O primeiro-ministro zeitgeist

Passos Coelho foi uma excelente escolha do povo livre para nos conduzir à vitória neste agudizar das crises europeia e mundial. É que o nosso primeiro-ministro tem esta característica extraordinária: surge permanentemente anestesiado. Mesmo quando se obriga a parecer choroso, ou porque está a dizer a quem votou nele que fará exactamente o contrário do que prometeu ou porque partilha convicto o seu ideal de um Portugal ainda mais pobre, no fundo daquela carcaça encontra-se um bloco granítico imune a qualquer transe afectivo. E esse amoralismo pragmático inane adequa-se na perfeição a um projecto governativo politicamente desmiolado, onde a contabilidade se erige como critério absoluto e predatório.

O facto de Relvas, esse monumento à vulgaridade, ser o seu braço-direito só vem confirmar o diagnóstico: eis um homem invulgarmente invulgar.

3 thoughts on “O primeiro-ministro zeitgeist

  1. qual vulgaridade? o termo técnico é aldrabão, aliás aldrabões. gostava de os ter visto em campanha com a treta da mão-de-obra barata e cortes no social, isso é que era invulgaridade.

  2. Aldrabão é um adjectivo aparentemente forte mas que apenas significa, segundo o Morais e Silva, (dicionário Compacto da Língua Portuguesa) ” Grande Aldraba. Trapalhão. Ferro onde passa o correão, para levantar o coche. O que faz o trabalho mal feito. Já Aldrabar, parece mais adequado á personagem. Enganar; atrapalhar; trapacear; mentir.

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