Vinte Linhas 690

As gralhas, as falhas e outras batalhas (a Joaquim Camacho)

Corria o ano de 1991 quando uma arreliadora gralha caiu numa crónica de Júlio Conrado publicada no Jornal de Letras: em vez de «minúcia» surgiu a palavra «música» a definir os Ingleses. Na crónica seguinte Júlio Conrado, com algum humor, desabafou: «Ainda se fosse o cricket, o golf, os cavalos, o Times, vá que não vá, mas agora a Música, My God!».

No passado dia 13 de Novembro o Diário de Notícias publicou na sua página 48 uma notícia e excertos de uma entrevista com a escritora Isabel Allende. Aqui já não será uma gralha no sentido mais clássico da palavra. Será outra coisa. No perfil da autora está escrito «É filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo direito de Salvador Allende». No corpo da notícia lá está «Se Salvadro Allende defendeu o Chile com a vida, Isabel Allende, sua sobrinha, defende-o até hoje com as suas palavras». Temos aqui uma falha – a senhora não pode ser, ao mesmo tempo, prima em segundo grau e sobrinha. Filha de um primo significa «prima em segundo grau». Sobrinha é a filha de uma irmã ou irmão. É outra coisa.

No dia a seguir ao Portugal – Bósnia o jornal METRO publicou uma ficha do jogo com apenas 10 jogadores titulares mais três suplentes utilizados. A saber: Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, F. Coentrão, J. Moutinho, Raúl Meireles (R. Micael 63m), Miguel Veloso, Nani (Quaresma 83m), Hélder Postiga (Carlos Martins 84m). Faltou aqui o Cristiano Ronaldo; dito de outra maneira – alguém borrou a pintura. Porque ninguém leu de novo, porque é tudo à pressa e o serviço precisa de ser feito haja o que houver e custe o que custar. São gralhas, são falhas, são batalhas. Batalhas perdidas, claro. Porque até há uns senhores que dizem «então agora os computadores já fazem esse serviço de revisão». O triste resultado está à vista.

11 thoughts on “Vinte Linhas 690”

  1. se tivesses vergonha távas era calado, pois deves ser o gajo que mais gralhas aqui posta, para não falar do teu menú promocional erros & confusões. porra de mania tentar promover-se com argumentos d’antanho que ninguém leu há 20 anos atrás ou com a qualidade literária de uma notícia desportiva de um jornal grátis, só pode ser dor de corno de uma avençazita que não pinga. tamém anotei a dedicatória entre pêgas de serviço, heckle to jeckle.

  2. “ODE” A UM COMENTADOR ANÓNIMO

    Vai-te foder, anónimo merdoso e poltrão,
    furúnculo pestilento em hemorróida de macaco,
    escarro tuberculoso enxertado em cagalhão!
    Acaso temos culpa do desgosto que te consome quando te olhas ao espelho?
    Com que direito nos obrigas, afogados pela crise,
    a gastar o dinheirinho em “Baygon Animais Rastejantes” para lidar com a tua laia?
    Que culpa temos nós que para escrófulas da tua raça, parvalhão,
    só restasse a licenciatura em vomitório de terceira classe?
    De que puta de ETAR fugiste, meu cabrão?
    Que o Milagre do Autoclismo se abata sobre ti, coliforme repugnante,
    e Nossa Senhora da Santíssima Reciclagem te dissolva no seu seio, dejecto infame!

  3. anonimo, que me dizes a este caso amoroso entre o jcf e o Camacho? Cá para mim são uma e a mesma pessoa. Tudo não passa de uma punheta narcísica do poeta, que tem um heterónimo escatológico.

  4. nã… são dois, ambos merda, daí a confusão de cheiros porque na forma são distintos, diarreia militante e cagalhão liofilizado.

  5. O Sapador já há muito tempo que não aparecia por aqui. Está cada vez mais na mesma. Sempre alucinado e delirante. O maluco faz jus ao cognome – cada vez mais doido. Agora diz que somos a mesma pessoa. Eu e Joaquim Camacho. Já quando dediquei um texto a Manuel Pacheco se fartou de chafurdar. Não há pachorra…

  6. jcf e Camacho: se não são a mesma pessoa, são almas gémeas. Um diz peide-se, o outro diz cague-se.

    Agora que leio com mais atenção os vossos textos fedorentos, vejo que a bosta é diferente. Tenho que dar razão ao anonimo. A prosa camachosa é mais merdífera e expectorante, recorrendo até a sugestivas imagens de hemorroidal macacóide. A prosa do jcf é simplória, não tem asas, é um cagalhão pedestre.

  7. Caro jcfrancisco, a casa é tua, mas acho que fazes mal em não instalar um sistema automático de eliminação da trampa, como o que o valupi arranjou há uns dias para um coliforme virulento que teimava em lhe empestar a sala.
    Antes do 25 de Abril, quando não havia blogues nem caixas de comentários, estes dejectos sem nome ocupavam metade do seu tempo espreitando por detrás dos cortinados, ou encolhidos no fundo do quarto, à noite, luzes apagadas, binóculos assestados na vizinhança, espiando e anotando. A outra metade gastavam-na bufando, rabiscando excitadamente patrióticas cartinhas à PIDE. Ou era o João da Silva que, garantiam, tinha deixado escapar três pingos de mijo para fora do penico, mas significativamente para o lado esquerdo do dito, indício fortíssimo da sua militância comunista. Ou o Luís Nunes Canhoto, cujo potencial subversivo a mal da nação era sobejamente indiciado pelo apelido. Ou até mesmo a pobre da mãezinha deles, pobres bufos, que lhes pregara um estaladão com a mão esquerda (vade retro… ou vá de metro!) depois de os apanhar a esgalhar uma pobre segóvia meio desidratada à conta da escanzelada mama também obscenamente esquerda da balzaquiana gorda do 1.º esquerdo do prédio em frente.
    Provavelmente pisaste inadvertidamente pelo menos dois dos muitos cagalhões que enfeitam os nossos belos passeios e levaste-os para casa sem dar por isso. Se tens quintal, aconselho-te a fazer uma pilha com todos os sapatos e botas que actualmente deténs, borrifá-los com bagaço ordinário e chegar-lhes um fósforo. Terás de gastar umas massas na renovação do calçado, e mais uns trocos num produto qualquer para desinfectar o soalho, e olha que nem assim te garanto sucesso. A merda é insidiosa e persistente!
    De qualquer modo, apesar da consideração que me mereces, espero que compreendas a relutância que sinto, e que sentem todas as pessoas decentes, sem vergonha do nome que assinam, em continuar a partilhar sala e sofás com a trampa que, malgré toi, se te colou aos sapatos! Um abraço.

  8. Ó zeca galhão, pá. andas a istravazar-te pá, ganda bácuru, autoclismo pra ti é pôcu, pá, precizas é duma discarga há maneira, com cor e tudo, rende-te pá, rende-te, vale mais uma linha do anónimo, meu, do ca tua gravosa iscrita indocumentada. ehehehheh

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