11 thoughts on “Jolly good show!”

  1. Como se essa merda desse eleito dos subúrbios de Berbigham tivesse alguma legitimidade para vir falar da Europa e do Euro, que esses bifes da treta sempre sabotaram.

  2. Tem a vantagem de falar claro, embora não passe de um perfeito demagogo!

    Contudo, este tipo de discurso não deixa de representar uma vitória clara da Demagogia anti-europeísta, ainda que motivada apenas por “falta de comparência” da verdadeira Política….

    O sonho europeu vai mesmo acabar num pesadelo, tudo por culpa das “boas intenções” de sonhadores impotentes. Como em Munique, com Chamberlain (e um francês menos recordável – procurem-no na “wikipedia”, se quiserem…).

    Como o Inferno deve estar a abarrotar de durões de caca…

    Resta-nos saber de onde virão os novos sonhadores europeus com firmeza de ação e limpidez de discurso: se das estepes asiáticas, se do interior das Resistências, se algures de Além-mar, como da última vez em que a Europa naufragou…

  3. Ja comentei esta palhaçada no Vias de Facto.

    Trata-se de facto de um reles demagogo. Mas o que acho, sobretudo, preocupante é a descontração com que passamos de um extremo para o outro, desde que nos ofereçam desresponsabilização total.

    Neste blogue, até à derrota do PS, era voz corrente que o federalismo era o unico caminho a seguir, que estava tudo bem no reino do escudo Europeu contra a crise internacional. Era inquestionavel que o futuro estava em Bruxelas. Hoje, estando o PSD no governo, “a Europa” passou a ser o lobo mau, substituindo a cosipada “crise internacional” e talvez também a “ameaça terrorista”…

    Ontem, era ponto assente que a Europa democratica era um projecto legitimo, positivo, belo, de enaltecer. Hoje, parece que não passou tudo de uma sordida argolada por parte de burocratas alemães. Alias, vendo bem, vocês tinham mesmo reparado que fazemos parte da União Europeia ha uma porrada de anos ? tinham reparado que deixamos de pagar as nossas compras em Escudos para pagar em Euros ? Eu não. Isto foi feito sorrateiramente, sem consulta (voto ? eleições ? por acaso alguém se lembra de ver estas coisas em Portugal ?), mais uma vez por esses politicos dissimulados que a sabem toda. Ainda bem que existem caval(eir)os andantes da laia deste Farage par nos informar.

    Alias, pensando bem, se Socrates perdeu as eleições (que não aconteceram), não foi também um bocadinho por causa da Europa ?!! La esta. QED !

    Porrada nela. Porrada nos burocratas. Queremos a nossa soberania de volta, e também Olivença se não se importam !

    Vocês cansam-me, é o que é…

  4. João Viegas: Podes não estar lembrado, mas Sócrates já dizia na altura, quando a especulação começou a empurrar-nos para a ajuda externa, que faríamos o nosso trabalho (de contenção da despesa), estávamos já a fazê-lo até (assim a oposição o tivesse permitido), mas que a Europa tinha que fazer o seu também.

    Segundo ponto: Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. A Europa enquanto conjunto de Estados soberanos e democráticos e tomadas de decisões conjuntas, segundo regras, é uma coisa. A Europa submetida aos ditames e interesses exclusivos da Alemanha e às contingências do seu processo democrático, mas forçada a abandonar ela própria os seus é outra completamente diferente. Para realidades novas, posições novas, claro.

  5. Penélope, não se pode estar a bem com o “- Porreiro, pá!” e a mal com a Merkel!

    Não há “posições novas” que nos garantam o “Sol na eira” e a “água no nabal”!

    Quem quis o Tratado de Lisboa, sem Referendo, quem quis os dinheiros europeus para os Metros do Porto e do Mondego, para a Ponte Vasco da Gama, para os Polis e para essa megalomania do “Euro’2004” e do Parque das Nações, não tem moral para vir agora cuspir em quem lhe deu a hipótese de poder construír tudo isso!

    Não há “realidades novas” coisa nenhuma: há apenas a morte anunciada de uma geração de políticos hipócrita e irresponsável! Há que fazer penitência e apontar o dedo aos culpados, desde o Mário Soares e o Cavaco ao Durão Barroso e o Sócrates, passando pelos Guterres, os Salgueiros, os Catrogas, os Cadilhes, os Limas, os Jardins Gonçalves, os Salgados, os Ulriches, os Albertos Joões, os Izaltinos, os Loureiros e todos, todos os que nos venderam um País de Disneilândia, atafulhado de ilusões e sem quaisquer deveres!

    Deixem-se dessas calimerices cobardolas de apontar o Sarkozy e a Merkel, que dão lições de verdadeira Democracia e Competência a qualquer badameco falante da tvi ou da sic, só porque é fácil e capta audiências imbecilizadas!

    Não, isto agora não vai lá com testes de escolha múltipla: agora a guitarra é SÓ para quem tiver unhas! Cheguem-se à frente, tocadores, ou então HABITUEM-SE!

  6. Cara Penélope,

    1. O meu comentario não é contra o Socrates.

    2. O Farage foi eleito por euro-cépticos britânicos que lutam claramente contra o processo de integração politica e que prefeririam ver o RU fora da comunidade (ora, mais uma vez, o processo de integração não é propriamente uma novidade, nem um plano maquiavélico escondido durante décadas às populações !). Que eu saiba, a Europa de que falas, “conjunto de Estados” que não abdicaram da sua soberania nem transferiram poderes politicos, é a que (ainda) tens à tua frente, com orgãos técnico-burocraticos, sem legitimidade democratica, que se limitam a assegurar a secretaria de uma permanente conferência dos chefes de Estado em que manda quem pode. Isto é assim porque os cépticos como o Farage conseguiram bloquear as reformas (timidas, insuficientes) no sentido de haver maior legitimidade dos orãos supranacionais, e mais poderes aos que são representativos. Portanto do que é que o Farage se queixa, ao certo ?

    3. Mas o que é isso ao pé de um senhor com ar varonil a apontar o dedo com arrojo na direcção dos “poderosos”…

    4. No fundo, até duvido que estejamos em diferendo quanto ao essencial. Eu também tenho reticências em relação ao que nos é, falaciosamente, apresentado como uma exigência decorrente da integração europeia. Eu também acho que esta na altura de dizer alto e bom som que a Europa é um projecto politico e que a integração economica so foi aceite na medida em que favorecia esse projecto politico. Percebo isso tudo e acho que ja fiz, aqui mesmo, comentarios nesse sentido.

    5. Mas francamente consigo imaginar formas mais subtis, e mais eficazes, de mandar esta mensagem, que não sejam aplaudir de forma acritica as baboseiras do perigoso demagogo que se vê oficiar na peça ali em cima.

    Boas

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