Na porqueira, nesta quinta-feira, o frente-a-frente foi entre Francisco Assis e Aguiar-Branco. Tema: as conclusões da comissão de inquérito ao caso PT/TVI. O espalha-suspeições do Pontal trazia um rosto sorridente, mesmo feliz, e um esgalhanço de jurista encartado – o finca-pé à volta do princípio in dubio pro reo. O PS estaria a puxar a brasa para a inocência do réu porque permaneciam dúvidas, enquanto a oposição puxava a brasa para a acusação, precisamente por persistirem dúvidas.
Aguiar-Branco não podia ter sido mais verdadeiro, disse que a política não precisa de provas, chega-lhe ter suspeitas. Provas é no Tribunal, na política vale tudo. Assim, acabando-se os trabalhos da comissão sem conclusões inquestionáveis, a culpa é dos que protegeram a sua privacidade, dos que exerceram os seus direitos, dos que respeitaram a sua consciência e dos que cumpriram a Constituição. A isto Assis respondeu com indignação, denunciando o mecanismo de calúnia promovido pelo seu interlocutor, onde o alvo da suspeita é que tem de fazer prova de inocência.
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