O labrego e o cobarde

O Pedro Correia, na minha humilde e nada modesta opinião, é um labrego. Considera que o uso de pseudónimo equivale ao anonimato, o que faz dele um labrego. Nunca me ter contactado para obter qualquer tipo de informação pessoal que, pelos vistos, lhe faz falta para me retirar da sua lista negra, é típico dos labregos. Supor que faltarei a qualquer responsabilidade moral ou jurídica por usar uma alcunha na Internet só é possível quando se pensa como um labrego. Fazer link para um texto meu sem me nomear, e dizer aos seus colegas de blogue para não dialogarem comigo, configura um caso agudo de labreguice. Por sua vez, ele diz que sou cobarde.

Ora, o meu insulto resvala na couraça da sua indiferença. Ele sabe muito bem que não é labrego, nem sequer perde um minuto a pensar nisso. A sofisticação, estatuto e superioridade moral que exibe, chega e sobra para não ter a menor dúvida a seu respeito. Já comigo é outra história, pois acredito sempre naqueles que me chamam cobarde. A cobardia é tramada, não encontro forma de me livrar dela. Com sorte, há momentos em que finge desaparecer.

18 thoughts on “O labrego e o cobarde”

  1. Bem… quer dizer… covardia é o insulto sem dar o nome. Já sei que vai dizer que chamar-se valupi não é ser anónimo, eu concordo. Sei perfeitamente que cada um pode fazer um requerimento para mudar de nome, mas não me parece que esse seja um nome aceite no registo.

  2. Val,

    nesta cruzada contra o ranhoso do CS, e outros que tais tens todo o meu apoio.

    só prá gente, que ninguém liga, os gajos não sabem o que é beber vinho (da uva, claro)!!.

    Já agora, sabes o que significa “!!” num lance do jogo que tem com inspiradora a Deusa Caissa?

    também, já agora, aproveitando a tua douta sabedoria e arte de bem escrever, a Caissa (Deusa), teve alguma coisa a ver com o Dionisio (Deus do …)?

    ainda, já agora, não apanhei a arte de bem escrever, apanhei sim, a arte de bem calvalgar toda a mula…

  3. Mas “Valupi” é um nome meu, como outros que tenho. “Miguel Torga” não é também um nome de Adolfo Correia Rocha? Repara: quem garante que te apresentas como “Daniel Santos” no BI? Para um terceiro que não tu, só recorrendo a outras fontes exteriores a este meio é possível dilucidar a questão. Até poderias andar a enviar imagens digitais do teu BI, isso não garantiria nada. Entretanto, apresentas-te na Internet com o recurso a um nome que é apenas um indicador, e o qual pode ser um qualquer que te dê na gana, posto que são todos iguais em legitimidade.

    Repara: quantos “Daniel Santos” existem à face da terra? Mas vamos admitir que só existe um, como se garantia ser esse aquele que está por detrás dos caracteres digitais “Daniel Santos” em causa numa dada situação? Esta questão é estupidamente evidente. Quem quer obter dados pessoais de um indivíduo com quem tem uma relação qualquer, e em qualquer meio, e calhando esses dados não serem públicos por alguma razão, terá de pedir essas informações ao próprio. Não o fazendo, e passando para o pseudo-insulto do anonimato, é o equivalente a andar pelas ruas a chamar anónimo a quem passa só porque não se leva à vista o BI.
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    Chessplayer, vou investigar essa deusa. Sou maluquinho por deusas.

  4. Pois eu gostava era de saber (e conhecer) quem era (é!) O Meu Pipi…
    Essa sim, é uma resposta que vale um milhão de dolares…
    Um grande abraço (de admiração) ao Valupi!

  5. sei que também pertenço ao clube dos “labregos”, lamento que insistas em bater na mesma tecla, provando que de corajoso não tens nada.

    há uma grande diferença entre o Valupi e o Miguel Torga, este tinha rosto, um nome e uma outra profissão, conhecidas publicamente.

    tens todo o direito a preservar a tua identidade, não podes é querer o mesmo tratamento de quem tem um rosto, um nome, por detrás de um pseudónimo.

    vens sempre com a “treta” de qual é o meu problema, que não é nenhum.

    podias sim deixar de querer fazer dos outros estúpidos e assumir oi teu papel na blogosfera, muito diferente dos tais “labregos” que não têm problemas de identidade nem precisam de máscaras.

  6. carlos pinto, ainda bem que o autor do O Meu Pipi era anónimo para muitos, pois isso só aumentou o interesse daqueles maravilhosos textos.
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    luis eme, concordo contigo, de corajoso não tenho nada. Mas discordo de ti quando dizes que há uma grande diferença entre mim e o Miguel Torga, pois, a haver, é só em desprimor do Torga.

    Tens, de facto, um problema: a fotografia. É isso que pretendes, né? Talvez se arranje. Quanto ao resto, se queres mais informações a meu respeito para além daquelas já tão abundantemente publicadas, tens de fazer como fazem os seres humanos há 200 mil anos: conviver.

  7. O que interessa na questão do pseudónimo, e o que os irrita solenemente, não é saber quem é a pessoa. Isso estão eles fartos de saber: é o Valupi. A questão, para eles, é que o pseudónimo apenas expõe as ideias, a maneira de pensar, os argumentos, as provocações. Por outro lado, o pseudónimo esconde algo que muitos consideram essencial: a posição social, os estudos, o percurso profissional. Ora para quem vive num mundo em que estes últimos são considerados condições essenciais para se poder avaliar os primeiros, isto equivale a cobardia e falta de honestidade, porque lhes retira uma maneira habitual de avaliar as pessoas e por consequência os argumentos.
    Quanto ao argumento tontinho de CS que até podias mostrar o teu BI que isso não provava que fosses apenas tu a escrever, tem toda a razão. Não prova nada. Eu, por exemplo, tenho cá a suspeita (alicerçada no primeiro parágrafo deste post) que a entidade que assina Carlos Santos é na realidade um pastor alemão excepcionalmente inteligente, propriedade de um professor universitário desligado da blogosfera que nem sonhava o que o seu cão andava para aí a fazer. Como é que o CS prova que é ele, e não o Fiel, que escreve os posts? É que não venha com o argumento que as pessoas o conhecem, que já se encontrou com várias pessoalmente, etc. Isso apenas prova que o desgraçado do professor, depois de ter achado graça à notoriedade que o canídeo lhe trouxe numa primeira fase, está agora prisioneiro da situação criada quando o cão apanhou raiva.
    É tão giro inventar histórias mirabolantes. E depois pedir para as pessoas provarem o contrário.

  8. Esse tal de “Pedro Correia”, que não conheço de lado nenhum (nem tenho desejo em o realizar, pelo que me foi dado observar), não será ele, também, um pseudónimo? é que ao Valupi já o conheço. Conheço a sua estaleca, a sua força de escrita, a sua frontalidade, quero lá saber que ele seja João da Silva, ou António Castro. Quantos conhecem o cidadão Anderson Luis de Sousa, por exemplo? Têm mais ou menos respeito (ou se quiserem adoração/raiva) por ele usar um “petit nom”, ou “nome artístico”, ou lá o que seja, se ele fizer o que lhe compete na sua profissão?
    Não diz nada a essas “mentes iluminadas” os pseudónimos de alguns famosos (esses sim, famosos), como o já citado Miguel Torga, o José Régio, o António Gedeão, nas letras, ou por exemplo o Pelé no desporto, entre outros tantos que agora não me ocorrem, que usando já esses pseudónimos, por certo no início das sua carreiras, não eram conhecidos nas suas funções, embora pudessem ser bons profissionais nas suas primeiras profissões, só foram imortalizados com esse pseudónimo?
    Valupi, espero que continues com toda a força, porque não há nenhum CS, Pedro Correia, Luís Eme, ou outros pseudónimos comuns como esses, que te possam demover. Discordar é uma coisa, salutar e dignificante, agora entrar na provocação e na delação é outra que não tem perdão. “Os cães ladram e a caravana passa” (não deve ser o tal do tal CS, a que aludia o Vega9000, porque esse era “inteligente” e estes são rafeiros…)

  9. Val,
    O CS é apenas, fazendo apelo despudorado a uma certa cultura, uma puta. Porquê? Por tudo o que ele representa! Elaboremos então: só é possível haver tanta delação onde a “tipologia da puta” for vigente. Se a vergonha for encarada como joguinho de cena ou hipocrisia, o tipo comum vai ser cada vez mais o “picuinhas”. Isso, cada vez mais valorizado. Fulano ou beltrano vai achar bem dizer (ainda por cima em público!) que “entre as quatro paredes valeu tudo”, que da célebre “lady na mesa e puta na cama” e coiso e tal, passa a puta o tempo todo. A puta integral. Tu Val, vais-te entusiasmar pelo que há de mais vulgar nessa criatura renascida puta. Já ela vai fazer o possível para satisfazer esse entusiasmo. Vai andar por aí com roupa coleante. Vai fazer posts onde aparece toda nua, revelando cada poro. Vai inclusivamente achar honesto bambolear as ancas feita maluca por tudo quanto é blogs. E assim por diante.

  10. Os primeiros blogs portugueses que li foram o “Blog dos Marretas”, a “Bomba Inteligente” e o “Abrupto”. Se considerarmos que JPP não é um nome, muito menos uma marca registada, e que nos principiozinhos, lá no início de 2003, os seus autores não davam a cara, posso dizer que na altura os lia porque me agradavam e não porque queria saber como tinha acordado a Carla Hilário ou que andava a fazer o Pacheco Pereira. Independentemente da cor dos olhos de quem os escrevia eu gostava do que lia e tinha a certeza que nunca iria confundir um post da Charlotte com um post do JPP ou um post do Animal com um post do Statler. Todos eles tinham uma identidade própria que os distinguia permitindo-lhes que não fossem confundíveis. E, no fundo, o nosso nome é só isso, uma forma de nos identificar, mas só uma de entre muitas outras. Se fosse um número funcionava na mesma – apesar de haver muita gente por aí a quem esta ideia do número assusta porque não percebe que letras ou algarismos são exactamente a mesma coisa… – mas eu até me atrevo a dizer que podia ser um cheiro, um dedo de pé, uma voz. Identifico pessoas ao telefone pela voz, sem precisar de lhes ver a cara, reconheceria os pés das minhas filhas entre milhares de outros pés, conheço melhor alguns cheiros que conheço a pessoa que os carrega. Se alguém se deitar na minha cama não preciso de lhe pedir o BI ou acender a luz e ver a cara para saber se passo a mão ou chamo a polícia. Identificar alguém, distinguir dos demais, pode ser feito com uma mão que passa pelas costas ou com um teste de DNA mas seria estranho, convenhamos, que chamasse um CSI para me dizer se aquele é o gajo que dorme comigo ou outro qualquer.
    Se conheço o Valupi? Conheço e reconheço. Tão bem como conheço e reconheço o Tim, ou o Bono ou o tal de Miguel Torga de quem por aí falam. Consigo distinguir um post do Valupi? De certeza que sim e isso, para mim, e por aqui, basta-me.Quem é o Valupi? O Valupi é um escrevedor de posts num blog chamado Aspirina B, que eu, por acaso, gosto de ler. O Valupi tem mais nomes? Deve ter, para bem dele espero que tenha, é sinal que não tem uma vida do tamanho do meu ecran. O que é que os outros nomes do Valupi fazem, o que jantam, onde trabalham, que livros têm na mesa de cabeceira, em que cidades viveram, quantas mulheres amaram é assunto que talvez me possa interessar, mas isso é a mim que sou uma romântica, agora a quem só o quer ler e vem aqui, à casa dele, para o ler, devia interessar tanto como a marca da minha roupa interior.

    Há uns anos a blogosfera vivia no quase terror de ser ocupada, espartilhada, formatizada, comprada, roubada na sua imensa liberdade. Era o tempo em que alguma pretensa intelectualidade, desdenhosa com o novo brinquedo, jurava, na praça pública, que este antro nunca iria frequentar. Pena, muita pena, que todas essas juras tenham sido quebradas. Quem por cá andava sabe que antes destas invasões romanas, quando as aldeias viviam em paz e em liberdade, questionar um heterónimo, ou um nick, como então se dizia, que éramos mais básicos, só teria como consequência uma enorme gargalhada. A mim, e aqui, são-me tão estranhas estas exigências do quem é, de onde vem, para onde vai, como me seria estranho que um Carlinhos qualquer, de fatito engomado e gravata fina se instalasse numa República Coimbrã e exigisse hora de recolher porque ele, um estudante à séria, precisava de silêncio para mergulhar nas suas sebentas. Carlinhos, ou outros inhos quaisquer, se isto por aqui os incomoda tentem o CADC porque para quem não sabe conviver com esta liberdade de República é capaz de ser mais adequado.

  11. aahahhaa

    Em grande, é isso mesmo. Um labrego que se julga famoso e eu nem sequer sei quem é o tipo.

    E pior. Um bimbo que imagina que a net é o café de esquina do bairro dele.

    Fà-los em cacos, por mim, Valupi que tu tens o talento que me falta.

  12. E é bom lembrar a subserviência que todos estes imbecis tiveram para com o famoso anónimo autor do Meu Pipi.

    Aí até o JPP trocava correspondência a meias com o Vasco Graça Moura por causa da gracinha pornográfica e rasca desse artista anónimo.

    E nunca se lembraram de merdas éticas quando a besta chegou a escrever as maiores ordinarices acerca da Fernanda Borsatti.

    No fim ainda vendeu a trampa em livrinho natalício patrocinado por essa fauna de anões e marrecas pseudo-vips que depois insultam quem é menos anónimo que Pipis e não anda aqui a vender nada.

  13. Val, o que lhes dá na alma não é a ausencia de nome e foto, mas saber que contra a mensagem nada podem, nem tentam sequer. Há que matar o mensageiro, é muito mais fácil, mas para isso é necessário saber quem é.
    Para mim nem era necessário sequer assinar os teus posts com pseudónimo, pelo conteúdo vê-se perfeitamente que são da tua autoria.
    (Não escondo que tenho curiosidade em saber quem é o Valupi, mas apenas isso, acho que é perfeitamente normal)

  14. Para mim, nesta arte, a obra faz o autor e não inverso. Portanto o que interessa são as publicações, não as fotos.

  15. Contam-se pelos dedos, as pessoas que assinam com o próprio nome neste blog. Todos uns deficientes, aparentemente.

  16. E então Cláudia? Quantos dedos tens? Será que o teu nome é esse? Não poderás ser Miquelina Eudóxia Graziela Emengarda Agapito? O que tem de mal teres estes nomes? E o que tem de mal usar esse ou outro qualquer quando o que se escreve é que tem, ou não tem conteúdo? O que eu e muitos dos tais que não assinam com o próprio nome, conseguem verificar é que o que o Valupi escreve e muitos dos outros que fazem comentários, dizem coisas que concordando-se ou não, são passíveis de crítica e de certo, ninguém “anda aos beijinhos e abraços todos os dias…”. Será difícil de entender?

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