O grave problema da confiança vai finalmente ser resolvido em 2012

O homem que enganou os eleitores como nunca se tinha visto (ou imaginado) em Portugal é aquele que vem pregar a confiança para salvação dos pecados cometidos pela malandragem que andava por aí a espalhar a desconfiança entre o povo e a prejudicar a gente séria.

Os populistas são completamente imunes à vergonha na cara.

19 thoughts on “O grave problema da confiança vai finalmente ser resolvido em 2012”

  1. quem eu qeria ouvir era aquela senhora brasileira, dos “eventos” políticos, que dizia nunca ter assistido a uma campanha, em que o candidato que disse a amarga verdade, saísse vencedor.
    Agora gostava que ela me explicasse a verdade que ouviu…

  2. É natural que quem tanto mentiu ao longo do ano que está a terminar sinta uma enorme necessidade de apelar à confiança.

    Ouvir este badaró de Massamá falar em criatividade, núcleos de privilégio, recompensa do esforço ou libertar o país até provoca urticária. Era mais fácil acreditar nele se tivesse aparecido de chucha na boca e nos tivesse garantido que o Pai Natal existe mesmo.

    Pelo link que deixas ficamos a saber que “Para todos, deixou ontem a sua ideia de sociedade futura: “Queremos que o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na protecção do conforto económico.” Brutal! Que trampa tão bem embrulhada.

    Os portugueses tinham-lhe prestado muito mais atenção e depositavam hoje muito mais confiança nele se ontem se tivesse limitado a ler-nos a história do “João e o Pé de Feijão” do que a merda de marmelada que o obrigaram a ler.

  3. Não me levem a mal, mas vocês dão demasiado crédito a atrasados mentais como o Passos ou Cavaco. Eu continuo na minha: Quem nos enganou (e continua…) foi a comunicação social, jornalistas, comentadores e outros filhos da puta.
    Idiotas destes não passariam pelo crivo de um pasquim de escola com as petas mal enjorcadas que espelem daquelas cloacas imundas (’tou cheio de espírito natalício, não? As filhóses deram-me azia). Onde andam os (há 6 meses atrás) costumeiros comentários irónicos e a desmontagem (?) imediata dos argumentos feita pelos comentadores residentes, ou mesmo pela oposição? Pelo contrário, temos primeiro uma explicação dada pela(o) jornalista, o discurso, e depois o comentário apologista do desconhecido (e insuspeito) politólogo de renome.
    Não existem jornalistas sérios, que tenham vergonha desta subserviência ao Balsemão & Cia e estejam fartos desta merda?
    A propósito, alguém me consegue descobrir o artigo do jornalista Paulo Pizarro entitulado ” O Poder de Balsemão” ?

  4. Não é que o homem mais uma vez meteu o pé na poça?!
    Então no discurso não falou para ninguém, nomeadamente para os emigrantes e para os militares em zona de guerra e centrou-se apenas a dizer que os cortes de um dos subsídios iria continuar para toda a gente, incluindo reformados e pensionistas, que quem trabalha passará a trabalhar mais pelo mesmo dinheiro e que os impostos terão menos deduções!
    E porque se terá esquecido de criar também um teto transitório para as remunerações milionárias, se esqueceu de penalizar a acumulação dos meninos do pluri-emprego que andam pelas consultadorias, comissões, gabinetes de estudo, que somados os horários mínimos a que estão obrigados devem ter dias especiais de mais de 60 horas.
    Já para não falar naqueles que recebem salários mínimos como vencimento mas que vão tendo direito a vatura de borla, combustíveis à discrição, planos de saúde e de férias pagos, telemóveis, internet, cartõezinhos dourados sediados em paraísos fiscais de “plafond” desconhecido, e que ainda são tratados como pobres pois não têm casa, carro ou qualquer bem próprio passível de pagamento de taxas ou imposto?

  5. Estou contente com Passos.

    Ao contrário de alguns a mim deixou-me o subsídio de Natal intacto. (infelizmente)

    Deixarei de ser ateu se a taça do Jamor for nossa, contento-me com pouco.

  6. E tudo mais, muito mais, que falta elencar, Teofilo M. Disso ninguém fala e disso os jornalistas e comentadores do regime, que são todos (raras excepções), não qurem saber. Pelos dislates inacreditáveis, pelas contradições flagrantes, pelo ridiculo levado ao extremo a partir do discurso e da pratica de figuras como Cavaco, Passos, Gaspar e seus apaniguados, se houvesse um minimo de isenção na comunicação social, teriam, há muito, sido arrasados todos eles. Perante a cobardia, o medo de perder o emprego (compreensivel) ou simples ódio ideológico, os nossos jornalistas e comentadores transormaram-se na lama imunda do cavaquisto que está a conspurcarr a moralidade neste país. As magistraturas assistem indiferentes e até mesmo activamente cumplices. Se isto não é o fim do regime, então eu não sei o que mais está a faltar. Já começo a dizer para mim próprio: puta que nos pariu a todos!

  7. Ao contrário de muita gente, o Passos não me tocou no subsídio de Natal (infelizmente).

    Deixarei de ser ateu se a taça do Jamor ficar connosco, contento-me com pouco.

  8. Subscrevo o que Vieira diz sobre a cu-municação sucial.

    Ele queixa-se que procura um artigo de há meses sobre o poder de Balsemão, mas não o encontra. Pudera!

    A súcia merdiática tem escapado sistematicamente ao escrutínio da opinião pública, salvo os resmungos da praxe.

    A história da comunicação social não teve entre nós origens auspiciosas, é certo. O salazarismo foi seguido de estatização, espécie de modelo soviético em democracia, condenado à extinção.

    Desde o tempo de Cavaco, o público português habituou-se por indiferença e impotência a aturar complacentemente os inúmeros aldrabões e mixordeiros que têm pululado na comunicação social. Em compensação, o público habituou-se também a estar sempre de pé atrás. As enxurradas de notícias desmentidas, as conspirações desmontadas, as campanhas com rabo de fora habituaram-no a relativizar o valor da mercadoria adulterada. Certas histórias escabrosas que milagrosamente vieram à tona (p. ex. o caso das escutas) enojaram-no e revoltaram-no. Mas de cada vez que esse mesmo público se senta em frente ao televisor ou abre as páginas de um jornal, opera-se inadvertidamente o milagre da fé renovada. O paciente distende por momentos as suas prevenções e defesas, transformando-se imperceptivelmente numa criança benévola e crédula. A inoculação acrítica da informação marada pode durar apenas uns segundos ou minutos, mas deixa resíduos tóxicos.

    O grande tema-tabu da comunicação social é, desde Cavaco, a própria comunicação social. Como se formaram os grupos que conquistaram e dominam totalitariamente o espaço mediático português, com que meios financeiros, com que privilégios e cumplicidades políticas? Num país onde se sabe tudo sobre os cornos, os implantes mamários ou a cor das cuecas de certas celebridades e figuras públicas seleccionadas, onde está a história da Impresa, da Lusomundo, da Controlinveste, da Cofina, da Media Capital, da Sonaecom? Quem são, que interesses têm, quem representam? Que lucros ou perdas têm? Quanto devem à banca? Que relações inconfessadas e simpatias políticas têm os sete indivíduos que monopolizam a indústria da informação? Recuando no tempo, como e por quem foram atribuídas as frequências nacionais de rádio e televisão a entidades privadas? Que objectivos perseguia, que apoios políticos teve e quanto perdeu a Igreja na sua desastrada aventura de televisão? Como passou a TVI da Igreja para a Sonae e desta para a Media Capital? Porque se opuseram histericamente Cavaco, Ferreira Leite e Balsemão (entre outros) a que a PT entrasse na Media Capital? Quais as perdas acumuladas pela Sonae com o jornal Público desde o ano em que foi lançado? Como foram privatizadas as empresas públicas de comunicação social? Que políticas de serviço público de comunicação social foram seguidas pelos diferentes governos? Que relações secretas existem entre a comunicação social e as polícias, o ministério público e os juízes? Como tem sido o trânsito de “profissionais” da comunicação social entre esta e a assessoria política, nos dois sentidos?

    Em particular, o patrão da Impresa, fundador e há muito o militante número 1 do psd, ex-presidente do partido e ex-pm, nunca foi alvo de um estudo exaustivo e sério sobre o império de media que construiu e sobre o poder que tem na sociedade e na política portuguesas. A RTP, por exemplo, nunca encomendaria tal estudo, para não ser acusada – vade retro satanás – de ataque à iniciativa privada e à liberdade de informação. Nenhum jornalista de nenhum jornal, revista, rádio ou televisão se aventuraria por tal caminho investigativo, porque mais tarde ou mais cedo sofreria represálias na sua carreira.

    Os jornalistas realmente independentes, já nem falo dos comentadores, contam-se pelos dedos das mãos. Não há em Portugal um jornal ou um semanário de qualidade digno do título de “independente” – rótulo aliás queimado desde que um periódico com esse nome esteve descaradamente ao serviço das ambições políticas pessoais de Portas, conduzindo sistemáticas campanhas de ataque pessoal aos seus concorrentes e inimigos (que eram muitos, valha-nos ao menos isso).

    O panorama da comunicação social portuguesa resume-se nisto: oligopólio, promiscuidade económico-política, manipulação sistemática, cobardia e impudor jornalísticos, impotência do público. Nos últimos trinta e tal anos só houve um progresso, mas veio de outro mundo, chamado internet, e das suas filhas blogosfera e redes sociais. Sem isto, ainda estávamos na fossa.

  9. Val só li a primeira frase mas é suficiente para te dizer que já estamos em 2011, e o Sócrates já não é primeiro ministro, tens de mudar de canal. Só me fazes lembrar o filme “Good Bye Lenine”.

  10. Porquê tanta indignação? Portugal já não existe, e quase ninguém deu pela sua dissolução, entretidos que estavamos a hipotecar o futuro trocando bens de consumo imediato por créditos à banca e empurrando para o futuro, com a barriga, a solução do problema.

    Toda a gente sabe que o populismo é um sintoma da ausência de soberania, mas ninguém se preocupa com isso, a não ser que o obrigem a ter o mesmo carro mais que 4 ano de seguida, ou que o impessam de tirar férias nos trópicos 8 dias, uma vez por ano!

    Assim vai a Europa, só muda quando os muçulmanos entrarem por aqui a dentro. Aí, vai ser a doer!

  11. jose,

    não percebi, peço que me expliques: não se pode criticar o Passos e este governo? Porquê? Porque já estamos em 2011? E em 2012, já podemos?
    E quando o Passos e seus rapazes cairem a favor de outro governo? Pode-se criticar o governo seguinte? A partir de que ano?

  12. Edie pode se criticar o Passos e tudo o resto, eu também o faço e não sou do PS. E já agora sou da opinião que há muita coisa para criticar na sua governação. Contudo, não foi a isso que eu me referi no meu comentário mas sim há primeira linha do post.

  13. Boa Júlio!
    Espero sejas jornalista e comecem a aparecer mais como tu para martelar nesse tópico.
    À propos, sabes que eu ando cá com uma Fé (hehe) de que o Vasconcelos ( filho de um braço direito do Balsas) é apenas um testa de ferro? Até tinha a sua lógica:
    O Balsas fingia-se mais pobrezinho, simulava uma guerrinha entre os dois para disfarçar, fazia um bruto d’um downsize, papava a TVI e, consolidava este eucaliptal do cú da Europa como seu escritório das relações Atlânticas, hein? Que tal?
    Achas que estou a ficar maluco?

  14. Ó Manolo, tens razão, o Sócras já não é PM, graças a Deus! O problema é o resto!

    O Socrátes era mau, este é péssimo, por isso, depois deste já só podemos melhorar, ou então temos que inventar novos adjetivos!

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