Alice

Acaba de ser lançada a segunda vida da revista Alice, iniciativa do Clube de Criativos de Portugal começada em 2004 e terminada 7 números depois por falta de financiamento. O conceito da revista partia do universo criativo profissional para o mundo ilimitado da criatividade. Mais do que ser uma celebração da comunidade das agências de publicidade e design, o projecto ambicionava ser uma fonte de novas referências pensantes para as disciplinas dos profissionais da comunicação. Sem qualquer esforço, e sem qualquer isenção, pode dizer-se que superou largamente as mais optimistas expectativas. Agora, renasce digital.

A criadora, editora, alma e coração da Alice foi Maria João Freitas, também autora do sui generis A Namorada de Wittgenstein. Foi e continua a ser, voltando a oferecer um conjunto de leituras que rivalizam com o melhor que se possa fazer em Portugal no campo do jornalismo artístico, literário, cultural. Basta ver o índex para confirmar.

Tive o prazer e a honra de participar na primeira versão da Alice, onde assinei os artigos com o pseudónimo Guru. Essa opção foi uma homenagem ao Jorge Teixeira e ao Manuel Maltez, respectivamente o pai e o padrinho da alcunha com que me brindaram quando trabalhei na BBDO. Esses números em papel serão todos republicados na Internet, respeitando integralmente o grafismo original. Já se encontra disponível o 1º.

9 thoughts on “Alice”

  1. que tem personalidade própria, tanto se lhe dá para meter logo um comentário como para não abrir um link, estou na mão dos deuses e até acho piada.

    cruz de guru,

    que a cruz se faça de luz

    (vem cá o papa que é um gajo que gosta de andar com um bastão de ouro onde ostenta um Cristo escanzelado e tenho de aproveitar para meter esfeitos especiais ao barulho e já agora dar uma mão)

  2. sim, demoraram a perceber mas enfim.

    vejam lá os apoios sociais e a base da pirâmide, a ponte cai pela base do pilar e não estou a brincar, facilitem os micronegócios em particular os com incidência ambiental, ecológica.

  3. já lá fui Vuru. gostei: vou consumir, pois. :-)

    (com humildade, pois claro, que dizes deste exercício criativo para convencer os consumidores do grito do deusiranga? :-D)

    De deus

    «deus@dmail.go»

    Data 31 de Abril de 2010 00:59

    Assunto de missão

    Homens,

    De missões estou eu farto. E aqui estou – a confessar-me a vocês que me inventaram. Aguentei quanto pude – até descobrir que estou aDeuseroso. Sim: o vosso cancro, a enfermidade do aDeus, também me contagiou. Tentarei ser breve (afinal de contas a celeridade sempre foi uma exigência vossa) e resumir o que causou aDeus:

    a) isso de eu estar sempre no meio de vós tornou-me tísico: uma terrível asfixia progressiva;

    b) já não dava vazão a tamanhas erecções: por tanto colocarem, em mim, ao alto, os vossos corações;

    c) o escudo em que me tornaram perdeu a resistência: arranjem outro que vos proteja;

    d) ajudar não é abusar: a exploração a que fui sujeito atingiu, dos céus, o limite;

    e) cansei. Cansei da possessibilidade de todos: quero, agora, enfim, repor a minha dignidade e recusar ser prostituto a troco de esmolas e água benta.

    Todas as doenças, meus caros, têm de ser tratadas e aDeus não é excepção. Deixo-vos.

    (ainda consciente – não sei como – mesmo depois de aguentar, nas horas de missa, que me encharcassem de vinho a alma e de dentadas o corpo)

    Desta feita – e sem muito mais por fazer – erradico, aqui, agora, a doença do aDeus: estou, finalmente, a oferecer-vos a salvação.

    aMim,

    Deus.

  4. AH, ENTÃO O VALUPI É MESMO UM GURU. BELO TEXTO, O DA ESPIRAL. QUANTOS NOMES MAIS TENS? E QUANTOS MAIS DE VOCÊS ESCREVEM? UM ABRAÇO.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.