Todos os artigos de Valupi

Good food for good thought

The less people know about important complex issues such as the economy, energy consumption and the environment, the more they want to avoid becoming well-informed, according to new research published by the American Psychological Association.

And the more urgent the issue, the more people want to remain unaware, according to a paper published online in APA’s Journal of Personality and Social Psychology.

Ignorance Is Bliss When It Comes to Challenging Social Issues

Impressionar os vizinhos, brilhar nos cafés, seduzir os credores

Can Fetus Sense Mother’s Psychological State? Study Suggests Yes
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Fatherhood Can Help Change a Man’s Bad Habits
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Tweaking a Gene Makes Muscles Twice as Strong
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Psychopaths’ Brains Show Differences in Structure and Function
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Insect Cyborgs may become First Responders, Search and Monitor Hazardous Environs
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Training in ‘Concrete Thinking’ Can Be Self-Help Treatment for Depression, Study Suggests
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Is a Stranger Trustworthy? You’ll Know in 20 Seconds

Cinegética de Novembro

Pedro Passos Coelho afirmou ontem que, se “ao PSD não cabe tomar posição sobre a greve geral de 24 de Novembro, não deixa de compreender as pessoas que a ela aderem”.

“O PSD não vai tomar posição sobre a greve geral, não nos compete tomar uma posição sobre a greve geral. Mas quero dizer que, se não desfilaremos em greve geral com manifestantes, ninguém nos verá a atirar pedras às pessoas que, cheias de razão, pedirão para que no futuro as coisas sejam mais bem lidadas do que foram nestes anos”, disse Passos Coelho.

O líder do PSD – que falava na Convenção Sindical Social Democrata, organizada pelos TSD – lembrou que “o direito à greve tem de ser sempre respeitado, designadamente quando muitos sentem que já não há outra maneira de exprimir a sua indignação em relação à actual situação”.

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Perguntas simples

Se Portugal se tivesse afundado neste empobrecimento a mata-cavalos mais cedo, e até muito mais cedo como berravam os direitolas, a que horas da noite estaríamos agora a ficar sem electricidade e de que cor seriam as senhas de racionamento da comida?

A miséria em Portugal

Pacheco Pereira – o maior (ou talvez o único) especialista vivo em técnicas de espionagem, coacção e lavagem cerebral utilizadas pelo mafioso Gabinete do anterior primeiro-ministro – ainda não teve tempo para explicar como é que aquela rapaziada acabou toda a falar em telefones escutados a partir de Aveiro. Recorde-se que nesse mesmo Aveiro, estávamos a entrar em Junho de 2009, ouvimos a Manela a dar conta do seu desejo de poder estar a ser escutada pelos escutados, o que infelizmente não se veio a confirmar e que muito a terá desapontado. Viscosas coincidências na terra do ensopado de enguias? Temos de esperar pela autobiografia do Pacheco para estes enigmas encontrarem a definitiva resolução.

Entretanto, Vara está metido na camisa das dezenas de escutas. O tribunal vai usá-las num longo e dilacerante processo de exposição da sua intimidade profissional e pessoal. Se isto se passasse com alguém ligado a Cavaco, PSD e CDS, teríamos um permanente desfile de indignados da gente séria a clamar contra a perseguição do Ministério Público e a defender inflamados a tese de que o uso de escutas pode permitir as maiores deturpações e vilanias. Assim, o silêncio é total, o gozo completo. Qualquer dano que se consiga fazer a Vara será um tiro que vai atingir Sócrates. Se se provar que o Armando prevaricou, haverá champanhe a correr em Belém e na Lapa. Se sair ilibado, o mal continuará a estar muito bem feitinho.

A Isabel chamou-me a atenção para a edição do Eixo de Mal de 13 do corrente. Não vi na altura porque deixei de acompanhar com regularidade. A partir de princípios de 2010, passei a não aguentar semanalmente a já penosa presença do Luís Pedro Nunes desde que ali abancou. Ele é hoje uma das mais bem pagas vítimas do socratismo, tendo derretido a mioleira num ódio bronco que fazia (e faz) questão de partilhar com os espectadores. Contudo, os inúmeros e preclaros talentos que exibe mereciam que se entregasse em exclusividade a um programa dedicado à sua obsessão, onde pudesse gastar diariamente duas ou três horas de televisão a lançar dardos e bolas de trapo contra bustos de Sócrates pendurados no estúdio, entremeando a ginástica com variações idiomáticas à volta das expressões “cabrão” e “filha da puta”. Até lá, passarei ao lado de momentos gloriosos como este que deixo, onde apenas se salva Pedro Marques Lopes. Ver Clara Ferreira Alves a tratar Vara como um escroque, sem precisar de se justificar para além do nível do boato, ou ouvir Daniel Oliveira a causticar um advogado por ter aceitado defender alguém que causa asco a este puro da esquerda pura, é uma exuberante lição a respeito da miséria em Portugal.

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Afinal, está tudo cada vez melhor

Apesar das medidas de austeridade anunciadas e em plena discussão do orçamento, o PSD reforçou a sua aceitação junto do eleitorado em Novembro e a popularidade de Passos Coelho também subiu, indica o barómetro da Marktest.

O principal partido da coligação governamental é a única força política que consegue ganhar quota junto do eleitorado em comparação com os resultados de Outubro. De acordo com o barómetro da Marktest para a TSF e Diário Económico, os sociais-democratas são a escolha de 45,4% dos 804 inquiridos – mais 4 pontos que em Outubro – e alargam a distância para o PS, que se mantém nos 19,7%.

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Gandas malucos

O último regabofe constitucional madeirense, 1 deputado do PSD pode votar por 25 na Madeira, está longe de ser uma originalidade do bananal atlântico. Ainda ontem, no Prova dos 9, Santana Lopes defendeu essa mesma ideia – mas com esta pequena diferença: tal aberração estaria ao serviço da modernização do Parlamento nacional porque não valia a pena ter por lá sentados sem fazer nenhum mais deputados do que aqueles que tomam a palavra no hemiciclo.

Um dia alguém dedicará uma tese de doutoramento, ou tão-só um trabalho de grupo no 9º de escolaridade dado o abundante material à disposição, ao desopilante fenómeno de vermos os maiores malucos da politica portuguesa a chegarem aos mais altos cargos dentro do PSD.

A verdadeira origem da crise

O treinador Carlos Queiroz foi o principal responsável pela histórica derrota por 6-3 sofrida pelo Sporting no “derby” com o Benfica, em 1994, afirmou o antigo futebolista Pacheco, que tinha trocado a Luz por Alvalade no ano anterior.

Pacheco recordou, numa entrevista à Agência Lusa, esse jogo, no qual foi um dos protagonistas, quando Carlos Queiroz, então treinador do Sporting, decidiu retirar ao intervalo o lateral esquerdo Paulo Torres e lançar o antigo jogador do Benfica para o seu lugar, com o marcador em 3-2 para os “encarnados”.

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Impressionar nos transportes públicos, seduzir nas greves, brilhar no estrangeiro

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Taking Supplements = Taking Risks
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O primeiro-ministro zeitgeist

Passos Coelho foi uma excelente escolha do povo livre para nos conduzir à vitória neste agudizar das crises europeia e mundial. É que o nosso primeiro-ministro tem esta característica extraordinária: surge permanentemente anestesiado. Mesmo quando se obriga a parecer choroso, ou porque está a dizer a quem votou nele que fará exactamente o contrário do que prometeu ou porque partilha convicto o seu ideal de um Portugal ainda mais pobre, no fundo daquela carcaça encontra-se um bloco granítico imune a qualquer transe afectivo. E esse amoralismo pragmático inane adequa-se na perfeição a um projecto governativo politicamente desmiolado, onde a contabilidade se erige como critério absoluto e predatório.

O facto de Relvas, esse monumento à vulgaridade, ser o seu braço-direito só vem confirmar o diagnóstico: eis um homem invulgarmente invulgar.

O grande encenador

No que toca a líderes da oposição, Cavaco vai destacado na frente, tendo secado por completo Seguro. O senhor Silva mostra, uma e outra vez, o porquê de ser o político mais eficaz do regime. Ele sozinho desenha o palco onde os restantes actores andam literalmente aos papéis.

Cineterapia


O Mal-Amado_Fernando Matos Silva

Os 47 lugares da sala Luís de Pina encheram na noite de 18 de Outubro para o reencontro com a primeira longa-metragem de Fernando Matos Silva. Compareceram o realizador, alguns actores, familiares e amigos variados, preenchendo metade, ou se calhar dois terços, da sala (só bloggers de nomeada presentes éramos dois, pelo menos, o que muito contribuiu para o chic da sessão). Tivemos direito a ouvir o Fernando antes da projecção – a qual começaria com um documentário mui bem esgalhado que marca a sua entrada na realização em 1968, Por um Fio… – e quando a fita acabou o aplauso saiu em modo de quase-ovação.

O texto que a Cinemateca disponibilizou, da autoria do também presente Luís Miguel Oliveira e que recebeu o carimbo de “muito bonito” pela boca de Matos Silva, digressa pela análise historicista, a distracção sociológica, a irrelevante subjectividade psicologista. Quase que não fala de cinema, paradoxalmente. Perpassa nesta escrita uma mal escondida dificuldade afectiva, como se o autor se estivesse a obrigar a ser simpático com a obra por motivos intelectualmente espúrios. Aqui entre nós que ninguém nos lê, Luís, podes limpar as mãos à parede.

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Algumas evidências

Apesar do nevoeiro de guerra, e da curiosa situação de não existir ninguém neste planeta acabadinho de chegar aos sete mil milhões de camurços que consiga explicar o que se passa na Europa, a verdade é a de que temos à disposição algumas evidências com que nos orientarmos. Ei-las:

– É evidente que a situação de emergência nacional, com intervenção estrangeira a forçar uma austeridade radical, era o cenário desejado por aqueles que sabiam nunca vir a conseguir diminuir o Estado Social com legitimidade eleitoral.

– É evidente que Passos Coelho não mente, nunca mentiu e nunca mentirá. Porque ele acredita piamente em qualquer ideia, ou esboço de ideia, ou memória confusa de poder ter tido uma ideia, que lhe surja do nada ou entre pelos ouvidos. Daí a espantosa abundância das suas verdades, tantas quantos os dias e as conversas.

– É evidente que o PCP e o BE deviam ajudar o Governo a conseguir cumprir com as suas ambições, dado que esses preclaros partidos ideologicamente puros votaram para que o poder fosse parar às mãos desta mesmíssima direita com quem tantas vezes se aliaram em festa.

– É evidente que um Primeiro-Ministro que tem Relvas como braço-direito não está nada preocupado com a sua imagem, fama e reputação. Esse despojamento, esse abandono de qualquer vanglória terrena, faz de Passos um exemplo de humildade e ascetismo que já inspira vocações monásticas de clausura, como é o caso de Portas.

Adeus feriados

Temos os seguintes feriados nacionais:

Ano Novo
Carnaval*
Sexta-Feira Santa
Páscoa
Dia da Liberdade
Dia do Trabalhador
Corpo de Deus
Dia de Portugal
Assunção de Maria
Implantação da República
Todos os Santos
Restauração da Independência
Imaculada Conceição
Natal

Se fosses tu a decidir dos quatro a serem cortados, dois religiosos e dois civis, quais seriam as tuas escolhas? E porquê?

Pares da República

A TSF teve a feliz ideia de juntar Luís Amado, Daniel Proença de Carvalho, Maria de Lurdes Rodrigues e Nogueira de Brito para conversas a dois. A cada quarta-feira, um par do quarteto fará comentário político e social sob a batuta de Paulo Tavares, que também pontua elegante e eficazmente o Bloco Central com Pedro Marques Lopes e Pedro Adão e Silva.

Este programa está condenado a ser um emissor de inteligência e clarividência. Estamos perante figuras que constituem o escol do regime, um estatuto obtido por aqueles que ultrapassaram todo o sectarismo que molda as elites partidárias, os arrivistas e os brutos.

Finalmente, tanto o conceito como o nome do programa são de uma absoluta perfeição.