Adeus feriados

Temos os seguintes feriados nacionais:

Ano Novo
Carnaval*
Sexta-Feira Santa
Páscoa
Dia da Liberdade
Dia do Trabalhador
Corpo de Deus
Dia de Portugal
Assunção de Maria
Implantação da República
Todos os Santos
Restauração da Independência
Imaculada Conceição
Natal

Se fosses tu a decidir dos quatro a serem cortados, dois religiosos e dois civis, quais seriam as tuas escolhas? E porquê?

16 thoughts on “Adeus feriados”

  1. O Carnaval não é feriado. Tem sido prática (interrompida apenas uma vez – por Cavaco – desde 1974) o governo conceder tolerância de ponto nesse dia.
    Por mim, cortava todos os religiosos excepto Natal, sexta-feira santa e Páscoa, pois reconheço que são vestígios da matriz cultural católica que passaram para a sociedade civil e acabam por tomar feições laicas. Dos civis cortava só a Restauração da Independência.
    Dentro dos parâmetros dados pelo Valupi, cortava Corpo de Deus, Assunção de Maria, Restauração da Independência e Dia de Portugal.

  2. Carnaval e dia de Portugal nos civis por me parecerem os menos importantes dos existentes.

    Assunção de Maria e Imaculada Conceição nos religiosos pois parece-me que de alguma forma são “festejadas” noutras datas já existentes.

    Mas também considero que não se deveria cortar assim feriados por cortar pois ainda não consegui ver xplicado em que é que realmente ganhamos com este corte.

  3. Por mim, da lista acima, ficavam apenas:
    Ano Novo, por causa das ressacas
    Dia da Liberdade, porque é importante a gente sentir-se livre
    Dia do trabalhador, como reflexão permanente da parte mais frágil na relação capital-trabalho
    Dia de Portugal, porque é importante alimentar a idéia de que as pessoas têm algum gosto em ser portugueses
    Natal, porque é uma tradição de encontro familiar, de visita à terra, da fogueira, do menino Jesus, do presépio, dos fritos, das couves e do bacalhau

  4. Assunção de Maria e Imaculada Conceição nos religiosos. Ninguém, mesmo entre católicos, lhes dá importância alguma, e a mim o exagerado culto mariano chateia-me.
    Restauração da independência soa-me sempre a “pronto, está arranjado, vamos celebrar”. Não vejo nenhuma razão para celebrar o dia em que deixámos de ser invadidos pelos espanhóis. Independência e Dia de Portugal devem ser sinónimos, basta um, talvez um “dia da fundação”. Convém, no entanto, conferir se este feriado não infringe nenhuma norma comunitária, e obter a autorização da troika.
    Implantação da República, só para chatear os adoradores do escroto de Duarte Pio, vulgo monárquicos – está tão implantada e é tão normal que já nem é preciso comemorar. Não há melhor homenagem a uma ideia do que a banalização.
    E transformar o dia da liberdade no dia da democracia, para actualizar o conceito e chatear os comunas, os salazaristas e a Dra. Manuela. Está bem, se calhar só daqui a uns anos… ;)

  5. Cortava:

    NATAL porque apenas estimula o consumismo logo o sistema capitalista
    DIA DA LIBERDADE porque perpétua a ilusão de que somos livres, não somos.
    DIA DO TRABALHADOR porque celebra a glória de sermos escravos
    O DIA DE PORTUGAL porque esta merda não é um país é uma coutada.

    Just Kidding,seriously!

  6. Cortar para quê, se o problema do (des)emprego só pode resolver-se com uma partilha mais justa do tempo de trabalho ?
    Jnascimento

  7. De acordo com os cortes do Vega.
    Devia cortar-se ainda o Corpo de Deus, que é mentira: sempre ouvi dizer que Deus é espiritual e incorpóreo.

  8. O dia do trabalhador podia ser substituído por um feriado individual móvel, ao critério de cada trabalhador, no dia que mais lhe conviesse.

  9. Nenhum. Não vai servir de nada, a não ser para haver mais trabalho, mais barato, menos descanso e menos produtividade.

    Eu até proporia que se criasse o feriado da Paciência Nacional, que já merecemos.

  10. – O primeiro feriado a ser anulado deveria ser o 25 de Dezembro, pois sem o
    respectivo subsídio não faz sentido comemorar …. TRISTEZAS
    – Depois, o 1º de Maio, dia do trabalhador, uma vez que uma
    grande parte dos mesmos estão …. NO DESEMPREGO
    – O terceiro, o dia 25 de Abril, deverá ser só considerado como de
    tolerância de ponto, e … SOMENTE ENTRE AS 00,00 E AS 06,00
    HORAS DA MANHÃ
    – A seguir deverá ser eliminado o 10 de Junho, uma vez que quem
    manda nesta porqueira é …. A TROIKA
    – Contudo, deverémos manter-nos inflexíveis na defesa do 1º de
    Novembro, visto ser … DIA DA COMEMORAÇÃO DOS MORTOS

    (isto não é uma proposta minha; ISTO É O CONTEÚDO DUM FOLHETO QUE CIRCULA PELA BASE NAVAL DO ALFEITE E EM OUTRAS INSTALAÇÕES DA MARINHA)

  11. cortava o dia 1 e/ou 8 de dezembro porque em dezembro há feriados qb ; o domingo de páscoa , pá..tanto faz ser feriado ou não , é domingo , a maior parte das pessoas já não trabalha ; e os outros tinha de ver o calendário para cortar onde houver mais feriados seguidos , como em dezembro. penso que é por aí que se deve ir , não por importância hierarquica das festividade , que isso é muito relativo.

  12. para mim é óbvio. o natal, a restauração da independência, a imaculada conceição e o dia de portugal. o primeiro porque é uma data comercial e não relegiosa: cristo não nasceu naquele dia, ponto; o segundo porque é vergonhosamente enganador para além de que marca um momento particularmente asnático da nossa história; o terceiro porque não existe essa coisa de imaculada conceição, maria, albertina, etc; o quarto é uma anedota.

  13. Civis: o 1º de Maio e o 1º de Dezembro. O primeiro porque não faz sentido celebrar o dia do Trabalhador fora do trabalho (poderia e deveria comemorar-se a trabalhar), nem tem qualquer significado real numa Sociedade livre, justa e democrática (que já deveríamos ser). Até porque existe um com quase o mesmo significado, históricamente nosso e até perto no calendário (o 25 de Abril). O segundo porque não faz qualquer sentido comemorar a “restauração” de algo que, por um lado, já não existia (a 2ª Dinastia da nossa Monarquia) e, por outro, nunca deixou de existir legalmente (Portugal)!

    Católicos: tanto faz, desde que não sejam nem o Natal, nem a Sexta-feira Santa, que já adquiriram significados sociais extra-religiosos. Pessoalmente, tenho que o 8 de Dezembro é simplesmente absurdo (e o 15 de Agosto idem, embora saiba bem porque permite poupar um dia de férias no tempo de Verão). Mas o Corpo de Deus e o próprio Carnaval poderiam ir à vida sem problemas, desde que se acrescentassem dois dias às férias dos trabalhadores, a gozar de forma interpolada (e assim cada um celebraria aquilo que bem entendesse fora do plano oficial de Feriados…).

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