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Crato, enfia o oxímoro na paideia

Estamos a trabalhar para que a Ciência em Portugal seja cada vez melhor, para que haja cada vez mais cientistas e mais jovens interessados na Ciência.

Crato, 16 de Dezembro

Ministro diz que orçamento reduzido da Fundação para Ciência e Tecnologia é “adequado”

Crato, 4 de Janeiro

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Para além das pulhices, canalhices e filhas-da-putice que caracterizaram a estratégia dos partidos da direita contra Sócrates e quem o apoiasse, os publicistas da gente séria tinham, e continuam a ter, especial gozo em atacar tudo o que cheirasse a inovação e tecnologia. Por isso vimos o frenesim com que o programa Magalhães foi achincalhado, tendo-se vilipendiado todos os seus fundamentos e objectivos, desde a licitude dos acordos de produção à validade pedagógica e valor comercial. O mesmo para o investimento nas energias renováveis. O mesmo para o fabrico de carros eléctricos. O mesmo para a remodelação do parque escolar. Nada que o Governo PS fizesse na área do desenvolvimento podia ser recebido como um contributo para o bem comum, era necessário cobrir de lama os projectos e as centenas ou milhares de pessoas envolvidas nas diferentes fases, nos diferentes institutos e instituições, nas diferentes partes do nosso país e da nossa sociedade. Os direitolas não suportam o talento alheio, é-lhes especialmente doloroso constatarem pela obra de terceiros a bela bosta que são.

O tragicamente curioso, e supinamente avacalhante, foi observar a colagem dos imbecis do PCP e do BE a esta fúria anti-científica, anti-cultural, anti-civilizadora. Para os imbecis o que mais importava, o que só importava, era ver o PS destruído, por isso alinharam em júbilo nas campanhas difamatórias, saindo logo para a rua de archotes na mão à procura dos corruptos socialistas e suas negociatas diabólicas com os capitalistas e imperialistas. O racismo ideológico do PCP e do BE serviu às mil maravilhas os propósitos da direita mais decadente que Portugal conheceu depois do 25 de Abril.

Cabrão do Gordo

O acórdão do STJ com data de 15 de Dezembro considerou provado que o gestor, Leonel Gordo, de 46 anos, burlou o padre responsável do Instituto, entre 2004 e 2005. Convenceu-o a resgatar depósitos a prazo e aplicações para investimentos seguros e “quando por telefone” o padre lhe dizia que ía “levar depósitos, fazer transferências entre contas ou formalizar operações que aquele lhe propunha”, o bancário “quase sempre retorquia que não valia a pena estar a maçar-se com deslocações ao Banco, pois ele se deslocaria pessoalmente para concretizar tais operações”, refere o acordão.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) condenou o BPN a devolver 3,584 milhões de euros com juros desde Abril de 2006, ao Instituto Missionário da Consolata, com sede em Fátima que, durante um ano, entregou essa quantia a um gestor daquele banco que prometia juros mais elevados do que os do depósito a prazo. O bancário utilizou antes o dinheiro para investir na Bolsa e perdeu-o.

Fonte

2011, um ano feliz

Aqui no Aspirina B, pelo menos. Senão, veja-se. Em Maio o Vega9000 juntava-se à malta como autor. Sendo já um blogger de mão-cheia noutros poisos, e uma presença marcante nas nossas caixas de comentários, veio espalhar entre nós a sua criatividade, excelente humor e entusiasmo cívico com plenos recursos de publicação e edição. É dele, e de longe, o maior sucesso de popularidade do ano – Pequenas arrelias do consumidor – com 19 referências no Twitter e 320 no Facebook. Uma maré de gente a aplaudir. Em Junho foi a vez da Penélope aceitar duplicar o contingente feminino, dando-nos a honra de se iniciar connosco nestas lides blogosféricas como autora. Sou fã da sua atitude frontal, da análise perspicaz e do estilo contundente. E em Setembro foi a vez de chegar a guida, também usual comentadora e desconhecendo por completo os bastidores de um blogue. Para além de, em 6 anos de existência, havermos finalmente atingido a paridade sexual na equipa de autores, um feito importantíssimo por todas as razões e mais duas, a guida têm-nos oferecido verdadeiras pérolas de uma crítica política original, onde a delicadeza é feroz e a ferocidade delicada. E se ainda lembrarmos que a Isabel Moreira começou a passear por cá os seus tão subidos conhecimentos, e a admirável paixão por isto de vivermos juntos e termos de nos governar como se fôssemos adultos, desde Dezembro de 2010, o que corresponde ao período pré-2011, podemos afirmar que o ano passado foi feliz do princípio ao fim e sem um único dia de descanso.

Este é também o momento para agradecer aos amigos que nos abraçaram com a sua simpatia e generosidade nestes tempos de celebração colectiva. Que façam a melhor festa de todas, aquela que não vem marcada no calendário nem pode ser planeada: a intempestiva, inefável, inconcebível fruição do mistério de ser.

(estes são os nomes daqueles que nos deixaram votos festivos, e é altamente provável que tenha deixado escapar alguém – as minhas antecipadas desculpas)

Teofilo M.
mdsol
a.r.
Dédé
Rita Vasconcellos
Morto de Riso
António P.
Marco Alberto Alves
edie
joão viegas
§
blablazada
Jnascimento
Manuel Pacheco
mais_outro
jpferra
reis
jose albergaria
Ana Paula Fitas
Kaos

Impressionar à borla, brilhar de graça, seduzir sem gastar um tusto

Study Assesses Pain Relieving Benefits From Music
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Using MP3 Players at High Volume Puts Teens at Risk for Early Hearing Loss, Say Researchers
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Aging Brains Match Youth in Some Mental Tasks
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Study Links Quality of Mother-Toddler Relationship to Teen Obesity
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Diet Patterns May Keep Brain from Shrinking
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Should you keep your New Year’s diet a secret?
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The Importance of Making Holiday Memories

5 de Junho já passou e correu mesmo bem, agora toca a unir esforços, até porque o povo tem mais é que sofrer depois de ter andado a votar naqueles criminosos que gastaram o dinheiro todo mal gasto em serviços públicos e apoios aos desfavorecidos e investimentos em educação, tecnologia e ciência, que nojo

Durante muito tempo vivemos a ilusão do consumo fácil, o Estado gastou e desperdiçou demasiados recursos, endividámo-nos muito para lá do que era razoável e chegámos a uma “situação explosiva”, como lhe chamei há precisamente dois anos, quando adverti os Portugueses para os riscos que estávamos a correr.

[…]

Somos todos responsáveis. Esta é a hora em que todos os portugueses são chamados a dar o seu melhor para ajudar Portugal a vencer as dificuldades. Trabalhando mais e apostando na qualidade, combatendo os desperdícios, preferindo os produtos nacionais. Deixando de lado os egoísmos, a ideia do lucro fácil e o desrespeito pelos outros.

[…]

Nenhum Português está dispensado deste combate pelo futuro do seu País.

Este é um tempo de união de esforços. De nada adianta dividirmo-nos em lutas e conflitos sem sentido. Não devemos desviar as energias daquilo que é essencial para enfrentar os desafios do presente.

Não é combatendo-nos uns aos outros que conseguiremos combater a crise.

Diz que é uma espécie de Presidente da República

Bute escolher a bacorada do ano

Este ano agora findo foi vintage para a recolha de bacoradas. Após um esforço titânico, consegui reduzir o lote a 25. Significa que menos de 250 não faria sequer justiça à produção registada, e que à volta de 2 500 citações seria a quantidade mínima para termos uma perspectiva aproximada do conjunto. Eis o que a elite política pensa da nossa inteligência.


Pós-verbalismo

Jantar com 20 pessoas. Média de idades de 30 e poucos anos. Depois da paparoca, metade do grupo fica a tirar fotografias entre si, a outra metade agarrada aos telemóveis a jogar.

Não se trata de decadência porque a decadência seria sempre mais interessante.

Coisas boas

Tiago Barbosa Ribeiro está de volta às lides blogosféricas com O Portugal Futuro. É mais uma fonte de inteligência política à esquerda que agora recomeça a actividade sob os teleológicos auspícios de Ruy Belo.

Pedro Lains inova na blogosfera nacional ao aderir ao crowd funding. Tendo em conta que esta é uma voz especializada em economia onde vigora a honestidade intelectual, há uma altíssima probabilidade de que o dinheiro angariado seja revertido em benefício da comunidade. Claro, se ainda der para ele comprar um Porshe, também não virá daí grande mal para as finanças públicas, disso podemos ter a certeza.

Uma dos melhores pedaços de cinema que vi este ano foi-me oferecido pelo O Homem Que Sabia Demasiado, aqui: “Soy Cuba”

Quem é que ganhou com o chumbo do PEC IV?

Claramente, o acontecimento que marca a vida política, e a vida do País, durante o ano é a situação de resgate em que caímos. Foi um momento particularmente dramático para o País, como se vê. Creio que nem tudo foi feito para o poder ter evitado, mas creio que foi sem dúvida o acontecimento que marcará a história portuguesa durante os próximos anos ainda. E creio que as lições que todos devemos tirar da situação em que ficámos nos devem também servir para não prolongarmos esta situação indefinidamente. E é preciso que o País se mobilize, justamente nesta fase crítica, para que rapidamente se restabeleça uma situação de normalidade do ponto de vista do financiamento da economia, do Estado, das famílias, que é o problema mais sério com que a sociedade portuguesa se confronta nos próximos anos.

Luís Amado, 23 de Dezembro

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Uma das formas de manipulação mais comum, porque mais eficaz, consiste em enviar mensagens contraditórias ao mesmo tempo. Por exemplo, alegar que se violenta alguém por amor quando o amor é o critério que evitaria a violência ou a repararia. Defender que a liberdade pode ser perigosa quando é a ausência de liberdade a causa dos maiores perigos. Ou dizer que terceiros são os responsáveis pelas nossas acções negativas, porque nos incomodaram ou não apoiaram, quando isso implica que também outros teriam então de ser responsáveis pelas nossas acções positivas, assim nos anulando como seres com autonomia. O objectivo da contradição é a confusão mental e a subjugação aos interesses de outrem, funcionado pelo desvio da atenção dos elementos racionais numa dada situação para que sejam substituídos pelos mais cegos instintos de filiação e segurança. Quando uma pessoa que habita com outra – seja por anterior escolha de ambos ou laço familiar – justifica o seu comportamento narcísico, ou ameaçador, ou destrutivo, ou tudo isto junto, com um suposto profundo sentimento de afecto pela vítima, está a exercer uma insidiosa agressão que depende da manutenção da perversão semântica para se suster operativa.

O anterior Governo foi alvo de várias campanhas negras, ataques cujo único propósito era a difamação e não a comparação com políticas alternativas, uma delas que tinha em Luís Amado – mas cujo alcance atingia os restantes membros do Governo e do PS sem excepção – o nome ideal para este tipo de manipulação onde a contradição é intencionalmente cultivada como táctica. Depois das eleições de 2009, não sendo possível ao PS estabelecer qualquer acordo com os imbecis do BE e do PCP, a direita partidária apenas tinha de conter a fúria dos seus barões mais ressabiados e garantir a reeleição de Cavaco antes de se lançar no assalto final. Até lá, tratava-se de manter o Governo sob pressão máxima, sugerindo que a qualquer momento cairia. Isso foi feito através das coligações negativas, através das comissões de inquérito parlamentar, através das violações do segredo de justiça numa continuada exploração da golpada de Aveiro, através da ocupação do espaço mediático por sectários e fanáticos da direita e da esquerda, através dos apelos à intervenção do FMI feitos tanto em Portugal como no estrangeiro, e através do confronto aberto que o Presidente da República manteve sempre que foi fazendo declarações. No auge desta estratégia, assistimos a uma farsa na aprovação do Orçamento para 2011, o qual o PSD sabia jamais deixar que se executasse, e assistimos ao supino gozo debochado que consistia em sugerir uma possível coligação de bloco central, ou um Governo de salvação nacional, desde que o PS decapitasse a sua liderança e colocasse lá aqueles que os ranhosos aprovassem: os nomes mais falados iam de António Costa a Francisco Assis, mas o preferido era Luís Amado.

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Cineterapia


Jodaeiye Nader az Simin_Asghar Farhadi

Num documentário da produção de Persepolis, a felicíssima adaptação do romance em banda desenhada com o mesmo título, Marjane Satrapi explica que a linguagem gráfica permitiria realçar a universalidade da história, e histórias, que tinha para contar. Segundo a autora, e co-realizadora, era importante fugir da visão folclórica que mostrasse os iranianos como seres exóticos, destituídos de pontos de identificação para o público ocidental, perigo que antevia na utilização da fotografia. Também a opção pelo preto e branco favorecia a homogeneidade de uma narrativa com algumas cenas fantasistas e oníricas, disse na explicitação do intento hermenêutico e estético de apuramento do olhar humanista que percorre toda a obra de lés a lés e de alto a baixo.

Vem esta citação como introdução a contrario do que precisamente acontece no filme – igualmente de um iraniano e tendo o Irão como cenário – que em português responde pelo nome Uma Separação. Enquanto no exercício de Satrapi a exclusão dos elementos superficialmente realistas liga-nos de imediato à realidade das personagens, a qual é a nossa tanto no que tem de essencial como até no que tem de acidental, no exercício de Farhadi o caminho é diametralmente oposto: é a superfície da realidade que reclama atenção, acabando por se erigir como protagonista. A verdade das personagens está à vista sem mediações, enfrenta-nos, confronta-nos, abraça-nos, insulta-nos. Não há qualquer fuga porque para onde formos não só vamos encontrar essa realidade como vamos também levá-la connosco, o que resulta numa espiral onde a realidade é cada vez mais densa, mais esmagadoramente presente. E assim surge, com rigor geométrico, o veículo que leva o espectador a abandonar todos os particularismos ficcionados para atingir uma contemplação de realismo universalista paralela à de Persepolis: somos nós que estamos ali naquele Teerão onde nunca fomos e que nunca vimos – aquela separação é nossa, é a nossa.

Este é o filme do ano, Farhadi é um grande mestre, e a meio da projecção já dá vontade de nos levantarmos e bater palmas, bater em tachos e panelas, lançar urros e cartolas pelo ar, tamanho o virtuosismo com que somos levados sem uma falha para dentro daquele mundo. Um mundo atravessado por um vendaval de mentiras e cegueiras. E que termina com a milenar lição sapiencial: o que nos separa é um espaço vazio, uma porta aberta.

Façamos justiça pelas nossas próprias cabeças

Dono de pastelaria detido 16 vezes em três meses

Se não existir uma qualquer autoridade que investigue este caso, que até pode ser um corpo de bombeiros ou grupo de escuteiros que ambos têm fardas, este país deve ser evacuado e servir de lixeira para o resto do Mundo.

Ordem propõe expulsão de psiquiatra que fez sexo com doente deprimida e grávida

Se o entesoado psiquiatra não for expulso, todos os médicos serão cúmplices do crime que a Justiça deixou impune.

Impressionar com confiança, brilhar em confiança, seduzir à confiança

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It’s Good to be Good: Dr. Stephen Post on the Scientific Evidence
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