O procurador António Beirão, em tribunal, criou um momento histórico. Com isto: “Ninguém tem dúvida de que José Sócrates foi objecto de uma campanha que constituiu um assassinato de carácter.” Estamos em 2026. Quem antes, na turbamulta dos linchadores, tinha reconhecido tal? Ninguém de ninguém. É uma declaração chocante porque humaniza a vítima. E isso fica como uma chatice do caralho pois a violência política que deu origem e continuidade à Operação Marquês pede que se desumanize constante e totalmente o alvo. Para que seja violentado de forma maximalista. A declaração surpreende também pela honestidade colectiva que assume, o “ninguém tem dúvida”. De facto, como ter dúvida? Seria igual a duvidar da capacidade do Sol para iluminar e aquecer a Terra.
Aqui neste pardieiro, pelo menos desde 2009 (se calhar antes), deu-se e dá-se muito gasto ao conceito. Não há dúvida que subsome mais de vinte anos da práxis da direita decadente.
agora só falta dar destaque à noticia do new york times que também criou um momento histórico ao expôr a situação dos reféns palestinianos e da violência sexual a que estão sujeitos. e depois dizer que desde 2023, se calhar antes, já neste pardieiro se fazia a lavagem pública dessas prácticas e se apoiavam os violadores como defensores dos nossos valores perante a barbárie.
ou então silêncio, o que vai dar mais ou menos ao mesmo, mas sem obrigar aqui os escribas a reflectir muito sobre a sua cumplicidade.
Muito antes de ter sido detido, já o zezito tinha suicidado o carácter, as conversas populares sobre corrupção dele e do vara eram corriqueiras , até entre militantes socialistas .
Os procuradores que se fartam de procurar e não encontram nada.
Já o ceo aqui do xiqueiro encontra sempre um sinal qualquer para trazer aqui uma aragem sobre o socretino.
Se acaso acontecer o ex 1º sinistro ter um fanico ou lhe cair um avião no para brisas, acaba aqui o fungagá.
Mas convenhamos, o dito cujo, apesar de todos os males ou pseudo males, que lhe imputam, não fez tanto mal a quem o elegeu, ou não, como o láparo ,o monte de loisas e o abracinhos fotogénico, e fora o que está para vir.
O povo é sereno.
Eduardo Dâmaso na coluna do CM de domingo.
É impossível destruir o que não existe: o carácter de Sócrates
JoseM, é um texto fixe, acaba a pedir o castigo do procurador António Beirão.
Tem sido assim desde o 1º dia quer diretamente com o próprio quer com terceiros que digam algo em defesa de Sócrates e, vindo do velhaco Dâmaso ou da vellacona Laranjo do “cm” altamente interessado no negócio, então trata-se de um jogo de facas ao alvo.
Repare-se que nos inimigos figadais de Sócrates há sempre uma motivação de vingança:
Cavaco Silva começou, como outros, por querer apoderar-se das iniciativas consecutivas e inovadoras de Sócrates e este não lho consentiu; em cima desse azedume criado na cabeça do desconfiado cavacoiso outro ainda maior lhe é criado quando Sócrates legisla a proibição de acumulação de pensões (parece que também o atual PAR se fez esquecido de tal). As tais duas célebres pensões que, dizia, não lhe chegavam para as despesas.
Aos Magistrados juízes e Procuradores, Sócrates corta-lhes velhas regalias e prebendas, adquiridas pela prestação de favores ao salazarismo dos tribunais especiais e ainda por cima obriga-os a trabalhar mais e mais horas mensais e menos horas e tardes de almoçaradas nos restaurantes. A vingança, logo, desde então foi ideia fixa e de rápida atuação em acelerado.
Ao Belmiro, como disse no post atrás, Sócrates não só não lhe foi ao beija-mão como não lhe permitiu a golpada da “opa” sobre a PT. Belmiro rondou, tentou mansamente como de costume e nada; a raiva de o poderoso do Norte soltou-se e as velhas manhas usadas contra os familiares também herdeiros do sogro banqueiro do Porto vieram ao de cima até hoje; a belmirada gente, ainda hoje, continua o massacre de tiro ao alvo no carácter do “homem diabo”.
Aos psdês da escola cavaquista, Santana, Passos Coelho, Manuela e seus discípulos menores, Sócrates cilindrava-os politicamente nas ideias inovadoras e na acção de implementação delas no terreno; estes viram as suas vidas políticas e possibilidades de ir ao “pote” altamente reduzidas por tempo indeterminado pelo que enveredaram todos pelo ambiente em marcha, contra o país, de apoio às campanhas mediáticas da PGR por interposta imprensa quer “tablóide” quer de “referência”.
Ao Ivo Rosa que leu todo o labiríntico “processo” e em tribunal disse de seu honrado carácter o que achou justo e injusto acerca de tal amontuado de sugestões e insinuações disfarçadas de acusações, os pulhas não mais lhe perdoaram e fizeram ao colega o mesmo que andam a fazer a Sócrates há década e meia; um record nacional de pulhice jurídica.
Também na limpeza que pretendeu fazer na construção selvagem de barracas quer nas ilhas do Algarve quer nos mamarrachos nas falésias e praças históricas o consagraram como alvo a abater; depois dele nada mais se fez à vista em prol da defesa das costas ribeirinhas ou marítimas.
Toda a vida política de Sócrates desde o momento que entrou para o governo e iniciou um modelo vivo, ativo, decidido de pôr novas ideias em marcha em prol do melhoramento do país foi um desassossego nas cabeças dos mal amanhados de inteligência mas bons no amanhanço.
E o folhetim continua; Sócrates, o antigo, aceitou a cicuta em vista da imortalidade da alma; o nosso Sócrates não acredita na alma nem aceita imortalidades a troco de vender-se ao diabo.
Do que Jose Neves escreveu supra, e que muita alminha já não se lembra ou tenta esquecer, pode-se deduzir o seguinte.
Quem mexe em colmeias de vespas, arrisca-se a ser atacado pelo enxame.
Apesar disso há muita sombra sobre a proveniência de rendimentos da vida de Socrates, mas ao não conseguirem encontrar provas inequívocas de corrupção, ou a marosca foi muito bem feita e eles são uns incompetentes, ou de facto não há nada para encontrar.
Já noutros casos que sabemos, desde as privações do pulico para o privado, o bpn, á casinha nos algarves e outras cenas recentes, nicles, não se passa nada.
E aguardem, que agora parece que o tribunal de contas é capaz de levar rumo, para não andar a atrapalhar a mama, perdão, digo a eficiência da atribuição de contratos publicuzinhos.