao cinéfilo que quer entrar nas salas onde acontecem os filmes. Por isso, proponho uma nova classificação:
Gostei de ver, mas não gostei do que vi
Só para aqueles que já leram Serge Daney
Quando saí, não me apetecia falar com ninguém
Não é cinema, é uma bosta para a TV
Abençoado John Ford, que continuas a ter discípulos
Abençoado Frank Capra, que continuas a ter discípulos
Abençoado António Lopes Ribeiro, que merecias ter pelo menos um discípulo e não há maneira de aparecer
Depois de ver isto, preciso urgentemente de escrever ou realizar um filme
Foda-se, que maravilha!
Estou certo de que a aplicação universal desta classificação muito irá simplificar a escolha do filme adequado ao momento existencial do cinéfilo, assim estimulando a venda de bilhetes para entrar em salas com cadeiras alinhadas por filas e um pé direito quase sempre invejável.
Queres entender o que se passa, não queres?
Tens de começar por entender o que se passou agorinha mesmo.
Fé na liberdade
A Palmira Silva tornou-se na figura mais conhecida do anticlericalismo blogosférico, quiçá nacional, pelo menos a medir pelo número e efeito dos seus textos no Jugular. Ao contrário do que apregoa, contudo, não existe nenhum problema com a laicidade em Portugal, ela está cada vez mais pujante na vivência social, para além de estar consagrada em pleno na legislação e na política. O que motiva a Palmira é mesmo o instinto da caça, divertindo-se a apanhar declarações e figuras típicas do folclore católico conservador e reaccionário – ou tão-só tradicional, que também levam por tabela se usarem os códigos semânticos e simbólicos da instituição. Esta postura, mesmo se infeliz nisso de ser uma forma sofisticada de ignorância e sectarismo, é intelectualmente legítima e aproveita à instrução de certos públicos ainda mais ignorantes.
Continuar a lerFé na liberdade
Vamos lá a saber
Parvónia
Só através do aumento das exportações (ou da produção de bens que substituam as importações) conseguiremos diminuir o crescente endividamento do País, que a prazo pode ter consequências muito graves. Só assim conseguiremos voltar a crescer e a convergir com a União Europeia. É necessária uma política económica de apoio aos sectores de bens transaccionáveis.
Programa do PSD para as eleições de 2009
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Duas ideias nesta passagem: a de que o País está a realizar o desiderato, pois as exportações aumentam; a de que o PSD não via no horizonte a nuvem do vulcão grego, falando de consequências indefinidas num tempo por definir. De facto, uma das possibilidades faladas no Verão era a de a União Europeia adiar por alguns anos a exigência de baixar os défices, pois todos os países estavam na mesma situação e a prioridade tinha de ser o crescimento, não a contenção das despesas. Ninguém podia adivinhar a crise dos mercados financeiros seis meses depois.
Quando falamos do PSD de Ferreira Leite é preciso recordar que a senhora fez uma campanha onde foi para Aveiro dizer aos jornalistas que tinha medo de falar ao telemóvel por desconfiar que era escutada, e poucos dias antes da votação chegou ao ponto de espalhar a suspeição de que a correspondência dos portugueses podia estar a ser violada, para além de ter cavalgado a galope a espionagem política do Face Oculta e as pulhices da inventona de Belém. Era esta a verdade da Política de Mentiras que um grupo decadente gizou na Lapa, julgando ir a votos na Parvónia.
Bancarrota à sexta, fortuna à segunda
Quem investiu na bolsa na passada sexta-feira – apesar do berreiro dos histéricos em pânico, que chegaram a falar em corrida aos bancos num cenário de ruína dos sistemas financeiros europeus – enriqueceu na segunda-feira.
Se a estupidez destes catastrofistas pagasse imposto, teríamos superavit nas contas públicas.
Provavelmente, o melhor Governo do Mundo
O arremedo de direita que nos calhou em azar, um conglomerado de ressabiados e cagões, conseguiu convencer-me de que temos o melhor Governo do Mundo. Não é uma ideia fácil de aceitar, a natural modéstia do português estranha a distinção, mas eles foram persistentes e apresentam argumentos fortíssimos: dizem que o Governo é composto por incompetentes, mentirosos, corruptos, irresponsáveis e dementes, os quais, cantando e rindo, vão levar o País para desgraças e catástrofes sem fim.
Ora, tendo em conta que este Governo não possui maioria parlamentar, é atacado pela comunicação social e pela Justiça como nunca antes se tinha ousado fazer, e está ainda sujeito ao arbítrio e armadilhas de um Presidente da República que não despiu a camisola laranja, o facto de governar no meio da maior crise económica internacional dos últimos 80 anos, e no meio da maior crise financeira do Euro desde que foi criado, leva a concluir que o Governo terá qualidades absolutamente extraordinárias e únicas. Caso contrário, já teria caído há muito coisa tão ruim, tão abjecta.
Podemos procurar noutros países, não há quem se compare aos nossos heróis. E é a direita quem o demonstra.
Alice
Acaba de ser lançada a segunda vida da revista Alice, iniciativa do Clube de Criativos de Portugal começada em 2004 e terminada 7 números depois por falta de financiamento. O conceito da revista partia do universo criativo profissional para o mundo ilimitado da criatividade. Mais do que ser uma celebração da comunidade das agências de publicidade e design, o projecto ambicionava ser uma fonte de novas referências pensantes para as disciplinas dos profissionais da comunicação. Sem qualquer esforço, e sem qualquer isenção, pode dizer-se que superou largamente as mais optimistas expectativas. Agora, renasce digital.
A criadora, editora, alma e coração da Alice foi Maria João Freitas, também autora do sui generis A Namorada de Wittgenstein. Foi e continua a ser, voltando a oferecer um conjunto de leituras que rivalizam com o melhor que se possa fazer em Portugal no campo do jornalismo artístico, literário, cultural. Basta ver o índex para confirmar.
Tive o prazer e a honra de participar na primeira versão da Alice, onde assinei os artigos com o pseudónimo Guru. Essa opção foi uma homenagem ao Jorge Teixeira e ao Manuel Maltez, respectivamente o pai e o padrinho da alcunha com que me brindaram quando trabalhei na BBDO. Esses números em papel serão todos republicados na Internet, respeitando integralmente o grafismo original. Já se encontra disponível o 1º.
Membro da Comissão de Inquérito Parlamentar antecipa-se a João Semedo e publica o relatório
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JÁ TODOS SABEMOS QUE ELE MENTE…
…mas isso não é muito importante.
..e depois? Não mente toda a gente?
…e que fez tudo que já sabemos que fez?
Que importa? O país não tem problemas mais importantes?
É assim que nós estamos. Doentes até à à raiz da medula.
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Consta que este relatório também pode ser apresentado como atestado médico para os devidos efeitos.
Governo só há um
Pedro Correia, alguém que participa em dois blogues colectivos (pelo menos), descreveu o Aspirina B como o mais fervoroso blogue pró-governamental. Contudo, não o nomeou, nem sequer ao autor de quem aproveitou um texto para escrever o seu. Foi uma deselegância nascida do acinte, claro, a qual atinge os meus actuais colegas, José do Carmo Francisco e Confúcio Costa, subitamente transformados em apoiantes de quem nunca apoiaram (e que até, provavelmente, repudiam).
Pedro Correia sabe o que é um blogue colectivo, e seria o primeiro a defender a independência de todos os autores com quem partilha os blogues, aposto, mas esse respeito mínimo por terceiros em condições iguais não está reservado para os inimigos. Se lhe cheira a Sócrates, vê assessores, anónimos, bando. É ele que define quem são os livres e os inteligentes – por coincidência os seus amigos e preferidos, ui, ui.
Acontece que o homem está certo, desde que seja mais zeloso na atribuição. Eu sou pró-governamental, com um fervor que transcende a cor política. Caso os Verdes façam uma coligação eleitoral com o que ainda restar do MIRN, e ganhem, continuarei a minha gloriosa campanha a favor do Governo. A ideia de ser contra um Governo democraticamente eleito, e que respeite o Estado de direito, é um luxo que não posso pagar. A minha segurança, bem-estar e realização cívica estão dependentes da governação, o bacanal anarquista pode esperar mais uns séculos.
Resta só acrescentar que ser pró-governamental implica ser pró-oposição; isto é, também desejar a melhor oposição possível. Um Governo com uma oposição que se limite ao boicote, que não seja alternativa, que calunie de forma maníaca, terá uma governação necessariamente inferior visto as condições políticas serem disfuncionais. Já o inverso não acontece, pois quando a oposição é superior ao Governo o resultado é benéfico: os opositores ganham as eleições seguintes e substituem quem não deu conta do recado.
Isto é simples, Pedro. Talvez seja é demasiado simples para ti.
Ai, Jesus
Apita o combóio
Em 1880 a imprensa de Lisboa voltou a insistir no tema batido – exploração turística da orla marítima entre a capital e Cascais, à semelhança do que se fazia em França em tôrno de Nice. A ideia já calava fundo no ânimo de muita gente. Não tardou a fundar-se a «Companhia do Monte Estoril», famosa e arrojada iniciativa de meia dúzia de capitalistas viajados, mas antipática aos mercadores da rua dos Fanqueiros. Dispunha a Companhia dum capital de 225 contos, e propunha-se a ousadas emprêsas de urbanismo.
Enfim, depois de muitas hesitações, de discussões acaloradas na imprensa e no parlamento, de dúvidas quanto ao futuro de região tão nua e estéril, a pressão dos modernistas, que o Rei D. Luiz protegia e encorajava, conseguiu dum ministério favorável a concessão do caminho de ferro para Cascais. A Real Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses considerou a linha como coisa de somenos. Chamou-lhe «Ramal de Cascais», e tão mesquinha era a região servida por êle que ninguém reclamou contra a designação.
[…]
Feita a linha, começaram a multiplicar-se as moradias de veraneantes em tôdas as povoações do percurso, ergueram-se altos muros de quintas em tôrno das casas apalaçadas que iam surgindo, plantaram-se cedros, olmos, ciprestes, castanheiros da Índia, faias, buxos decorativos, exóticos tamarindos, enfim, enquadrou-se em verdura o recorte doirado das praias e esmaltou-se o chão de jardins. Até Lisboa alterara o seu aspecto por via da linha, atulhando o córgo onde o caneiro corria na baixa do Atêrro e encaminhando-se as suas águas para o rio num conduto subterrâneo – modernismo que deixava boquiabertos, mas não mudos, todos os Velhos do Restelo disseminados pela capital.
MEMÓRIAS DA LINHA DE CASCAIS, Branca de Gonta Colaço e Maria Archer, 1943, Edição Fac-similada 1999, pp. 30-32
A moral não suporta a ética
Ricardo Rodrigues prejudicou-se a si mesmo, e prejudicou o PS e o Governo, ao se ter passado da corneta na entrevista à Sábado. Entrou para o anedotário da política nacional e não mais se livrará dos ecos gozões do burlesco que o seu descontrolo emocional produziu. E acabam aqui os danos. Para os jornalistas envolvidos, para a Sábado, para a oposição e para uma legião de hipócritas, decadentes e moralistas, foi a sorte grande.
Teria sido muito fácil deixá-lo cair. Era politicamente correcto abandoná-lo qual leproso. Felizmente, tal não aconteceu – e espero que não venha a acontecer. Ao aceitar os prejuízos e dificuldades da manutenção do Ricardo no grupo parlamentar, expondo o corpo à continuação dos ataques por causa do episódio, o PS dá um grande exemplo do que é a famigerada ética. Eticamente, há que fazer justiça, tomar o acontecimento pelo que ele é, não pelo que terceiros dizem que foi. A prova da bondade desta postura está no custo que ela implica, tão mais alto quanto o deputado não é propriamente a figura mais charmosa e discreta dos socialistas.
É sempre triste quando aparecem rufias armados em fortes com os fracos. Ricardo Rodrigues é o fraco na história, mal deve aguentar o peso do arrependimento pela estupidez de que se fez vítima. Contudo, preferia estar no seu lugar a ser um dos que o perseguem. A impiedade é alarve e solitária.
Inconstâncios
Desce e sobe
Tirando os especialistas, mesmo que autodidactas, e os que detém informação privilegiada, mesmo que adquirida livremente, o resto da população está destinada a enlouquecer se gastar emoções com o que se passa na economia. Pura e simplesmente, a complexidade do fenómeno, para quem está a olhar para o palácio, torna inútil ter a mínima pretensão acerca do que os acontecimentos significam.
O exemplo mais simples é o da bolsa. A bolsa sobe e desce, precisamente o que é suposto que aconteça: subir e descer por ciclos e devido a factores aleatórios. Descer é mau? Os catastrofistas da actualidade reagem como os hipocondríacos, vêem nas descidas o prenúncio do fim da civilização ocidental. Porquê? Porque estão apavorados e querem consolo, uns, porque qualquer pretexto serve para acirrar a irracionalidade das massas, outros. Se acalmassem, tomariam como ideia lunática esse cenário em que os países preferissem o caos ou não fossem capazes de se organizar em modelos de subsistência e crescimento. É que sempre assim aconteceu, apesar de horrendas catástrofes, e com crescente sucesso. Que mariquice é esta com o Euro?…
Quando a bolsa cai, pode ser altura para comprar. Ou para esperar que desça ainda mais, de modo a pagar ainda menos e aumentar o lucro futuro. Quem fala da bolsa, fala da lógica de qualquer outro investimento, onde as conjunturas negativas podem ser propícias se aproveitadas com coragem. Se o plano for o de manter o capitalismo, o sistema inventa formas de crescer – por isso afasta o caos e alimenta a liberdade.
Como ensinava Heraclito, o caminho por onde se desce é o caminho por onde se sobe.
Crespopatia
O que se passa no Jornal das Nove não se vê em mais lado nenhum da televisão portuguesa. A coberto de um formato noticioso, Crespo dá tempo de antena a todo o refugo cavaquista e demais grémios ressabiados anti-Sócrates. Medina Carreira conseguiu lá ir 1689 vezes, só no último ano, apesar desta dupla ter palco semanal garantido. Para além dos convidados, as peças que abrem o pseudo-noticiário são panfletos que tentam emular a Noite da Má Língua, mas reduzidos a um único alvo.
Sim, Balsemão que faça o que quiser com o seu dinheiro, que ninguém é obrigado a suportar a porqueira. Porém, contudo, todavia, há um enigma a crescer: que leva as vítimas da sua sanha a não só se prestarem ao espectáculo como a manifestaram uma deferência para com a criatura que nada – absolutamente nada! – justifica? Crespo é sabujo para com os aliados e sujo com os adversários. Não apresenta questões, faz libelos em forma de perguntas que depois contradita dramaticamente quando não correspondem ao seu guião. Especialmente avacalhante é o subtexto decadente que promove sem descanso, onde expressa um soberbo desprezo pela classe política e instituições da República. E tudo isto feito em nome de uma putativa superioridade moral que varre qualquer discurso que lhe apareça à frente para o grande esgoto da sua megalomania.
Durante muito tempo frustrei-me sem entender o que levava o aparentemente urbano e estimável António José Teixeira a permitir o continuado desaforo lesa qualidade da democracia no lugar onde se devia apresentar jornalismo. Depois, na campanha para o PSD, ficou claro que o director da SIC-N apoiava o Rangel. Assim, já a coisa fazia pleno sentido. A fome tinha-se juntado à vontade de comer.