Era tão irresponsavelmente optimista, não era?

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Nestes anos o País mudou, mudou muito e em muitas áreas. Na energia com a aposta nas renováveis, nas tecnologias de informação, na investigação científica e noutros domínios essenciais para a modernização do País. Mas há uma área em especial de que quero falar-vos hoje, que é a educação, porque ela é bem o exemplo de que as reformas, feitas com sentido e determinação, produzem bons resultados.

Um estudo internacional recente – que é aliás a referência para todos os países do mundo – revelou que nos últimos anos os nossos alunos fizeram progressos assinaláveis em todas as áreas. Este progresso colocou, finalmente, Portugal na média da OCDE, que inclui os trinta países mais desenvolvidos do mundo. E Portugal foi mesmo um dos países que mais progrediu nos domínios da leitura, da matemática e da ciência.

Mas este progresso não foi um resultado isolado ou ocasional. A verdade é que há outros domínios igualmente importantes em que Portugal já alcançou o nível dos países mais desenvolvidos. 81% dos nossos jovens entre os 15 e os 18 anos frequentam a escola; 35% dos jovens com 22 anos estão hoje no ensino superior. Estes são resultados que nos colocam, finalmente, no patamar educacional dos países mais desenvolvidos.

E sublinho este progresso na educação porque ele é essencial para o futuro. Essencial para o êxito pessoal dos nossos filhos, para a igualdade de oportunidades no nosso país; e para o sucesso da nossa economia.

Preparar o futuro, fazer o caminho das reformas, não desistir à primeira dificuldade, andar em frente – é esse o caminho para alcançar resultados.

É, pois, uma palavra de confiança que quero dirigir, neste Natal, a todos os portugueses. Temos de superar as dificuldades do momento, garantindo o financiamento do Estado e da economia. Mas temos também de pôr em prática uma agenda de crescimento da economia e do emprego, fazendo-o com diálogo e concertação social. E temos de prosseguir nas reformas estruturais nos sectores, como a energia, a educação, a ciência, a tecnologia, que sustentam o desenvolvimento e a coesão social. É verdadeiramente isto que o País exige, e é nisto que os portugueses estão empenhados: em construir um País melhor.

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2010-12-25

6 thoughts on “Era tão irresponsavelmente optimista, não era?”

  1. Melhorámos tanto, tanto, tanto, que agora até já temos para aí professores a pontapé para exportar.

    “Não têm trabalho? Emigrem!” diz ele.
    É o chamado sonambulismo pragmático. Aplica-se aos professores e ao resto da cambada.

    Vivam as turmas de 40 alunos ao frio a enregelar!
    Vivam os professores de palmatória e das continhas pelas falangetas!
    Viva a Educação das orelhas de burro e do pó de giz para branquear!

    O caminho para o sucesso pela educação? Isso é fetiche de gente tarada. Agora vamos lá chegar é pela reforma estrutural da economia que é aquele harém normalmente conhecido por privatizações, vulgo em linguagem pop, entregar tudo o que mexa aos estrangeiros. Vai ser uma orgia.

  2. “os 300 mil que chamavam nomes à lurdes” estão , neste momento, a preparar os papeis para a emigração, alegretes e contentinhos. Afinal só têm aquilo que quiseram ( mereceram).

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