Temos então o CDS-PP preocupado com o Estado social?
Sempre esteve! Há uma grande diferença entre um partido democrata-cristão e, se quiser, nessa matéria, um partido puramente liberal. A esquerda passou o Verão a falar no Estado social e neste Orçamento dá-lhe uma machadada que devia envergonhar o engenheiro Sócrates. Eu já o disse uma vez e repito-o: o engenheiro Sócrates prepara-se para tirar o abono de família a pessoas com 629 euros de rendimento. O abono de família foi criado em 1942 e até o dr. Salazar o pagava, veja bem onde chegámos! Há 750 mil pessoas que têm para viver todos os meses 240 euros ou menos – são os pensionistas. Foram congeladas essas pensões a eito! A única coisa inevitável é reduzir a despesa pública – como reduzir a despesa pública, aí é que há diferenças entre nós!
Vai fazer essa discussão na especialidade?
Com certeza! Uma coisa de que as pessoas podem ter a certeza absoluta: o CDS não agravará um cêntimo o défice!
E vai cortar onde? Já não pode cortar nos submarinos.
Posso cortar em inúmeros sítios, como vamos demonstrar. Vamos fazer propostas selectivas e as nossas três preocupações, por exemplo na área social, são: o IVA das instituições sociais para obras sociais, creches, lares, etc. Bom, isso vai a caminho… Apesar de tudo, o Governo começou a ceder – o CDS fez bem em levantar a questão. Permitir que as pensões mínimas, rurais e sociais, que são pensões de 246 euros, de 230 e de 189, não fiquem congeladas, tenham pelo menos uma actualização com a inflação, e a questão do abono de família pelo menos no quarto escalão, ou seja, de famílias de rendimentos baixos e modestos. O CDS identificou 14 rubricas em que, com esforço, profissionalismo e rigor, é possível reduzir a despesa. Dou-lhe um pequeno exemplo que toda a gente entende: o Estado prepara-se para gastar 47 milhões de euros em publicidade, que muitas vezes é propaganda. Prepara-se para gastar 33 milhões de euros em eventos e seminários e continua a ter uma despesa, apesar do esforço que já foi feito, consideravelmente alta em estadas e deslocações. Basta tocar nestas três rubricas e não precisa de congelar pensões mínimas, sociais ou rurais. Queria era que ficasse claro isto!
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O grave problema da confiança vai finalmente ser resolvido em 2012
O homem que enganou os eleitores como nunca se tinha visto (ou imaginado) em Portugal é aquele que vem pregar a confiança para salvação dos pecados cometidos pela malandragem que andava por aí a espalhar a desconfiança entre o povo e a prejudicar a gente séria.
Os populistas são completamente imunes à vergonha na cara.
Alegrias para o povo português
“Não sei qual terá sido o outro Governo com mais escrutínio do que este que o senhor primeiro-ministro lidera. Por isso, o país precisa que o senhor primeiro-ministro tenha sorte e tenha sucesso, porque se o tiver, com certeza resultam vantagens e benefícios para todo o povo português”, declarou.
O Chefe de Estado manifestou-se “convencido” que “a maioria dos portugueses olha com sentido de esperança para o Governo, isso também aumenta a responsabilidade do Governo”.
O Presidente quis desejar a cada um dos membros do Governo e às suas famílias “um feliz Natal com saúde, mas também com descanso, porque contrariamente aquilo que muitos portugueses pensam, os ministros, secretários de Estado e o primeiro-ministro não são super-homens”.
“Às vezes até se espera que os membros do Governo façam tudo e muito rapidamente, e às vezes até se espera que façam milagres. É bom que os portugueses estejam conscientes que os membros do Governo são pessoas, são seres humanos, não são super-homens”, considerou.
“Para o ano de 2012 desejo bom trabalho a todos, que esse trabalho lhes traga muitas alegrias, porque se for assim também trará alegrias para o povo português”, afirmou.
Foda-se, Seguro
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Foda-se, Seguro, desditoso o dia em que te convenceste que seres Secretário-Geral do PS era uma cena bacana no teu currículo. Foste eleito há cinco meses e sabemos tanto das tuas ideias para o País como fomos sabendo ao longo dos últimos 5 anos: atacar os teus correlegionários com a suspeita de serem corruptos e conseguir colar duas banalidades com cuspo frente às câmaras achando que o servicinho fica feito.
Foda-se, Seguro, trágica a hora em que não assumiste a tua oposição a Sócrates, explicando frontalmente aos militantes, aos eleitores e aos cidadãos o que te separava das políticas e práticas da anterior liderança socialista. Em vez disso, tens sido cúmplice passivo, inerte, de todas as atoardas lançadas contra o carácter de ex-governantes e contra um período político onde se levou Portugal a avançar em várias áreas decisivas. O resultado é esta bizarria de preferires não ter ao teu lado os melhores camaradas de armas que o PS tem na sua bancada e fileiras.
Foda-se, Seguro, confrangedores estes discursos soporíferos em que achas que falar da tua pessoa interessa ao menino Jesus e onde nem sequer um texto escrito és capaz de ler com alma. Merecias provar do teu próprio veneno e o silêncio à tua volta passar a ser cada vez maior até que ficasses a falar sozinho dos teus problemas e dos teus exemplos.
Foda-se, Seguro, os portugueses, as portuguesas, os portugueses que ainda não são portuguesas, as portuguesas que já foram portugueses, e os portugueses e portuguesas que não são nem uma coisa nem outra antes pelo contrário, a última coisa que precisavam neste momento era de mais um sonso para fazer tripé com Cavaco e Passos.
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Um reaccionário é um reaccionário é um reaccionário
O PCP lamenta a morte de Kim Jong-il mas não aceita participar num voto de pesar pela morte de Vaclav Havel. O ódio dos comunistas portugueses à democracia é absoluto, é ontológico. Tem por isso muito interesse ver o papel do PCP no desgaste do anterior Governo, tendo dado directo apoio ao PSD e CDS para que esta direita tomasse todo o poder. Ninguém melhor do que os fanáticos do marxismo-leninismo sabe que não há coincidências em política, só alianças e confrontos. E na era Sócrates as alianças dos reaccionários de direita com os reaccionários de esquerda eram celebradas tanto no Parlamento como no espaço público. Por exemplo, Bagão Félix chegou a promover a ideia de um psicadélico Governo PSD-CDS-PCP. Os 30 tarecos que se vestiram de branco para estarem durante a hora de almoço frente à Assembleia da República, a patética nano-manifestação “Todos pela liberdade”, vinham dos extremos ideológicos, misturando fachos reciclados com estalinistas freelancer. E quando Relvas junta na sua equipa João Gonçalves com António Figueira, sob a bênção do sectário Pedro Correia, não estamos perante um entusiasmo multiculturalista, estamos é a constatar a actualidade do velhinho adágio de que os iguais se atraem. No caso, iguais na soberba decadente.
O PCP só continua a existir porque controla os sindicatos, não por ser incansável a repetir as cassetes evangélicas. É até elogiado por esse serviço policial pelos patrões, qual autoridade institucional que garante manifestações ordeiras e negociações onde algo sempre se conquista para que tudo fique na mesma. Mas como é que os bravos revolucionários conseguem racionalizar o seu permanente boicote ao regime e a perseguição ao PS, de tal maneira que preferem aliar-se aos supostos arqui-inimigos a negociar com a esquerda democrática? A resposta deu-a recentemente Jorge Messias, quando num momento de rara descontracção publicou a fantástica visão da realidade que os comunistas portugueses partilham entre si quando entram na Soeiro Pereira Gomes e, finalmente, se sentem a salvo dos males do mundo, lá conseguindo falar em voz alta sem ser no código da clandestinidade:
A rede conspirativa que se vai instalando na terra tem claramente origem em formações capitalistas proclamadamente religiosas. Basta olhar-se para o esquema organizativo que vai chegando ao conhecimento público para nele se reconhecer a mãozinha sinuosa dos jesuítas e dos illuminati maçónicos.
[…]
Há políticas altamente complexas, como as que intervêm na crise financeira internacional, no terrorismo, nas área do gás e do petróleo, etc., que necessariamente estão a ser já coordenadas por um único governo oculto.
[…]
Dá-se como certo que na base deste tenebroso programa final figuram os sionistas, o Vaticano e a Maçonaria. Nada custa a crer que assim seja: o plano actual da Nova Era tem as marcas do «Apocalipse», das ambições planetárias ilimitadas dos grandes estados ocidentais, das alfurjas das caves do Vaticano e da Maçonaria e das tenebrosas ordens secretas, laicas ou religiosas.
Viva a gente séria!
Não consta em nenhum órgão de comunicação social que o PSD e o CDS estejam a entregar Portugal aos chineses, a apagar a memória da República e da Monarquia em simultâneo, a deixar a bandidagem à solta, a esmagarem iniquamente os pobres e a classe média com impostos e taxas, a mentirem descarada e funambulamente na praça pública.
São estas as grandes, enormes, fabulosas vantagens de termos a gente séria tranquilamente instalada no poder.
Épico
«Tenho não só a convicção, mas a certeza de que estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para garantir que vamos atingir as metas a que nos propusemos. Da mesma maneira que atingimos as metas que tínhamos para este ano, atingiremos as metas para 2012 e a partir de 2013 todos estaremos mais confiantes de que Portugal terá dobrado o cabo das tormentas», afirmou.
O primeiro-ministro acrescentou que a partir de 2013 o Governo estará «em condições de dizer aos portugueses que o sacrifício valeu a pena, a transformação da sociedade portuguesa está a ocorrer», no sentido de criar «uma democracia mais forte, uma sociedade mais justa, em que o fosso entre ricos e pobres comece a estreitar, em que o acesso à justiça seja mais efetivo».
Vamos lá a saber
Um recente inquérito nos EUA mostrou que grande parte dos americanos indica 150 mil dólares de rendimento anual como o valor necessário para se considerarem ricos. 150,000.00 USD = 115,355.64 EUR. Se dividirmos por 14, dá mais de 8 mil euros por mês líquidos. Estes americanos, contudo, não estão ainda no patamar de riqueza do Diogo Leite Campos, o qual explicou com ar pachola que 5 800 euros por mês corresponderia à remuneração da classe média baixa, e que quem ganhasse 1 000 euros vivia na miséria. Diogo Leite Campos é um dos vice-presidentes do PSD, é doutorado em Direito e Economia, considera que o Estado Social defende os mais espertos e os aldrabões e é vice-presidente do PSD, para além de ser vice-presidente do PSD, partido que, por sua vez, o escolheu para vice-presidente.
Pois bem, de quanto carcanhol por mês é que precisas para seres rico?
No começo do Inverno, sinais da Primavera
Era tudo tão evidente
Declarações finais de um debate onde Passos termina com uma grande verdade, e onde Sócrates desenrola o seu habitual lençol de mentiras, alucinações e desvarios tirânicos.
Eu creio que o País tem hoje muito claro que a partir do dia 5 de Junho precisa de ter um Governo que seja competente e capaz. E que seja realmente possível entregar um resultado que aqueles portugueses que hoje estão desempregados, que estão assustados com o futuro, porque sabem que o País foi conduzido a uma situação de praticamente bancarrota – quer dizer, de não ter dinheiro para honrar os seus compromissos – esses portugueses sabem que há um responsável por essa situação, essa responsabilidade cabe ao Eng. José Sócrates, e ele não tem desculpa na medida em que o PSD já cooperou, e cooperou bastante, para que o Governo pudesse ter alcançado um resultado que fosse satisfatório para todos os portugueses. O que está em causa agora aqui, portanto, é de saber se devemos ou não mudar a liderança. E não há dúvida que o País precisa de mudar a sua liderança. Precisa de alguém que respeite os compromissos, alguém que tenha capacidade de diálogo, alguém que pode não ter experiência governativa, como eu, mas não traz na sua consciência ter 700 mil desempregados e um Estado Social que está em perigo se não conseguirmos colocar a economia a crescer. Esse é o meu compromisso com os portugueses. Formarei um Governo coeso e sólido se essa for a vontade dos portugueses, e se eles tiverem, como eu, confiança em que podemos ser capazes em Portugal de fazer diferente do que fizemos nestes 6 anos.
Os portugueses sabem que eu sempre assumi as minhas responsabilidades. E sabem também que nunca virei a cara nos momentos difíceis. Pela minha parte, os portugueses conhecem-me e sabem que tomei sempre as medidas difíceis, exigentes, que foram necessárias para defender o interesse nacional. Para vencer a crise, o País precisa de um Governo responsável, com uma liderança forte, uma liderança preparada e uma liderança segura de si. O que o País dispensa são as aventuras e o radicalismo ideológico que nos levariam a mudanças perigosas, insensatas, e muitas vezes nocivas àquilo que são os interesses das pessoas. Pela minha parte, o que tenho a propor aos portugueses é um caminho de uma governação responsável e moderada. Que resolva os problemas nacionais cumprindo os objectivos que estamos comprometidos com a União Europeia e com o FMI. Mas que também modernize a nossa economia ao mesmo tempo que defende o nosso Estado Social e aquilo que é a protecção social do Estado. Com um Serviço Nacional de Saúde acessível a todos os cidadãos, com uma Escola Pública que esteja disponível para promover a igualdade de oportunidades e com uma Segurança Social Pública que seja uma Segurança Social ao serviço dos mais idosos e dos mais carenciados. Esta é a escolha que temos pela frente. Eu, pela minha parte, confio nos portugueses e confio em Portugal.
Um diagnóstico perfeito deste Governo
About one in every 100 people doesn’t care what others think of him. These people are hard to spot. They are usually physically healthy, and their intelligence is often above average. Yet, in the words of one psychiatrist, they lie without compunction, cheat, steal, and casually violate any and all norms of social conduct whenever it suits their whim. They have no concern for others’ suffering, no remorse when caught, and punishment does little to change them. They are called psychopaths.
Mental-health professionals have usually treated psychopathic behavior as a disorder — a large proportion of the prison population, after all, has been diagnosed with some version of the trait. But viewed from an evolutionary angle, psychopathy looks more like a feature than a bug. Most people are cooperative, trusting and generous. This pays off in the long term. It also creates an opening for those who would rather prey on society than join it. A psychopath’s deceitful, manipulative, and callous nature equips him (it’s several times more likely to be a “him”) to fill this niche.
Psychopaths’ deficit is in empathy, not reason. They understand morality, but they are immune to other people’s emotions. There aren’t many openings for psychopaths, because if there were lots of them, there would be no society to plunder.
The benefit of psychopathy is that you exploit the altruistic without the cost of reciprocating. The downside is that you can cheat a person only so many times. Your victims will also warn their friends about you, and they may seek revenge. So a psychopath must stay one step ahead of his reputation.
Reino das trevas
Avril au Portugal
Diogo Leite Campos concedeu ao i uma entrevista programática. O PSD não vai aumentar impostos até ao final do ano e não tem intenções de despedir funcionários públicos, garante o vice-presidente do partido. O PSD, se vencer as próximas legislativas e for governo, quer pôr o Estado a ajudar as famílias com dificuldades no cumprimento dos seus empréstimos bancários e irá reencaminhar os fundos comunitários para projectos de proximidade. Até ao dia 31 de Dezembro – as contas já estão feitas – é preciso arranjar 5,5 mil milhões de euros para cumprir o défice de 4,6%.
Diogo Leite Campos – “PSD não sobe impostos em 2011” – 2 de Abril de 2011
“Eu sou professor de economia e tenho uma noção muito clara do que é que o País hoje precisa. O país não precisa de mais promessas de impostos e de mais sacrifícios só porque o Estado não faz aquilo que deve. O Estado tem de diminuir as suas despesas, tem de racionalizar o setor empresarial e tem de dar esperança e mobilização ao país”, reforçou. Quanto a um eventual aumento de impostos, o presidente do PSD reiterou que, numa situação extrema”, numa “situação limite”, se tiver de optar, prefere “mil vezes olhar para os impostos sobre o consumo do que estar a ir às pensões das pessoas que têm 200 e tal ou 300 e tal euros”.
Presidente do PSD espera que não sejam necessárias mais medidas de austeridade – 1 de Abril de 2011
Jornalismo laranja
De informal, o Conselho de Ministros extraordinário de ontem só terá tido mesmo a falta de gravatas e a roupa casual dos participantes. Porque os temas em discussão não poderiam ser mais formais e decisivos para o futuro do País: depois da fase um, em que o Governo praticamente se limitou a aplicar as medidas do memorando assinado com a troika e a preparar em contra-relógio o Orçamento do Estado para 2012 e as medidas de austeridade que este implica para o próximo ano e para os seguintes, entra-se agora na fase dois, com as grandes reformas estruturais e a reestruturação da economia nacional.
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Os editoriais do DN caminham a Passos largos para se aproximarem desse ponto de não retorno atingido pelos editoriais do José António Saraiva. Neste exemplo, diz-se aos leitores que o Governo se tem limitado a aplicar as medidas que a Troika impõe. Noutros exemplos, o acordo com a Troika é mau por culpa do Governo que o negociou. Ainda noutros exemplos, o acordo com a Troika era necessário apenas porque o anterior Governo levou o País à bancarrota.
Desconfio que o “Povo Livre” não apresenta um índice tão alto de fanatismo.
Impressionar nas alfândegas, brilhar nas embaixadas, seduzir nos consulados
Working Moms Feel Better than Stay-At-Home Moms
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Life After Cigarettes: Compared With Those Who Continue to Smoke, Quitters Are Both Happier and More Satisfied With Their Health
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Why Do People Defend Unjust, Inept, and Corrupt Systems?
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Study Debunks Myths About Gender and Math Performance
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Less Knowledge, More Power: Uninformed Can Be Vital to Democracy, Study Finds
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Traumatic Experiences May Make You Tough
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Study Explores Men’s Ability to Manage Fear in Ways That Allow Them to Exhibit Confidence
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The Paradox of Gift Giving: More Not Better
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Employee Recognition Important during Holidays (And the Rest of the Year)
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Diversity in Workplace Enhances Bottom Line
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Can Science Predict a Hit Song?
Era tão mentiroso e lunático, não era?
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O ano que está prestes a terminar foi, sem dúvida, um dos mais difíceis e exigentes da nossa história recente. A verdade é que estamos ainda a sentir os efeitos da maior crise económica mundial dos últimos 80 anos.
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Um dos efeitos da crise global, que acabou por condicionar todo este ano de 2010, foi a séria crise de confiança que se abateu nos mercados financeiros sobre as dívidas soberanas dos países do Euro. Esta situação, sem precedentes na União Europeia, levou à subida injustificada dos juros, e afectou todas as economias europeias. Basta, aliás, ver o que passa lá fora para se compreender a dimensão europeia desta crise que a todos afecta embora a alguns países de forma mais intensa.
A verdade é que todos os governos europeus tiveram este ano de fazer ajustamentos nas suas estratégias e tiveram de adoptar medidas difíceis e exigentes, de modo a antecipar a redução dos seus défices como forma de contribuir para a recuperação da confiança nos mercados financeiros.
O Governo português tomou as medidas necessárias para enfrentar esta situação. Com confiança, com sentido de responsabilidade e com determinação. Definiu metas ambiciosas para 2010 e 2011 que vamos cumprir. O que está em causa é da maior importância. O que está em causa é o financiamento da nossa economia, a protecção do emprego, a credibilidade do Estado português, e o próprio modelo social em que queremos viver.
Tenho plena consciência do esforço que está a ser pedido a todos os portugueses. Mas quero que saibam que este é o único caminho que protege o País e que defende o interesse nacional. Caminho que temos de percorrer com determinação, para que possamos, finalmente, virar a página desta crise e garantir um futuro melhor para a nossa economia e para todos os portugueses.
Os portugueses sabem que não sou de desistir, nem sou de me deixar vencer pelas dificuldades. Pelo contrário. É nestes momentos que mais sinto a energia interior e o sentido do dever para apelar à mobilização dos portugueses. E sinto, aliás que nesta atitude sou acompanhado pela maioria dos portugueses que souberam sempre, nestas alturas, dar o melhor de si próprios para superar as dificuldades do momento.
De facto, esta não é uma tarefa apenas para quem governa. Tem de ser também uma tarefa do País. É por isso que o Governo tem atribuído tanta importância ao esforço de concertação e de diálogo social. Foi nesse espírito que lançámos recentemente as 50 medidas da nossa agenda para a Competitividade e o Emprego; que acordámos com as Misericórdias, Mutualidades e Instituições Particulares de Solidariedade Social o reforço da cooperação para o apoio social no próximo ano; e que, nos últimos dias, negociámos com os parceiros sociais os termos do aumento do salário mínimo nacional para os 500 Euros já no próximo ano.
Tudo faremos para consolidar este ambiente de concertação e de diálogo social. Porque ele é muito importante para, em conjunto, irmos mais longe. E para darmos razões acrescidas de confiança na economia portuguesa.
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Era tão irresponsavelmente optimista, não era?
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Nestes anos o País mudou, mudou muito e em muitas áreas. Na energia com a aposta nas renováveis, nas tecnologias de informação, na investigação científica e noutros domínios essenciais para a modernização do País. Mas há uma área em especial de que quero falar-vos hoje, que é a educação, porque ela é bem o exemplo de que as reformas, feitas com sentido e determinação, produzem bons resultados.
Um estudo internacional recente – que é aliás a referência para todos os países do mundo – revelou que nos últimos anos os nossos alunos fizeram progressos assinaláveis em todas as áreas. Este progresso colocou, finalmente, Portugal na média da OCDE, que inclui os trinta países mais desenvolvidos do mundo. E Portugal foi mesmo um dos países que mais progrediu nos domínios da leitura, da matemática e da ciência.
Mas este progresso não foi um resultado isolado ou ocasional. A verdade é que há outros domínios igualmente importantes em que Portugal já alcançou o nível dos países mais desenvolvidos. 81% dos nossos jovens entre os 15 e os 18 anos frequentam a escola; 35% dos jovens com 22 anos estão hoje no ensino superior. Estes são resultados que nos colocam, finalmente, no patamar educacional dos países mais desenvolvidos.
E sublinho este progresso na educação porque ele é essencial para o futuro. Essencial para o êxito pessoal dos nossos filhos, para a igualdade de oportunidades no nosso país; e para o sucesso da nossa economia.
Preparar o futuro, fazer o caminho das reformas, não desistir à primeira dificuldade, andar em frente – é esse o caminho para alcançar resultados.
É, pois, uma palavra de confiança que quero dirigir, neste Natal, a todos os portugueses. Temos de superar as dificuldades do momento, garantindo o financiamento do Estado e da economia. Mas temos também de pôr em prática uma agenda de crescimento da economia e do emprego, fazendo-o com diálogo e concertação social. E temos de prosseguir nas reformas estruturais nos sectores, como a energia, a educação, a ciência, a tecnologia, que sustentam o desenvolvimento e a coesão social. É verdadeiramente isto que o País exige, e é nisto que os portugueses estão empenhados: em construir um País melhor.
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Cem mil mortos depois
Perguntas natalícias
Em que consistem as “relações sexuais incríveis” que tradicionalmente nesta quadra o Comandante da Polícia Municipal de Coimbra deseja para os funcionários da autarquia?
Pp. 115 a 118
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Para a Geração de 70, Portugal só podia esperar a redenção de uma catástrofe regeneradora, de um qualquer apocalipse histórico ou sabre providencial. Para Pessoa é puro futuro, manhã a amanhecer, vinda próxima do Encoberto, Cristo sem cristianismo, fraternitatis rosea crucis, quer dizer, invenção de uma fraternidade de alma de que a divisão das nações e dos impérios reais, triunfo da ‘Ordem’, é a contrafacção incurável e demoníaca. É mais que claro que este País-Futuro em busca de Índias que não vêm no mapa, representa o termo de um processo de divergência prodigiosa de alguns dos mais altos e profundos espíritos portugueses com a “terra mater” em que nasceram. Mas ao mesmo tempo é a forma mais radical de recusar a sociedade portuguesa enquanto sociedade amorfa, sem ideal, interiormente satisfeita com a glosa do seu interminável crepúsculo de Nação que há séculos entristeceu
Sem Rei nem lei nem paz nem guerra
esse Portugal-nevoeiro onde
Ninguém sabe que coisa quer
Ninguém conhece que alma tem
Nem o que é o mal nem o que é o bem
[…]
Como era de esperar, não seria uma Revolução caída do céu militar que poderia repor miraculosamente o País em condições de se readaptar, enfim, àquilo que é e que pode. As contas a ajustar com as imagens que a nossa aventura colonizadora suscitou na consciência nacional são largas e de trama complexa demais. A urgência política só na aparência suprimiu uma questão que também na aparência o País parece não se ter posto. Mas ela existe. Querendo-o ou não, somos agora outros, embora como é natural continuemos não só a pensar-nos como os mesmos, mas até a fabricar novos mitos para assegurar uma identidade que, se persiste, mudou de forma, estrutura e consistência. Chegou o tempo de existirmos e nos vermos tais como somos. Ao menos uma vez na nossa existência multissecular aproveitemos a dolorosa lição de uma cegueira que se quis inspiração divina e patriótica, para nos compreendermos em termos realistas, inventando uma relação com Portugal na qual nos possamos rever sem ressentimentos fúnebres, nem delírios patológicos. Aceitemo-nos com a carga inteira do nosso passado que de qualquer modo continuará a navegar dentro de nós. Mas não autorizemos ninguém a simplificar e a confiscar para benefício dos privilegiados da fortuna, do poder ou da cultura, uma imagem de Portugal mutilada e mutilante, através da qual nos privemos de um Futuro cuja definição e perfil é obra e aposta da comunidade inteira e não dos seus guias providenciais.
[…]
Eduardo Lourenço, 1978



