Fernanda Câncio, em Novembro, expôs uma caluniadora profissional de nome Ana Henriques e o jornal que lhe paga para essa função: “Fernanda Câncio esquivou-se”. A tal Ana Henriques, e o tal jornal, continuam indiferentes a produzir conteúdos para a indústria da calúnia. Veja-se um recente exemplo:

Uma das estratégias de assassinato de carácter de que Sócrates foi alvo, que até hoje tem obsessivo uso no comentariado e no “jornalismo”, a qual teve em Pacheco Pereira e Manuela Moura Guedes dois dos seus mais patéticos cultores, consiste em retratar o alvo como um ser agressivo, iracundo, demoníaco. É o que a Ana caluniadora faz no trecho citado, carimbando como “hostilidade” a forma sentida como um acusado responde em tribunal ao que considera ser a continuação da diminuição e violação dos seus direitos – agora agravada por vir pela boca de juízes. Daí o seu gosto em grafar a oralidade e despachar pontos de exclamação. Mas a senhora faz mais, chega ao ponto de publicar isto: “julgamento em que responde por ter sido corrompido pelo antigo banqueiro Ricardo Salgado e pelo Grupo Lena“. Ou seja, julgamento inútil posto que a Ana caluniadora já deu como transitada em julgado a acusação dos seus amigos no Ministério Público.
No mesmo dia em que saía isto no pasquim, um dos directores assinava o seguinte editorial: Sócrates contra o Estado, o Estado contra si próprio. Tudo espremido, o fulano achou que os leitores precisavam de conhecer o seu estado de azia por haver um cidadão que estava a usar as leis para se defender em tribunal de uma acusação que considera injusta, falsa e politicamente motivada. Como director-adjunto de um pasquim quis justificar o salário, repetiu a difamação de ser Sócrates o principal responsável pela morosidade do processo e pelos atrasos no julgamento. E no final deixou um aviso, uma visão apocalíptica: “Ai de nós se não conseguem engaiolar o homem!”
É caso para repetir a chinelada que a Ana deixou pendurada no texto, e que não incomodou ninguém no jornal: “Sois pulhas? Concerteza que sois.”
Ana Henriques e Paulo Candeias são duas bestas. Não atingem os mínimos da moral cívica indispensável à vida decente na sociedade. Aos dias de hoje, olhando para o elenco político em acção no palco nacional e no palco internacional, a bravura com que José Sócrates se bate, sozinho, pelo que considera verdadeiro e justo, é das poucas coisas que ainda me faz ter esperança na humanidade.
COISAS QUE NÃO INTERESSAM PRA NADA
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Animal feroz não era a alcunha do homem.?
E sim, é malcriado, hostil e arrogante.