Para o estudo da gente séria

Quão mais se conhecer do que aconteceu no BPN ao tempo em que os amigos eram convidados a comprar acções a preços de grande amigo, melhor se compreenderá a fúria caluniadora e conspirativa onde a direita dos lusos negócios se baba e rebola.

17 thoughts on “Para o estudo da gente séria”

  1. não sejas assim, os tipos tinham um fundo imobiliário que valia mais de 60 milhões e passou a valer zero porque o sacana do Sócras, é assim que lhe chamam, não é?, não mudou o IPO mas é tudo boa gente e de certezinha que nem se ralaram com isso…

    (pénis me coitem, como diz a outra, se estivéssemos a falar de uma caixa de robalos até a cor das cuecas dos gajos já tinha sido notícia)

  2. (eheheh, daqui a pouco vais ter o rex, que se ofende muito com estas roubalheiras, a replicar que o bpn não é nada comparado com o face oculta)
    pois, tiraram o tapete à jogada que já estava planeada para sacarem muito ao estado à custa de informações previligiadas sobre a construção do novo ipo. parece que algo semelhante se passou com a construção do novo areoporto em alcochete, decisão forçado pelo cabecilha desta banda, o aníbal cavaco. e já nem falemos das telecomunicações do daniel sanches, um ex-bpn que quando chegou a ministro atribuiu de bandeja um contrato de 500 milhões ao grupo sln. enfim, o problema é que os procuradores estão cegos e os jornalistas idem.

  3. E anda-se nisto… Os assanhados do centro-esquerda rejubilam com a cleptocracia no laranjal enquanto os do centro-direita masturbam-se com o desgoverno do capitalismo clientelar do socialismo e o cidadão,contribuinte,trabalhador,pensionista, a tentar manter a cabeça à tona da trampa.

  4. A operação Face Oculta com Rabo de Fora destinava-se, de facto, a fazer o máximo de ruído possível para desviar as atenções do tenebroso folhetim BPN.

    Ainda hoje visa em parte isso mesmo, apesar de estar um pouco descaída para robalos e alheiras…

    Com a face oculta, valia tudo! Até escutas ilegais ao primeiro ministro – o que, num estado de Direito, deveria ter resultado no julgamento dos responsáveis pelas gravações.

    A páginas tantas, a operação Face Oculta foi redireccionada, passando a visar principalmente Sócrates e o seu governo. Era preciso derrubar Sócrates e mudar de governo, porque havia gigantescos interesses em jogo e, em particular, o caso BPN prometia dar completamente cabo do PSD.

    Do folhetim BPN ignoram-se ainda hoje numerosos episódios. Aquilo é uma torrente de lama inesgotável.

    Que eu me lembre, o agora falado caso IPO/Duarte Lima, de que Isaltino também foi uma peça fulcral, não foi sequer abordado durante o Inquérito Parlamentar sobre o BPN – inquérito a que o PSD se opôs então com unhas e dentes, como é sabido. A táctica então escolhida pela quadrilha laranja foi desencadear um inquérito parlamentar paralelo, para averiguar se Sócrates estava ou não a asfixiar a comunicação social!! Mais uma vez, uma produção de ruído para abafar o caso BPN e desviar as atenções.

    Mas é interessante examinar como é que o negócio IPO/Lima foi por água abaixo.

    Enquanto Lima filho, Raposo e Cia. criavam um fundo com dezenas de milhões amigavelmente cedidos pelo BPN de Oliveira e Costa, Isaltino pressionava o governo para deslocar o IPO para uns terrenos de Barcarena, concelho de Oeiras. Isaltino comprometia-se a comprar os terrenos (aos Limas e Raposo, como sabemos hoje) com dinheiro da autarquia e a “cedê-los” generosamente ao Estado para lá construir o IPO. Fazia muito jeito que fosse o município de Oeiras a comprar os terrenos e não o ministério da Saúde, porque assim o preço podia ser ajustado entre os amigos vendedores e compradores, quiçá com umas comissõezinhas a transferir para a Suíça.

    Duarte Lima tinha sido vogal da comissão de ética (!!!) do IPO entre 2002 e 2005, estava bem dentro de todo os assuntos e tinha óptimas relações para propiciar o negócio. Além disso, construiu a imagem de homem que venceu o cancro, história lacrimosa com que apagava misérias anteriores. O filho e o Vítor Raposo eram os escolhidos para dar o nome, pois ao Lima pai não convinha que o seu nome figurasse como interessado no negócio.

    Em Junho de 2007 Isaltino dizia ainda que as negociações para a compra dos terrenos em causa estavam “em fase de conclusão” (só não disse nunca foi a quem os ia comprar, claro). E pressionava o ministro da Saúde: “Se se der uma mudança de opinião do governo, o cancelamento do projecto não será da responsabilidade do município de Oeiras.”

    Como assim, “mudança de opinião do governo”?

    Na verdade, Correia de Campos apenas dissera à Lusa que o governo encarava a transferência do IPO para fora da Praça de Espanha e que estava a procurar um terreno, em Lisboa ou fora da cidade, para esse efeito. Nenhuma decisão tinha sido tomada, nem nunca o seria antes das eleições para a Câmara de Lisboa, que iam realizar-se pouco depois, em Julho de 2007.

    No decorrer do ano de 2007, porém, a Câmara de Lisboa, cuja presidência foi conquistada por António Costa, anunciou que ia disponibilizar um terreno municipal para a construção do novo IPO no Parque da Bela Vista Sul, em Chelas, Lisboa. Foi assim que se lixou o projecto Lima-Isaltino: o ministro Correia de Campos não cedeu às pressões de Isaltino e a nova Câmara de Lisboa pretendia que o IPO se mantivesse em Lisboa. Com Santana à frente da autarquia e um ministro da Saúde do PSD teria tudo sido provavelmente muito diferente. E os Limas e Raposos não teriam hoje as chatices que se sabe. E Duarte Lima até talvez já tivesse uma estátua no Parque dos Poetas do amigo Isaltino.

    Sabemos como, alguns meses depois deste desfecho, Correia de Campos foi atacado por Cavaco no discurso presidencial de Ano Novo, em 1 de janeiro de 2008. Desgostado com as críticas malignas do traiçoeiro Presidente, Correia de Campos pediu a sua demissão ainda nesse mês. Não sabemos nem podemos saber o que terá levado o PR a visar dessa maneira um ministro do governo Sócrates, por sinal um dos mais competentes. Que Cavaco queria a pele de Correia de Campos, foi bem visível. Por causa do fracasso do projecto do IPO/Oeiras e dos prejuízos causados ao clan Lima e à mafia laranja? É bem possível!

  5. atão ninguém fala dos terrenos de alcolhete comprados pelo bpn depois do cavaco ter garantido a localização do aeroporto.

  6. Caro anonimo: da compra dos terrenos de Alcochete pela Pluripar com um empréstimo do BCP (e não do BPN) falou-se durante o inquérito parlamentar sobre o BPN.

    A tal Pluripar, propriedade do Dr. Fantasia (!) e da SLN, deve 180 milhões ao BPN…

    Ver o relatório final, p. 94:

    http://mediaserver.rr.pt/newrr/RELAT%C3%93RIO_BPN_-vers%C3%A3o_final_06Julho20093949cb5c.pdf

    Do negócio IPO/Oeiras e dos 47 milhões de crédito concedido à firma do Lima filho e do Raposo para compra dos terrenos não se falou no inquérito parlamentar. Estariam distraídos com alguma história de robalos?

    O honesto e sério sr. Cavaco Silva está em todas as jogadas, como elemento credibilizador e como fonte de pressões.

  7. Parece que o inefável Dr. Fantasia entretanto vendeu a sua parte à SLN. O relatório não é muito claro sobre o negócio Alcochete.

  8. A heart that’s full up like a landfill
    A job that slowly kills you
    Bruises that won’t heal

    You look so tired and unhappy
    Bring down the government
    They don’t, they don’t speak for us
    I’ll take a quiet life
    A handshake of carbon monoxide

    No alarms and no surprises
    No alarms and no surprises
    No alarms and no surprises
    Silent, silent

    This is my final fit, my final bellyache with

    No alarms and no surprises
    No alarms and no surprises
    No alarms and no surprises please

    Such a pretty house, such a pretty garden

    No alarms and no surprises (let me out of here)
    No alarms and no surprises (let me out of here)
    No alarms and no surprises please (let me out of here)

    http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=uAk93YZgTts

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