Vamos lá a saber

Um recente inquérito nos EUA mostrou que grande parte dos americanos indica 150 mil dólares de rendimento anual como o valor necessário para se considerarem ricos. 150,000.00 USD = 115,355.64 EUR. Se dividirmos por 14, dá mais de 8 mil euros por mês líquidos. Estes americanos, contudo, não estão ainda no patamar de riqueza do Diogo Leite Campos, o qual explicou com ar pachola que 5 800 euros por mês corresponderia à remuneração da classe média baixa, e que quem ganhasse 1 000 euros vivia na miséria. Diogo Leite Campos é um dos vice-presidentes do PSD, é doutorado em Direito e Economia, considera que o Estado Social defende os mais espertos e os aldrabões e é vice-presidente do PSD, para além de ser vice-presidente do PSD, partido que, por sua vez, o escolheu para vice-presidente.

Pois bem, de quanto carcanhol por mês é que precisas para seres rico?

10 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. Caro Val,
    assunto problemático que já debati diversas vezes comigo mesmo e até com outros, porém esbarro sempre nas dúvidas sobre as minhas necessidades.
    Acho que com um vencimento líquido de 3.500€ (para duas pessoas com vida e comum e dois netos infantes em semi-permanência) posso viver sem me preocupar muito.
    Isto se a saúde se mantiver, o SNS trabalhar como deve, os transportes públicos forem adequados, os impostos se mantiverem no patamar atual, receber subsídio de férias e natal, não ter calotes, pagar a tempo e horas as faturas da água, eletricidade e do telefone, comer o que me apetece sem que faça do caviar e do champanhe uma regra e não apenas uma exceção, poder ver a televisão por cabo, dar de vez em quando uma saltada às livrarias e comprar mais um livro, adquirir um CD uma vez por outra, ir a um restaurante de vez em quando (não é necessário ir todos os meses), passar fora dois ou três fins-de-semana por ano, vestir-me sem luxos mas confortavelmente segundo as estações e sem grandes preocupações com a moda, não ter mais de um telemóvel por utente, não mudar de carro de três em três anos nem me preocupar com o que comem, vestem ou passeiam os meus vizinhos, enfim, ter um mínimo de comodidades e sentir-me bem.
    Claro, que isso era o que eu queria, infelizmente muito longe da realidade, pois o governo entende que os ricos são os que ganham mais de mil e tal euros por mês e como tal eu já serei rico aos seus olhos, daí que venha a fechá-los definitivamente sem nunca ter chegado ao patamar de bem-estar que fixei, pois o Gaspar estará atento para que isso não aconteça, pois com os portugueses a viver assim, ele, se calhar, teria de passar a andar num carro mais baratucho, viver numa casa menos aperaltada e ter uma cor mais tostada.

  2. sei lá , isso é muito subjectivo. mas suspeito que haverá uma correlação positiva forte entre pobreza de espírito e quantia necessária para se sentir rico e encher o vazio.

  3. andei a pensar nisto desde manhã e já cheguei a uma conclusão: só há riqueza quando há abundância. como a maior parte das vezes acontece, sou capaz de partilhar o que tenho com quem precisa a qualquer lado que vou ou onde estou. então, a abundância traduzir-se-ia em 100 000/mês para poder assegurar – não apenas o que preciso – a minha abundância mais a abundância sempre imprevisível para com quem me cruzo. e ainda assim seria uma riqueza relativamente relativa porque há dias em que me apetece partilhar dinheiro quando entro numa produção com trezentas pessoas de olhos tristes e tesos. uma abundância de vontade que geraria uma abundância de partilha. sim, 100 000 parece-me justo.:-)

  4. A mim bastava-me uma reforma do ultimo escalão de professor obtida ao fim de 36 anos de descontos. Nasci foi duas ou três décadas demasiado tarde.

  5. Diz-me lá, ó linda…
    desses 100.000zinhos quanto partilhavas tu com ojólhinhos …humm…tesos?
    1000? 2000?
    O resto ficava para a tua abundância de vontades, né?
    Com franquezamente, ó linda :P
    Méricrichemache é vribodi

  6. não te digo porque não faz sentido. num dia podia bem ser preciso mandar construir uma ponte. num outro, pagar uma multa de cem euros. o resto nunca seria restos de vontades, das minhas, porque não estão à venda.

    (a ti, Vieira, dava-te, ao minuto, duas de murganheira) :-)

  7. Davas, Ominhamaluca?
    brigados, mas para mim chega uma por dia,
    …e mesmo assim tinha que descansar ao fim de semana.
    Não tenho 20 aninhos, Omiga. Não aguento o (álcool, claro!) que aguentava outrora, Omôi.
    Se bem te entendi ( o que não costuma ser fácil) Otaralhouca, estavas a ser simpática, por isso: Um melhor Ano ( porque Bom é dificil) Novo para ti, Ohbelle.
    E a propósito:
    VOLTA SÓCRATES, perdoa-nos.
    Nós (salvo seja) não sabíamos o que fazíamos.
    É que o Balsemão, o Belmiro e o Barbosa, etc, etc. mandaram dizer que eras mau…
    e os borregos repetiam, repetiam…Era o que estava a dar, percebes?
    Passa um Bom Ano,
    mas VOLTA, CARALHO!
    :-D

  8. Vieira,

    temos de esperar até ao escavacanço final do país, para depois, como de costume, virem os socialistas resolver o problema, limpar a merda e assim…não falta muito para o escavacanço final, haja esperança, portanto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.